GAROTAS PERDIDAS de ALAN MOORE – “Pornografia e heroínas cheias de charme e malevolência”

Por Venerável Victor “tratador de macacos perdidos na selva de pedra” Vaughan

Quero indicar o texto AS AVENTURAS SEXUAIS DAS GAROTAS PERDIDAS… E AS NOSSAS? no Blog Lado B.

Palitos Nerds :   Neeb de Eduardo Medeiros

“Por que devemos somente nos sentir desconcertados quanto ao que causa prazer? Se fôssemos capazes de nos envergonhar pela miséria, o mundo seria plenamente mais agradável”.   Alan Moore

Estava na rua, fazendo hora para voltar aos portões do Iinferno onde Mephisto me esperava com mais uma das suas brincadeiras de mau-gosto, quando entrei numa livraria e… aconteceu: uma moça loira, borboleta azul no pescoço, manejava displicentemente uma pilha de quadrinhos encadernados: Lost Girls – Garotas perdidas. ao abrir o tal “livro”; Imediatamente seu rosto ficou vermelho e seus olhos arregalaram! Colocou a obra no lugar e se afastou apressada.

As surpresas, no simples folhear da obra por um leitor desavisado, são principalmente três: aquilo que parecia um livro é uma história em quadrinho; não é uma simples história em quadrinhos, mas uma história pornográfica.

Alan Moore & Melinda Gebbie

Mas como a boa arte erótica, Lost Girls transcende a pura e simples sacanagem (que de ruim não tem nada, diga-se de passagem). Escrita pelo mago (ou “bruxo”, como ele prefere) britânico Alan Moore e desenhada por sua esposa, Melinda Gebbie, a HQ (ou BD para nossos amigos de Portugal) consiste numa verdadeira reflexão sobre a hipocrisia dos nossos valores morais relativos ao sexo. Até aqui nada de novo, nem o sexo nem a hipocrisia humana, afinal milhares de obras já F com o tema ao fazer o mesmo, por diferentes caminhos. O inusitado do trabalho de Moore e Gebbie está justamente nesse “caminho” que eles escolheram. Para libertar nossos sentidos e desejos sexuais das invisíveis e inescapáveis normas morais, os dois começaram a subverter nossas certezas desde a raiz: as personagens centrais da trama pornográfica são justamente ícones que nossa tradição literária fixou como protótipos da ingenuidade e simplicidade.

Independente de qualquer liberdade poética, qualquer autor que selecionasse contos infantis tradicionais – como Alice no País das MaravilhasPeter Pan O Mágico de Oz – e os transformasse em “histórias de sacanagem” seria acusado de perversão. Mas no caso do desse premiado quadrinista, que fez exatamente isso em Lost Girls, o resultado foi além: trata-se de uma subversão, em todos os sentidos permitidos pela palavra…

Na história de Moore, as protagonistas dos três contos – Alice, Wendy e Dorothy, todas já adultas – se encontram em um hotel austríaco no ano de 1913, às portas da I Guerra Mundial, e começam a trocar confidências (e muito mais) sobre suas vidas sexuais. E é neste ambiente idílico e isolado que elas se tornarão amigas e amantes umas das outras e partilharão suas histórias de descobertas de um mundo fantástico, superior à mediocridade de uma sociedade regida por leis ascéticas. O acesso a este mundo superior, de fantasia e felicidade, e que conhecemos tão bem pelas histórias clássicas, se dá, nas três garotas, invariavelmente pela descoberta do prazer sexual.

A grande sacada de Moore é que as tais confidências, altamente eróticas, estão exatamente ali, nos livros infantis. Com muita habilidade e sutileza, o autor enxerga os contos de fadas como metáforas para o sexo.

Assim, o famoso jardim das flores de Alice é, na verdade, uma forma de se referir aos prazeres da menina com as colegas de internato, todas elas com nomes de flor. O Espantalho, o Leão e o Homem-de-lata, por sua vez, são os diferentes homens que passaram pela vida de Dorothy. E o Capitão Gancho é na verdade um pedófilo, que tem medo de crescer e enfrentar mulheres adultas.

