O CASAMENTO DO ESTRELA POLAR – “E a gente vai à luta e conhece a dor, consideramos justa toda forma de amor”

por Venerável Victor  “Macaco da Neve”  Vaughan

Na imagem da barra lateral do Santuário, na imagem da Garota Santuário você pode baixar a edição traduzida para o português.

Surpreendentes X-men #51   SPOILERS

Você conhece o Estrela Polar? John Byrne criou o personagem em 1979 – como parte do grupo canadense Tropa Alfa – já com o intuito de ser um personagem gay, mas os editores na época não permitiram que a opção sexual fosse explicitada. Jean Paul acabou revelando sua homossexualidade “apenas” 13 anos depois na revista “Tropa Alfa”, em 1992, pelas mãos do escritor Scott Lobdell. Dez anos depois, em 2002, os personagens Apollo e Midnighter se casaram nas páginas da revista “The Authority”, publicada pelo selo Wildstorm, da DC Comics. Desde então vários heróis e vilões dos quadrinhos assumiram sua homossexualidade – desde Kate Kane, a Batwoman da DC, até Hulkling e Wiccan, nas páginas dos “Jovens Vingadores”, demonstrarem ser bissexuais (até Damien, o filho do Wolverine) ou tiveram sua orientação sexual mudada…

Você provavelmente vai ler essa revista imaginando achar muita promoção superficial, mas nada de sentimento. Preparado para se surpreender?

Quarta-feira passada foi um dia muito especial para os quadrinhos mundiais, ao sermos todos convidados sem preconceito a testemunhar a união civil entre dois personagens do mesmo sexo. Todos sabem que outros gays existem no universo dos super heróis e já houveram casamentos entre eles antes disso, mas essa certamente é a primeira vez que um evento desse porte fez tanto alarde na opinião pública, a Marvel saiu bastante da sua zona de conforto e a resposta dos fãs, no geral, foi bastante positiva.

Marjorie Liu & Mike Perkins

Uma história como essa deve ser desempenhada com classe por ser um importante evento para a comunidade gay e lésbica como um todo; sendo você fã de quadrinhos ou não, saiba que aqui está sendo feita a História com H maiúsculo. E o conflito nessa edição extrapola os acontecimentos da concorrida cerimônia de casamento e adentra pesados temas: a mutante Karma revelou não ser digna de confiança e não existe nada que machuque mais os X-men do que ter dúvidas sobre o caráter de um dos seus. Se houver apenas uma única e pequena rachadura na armadura, o exército inteiro cairá. O problema precisa ser solucionado, o inimigo precisa ser levado a julgamento.

Um evento que une Vingadores, Tropa Alfa e X-men, e mesmo assim não há brigas ou  ataques de vilões… realmente, um tremendo sucesso!

Antes disso temos um pouco de ação no velho “super-estilo”: Estrela Polar tenta convencer seu namorado Kyle a não atirar nele, calma, isso não é nenhuma espécie de pré cerimônia mutante de acasalamento, ele estava sendo controlado mentalmente pela “nova mutante” Karma (ela tem o poder de possuir e controlar a mente das pessoas). Resumo da ópera? Ela falha, escapa logo depois, Kyle aceita a proposta de casamento do Estrela Polar que havia recusado na edição anterior e o par une as chinelas velhas numa cerimônia elegante no Central Park.

A revista é realmente boa, a Marvel acertou em cheio, o casamento tem todos os problemas, nervosismos e improvisações de última hora de uma cerimônia realizada no mundo real e os noivos e convidados não são atacados pelo Circo do Crime, Sexteto Mortal ou o Macaco Louco. Os questionamentos humanos que todos temos em momentos importantes como esse, são muito bem colocados pela escritora/gata Marjorie Liu: Vampira se pergunta o que teria acontecido se suas duas mães adotivas, Mística e Sina, tivessem oficializado sua união (aliás uma relação séria e corajosa entre duas mulheres, mostrada nas páginas de Fabulosos X-men na década de 80 por Chris Claremont com muita sensibilidade) enquanto Wolverine se relembra da tragédia que viveu no dia de seu casamento anos atrás. E por fim temos uma amorosa saudação inicial do Fera – oficializante da cerimônia – enfatizando que os heróis e as suas equipes, na realidade, são  (ocasionalmente) uma imensa grande família… bem ao estilo da Casa das Ideias. Algo raro que, ao que parece, apenas um importante evento como esse pode os relembrar.

