DISQUE “H” PARA HERÓI #1 & SURPREENDENTES X-MEN #49 – “They tried to make me go to rehab But I said no, no, no”

Por Venerável Victor “Disque “M” para macaco” Vaughan

Disque H para herói é uma revista em quadrinhos da DC comics que conta as histórias de um misterioso “disco de telefone” que permite a qualquer pessoa comum se tornar um super herói por um curto período de tempo. Cada vez que é “discado” o DIAL possibilita ao dono  transformar-se (sem poder escolher) em um novo super ser, com nome, uniforme e poderes diferentes. A série original estreou em 1966 na revista “House of Mistery” (que também publicava as histórias solo do Caçador de Marte) e teve 18 edições. Mais duas tentativas de emplacar com o título foram feitas em 1980 e em 2003.

Estreias anteriores: House of Mistery #156 (1966) – Adventure Comics #479 (1980) – H.E.R.O. #1 (2003)

Disk H for hero #1

Essa é a história de um homem que tenta salvar a vida do amigo de suas péssimas escolhas, ao passo que esse amigo também faz o mesmo por ele.

Essa revista faz parte dos novos títulos pós reboot, ou a “SEGUNDA ONDA”, como são chamados. Antes de mais nada, vale lembrar que nenhum dos títulos “sombrios” dos Novos 52 lançamentos iniciais da DC  foi cancelado até hoje. Dito isso, começam os SPOILERS.

Capa do MESTRE Brian Bolland

São dois perdedores. O obeso Nelson Jent, que ainda não chegou aos trinta anos, tem problemas cardíacos e está fumando sem parar rumo a sua morte, por conta de uma maré de má sorte (no passado ele foi alguém bem diferente do que é hoje) e Darren Hirsch, sadio de corpo, mas na vida pessoal se misturou com um “bando” bem barra pesada. Quando Darren, ao sair da casa do amigo, em uma missão de resgate é agredido em um beco, por capangas que trabalham para seu misterioso empregador conhecido apenas como XN, Nelson entra desesperado em uma antiga cabine telefônica para pedir socorro, discando os números: 4376…(porque ele disca esses números e não 911…também é um mistério)

Mas não é Nelson que sai de lá em seguida, é o Boy Chimmey – Garoto Chaminé? – que parece uma versão ainda mais surreal, porém heroica do personagem “” Nick O’Teen” do filme : Estranho mundo de Bob. Esse Garoto Chaminé , é capaz de manipular cinzas e fumaça e dá conta de por os agressores para correr do beco (não sem antes dar uma surra em todos) e após isso, carrega o corpo ferido de Darren para o pronto socorro mais próximo, voltando à forma humana logo em seguida.

Nelson acreditando que sua transformação de alguma forma estava relacionada com a cabine telefônica, retorna para o beco onde ela está e busca novamente discar os quatro números que o transformaram anteriormente. Espetacularmente surge o “Capitão Lacrimoso” um super herói EMO, capaz de provocar em seus algozes a manifestação exagerada de suas maiores tristezas, dessa forma alimentando cada vez mais sua força e resistência, ele me remete a um talvez rejeitado figurante de algum clipe antigo do The Cure.

Essa é uma atualização do conceito clássico da série. O roteirista China Miévelle proporciona aos seus dois “heróis” nessa revista um agradável e distinto linguajar em suas falas. Suas naturezas emergem da cabine telefônica aparentemente de acordo com a natureza emocional na hora em que Nelson disca os números. E eles não são as únicas criaturas esquisitas por perto, já que o misterioso XN manda uma misteriosa senhora idosa que cospe “bile negra” para enfrentar o recém surgido Capitão. Outra característica merecedora de nota é que nosso protagonista aparentemente mantém sua mente consciente mesmo enquanto o seu “outro eu” está aprontando por aí.