Aliás, diga-se de passagem, leitores e leitoras jamais conseguirão pensar
novamente com inocência no tal crocodilo que perseguia Gancho após ver o desenho abaixo, que mescla a criatura à uma parte particular da anatomia feminina e foi feito para ilustrar essa passagem por Melinda –  a esposa de Moore e desenhista de toda a obra.

“Nós temos pornografia em todo lugar. O problema é que a qualidade dessa pornografia está bem distante do padrão estético daquela época que existe agora apenas na memória. A pornografia que temos hoje parece não ter nenhum valor artístico, parece criada para estimular as pessoas a qualquer outra coisa que não sexo. Uma das melhores coisas da arte, da arte genuína, é que quando vemos uma imagem ou descrição de algo que se relacione com um sentimento que temos e não conseguimos expressar, ela nos faz sentir menos sozinhos. E o que a pornografia de hoje faz é o exato oposto. Faz com que você se sinta envergonhado, mais sozinho do que nunca. Vemos ou lemos pornografia sozinhos, como se o nosso prazer fosse algo para se envergonhar, algo deplorável. E isso é uma tremenda pena se pensarmos que se trata de uma atividade humana tão prazerosa. Praticamente todos os diferentes gêneros de ficção que temos hoje são baseados nessas áreas improváveis da atividade humana, como caubóis, detetives e monstros. Enquanto aquilo que mais temos em comum, que é algum tipo de prazer sexual, só pode ser abordado nesse gênero grosseiro, tolo e por baixo do pano pelo qual todos se sentem culpados e envergonhados. O que pretendíamos com “Lost girls” era eliminar essa relação imediata entre pornografia e vergonha. Pensamos que se pudéssemos produzir uma pornografia que fosse bela o suficiente e inteligente o suficiente e séria em sua aplicação, então talvez fosse possível que pessoas civilizadas e dignas não se sentissem envergonhadas de ter uma obra pornográfica em suas casas.”  A.M.

Se há certa sutileza nas metáforas enxergadas por Alan Moore nos contos, os desenhos de Melinda nada têm de sutis. À exceção poética de uma cena de Alice com suas amantes no jardim, comparada e sobreposta a uma borboleta retirando o néctar das flores, as ilustrações do livro são absolutamente explícitas.

E o próprio Moore, por sua vez, se ora brinca com o erotismo supostamente oculto nos contos de fada, ora intermedia as histórias com verdadeiras orgias no tal hotel onde as moças se encontram e se encoxam.

Com um conteúdo desses, não é de se surpreender que a obra – lançada em 2006 – tenha causado polêmica nos Estados Unidos e na Inglaterra. Nas terras do Tio Sam, a editora Top Shelf, responsável por Lost Girls, recebeu críticas duras e muitos lojistas não aceitaram vender as garotas perdidas com medo de serem acusados de comercializar pornografia infantil.

No Reino Unido os livros só puderam ser lançados ha pouco tempo, pois o Great Ormond Street Hospital – instituição médica que deteve os direitos de Peter Pan até o ano passado – entrou na Justiça para impedir a publicação, com medo de que uma repercussão negativa fosse causada aos personagens da Terra do Nunca.

Este é Alan Moore, tentando recusar nossas arbitrariedades morais. Quanto a você leitor e devoto do Santuário, é válido perguntar: o quanto de você existe de parecido com aquela mulher com tatuagem de borboleta no pescoço que folheou Lost Girls e a devolveu ao seu lugar, envergonhada?

OS SEGREDOS DE ALAN MOORE, por Venerável Victor

Chapéu – o chapéu de Moore impede que seu cérebro se expanda para além de seu crânio e devore todos os sonhos da humanidade.

Olhos – seus olhos são capazes de quebrar qualquer matéria até sua partícula fundamental, descobrir como ela funciona e reuni-la novamente de uma forma reconhecível e única.