“Queridos e amados, nós estamos reunidos aqui hoje nesse lugar lindo para testemunharmos a união de Kyle Jinadu e Jean-Paul Beaubier em casamento”

Para a surpresa de Jean Paul (o Estrela Polar) a nova “Warbird” lhe comunica com grande pesar que não participará da cerimônia, afinal seu povo não entende o casamento como o nosso. Esse fato soou muito esquisito e a desculpa ficou capenga, mas ela é Shi’ar, uma raça de seres que apesar de avançadíssimos tecnologicamente, são extremamente retrógrados e conservadores em seus costumes e tradições, parabéns pela metáfora da senhorita Marjorie Liu, esse tipo de preconceito só poderia vir de um alienígena mesmo e nunca de outro mutante, tão acostumado com a ignorância e preconceito desde a infância. Fica a pergunta: já que a anterior Majestrix do Império Shi ‘ar: Lilandra, casou-se com o Professor X, alguns anos atrás, talvez se o Estrela Polar e Kyle fossem de espécies diferentes…essa união fosse aceitável para ela.

O antigo colega de Tropa Alfa de Jean Paul, Puck, não se sente confortável com a ideia do casamento enquanto o mutante Destrutor, irmão de Ciclope, se pergunta o que sua avó pensaria disso se estivesse viva, porém ambos prestigiam a cerimônia e brindam à felicidade do amigo. Até mesmo a irmã de Estrela Polar, Jeanne-Marie , quase conseguir tirar seu irmão do sério, como muitas vezes fez no passado da Tropa Alfa, protagoniza uma bela sequência de amor fraternal. Todos aqui se despem de seus preconceitos, pena que alienígenas bárbaros não consigam…

São inteligentes as escolhas de Liu no roteiro. Após Kyle ter recusado o pedido de casamento de Jean Paul, os leitores se perguntaram como diabos haveria um casamento desse porte na edição seguinte. A escritora usa do stress passado pelos personagens no sequestro de Kyle para que esse compreenda o quanto ele ama o mutante canadense e abrace em seguida a filosofia do quanto a vida é curta. Esse personagem, que no início da passagem da escritora pelo título era o mais deslocado na revista, cresce enormemente em caracterização esse mês. Dessa vez Liu não se esquece de Karma durante toda excitação da grande festa do Estrela Polar, ao mostrar um Jean Paul preocupado com seu bem estar e paradeiro e Logan assegurando-o que a busca por ela continuará (ficou confuso? acompanhe a resenha anterior aqui). Ao fim da edição, temos uma cena chocante comprovando que a ação seguirá frenética mês que vem.

Mike Perkins, apesar de estar longe de um traço sinuoso e bonito, trabalha essa revista com muita sensibilidade e charme. As cenas de ação fluem bem enquanto a sequência do casamento é uma aula de como tornar heróis reconhecíveis à paisana.

Ninguém deve ser privado, NUNCA, da oportunidade de amar. Talvez essa revista abra a mente de alguns sobre o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seus relacionamentos. Vivemos tempos muito cruéis, mas como os antigos diziam: “O Tempo é o senhor da razão”. Com a pressão que muitos movimentos ao redor do mundo estão fazendo para a legalização desse direito civil, essa revista não poderia ter saído em melhor hora. A comunidade de fãs de quadrinhos é formada por toda a espécie de leitores, com diversas preferências sexuais, taras, fantasias e os mais inusitados fetiches (como eu e você). Não existe razão para que eles não sejam representados em grande escala e não mais tenham que se esconder nas sombras com vergonha do que são.

Essa é uma boa história, independente de toda essa novela. Os acontecimentos das outras edições não são sufocados pelo grande evento atual e continuam sendo um grande perigo para os X-men como foram antes, na verdade, parece que os mutantes estão o tempo todo torcendo para que a festa não seja prejudicada pelo mal que os tem espreitado nos últimos dias, o que faz todo o sentido. E o leitor vai se divertir bastante durante o casamento, independente de quem ele seja ou se aprova a união ou não, Marjorie Liu e Perkins colocam tantas participações especiais que você se sentirá numa festa de fim de ano com seus velhos amigos. Experimente a leitura, você certamente terminará diferente de quando começou a ler.