A atmosfera da revista e seus cenários urbanos, lembram muito a arte da antiga revista do Hitman. Nelson e Darren convencem o leitor como grandes amigos, ligados um ao outro por uma afeição suprimida e grandes manifestações de desapontamento um com o outro. As cenas com os dois “heróis” são bizarras, em grande parte graças ao traço inconfundível de Mateus Santolouco. Seus personagens não são “super lindos”, nem menos grotescos, mas totalmente reconhecíveis, permitindo a criação de raízes fortes da revista com um cenário realista. E quando os momentos de fantasia chegam, Santolouco se entrega num furor de selvageria com os personagens e quadros, fazendo com que o mais cansado e incrédulo fã da DC, arregale os olhos admirados.

As cores de Tanya e Richard Horie são perfeitas na proposta da revista, repleta de tons marrons e cinzas, pontuados por instantes de luminosidade ofuscante, não deixando aqui de mencionar que a icônica editora da Vertigo, Karen Berger, volta para o Universo DC editando o roteiro inspirado de MIévelle, é a primeira vez que isso acontece desde um certo número passado da revista Hellblazer…

Uma coisa que pode certamente afastar o público desse título é que não existe de forma alguma aqui um “herói” reconhecível ou um super ser constante para que os fãs se identifiquem facilmente. Quem já conhece os trabalhos anteriores de Miévelle provavelmente embarcará na ideia de ver o que esse autor fará no universo DC provavelmente, no entanto é inegável que essa edição #1 vai fazer com que muita gente volte mês que vem para ver no que vai dar.

Não existe história pregressa sendo contada, não temos uma origem mística para o “Disque H”… você tem apenas dois amigos, um totalmente fora de seu peso e acometido de uma maré absurda de má sorte e o outro, misturado com negócios escusos. Fora isso, nós somos imediatamente arremessados no mundo deles.

Isso é o suficiente para trazer as pessoas mês que vem de volta? Sim, afinal a maioria dos fãs da DC desenvolveram ao longo dos anos um inegável amor pelos títulos “sombrios” da editora, eles são repletos de monstros e esquisitices, não exatamente do tipo de “monstros e esquisitices” que o genial Grant Morrison enfia por sua goela normalmente, mas sim um “beco” realmente sinistro desse universo de heróis que adoramos.

A capa??? A capa é de Brian Bolland, portanto só ela vale a compra da revista! Pelas minhas humildes contas, essa é a quarta tentativa de emplacar o título ”Dial H para herói” (a quinta se você quiser considerar uma participação escrota na revista do “Superboy e a Festa” na década de 90), mas agora vale muito mais a pena discar H para chamar um herói.

Astonishing X-men #49    Spoilers

Roteiros: Marjorie Liu – Arte: Mike Perkins
Capa de Surpreendentes X-men 49

A batalha da edição anterior continua sendo travada aqui. Cecília Reyes faz o possível para não se envolver com os problemas dos X-men, mas a sorte não está ao seu lado. Kyle, o namorado de Estrela Polar chega ao lugar da “pancadaria” acompanhado da jovem Karma, que usando sua telepatia descobre que Chimera está sob controle de uma força exterior. O grupo de vilões, os Carrascos que aparentemente estão ali para matar Jean Paul (Estrela Polar) é derrotado e no fim, enquanto Estrela Polar e  Kyle voltam para casa, discutem o futuro de sua relação. No fim, Karma chega a sua casa apenas para receber uma visita surpreendente. Antes de isso tudo ter início, temos mais vislumbres das visões/sonhos proféticos do Estrela Polar e para “variar”, Warbird flerta mais uma vez com o Homem de Gelo.

O roteiro da história é bom, os elementos misteriosos estão sendo colocados aos poucos na trama e a estrutura geral funciona, combinando as misteriosas visões futuras que Jean Paul tem com muita ação no presente e o terreno para uma interação maior do grupo que está se formando é colocado, mas os diálogos de Liu as vezes parecem um pouco forçados e para alguns, muito espaço é usado aqui e ali com momentos menos interessantes aos leitores.

