EU, VAMPIRO # 7 – O Livro da Luz e das Trevas

Por Rodrigo Garrit

Resenhando “Eu, Vampiro” # 7  de Joshua Hale Fialkov (roteiros) e Andrea Sorrentino (desenhos).

Série criada por J.M. DeMatteis e Tom Sutton

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS

Muito se especula sobre a verdadeira história do Mito dos Vampiros. Cada autor nos joga nova luz (ou sombra?) sobre as origens das criaturas devoradoras de sangue humano. As teorias vão desde a doenças relacionadas alta sensibilidade à luz solar até alienígenas mutantes do futuro. Mas a verdade é que durante séculos essas histórias vem sendo contadas das mais diversas formas, e continuam causando o mesmo efeito hipnótico e fascinante nas pessoas, além de angariar uma legião de fãs apaixonados. Alguns preconceitos idiotas foram difundidos, como o que diz que jogadores de RPG fazem parte de seitas satânicas e/ou vampíricas. Embora algumas “tribos” escolham viver um estilo de vida alternativo, usando muito preto e maquiagem pesada, isso não faz deles criaturas da noite… ou talvez faça, mas não de uma forma ruim. Monstros existem. Assassinos, estupradores, ladrões. Eles estão em toda a parte, em todas as classes, em todas as tribos. Mas julgar alguém pelo jeito que se veste, pela música que ouve ou por tatuagens e piercings em seu corpo é um grave sinal de falta de inteligência.

Eu era um grande fã da série Buffy, a Caça Vampiros. Adorava aquelas tramas interligadas em que eles tinham um “Big Bad” (como eram chamados todos os vilões importantes), e a luta desesperada para evitar o fim da cidade de Sunnydale… o fim do mundo… ou o apocalipse. Ah, os mocinhos venciam no final sim… claro… mas nem todos saiam vivos. E nem sempre as consequências eram fáceis de se lidar. Se você também curtia essa série criada por Joss Whedon, vai adorar também essa edição de “I, Vampire”.

O primeiro vampiro ressurgiu… Cain, um mal antigo e praticamente invencível, que só podia ser contido enquanto um velho encanto o aprisionasse nas profundezas, desde que um vampiro com alma vagasse pelo mundo. Andrew Bennet era o único vampiro que conseguia manter sua humanidade e usar suas habilidades para preservar as pessoas do mal, em vez de desfiá-las em pedaços pequenos e chupar o tutano de seus ossos. Durante sua longa trajetória, Andrew conviveu lado a lado com o Santo e o Demônio que havia em si, mas não apenas em sua consciência… ele de fato poderia ser a encarnação do mal e deixar sua história ser escrita à sangue… mas preferiu combater a fera interior e fazer sua própria história, independente do quanto fosse mais fácil ser um monstro. Esse ato de generosidade, desprendimento e altruísmo, foi a chave que manteve Cain aprisionado e adormecido.  Mas quando Andrew foi morto, a primeira trombeta do apocalipse foi soada.

Mary, a rainha do sangue e ex-amante amargurada de Andrew,  estava prestes tomar a cidade de Gotham com seu exército de vampiros quando Cain despertou, fazendo seus planos irem por água a baixo. E ela não ficou exatamente feliz por ter “concorrência”.

Agora os amigos de Andrew (inclusive Tig, a caçadora que o matou) se veem cercados por uma horda de vampiros enfurecida, contando com a ajuda de um impotente Batman e da Liga da Justiça Sombria, que por sinal está cada vez mais fraca, uma vez que Cain está absorvendo toda a magia do mundo e distribuindo-a para seus servos, tornando-os “super-vampiros”, imunes aos métodos normais de extermínio.

Andrew, por outro lado, apesar de “morto”, encontra-se em “lugar nenhum”, um imenso vazio, nem Céu nem inferno, onde uma voz misteriosa o culpa por toda a desgraça que ocorre na Terra, e revela a verdadeira natureza de Cain.

O Livro da Luz e das Trevas é real. Ele é o livro humano, escrito todos os dias, em todos os lugares. Cada olhar de indiferença acrescenta mais um parágrafo. Cada julgamento, um novo capítulo.

Luz e trevas caminham juntas, desde que o mundo é mundo, e é assim que deve ser. Mas podemos escolher qual delas traremos dentro de nós… e qual delas compartilharemos com os outros.

Ignorância, intolerância e menosprezo. Generosidade, desprendimento e altruísmo.

Quais são as palavras que constam no livro da SUA história?

Primeiro esboço de Andrew Bennet em sua versão pós reboot.

Resenhas anteriores? Prepare o alho, estaca, crucifixos… e clique aqui!  

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6 comentários sobre “EU, VAMPIRO # 7 – O Livro da Luz e das Trevas

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