O Santuário adverte: Se você for contra o casamento gay, simples: não case com um.

site: Casamento civil igualitário

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100 comentários sobre “O CASAMENTO DO ESTRELA POLAR – “E a gente vai à luta e conhece a dor, consideramos justa toda forma de amor”

  1. Nada contra homossexuais e companhia mas, acho que todo esse rebuliço DC e Maarvel é como sempre para vender revistas. Conheço muitos “liberais” que quando a coisa é no deles pulam fora e mostram quem são. Não li a historia, parece ser legal.

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    1. E sendo quebrado por uma escritora mulher, muito mais competente que muitos outros barbados senhores por aí (fora minha Tia Margareth…que trabalhava de mulher barbada no Circo e é um talento , na família).

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  2. Texto ótimo …
    Encaro esse casamento com naturalidade, esperando até que muitos outros personagens venham a se “assumir”, pois quebra essa visão limitada que as pessoas possuem de que o herói é “perfeitinho”, servindo só como um ideal …
    Heróis, amam, têm problemas, são de várias raças, possuem opções sexuais diferentes, enfim … é bom ver TODA a sociedade representada, pq o mundo não é feito só de caras héteros.

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  3. Estou afastado a muito tempo, e fico feliz em voltar e poder ler ja de premeira um bom texto. Apesar de toda polemica criada e toda midia e propaganda sobre para vender ou deixar de vender e tals, e toda a politica de “politicamente correto”, o texto esta otimo e pelas paginas que vc nos mostrou ai e pelo que escreveu acredito que a muito tempo a marvel não publicava algo tão bom, gostaria de deixar tambem meus parabens para a Marjorie Liu e seu bom trabalho.

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  4. Consegui ler teu texto finalmente. heheh Muito bom como sempre meu, parabéns.
    Já sobre a questão proposta, não tenho preconceito nenhum com isso e acho que muita gente fez e faz tempestade em copa d`água por causa de personagens de quadrinhos gays. Pra mim, se a história é boa tá valendo e acredito que não vá ser por causa de algum personagem que as crianças vão “virar gays” como dizem por aí.
    Edição muito boa e que sejam felizes por muito tempo. hehe
    Abraço cara.

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    1. Vou transmitir seu carinho para os noivos, Tiago e seus agradecimentos pela resenha para o Venerável. Besteira sermos contra os gays, assim como os mutantes, eles são o futuro!!! Brincadeirinha, amigos. O futuro são carros elétricos que abastecemos em lotéricas!!!

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  5. A Marvel já havia feito um personagem secundário das HQs do Capitão América ter um relacionamento gay. Penso que ao fazer a união entre Estrela Polar e seu par foi consequência da história do personagem, diferente do caso de Lanterna Verde reebot, que me parece a princípio oportunista, embora não tenha lido. Nada melhor que numa revista mutante, que discute o preconceito desde o início, que mais um seja exposto.

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    1. Depois de mim, que vivo na Mansão Xavier desde pequenininho (e não era peludo!) você Joubert provavelmente, junto com o Nilson Andrade, são os que mais tem embasamento para tecer esse tipo de comentário!

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  6. Tinha muito medo que a história caísse no clichê da cerimônia ser ataca no meio pelos vilões. Seria uma péssima forma de concretizar uma edição que se propõe a ser histórica! E pelo que diz esse excelente texto do Victor, ela conseguiu!

    (Aliás, Victor… Você mandou bem demais, cara… o parágrafo que começa com “Ninguém deve ser privado, NUNCA, da oportunidade de amar” é simplesmente matador… Um “#winner, como dizem no tennis.)

    O desafio não era pequeno e aparentemente o objetivo foi alcançado da melhor forma possível! Fico feliz que a Marvel tenha se proposto a realizar isso e tenha conseguido de forma tão competente. Espero que a DC ao retratar seu Alan Scott, consiga ter a mesma sensibilidade. Apesar de que, agora a Marvel já mostrou o caminho.