Ambas, a vietnamita Karma e a doutora Cecília Reyes têm grandes momentos de caracterização, Wolverine não rouba a cena nessa revista em nenhum momento, o que é muito bom, mas Liu parece centrar o título até agora em Estrela Polar e seu namorado. Os leitores que não acompanharam a passagem de Greg Pak pelas duas minisséries da Tropa Alfa no passado, não tem a mínima noção de quem se trata esse “civil” e aqui pode ser um pouco difícil de pedir a eles que invistam na história pregressa de um relacionamento que eles não têm o mínimo conhecimento ou interesse. Porém, ponto para a Marvel por investir e mostrar mais uma vez com naturalidade um relacionamento homo afetivo.

A arte de Mike Perkins ainda parece que conflita com as cores de Andy Troy (não, ele não é parente de Donna Troy, pelo menos que eu saiba) principalmente nos cenas de ação que se tem mais de dois combatentes. Isso não estraga a revista, mas distrai demais dos detalhes importantes, por outro lado, funciona muito bem quando se precisa de momentos de mistério e horror no roteiro principal.

Nós temos uma porção de grandes momentos nessa edição, Karma já chega roubando a cena, Cecília está fantástica em seus conflitos internos já conhecidos de leitores mais antigos e são divertidas as investidas “amorosas” constantes de Warbird no Homem de Gelo. Liu também escreve um ótimo Gambit, fazia tempo que esse personagem era deixado de lado. Com tantos personagens interessantes, o Estrela Polar tem que agradecer todos os dias pela escritora ter escolhido se aprofundar mais na vida dele nesse arco. No entanto os fãs ainda esperam que essa revista, que desde que estreou com Joss Whedon anos atrás e sempre demonstrou bastante vanguardismo, ainda nos SURPREENDA.

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72 comentários sobre “DISQUE “H” PARA HERÓI #1 & SURPREENDENTES X-MEN #49 – “They tried to make me go to rehab But I said no, no, no”

  1. No terceiro parágrafo sobre Dial H for Hero a referencia está correta? Trata-se de “O Estranho mundo de Bob”? Lembro de uma filme chamada Estranho Mundo de Jack e de um desenho anomado Fantásticop Mundo de Bob… a referencia é em relação a outra produção?

    O conceito de atualizar para dixar mais sombrio reflete a tendencia do Quadrinho de personagens uniformizados de hoje… são voltados para adolescentes e adultos. Adultos porque as histórias são mais densas, sombrias, os temas mais maduros, e para adolescentes porque todo adolescente renega a fase infantil, renega as cores, renega qualquer coisa que lembra que ele já foi criança (e que ainda está muito próximo disto 🙂
    A abordagem nova e sombria talvez consiga segurar a questão das vendas enquanto a história for interesante e se não acontecer entraves no percurso, como algum evento cósmico da editora unificando todos os títulos numa trama só 🙂

    A arte dos X-coisos e a capa da edição referida estão simplesmente fantásticas.

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  2. Gostei do “disque H”, enredo e arte. Claro que tem seus escorregões (e coisas que no momento não fazem sentido, mas que podem vir a ser explicadas), mas anda que me estresse não. Está apresentando algo novo do que tem por aí, e estou gostando, me amarro em personagens com poderes inusitados e com personalidades/características humanas não tão usuais em HQs. Mas ainda espero “Patrulha do Destino”, apesar de só ter lido a última fase deles.

    Os escorregões: o cara que chuta o Darren está dando um chute com uma perna e preparando outro com a outra, ele está com os dois pés fora do chão, não acho esse movimento possível quando quer chutar alguém. E o outro foi o lance foi citado no artifo, ele ter digitado “4376”, sem nem lembrar que digitou isso.

    Gostei da resenha, mas só li a comentada acima, não leio Marvel.

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  3. Oi Victor. Assim como muitos debandei dos Surpreendentes com o fim do arco do Ellis. Só discordo de você numa coisa: vanguardismo em Whedon? Poxa, o cara só reitera essa estética de story board tão inflamada na obra do Millar (que ele inclusive prefacia em Supremos).

