LIGA DA JUSTIÇA # 8 – Shazam e o prenúncio da tempestade!

Resenha de Liga da Justiça # 8, de Geoff Johns (roteiro), Carlos D´Anda, Ivan Reis e Joe Prado (desenhos).

Por Rodrigo Garrit

NO Spoilers.

O Arqueiro Verde vem em diversas situações diferentes tentando provar seu valor e ganhar um lugar como membro da Liga da Justiça, sendo recusado em todas elas. Mas Steve Trevor, porta-voz da equipe, parece ter outros planos para o vigilante.

Nesta edição acompanhamos a Liga lidando com várias ameaças que fulguram atualmente no novo Universo DC, como os Garras da Corte das Corujas, cuja saga é publicada nos títulos relacionados ao Batman até alguns cultistas que apareceram na revista da Liga da Justiça Sombria. Apesar da existência de uma Liga da Justiça Internacional e a já citada Liga Sombria, Geoff Johns mantém firme sua decisão de manter esta equipe com seus membros fixos, e pouco interessados em admitir novos integrantes, exceto pelo Superman que se mostra muito mais inclusivo. É uma história contada em Flashs, mas revela alguns detalhes interessantes da dinâmica desses heróis e algumas surpresas, como as novas funcionalidades dos poderes do Cyborg e suas consequências. Particularmente não gostei do fato do Arqueiro ficar implorando para integrar a equipe… até onde eu sei, eles é que deviam querer tê-lo em suas fileiras… mas eu ainda tenho como referência o Oliver Queen do velho universo, que parece bem diferente dessa nova versão, a qual ainda não estou familiarizado o suficiente. Essa HQ deixa umas pistas no ar, sugerindo um envolvimento prévio entre Queen e Aquaman, onde é mencionada uma “ilha”… o que dá a entender que Arthur esteve presente quando Oliver perdeu-se numa ilha deserta, onde precisou lutar pela sobrevivência, o que o fez rever seus valores e resultou na sua transformação de milionário egoísta e mimado em herói altruísta socialmente engajado. Mas esse suposto encontro deles não parece ter sido nada amigável.

Também foi mostrado numa cena espetacularmente bem desenhada por Ivan Reis o envolvimento de um clássico membro da Liga no velho universo com essa nova equipe, num encontro que aparentemente não acabou muito bem, mas promete render boas histórias no futuro.

Clique para ampliar.

Os desenhos melhoraram muito, e Jim Lee nem fez falta. Não que o desenhista da edição anterior, Gene Ha, seja ruim… muito pelo contrário, mas seu traço me causou uma forte estranheza, não achei que combinasse com os personagens e com a história que foi contada.

Esse número é desenhado por três artistas diferentes. Carlos D´Anda não fez feio, mas quem brilha mesmo é Ivan Reis e Joe Prado, que nos concedem um verdadeiro show visual à parte.

Geoff Johns por sua vez, nos ofereceu alguns “brindes”, pequenas pérolas de informação, o que amenizou um pouco o ritmo lento com que as aventuras da Liga vem se desenvolvendo. Mas eu prefiro acreditar que com isso ele esteja armando os alicerces de um plano maior, o qual culminará em algumas histórias espetaculares com os maiores heróis do mundo.

E que venha a tempestade!

Roteiro de Geoff Johns, arte de Gary Frank

NO Spoilers.

Na segunda história curta que reapresenta a origem do famoso personagem, Billy Batson é adotado e se depara com uma casa simples porém aconchegante, que terá que dividir com mais cinco irmãos adotivos. Cada um tem uma personalidade bem diferente e forte, mas concordam numa coisa: sempre ajudar um ao outro. Mas Billy não está interessado, ele se vê como alguém ali apenas de passagem, ansiando por voos mais altos.

Ele só não imagina o quão mais altos.

Os cinco irmãos são praticamente os mesmos personagens usados por Johns na saga Flashpoint, que juntos se transformavam no “Capitão Trovão”. Me chamou a atenção o fato de que nessa versão, algumas características físicas deles foram alteradas… Darla está mais jovem, Pedro mais alto e bem acima do peso, Freddie Freeman (“Capitão Marvel Jr.” E depois “Shazam” no velho universo), ainda possui a deficiência que o obriga a usar muletas, mas agora ele é loiro. Eugene não mudou tanto e Mary (“Mary Marvel” no velho universo), supostamente não é mais irmã natural de Billy.

Pedro, Eugene, Mary, Freddy e Darla.
O mesmo grupo que formava com Billy o “Capitão Trovão” na saga Flashpoint.