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    1. Obrigado pelas palavras Erico, que bom que a história teve a beleza que teve! Eu como oficiante agradeço muito à Marjorie Liu pela oportunidade de estar a frente da cerimônia. Sim, vamos torcer para que a Distinta Concorrência faça algo bonito com o novo Alan Scott, mas com o calibre do roteirista envolvido, não teria dúvidas.

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  7. “Ninguém deve ser privado, NUNCA, da oportunidade de amar. Talvez essa revista abra a mente de alguns sobre o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seus relacionamentos. Vivemos tempos muito cruéis, mas como os antigos diziam: “O Tempo é o senhor da razão”. Com a pressão que muitos movimentos ao redor do mundo estão fazendo para a legalização desse direito civil, essa revista não poderia ter saído em melhor hora. A comunidade de fãs de quadrinhos é formada por toda a espécie de leitores, com diversas preferências sexuais, taras, fantasias e os mais inusitados fetiches (como eu e você). Não existe razão para que eles não sejam representados em grande escala e não mais tenham que se esconder nas sombras com vergonha do que são.

    O Santuário adverte: Se você for contra o casamento gay, simples: não case com um.”

    Esse tipo de opinião vindo de quem não é gay me enche de gratidão e orgulho… abraço. ^^

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  8. Embora isso pareça triste, mas dentro do contexto cotidiano: as hqs nunca (salvo exceções) trouxeram grandes benefícios de vanguarda além de seu próprio gênero. Sempre foram mais um reflexo da cultura dominante (que permitia ao Superman Estapear um Japonês) do que uma tentativa de rompimento.

    Sinto que as vezes falta esse discernimento no público, que me parece carente de uma referência para apontar direções.

    Agora, de longe não condeno a Marvel por isso. Prefiro considerar que a realidade espelhada foi trazida à tona pelas mudanças na vida real. Ou seja, além do casamento, temos ótimos motivos para comemorar.

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    1. Caro Alex…e em Kaplan…como são tratados os direitos civis de uma população e cultura tão ou mais heterogênea que a humana??? Tenho essa curiosidade ao ler Mercenary Crusade!

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  9. Eu fico orgulhoso por vários motivos… é como sentir um vestígio do futuro se aproximando, coisas antes impensáveis se tornando reais… acho que a função dos gibis, principalmente os de super-heróis, além de divertir, é mostrar o quanto é possível romper barreiras e vencer grandes batalhas. Eu sei que os jovens heterossexuais que lerem essa revista não irão se tornar homossexuais por causa dela, conforme alguns extremistas pregaram, mas tenho certeza que podem ter nela um modelo de tolerância e humanidade que seguramente os farão ser adultos melhores. O mundo as vezes pode ser um campo de batalha, mas precisamos começar a pensar sobre contra o que realmente estamos lutando, e direcionar nossas forças para o que de fato vale ser combatido. Não vou me opor a ninguém por sua etnia, cor de pele, religião ou orientação sexual. A gente não precisa concordar com as atitudes dos outros, mas o respeito é fundamental. Ler esse gibi histórico foi para mim um de vários motivos de orgulho… mas o principal deles foi ler esse texto do Victor, que é simplesmente a MELHOR resenha que já foi escrita neste site desde o surgimento do Santuário.

    Continue nos mantendo orgulhosos!

    Parabéns!

    =)

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  10. A Cara n tenho préconceito contra na só contra gordo ( eu sou gordo )
    mais acho ridiculo eles transformarem um hero em gay
    as crianças se inspiram muitos em herois ai ela ve isso pow fica chato
    Vlw pela materia Santuario !

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    1. Jovebzinho Gabriel, as crianças vêem a baranga de cabelo preto e branco da Disney tentando fazer um casaco de pele com os tadinhos dos “101 dálmatas” e nem por isso saem por aí transformando cachorrinhos em pantufas! RELAXA !!! 🙂

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  11. acho que preconceito já esta tão ultrapassado que nem vale a pena comentar parabéns a marvel pela edição e ao santuario pela a matéria explicativa depois da confusão que a rede globo fez com o lanterna verde vlwwwwwwwwwwww……….