    Whedon, nos quadrinhos e no cinema é um bom dialoguista. Um tanto esquemático, mas bom no esquema. Mas não acho que vai mais longe do que isso…

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  4. Como já disse por aí, da N52 não salva nem 10%… e pode arredondar pra baixo ou pra cima à vontade. E isso tentando ser muito, muito flexível.

    Esse Mike Perkins anda fazendo um trabalho direitinho onde tem oportunidade. Acho que vou até passar a ler X pra ficar de olho.

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    1. Vamos falar sobre flexibilidade e a sua INFLEXIBILIDADE com a DC, genioso Alex??? Primeiro…vamos para umas aulas de yoga! Voltando de lá, mais “alongados”, voltaremos a discutir sobre os novos 52. Você verá que 10% é pouco…podemos “esticar” essa máxima sua para uns 35%.

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  5. Disk H for Hero parece ser uma Hq promissora, até porque o autor pode ousar, trazer elementos novos a cada edição.

    Quanto a X-men, deixei de ler Surpreendentes X-men com o fim da passagem do Ellis estou meio desatualizado do título.

    O texto em si foi muito bem escrito, bela resenha meu amigo.

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    1. Meu amigo gamma irradiado João Roberto, é exatamente por aí! Miévelle vai ter bastante liberdade para tornar esse título memorável, acredito que isso foi o mínimo que ele precisa e exige. Quanto aos Surpreedentes, entendo você debandar do título, quando Warren Ellis sai para entrar Greg Pak (mas ele só ficou para um arco de três edições)…mas agora temos uma gatinha escrevendo, vamos ver o que ela trás na bolsa!

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  6. Fiquei particularmente interessado por “Disk H for hero”. Esse misto de terror e criatividade é sensacional. E a capa? A capa não poderia ser mais apelativa. Aprecio bastante o trabalho do Brian Bolland.E quem se não ele para atrair uma grande massa.
    E sobre os X-men: É demasiadamente interessante ver um herói com o “estilo” do Estrela Polar ganhar um certo destaque. Que terá o seu casamento comemorado em diversas comic-cons; uma grande sacada da Marvel.
    Belo texto!
    O Ckreed é o melhor!
    Make Mine Marvel!

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    1. Bem humorado Filipinho!!! “Disk H…” é algo muito legal, mesmo quando não era, saca? Deixa eu me fazer mais claro, naturalmente o conceito sempre foi genial, mas a execução das revistas na década de 60 e 80 foram mais infantis, deixavam a desejar para nossos padrões hoje em dia (SIM, mesmo que reclamemos dos roteiros, hoje em dia a coisa ta melhor), no caso dessas revistas, lógico, reflexo do mercado da época, que foi ficando mais maduro depois na DC com o Len Wein e o Alam Moore entre alguns outros. Agora a série de 2003 foi outra coisa e essa! Muito melhor, essa então vai ser tudo, eu to torcendo.

      Esse é o ano do Estrela Polar, amigo E o Ckreed? O Ckreed Kleber é sempre o melhor!

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      1. ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

        Rá! O Estrela Polar é meu BFF, mas o meu Ivomar trucida esse namoradinho do Jean Paul fácil!

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  7. putz,estava mui curioso sobre este titulo da DC onde meu ‘vizinho’ Santolouco esta trabalhando….fiz um curso com ele e o Albuquerque quando a Quanta de Porto Alegre ainda existia….um baita cara,alem d um grande,criativo e original artista….vcs ja leram ‘Mondo Urbano’,dele do Rafael e do Edu Medeiros….cada um fez uma ‘parte’ da revista,eles lançaram em 4 volumes e depois encadernado,,,,,confiram,é muito boa….ah,grande resenha…..VV….abraço…

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  8. Não conhecia Disque H para herói, mas achei genial a ideia de usar um telefone público e de repente se tornar um herói.
    É interessante ver o Estrela Polar ter maior destaque na revista Astonishing X-Men, pois realmente é difícil ter destaque com tantos personagens interessantes ao redor.