Os desenhos de Gary Frank são de uma sutileza incrível, muito expressivos e realistas, claro, considerando-se os parâmetros impostos por uma história em quadrinhos de super heróis. Ele já havia feito um trabalho incrível em Superman, e junto com Johns, tem tudo para revitalizar o mortal mais poderoso da Terra, que há anos deve boas histórias aos seus fãs. Desde a reformulação do grande Jerry Ordway nos anos 90, para ser mais exato.

A Liga da Justiça parece finalmente estar entrando nos eixos e firmando caminho rumo a boas histórias.

Mas se tudo der errado, leiam Shazam.

Resenha anterior? Clique AQUI!

Anúncios

13 comentários sobre “LIGA DA JUSTIÇA # 8 – Shazam e o prenúncio da tempestade!

  1. eu tenho duas coisas para falar…
    1 – A Liga da Justiça MELHORA na próxima edição. Aguentem firme.
    2- Gary frank é TUDO NA VIDA DAS PESSOAS. Podem falar o que quiserem do Johns, mas o cara sabe lidar com o Adão Negro (torná-lo interessantíssimo), sabe lidar com o Sivana (está para mim muito melhor agora do que aquele visual estereotipado da década de 40, horroroso) e fora a fase do maravilhoso Jerry Ordway, essa será a melhor do SHAZAM !!!! 😉

    Curtir

  2. Johns está sempre plantando para colher no futuro, roteiro sempre um pouco lento, mas sempre dando informações interessantes sobre o passado e futuro dos personagens. Enquanto ao Arqueiro Verde, será que ele liderará uma nova equipe para o lugar da LJ Internacional que irá acabar? E aquela cena desenhada pelo Ivan reis é sacanagem de tão sensacional.
    Enquanto ao Shazam, parece bem promissor e estou gostando.

    Curtir

    1. Apesar de muitas pessoas não gostarem do Johns, eu sempre vou dar um voto de confiança, porque ele fez um grande trabalho com a Sociedade do Justiça e Lanterna Verde. Em Flash nem tanto, mas não chegaram a ser histórias ruins, mas pecaram pela falta de ritmo e pela entrada meio que forçada de Barry Allen. Eu esperava muito mais dele nesse novo título da Liga, mas percebo que realmente está montando alicerces fortes para manter a equipe com boas histórias por um longo tempo. O jeito é esperar. Quanto ao Arqueiro, acho mais que merecido se ele liderar uma nova versão da Liga Internacional ou algo que o valha, os boatos estão fortes nesse sentido. E Shazam está uma delícia de acompanhar, espero ansioso pela transformação do personagem.

      Abraços!

      Curtir

      1. Rodrigo, você irá resenhar o Free Comic Book Day de maio? Tem informações muito interessante do futuro do Universo DC e da Trinity War.
        Parabéns por suas resenhas e um abraço.

        Curtir

        1. Anderson, eu optei por não resenhar o Free Comic Book por enquanto, porque tem informações pesadas sobre o que vem por aí no universo DC como você mesmo disse, mas ainda acho cedo pra falar sobre isso. Até porque tenho escrito resenhas com o mínimo de spoilers, dentro do possível. Mas em breve é possível que saia uma resenha sim, a menos que os fatos apresentados ali já estejam inclusos e explícitos na própria revista da Liga.

          Fico feliz que esteja gostando das resenhas!

          Abração!

          Curtir

  3. Adoro o Shazan! (Sou Marvete assumida e ele é um dos poucos heróis da DC que curto).Não queria ter que comprar Liga da Justiça para lê-lo, mas numa iniciativa digital é menos pior. Esses desenhos desse Gary Frank são maravilhosos mesmo, era ele que deveria desenhar a equipe de Super-Homem e cia também, por enquanto me abstenho de falar da Liga…

    Curtir

  4. Sempre foi unâminidade os ótimos desenhos de Gary Frank. Eu o vejo como um seguidor ferrenho da escola do mestre Bolland. E que venha a nova família Marvel!!!!!

    Curtir

    1. Gary Frank é um artista que mantém uma qualidade muito boa já há algum tempo, lembro de que uma das minhas fases preferidas do Hulk era a desenhada por ele, com roteiros de Peter David, dobradinha que se repetiu depois em Supergirl. Acho que traço dele combina bastante com o Shazam (pronto, já comecei o chamar o Capitão Marvel de Shazam…). Frank não faz feito e não deixa por menos do também excelente Jerry Ordway que revitalizou o Capitão Marvel anos atrás.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s