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  12. 1º – Bom texto Victor
    2º – Sou contra preconceitos destes, tipo orientação sexual. Antigamente e em quase todas as grandes civilizações era natural, foi o cristianismo que criou todos estes preconceitos.
    3º – Toda a gente tem o direito de ser feliz (embora o cristianismo ponha muito entrave na felicidade individual, quase tudo é pecado…)
    4º – Não li a revista, mas parece ter sido bem escrita e razoavelmente desenhada.
    5º – Não vibro especialmente com toda esta sanha da DC e da Marvel e quererem mostrar “o meu Gay é melhor que o teu”. Isto é preconceito ao contrário.
    6º – (e último) Estou de acordo com o Pablo Ramos!

    🙂

    Abraço

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  13. Tudo começou quando um Neanderthal teve uma ideia de como controlar os restantes, aí inventou deuses e demónios, sacrifícios e promessas, fez uma lista de pecados, e decidiu o que era moral e, na sua opinião, imoral.
    O problema é que os humanos só evoluem por fora, a maioria continua a ser Neanderthal (ou alien, como queiram), e não quer ir para além disso, agarram-se a uns deuses inexistentes, e a uns “pecados” que alguém criou, para serem contra a felicidade de quem quer que seja.
    Tenho a suspeita (quase certeza) de que ser feliz é pecado. ]:-)
    E agora vou terminar dizendo só mais uma coisa: Quem nunca teve dúvidas sobre a sua sexualidade, ou pelo menos, vontade de dar “uma experimentadinha”, que atire a primeira pedra.
    Não vou deixar aqui parabéns aos noivos, por serem 2 rapazes, deixo os parabéns só porque são um casal como qualquer outro.
    beijo d’enxofre

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  14. É um bom simbolo do zeitgeist. Bacana ver isso em veículos de massa. Ha 40 anos casais inter raciais era um escândalo e a mentalidade e a cultura vai ganhando novas perspectivas. Em 40 anos o inicio do seculo 21 sera lembrado como um ponto crucial no fim dos dogmas relativos a sexualidade.

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    1. Tomara que em 40 anos só existam macacos como nós, senhor Macaco Malandro. Claro que nosso líder, Mister Vaughan, poderá estar junto desfrutando das maravilhas dessa nova sociedade, que ajuda a criar tratando de símios, dia a dia.

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  15. Absurdo! Eu sempre soube que essa coisa de “mutantes” era uma forma dissimulada de fazer apologia ao homossexualismo! A propósito, isso que chamam de nona “arte”, de arte não tem nada, é um antro de perversões e fantasias inúteis que afastam a juventude da pátria! E agora, qual será o próximo passo, depois que casamento gay virou um ato “heróico”?…… Já gastei todas as minhas aspas com essa “matéria”…

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  16. Esse cap foi muito bom para mostrar duas superaços, uma sobre o casamento homossexual, e outra, e o casamento entre mutante e humano. E bem melhor, mostra todos os medos, as inseguranças, dando mais realidade, verossimilhança, a esse grande evento.
    Tambem tenho que falar, o final me atraiu muito. Estou doido pra ver o proximo.
    E, melhor ainda, nao foi afetado pelo super evento marvel (que nao e bom nem falar o nome).

    Bem que podiam falar: ”Eu os declaro casados, ate que um reboot os separe”

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    1. Boa lembrança senhor Summers, essa é uma das maravilhosas revistas mutantes não envolvida com a saga: (vocês sabem o nome…tenho medo de dizer também). Ela , Novos Mutantes e X-Factor. Aproveitem!!!

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  17. Lendo esse post fiquei com vontade de ler essa Tropa Alfa.
    Esse capitulo foi muito interessante pois mostra duas superaçoes. A primeira, ficcionaria, sabe, mutante e humano, a segunda, mais real, um casamento homossexual. Achei bem legal a forma que os personagens sao tratados, com os mesmos medos e inseguranças que uma pessoa comum. Isso deu mais verossimilhança. Mostra que eles sao pessoas, acima de tudo.
    O que foi legal, foi que nao teve apenas o casamento, mesmo esse sendo o climax desse cap.
    O que foi melhor ainda, o casamento nao foi afetado pela super saga (melhor nem comenta o nome).
    Alem disso, OTIMA RESENHA. VALEU!

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  18. O gibi e a resenha estão sensacionais… o melhor da HQ é que ela trata do assunto de uma forma tranquila, natural… tal qual como deveria ser. Ela não esquece do preconceito, atendo-se portanto à infeliz realidade, mas ela mostra como este tipo de coisa deveria se dar: de forma totalmente natural . Parabéns para a roteirista.