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  9. Que o deus grego Príapo agarre por trás bem apertado esse maldito Dan Diddio!!! É um absurdo esse “Ben 10” medieval ter revista ! Quer dizer que inventam um novo personagem para estrelar esse título, até dão uma cabine telefônica mágica para ele e eu não ganho nem latão de lixo???? Cadê meus remédios para pressão….

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    1. Dona Donna… você está fazendo curso INTENSIVO de “mimimimis” com alguns fãs profissionais em fazer isso, que conheço de outro relevante site??? Vamos parar com isso, ACABOU para você e o Wally West, vai ler um livro, lavar uma louça, gata…

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    1. E no caso dele, poderoso Spider-Phoenix, que tem participação certa todos os meses em duas revistas: Wolverine e os X-men e essa, a Astonishing, qualquer mero “deixado de lado” é um crime e muita má sorte, ao contrário da “estrela brilhante” do Estrela Polar… mas a Warbird está doidinha “pra ter neném” com ele… nós ainda vamos ver a Marjorie Liu aqui e o Jason Aaron lá, fazendo algo legal com ele em breve…tenho fé!!!

      #bluelantersfeelings

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  10. Realmente incrível a arte da primeira revista, pretendo baixar e ler (assim que ler as outras 49 que estão na fila aqui), e quanto aos X-Men, tenho a impressão que se está surgindo agora uma fase clássica como foi a dos anos 90… Só o tempo dirá!

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  11. Eu não conhecia essa revista, que legal. Achei a arte desse “Santolouco” louca (desculpe o trocadilho), linda mesmo! Tomara que esse título engrene mesmo, tem tudo para isso. Já o Surpreendentes X-men é o único título que não acompanho. Será que devo? Antes não influenciava em nada na cronologia dos mutantes e agora?

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  12. Quem entrar nessa cabine e discar 24 vira o Estrela Polar?

    Se discar 666 vira o Serra ou o Bento XVI?

    Se discar 13 vira o Lula ou a Dilma?

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  13. Cara, vou acompanhar Dial com certeza, tem tudo pra ser legal. E eu gostava da série H.E.R.O. de 2003, tenho a série aqui e vale a pena. E outra coisa, boa referência no Disque “M” para macaco heheh Dexter era muito bom hehe Abs

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    1. E o prêmio….”Santuário de Ouro” vai para o sagaz Tiago !!!!!! Sim! Diretamente do Laboratório de Dexter essa referência foi tirada. Foi uma pegadinha desse tratador de macacos mal agradecidos para com sua audiência, que julgou se tratar de apenas mais um trocadilho meu com símios em meu nome. Mas você atentamente se ligou!!!

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  14. Dial H tem tudo para ser uma série de sucesso. De Miéville o que se espera é um misto de horror e FC com algum humor à mistura. E parece que foi isso que ele nos deu!
    A arte de Santolouco é à medida para esta estória. e não tem medo de assumir na sua arte o feio e o bonito nas suas pranchas.

    Quanto a esse título dos X-Men… não acompanho!
    😛

    Abraço

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  15. Bem, o que conheço de Dial H é que foi inspiração para o Benjamin Tennyson, aka Ben 10! hehehe Mas pelo visto, serei obrigado a importar a obra e ver qualé. Melhor do que AvX com certeza será! Bom review meus caros…

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    1. Segundo o que acompanhode você no meu muito querido BAILE DOS ENXUTOS, fazedor de poderosos feitiços WitchKing, para você….qualquer serie citada pelo próprio é comparada por tu com AvX e perde de lavada em todas suas resenhas!!! auahauahuahaua Adoro!

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      1. É trauma… E o pior foi que subsituiu a Spider Island que havia queimado minhas retinas. Tô fazendo os reviews por questões contratuais com o BdE, mas aquela edição Versus #1 foi de doer…

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  16. Caramba faço das palavras de leticia e aloisio, puts … sabia que la no fundinho eu não deveria vistar o santuario hoje, hehehehe, agora estou estramenten curioso para conhecer e ler mais sobre disk H. Acredito que o que falta para o crescimento desse tipo de HQ no Brasil são os investimentos e até mesmo as propagandas, mesmo que seja no boca a boca. Como comentado ai anteriormente, cara isso é original, é fantastico … e pode ficar melhor ainda quando os herois que surgem são codjuvantes, e a historia principal são os desastres de vida dos dois personagens. Isso ainda pode ser fantastico, talvez nas epocas que surgiram as pessoas não estavam preparadas para isso, talvez isso ainda não ocorra, mas quem sabe.