    Como pessoa desprovida de preconceitos sou totalmente a favor do casamento entre o mutante Jean Paul e o humano Ky- espere aí… HUMANO? UM MUTANTE E UM HUMANO? ESPERE AÍ… ISSO AÍ TÁ ERRADO, HEIN!! VOU REUNIR UM MILHÃO DE MÃES GORDAS E FAZER UM ABAIXO-ASSINADO CONTRA ISSO AÍ!! SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER QUE EU VOU SER A FAVOR DO CASAMENTO ENTRE MUTANTES E HUMANOS UEUEHUEHUEAHUEAHUAHEUEAHUAEHUAEHUAEHAUEHAUEHAUEHUAEHAUEHAUHEAUHAEUHAE

    PS.: Não vi o destemido líder no gibi… só vi a galera da escola Jean Grey… equipe de extinção NAAADA… Tinha até vingador no meio da parada aí… vingadores cretinos!!

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    1. Pois Senhor Manhattan, os tempos andam difíceis para meu caro amigo Scott Summers e fica muito difícil ele aparecer numa festa de casamento com muitos Vingadores com sua equipe repleta de ex vilões…hehehehe , mas TEMPESTADE fez as honras!

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  19. Tanto alarde em cima da edição, tanta gente dizendo que ela seria um incentivo aos jovens leitores, tantos comentários desnecessários e sem argumentos válidos contra, e aposto que ao final da edição todos se sentiram bem, já que Marjorie e Mike nos conduziram de uma forma tão delicada por essa edição, com tanta humanidade e respeito, que é impossível não torcer por um final feliz para os noivos, afinal sempre desejamos o melhor para nossos amigos. E os x-men para muitos são como antigos e queridos amigos.
    O tema pode ter sido invocado numa hora propicia, num momento em que o assunto dos direitos igualitários esta em alta, que a midia esta dando maior atenção e com isso um maior lucro em cima da edição, mas é válido, vale sim mostrar que isso é um fato, algo que com o tempo tem que virar senso comum, afinal como já citado, todos possuem o direito de amar e a sua orientação em momento algum vai me obrigar a mudar a minha.
    E se uma pessoa viu isso, já valeu e muito a pena.
    Uma edição que fala sobre familia, amigos, relacionamentos, tolerância e igualdade.
    A parte da Aurora com o Estrela Polar foi ótima.
    O texto do Victor então, excelente, conduzindo nós leitores passo a passo na cerimonia, de forma a não perdemos os detalhes, e assim aproveitarmos ao máximo a festa.
    Parabéns Victor pelo texto, e que Kyle e Jean Paul sejam felizes e fiquem longe do Mephisto para todo o sempre!

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    1. Pra o quê você foi lembrar de Mephisto aqui, Anderson…Peter Parker estava aqui sentado em frente ao monitor comigo, assistindo as respostas da matéria e começou a chorar…correu para o telhado da mansão agora…

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  20. Mais do que a edição em si, vejo muita coisa boa nas reações dos fãs: a absoluta maioria se divide entre quem acha Venerável a iniciativa (perdão pelo trocadilho) ou quem a considera sem importância, pelo fato de já refletir algo que vem acontecendo na sociedade.

    Independente de qualquer juízo de valor sobre a edição, é motivo de muita felicidade notar o amadurecimento do público, não em ser ou adotar uma ou outra opção, mas em permitir aos demais a escolha.

    Parabens aos leitores!

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  21. Viva e deixe viver! Achei muito legal como a história foi desenvolvida. Só senti a falta do Hércules na cerimônia…na hora do grego usar do pobre Jean Paul pra dar uma aliviada ele serve, mas pra prestigiar o dia mais importante do coitado, nada??? A não ser que o próprio Estrela Polar tenha ficado constrangido de chamar…rsrsrs Make mine Marvel!!!! 🙂

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      1. Na verdade sim, Michel….isso ficou sub entendido em alguma edição da Marvel, acredito que no próprio título do Hércules, durante a época que o Hulk passou a revista para ele e foi enviado para outro planeta.

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  22. Gostei muito, hehe, estava com receio de ir, mas o Venerável Victor Vaughan me convidou, tive q ir, ele tinha a chave para o universo marvel e gostei, ehhehehe. O texto esta ótimo, a historia foi muito linda, meiga, delicada. Gostei! Uiiii

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    1. Senhor Richard Grayson…se a DC te tratar mal, venha trabalhar e dar aulas aqui na Escola Jean Grey !! E os Vingadores também sempre terão um lugar para você em alguma equipe da casa.

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  23. É engraçado como a mídia polemiza algo tão simples como um casamento. Agora, se os autores fossem moralistas, e fizessem uma história “nazista” contra o casamento gay, aí, ninguém ia polemizar.
    O lado bom disso tudo é que, apesar de não ser o papel primário das hq’s, ela serve pra dar um grande passo ruo à mudanças em nossa sociedade.
    Agora, vamos torcer pra que as hq’s mostrem casamentos de garotas nerds com caras nerds, pra ver se no mundo real, elas param de ficar namorando os mesmos babacas que as garotas “nornmais”. hahahahahaha

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    1. 🙂 Como um ex garoto nerd e mutante , depois um nerd velho e azul peludo, caro Lexy, te digo…há esperanças!!! Já peguei muita mulher nesses anos de Uncanny X-men…você também vai!

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  24. Além de ser o casamento entre dois homens, é a união de um humano negro com um mutante branco! Isso navega pela temática do preconceito e a derruba com muita classe! Só os X-Men poderiam abordar tal situação com tanta propriedade.

    Mas o meu casamento será muito mais chique, pois será coberto pelo TV FAMA! CHUUUPA, Estrela Polar!

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      1. AUAHUAHAUAHAUAHAUAH…. eu sou PELUDO também e no momento ando enrolado com a agente Abgail Brand, se não pedia sua mão, Ckreed Kleber!!! 9mas soube que existe alguém INFERNAL na sua vida…)

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  25. Ótima resenha, pelo que me parece uma ótima história, me lembrou o casamento do Aranha, que é uma das histórias que mais gosto apesar da fase ruim dele na época, ainda não li mais terei oportunidade, quando vc vai postar traduzida para nós apreciarmos essa obra de arte???? Sempre gosto de reunião de heróis principalmente quando não sai pancadaria (mas bem que podia aparecer alguém para tentar estragar a festa e levar uma boa surra) adorei ser convidado para o evento mas não pude comparecer esperando um tal de Jason Blood (hehehehe) gostaria de parabenizar o pessoal da Marvel pelo grande evento que não deixaram passar em branco, e pela ótima matéria meu amigo, grande abraço Titãnico…

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  26. O Comics Code tesourou muita coisa no de correr de mais de 30 anos. E com a sua queda todas as barreiras, estavam no chão para que os sentimentos, todos eles pudessem ser demonstrados. Inclusive este. Acredito que os X-Men já tiveram muitos momentos que são verdadeiros marcos e não diferente este também deve ser considerado. Não somente pelo ativismo em si, mas também por mostrar mais uma vez que quadrinho também é lugar de se falar em revolução!!! Make mine Marvel……Forever!!!!!

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  27. Essa edição foi toda essa Coca-cola mesmo, parabéns para os artistas envolvidos, de agora em diante o que eu quero é me surpreender, afinal, fui mal acostumado com Joss Whedon e depois com o Warren Ellis nesse título! Vamos trabalhar senhorita Marjorie Liu!!!

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  28. Legal saber que o John Byrne sempre teve a ideia de fazer o Estrela Polar gay, isso dá pra gente de que as mudanças nas HQs não vem da noite pro dia. Engraçado a gente já ter visto casamento de mutante com robô passar desapercebido anos atras, mas um casamento homo chamar tanta atenção hoje. Eu não curti a arte, mas é funcional. Quanto a história, só espero que o Estrela Polar não use seu casamento para barganhar com Mephisto. Com tanto barulho em cima do acontecimento, difícil o capeta não ter notado. Parabéns pelo texto, Victor, como sempre muito bom.

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  29. Achei muito linda a introdução com o pedaço da música!

    E claro, o texto esta perfeito, como sempre.

    Para mim, Marvelmaniaca, é orgulho e honra ler esta revista e ver a Marvel assumindo os ventos da mudança… permeados de aventura, como deve ser.