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    1. Nobre cavaleiro Leonam…. aprendi com titio Mephisto a tocar o coração dos mortais com tentações irrecusáveis de vir no Santuário ler as matérias…desde o momento que você primeiro me contatou…ficou feio pra tu, rapaz!!! Perdeu !!!

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  17. Bem, como alguém que conhece um pouco (pouco mesmo) da obra do Miéville… Pode ter certeza que Dial H vai ser de longe um dos títulos mais perturbadores do novo 52. Se tiver 1% do pesadelo que é Perdido Street Station então…

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  18. Quanto a X-Men posso dizer que é muito bacana ver o terreno sendo preparado para o casamento do ano. É uma pena que outros personagens da Tropa Alfa não encontraram um porto seguro para continuar aparecendo como o Estrela Polar. Todos eles bem construidos mas mal aproveitados.
    PS: Só prá ficar bem claro. Eu não gosto dos personagens da Man Of Action (apesar de estimar o trabalho do Seagle na Marvel) e muito menos de Harry Poter (plágio descarado do Books of Magic).

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    1. Se houver o casamento do Estrela Polar e do Kyle, esse será o evento do ano de 2012, porque o casamento/evento do ano de 2011 foi o seu com a Denise, meu grande amigo, amado e admirado, Nilson!!!

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  19. Ben 10??? Power Rangers??? Pókemon???? Harry Potter??? Ás favas com toda essa baboseira!!! Meu foco sempre foi a idéia original e Dial é originalíssimo. E ainda apelando ao máximo com Bolland (Camelot 3000, Piada Mortal, entre outras) fica perfeito! Protagonista mais nerd que esse impossível. Prá mim que acompanhou a última encarnação de H.E.R.O. Isso é mais que um colírio. Espero que essa segunda onda não tenha o ar apelativo dos “Novos 52” e mostre o amadurecimento da DC!!!!!!

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    1. Longevo Nilson Andrade de Oliveira, a boa música dos veneráveis Titãs (a maior banda de rock atualmente em atividade) no Viradão Cultural, fez muito bem para você! Seus comentários estão ainda mais antenados e repletos de referências! Vida longa pra nós todos! você , eu, Etrigan e os Titãs…

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  20. Bem lembrado que a proposta do título “Astonishing” era justamente sair do convencional, ousar, não é a toa que foram chamados roteiristas como Joss Whedon e Warren Ellis para fazer barulho com a publicação desde o início, vamos ver se essa moça (muito interessante ela., olhando a foto aqui..) nos surpreenda, por enquanto me parece que ela quer ousar apenas no enfoque do Estrela Polar e seu relacionamento, é ousado sim, um personagem principal X e seu romance homo afetivo ser o carro chefe amoroso mesmo, mas até aí, os títulos mutantes sempre viveram em suas melhores fases do conflito com as minorias e o preconceito, ela não precisa abandonar esse enfoque mas pode fazer mais!!!

    Disque H para herói???? que surpresa maravilhosa da DC, trazer de volta essa série, no Brasil não tem público fiel nem é conhecida, fora poucos ” neófitos” … mas é algo primoroso no conceito original. Fiquei excitado para acompanhar essa agora e a anterior de vida curta da década de 2000, pela capa que vi postada aqui. Parabéns para a DC (que nem é minha editora preferida), mas que nessa resenha de hoje foi a verdadeira SURPREENDENTE.

    Make mine Marvel!!!!

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    1. Espirituoso Deo C’sar, não aconselharia falar o nome do “Palhaço do Crime” nesse solo fértil e cerimonial do Santuário, vai que o espírito do Heath Ledger resolve baixar por aqui…nem vai precisar de cabine telefônica para isso.