    Ainda hj tive uma discussão sobre preconceito no facebook, onde a luta pelos direitos dos homossesuxais foram comparados a campanha nazista de popularização. Ver a Marvel mostrar que é normal em nossa realidade duas pessoas do mesmo sexo me dá esperança que as gerações futuras possam superar tais barreiras.

    Eu acredito num futuro em que as pessoas não sejam vistas pela cor de pele ou sexualidade, e a Marvel deu um passo para ajudar isso.

    ps: poderiam fazer um mutante que inibe gente estupidez

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    1. Existe esse tipo de mutante que inibe gente estúpida, o nome dele é Deadpool….manda ele apagar um estúpido que ele faz na mesma hora…auahuahau Brincadeira, meu povo… Make Mine Marvel, Thais!!!

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  30. É um bocado de hipocrisia SIM das editoras. Agora que os ventos da história varreram o preconceito para a clandestinidade, aonde ele sempre devia ter estado, vem uma subsidiária da DYSNEY (aquela que castra todos os personagens e financiou grupos moralistas) dar uma de defensora dos direitos… Isso dá um título de filme: PELO DIREITO DE LUCRAR.

    Mas não, não sou contra a iniciativa em si. Mas estejamos ao lado dos grupos que historicamente colocaram a cara a tapa e o * na reta pra mover a roda emperrada do tempo – e não vangloriemos o interesse do capital que brinca de libertário no terreno já pavimentado da mais-valia social.

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  31. Os quadrinhos sempre estiveram antenados à realidade: seja na luta das mulheres, dos negros, dos portadores de deficiência, dos LGBTT, dos migrantes e vários outros membros civis por igualdade de direitos e por seu espaço na sociedade!

    Fico feliz em ver retratados nas artes a buscar pela igualdade, não levantando bandeira, não é isso. Mas sim respeitando o próximo!

    De início fiquei ressabiado com a ideia… “jogada de marketing” pensei! Mas quer saber, o roteiro foi trabalhado com atenção e respeito! Foi, pra mim, uma grata surpresa!

    Parabéns pela excelente resenha Grande Victor!
    Vida longa ao Santuário e aos Símios-de-Pelúcia!

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  32. Ótimo texto, é legal ver que foi algo bem elaborado e não estuprado como o “lanterna verde de um mundo paralelo alternativo no tempo e espaço”, usar um assunto desse nível não é algo genial, alias nesses tempos chega ser cliché, mas com o contraste do eterno embate de raça mutante/raça humana, ficou bem colocado, esses e outros assuntos que envolvam uma sociedade repleta de problemas é sempre bem vindo.

    seja louvado O SANTUARIO

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    1. Nem de longe essa história ou temática tem a ver com esse “lanterna verde de um mundo paralelo alternativo no tempo e espaço”. auahauhauahau Obrigado pelas palavras amigo Punk!

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  33. Li a história para poder tecer qualquer tipo de comentário.

    Temos uma história bem escrita, onde a trama em que Karma se apresenta como uma traidora ganha um destaque maneira e deixa uma ponta muito interessante para a proxima edição.

    Quanto ao casamento, houve umas coversas aqui e outras ali, mas tudo se resolveu como se esperava.

    Quanta a arte, achei de razoável para ruim.

    E meu amigo Victor, para variar o texto foi muito bem escrito. Parabéns.

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    1. Momento histórico, edição excelente, texto excelente…
      Amar não é um privilégio, é um direito, e apesar de ainda existir muita oposição no mundo a aceitação e a tolerancia parece aumentar a cada dia!
      Essa história dos X-Men apensar representa com muita verdade os tempos que vivemos, e mostra inclusive exemplos das mais variadas visões existentes sobre o assunto (como a incompreenção de Warbird ou o desconforto de Puck).
      Durante longos periodos na história da humanidade mulheres já foram consideradas inferiores aos homens, negros já foram considerados inferiores aos brancos, as diferenças em geral sempre foram pretexto para a hostilização… agora chegou a nossa vez, e só existe um meio de nos impor e reivindicar o nosso lugar no mundo… com visibilidade, nos expondo sem vergonha de mostrar quem soms.
      Somos todos iguais, somos todos diferentes… o desafio é convivermos em paz uns com os outros.

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