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  21. A arte de H é um tanto inusual para uma revista de super-heróis e mostra uma aposta arriscada da DC no título. Revistas assim “diferenciadas” no universo regular da editora tem se mostrado sucesso de critica, mas não de público, tendo muitas vezes uma vida curta. Espero que não seja esse o caso, a coisa toda parece ser de alto nível e me chamou bastante a atenção.

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  22. Realmente, sem dúvida nenhuma, a tática de usarem da Arte de Brian Bolland para atrair leitores é de praxe. Pq ele vende!
    Tenho uma revista com uma história horrível e um desenho terrível… mas eu comprei…EU COMPREI!!
    E tenho o maior xodó com essa revista…rs

    Coisa que Brian Bolland pode fazer…

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    1. Virtuoso Deo C’sar, Brian Bolland pode tudo! Pode até fazer com que eu fique aqui horas falando dele. Em tempo: lembra das capas que ele fez para um arco da revista da Mulher Maravilha, na década de noventa?Com arte interna desenhada pelo Mike Deodato jr? Eu vi isso adolescente e babava, babava…minha vida mudou, aquilo era uma “capa”. Essa aí de cima é também maravilhosa!

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  23. A resenha resume muito bem o clima do título. O China Melville é um dos escritores mais queridinhos do momento, mas ele só faz é levar o surreal dos quadrinhos dos bons tempos da vertigo para os livros. Um ponto que o Victor disse é a inevitável comparação com o escocês maldito, algo que vai ser a sombra de todos os trabalhos dele a não ser que ele receba um outro gibi e fique nele por uns 3 anos direto. Eu acho que o Melville vai ficar por um ano e depois disto vai zarpar para escrever mais um livro ou ser contratado pela Marvel recebendo um caminhão de dinheiro e quem sabe um contrato de livro engatilhado

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    1. Exatamente mestre Rafael!!! E quer sabe? Depois dele passar por TODAS essas etapas que sabiamente você listou aí encima , ele vai criar algo bem pop…e vender a ideia para a Image comics e lá faturar todos os Top 10 de grafic novels

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  24. NENHUM TÍTULO SOMBRIO FOI CANCELADO… isso é algo digno de nota. “Disque” sempre foi um dos meus “clássicos perdidos” prediletos… e é bom avisar para a geração Ben 10 que qualquer semelhança é mera mutação do mesmo tema. Dentre todas essas encarnações do título, lembrei de um certo “Chris King” que usou o disco e chegou a ser um Titã… ele até mesmo foi capturado pelos Gnus na famosa saga dos Titãs desaparecidos, mas depois nem deu mais as caras. O lance da identificação fica mesmo por conta dos personagens que se transformam, e não em quem ou no que eles se transformam… o que combina perfeitamente com o clima sombrio dessa nova abordagem. E a capa de Brian Bolland? Perfeita…

    No caso dos X-Men, as vezes é difícil sempre nos surpreender, mas uma boa história com bons personagens bem caracterizados, bons diálogos e promessas de surpresas vindouras sempre é bem vinda… Estrela Polar está longe de ser o primeiro heroi gay dos quadrinhos, mas com certeza é emblemático, e de certa forma representa um momento de quebra de tabus. Vamos ver até onde ainda nos surpreende…

    Parabéns pelas excelentes resenhas, Victor… vou dormir feliz! 😉

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    1. Enigmático Garrit, o que dizer? Você completou perfeitamente minha resenha com suas palavras, ótimo trabalho de equipe! E nem foi combinado! Obrigado a você, afinal suas resenhas são as melhores de todas, todas, todas!!! 🙂

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  25. Dose dupla de responsa *-*

    Muito bom texto, Venerável!

    E eu fiquei particularmente interessada nesse Disk H… Imagina? Isso ia ser uma maravilha!

    E o mais legal é no tipo dos heróis, Lacrimoso? OMG! Adorei!

    =-***

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