Barba – a barba de Moore na verdade é uma sombra da quinta dimensão, ele a mantém aprisionada, alimentando-a com críticos de quadrinhos, fãs de Novos Titãs (fase Perez&Wolfman) e advogados.

Anéis – ninguém ao certo sabe o verdadeiro poder dos anéis de Moore. Dizem que existe um homem que chora todas as noites em um pub no interior de Londres, se você capturar suas lágrimas e as ferver, elas lhe dirão sobre as capacidades dos artefatos.

Calça – ali sua mulher diz haver um monstro. (foi comprada na C&A londrina)

Sapatos – é conhecido que bruxos não mantém seus corações no mesmo lugar que mortais, muitos acreditam que é ali em um dos sapatos que fica o seu.

Jaqueta – é ali que Moore guarda a maioria de seus encantamentos e o cigarrinho do “Capiroto”que fuma quando vai escrever uma nova série.

Capa – um verdadeiro pedaço do firmamento a noite, qualquer outra pessoa que usar ficará eternamente louca.

QUEM TEM MEDO DE ALAN MOORE??? Por Rodrigo Garrit, clique aqui.

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80 comentários sobre “GAROTAS PERDIDAS de ALAN MOORE – “Pornografia e heroínas cheias de charme e malevolência”

  1. Cara, baita matéria como sempre.
    Só li o primeiro volume da série e e achei bem interessante. Não só pela pornografia em si hehehe mas pelo contexto e pelo desvirtuamento de obras clássicas, uma coisa que se bem feita acho muito legal. Só ver Liga Extraordinária do próprio Moore que é muito boa.
    Só não tenho Lost Girls na minha coleção pelo preço deles, mas estão na minha lista. Quem sabe na feira do livro aqui de Porto Alegre deste ano eu não consiga eles por um precinho camarada? hehe
    Valeu meu.
    Grande abraço.

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      1. Cara. estas edições seriam muito boas de se achar em um sebo, mas acho bem difícil heheh
        Vamos ter que combinar assim, se um dia algum de nós achar duas por um preço camarada, compra as duas e manda pro outro heheh
        Abs

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  2. sexo é bom demais ainda mais nos quadrinhos aue sõa duas coisas prazerosas demais…. alan moore pra mim sempre será um gênio e com desenhos de sua esposa. propocionar prazer com prazer valeu alan moore e melinda… mais uma bela matéria veneravél!!!!!!!!!!!!

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  3. “Por que devemos somente nos sentir desconcertados quanto ao que causa prazer? Se fôssemos capazes de nos envergonhar pela miséria, o mundo seria plenamente mais agradável”.

    Essa frase é perfeita.

    Porém, não gosto desse tipo de arte e nem é por vergonha ou não assumir o que me causa prazer. Não tenho pbm com isso.

    O que eu não gosto é dessa coisa de sempre acharem que há uma mensagem em tudo. Seja politica, religiosa ou sexual. Pode ser que haja? Sim, claro.

    Só que eu li tudo isso qdo criança e mantenho na minha mente aquelas imagens e aquelas sensações um tanto inocentes que os contos, livros traziam. Não gosto de ver uma versão que ‘desmistifique’ uma coisa q as vezes não tem nada mais que simples histórias mesmo.

    Enfim, é minha opinião sobre minha visão qto a esse tipo de publicação. Não vejo pbm em Manara ou outros que já vi do gênero, não são todos….

    De toda forma, o texto está muito bem escrito, como sempre. Parabéns.

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    1. Não sei quanto aos outros livros, mas sobre “Alice no País das Maravilhas”, um amigo entendido de história da arte me contou que o Lewis Carrol era apaixonado por uma menina chamada Alice, que devia ter uns 10 anos, e escreveu o livro pra ela, e encheu de referências sexuais “camufladas”. É como se, simbolicamente, quando a Alice fica gigante, aquilo representa uma ereção do autor, por exemplo. Eu não lembro de tudo o que ele falou, pois tinha cada coisa que pra nós aprece bizarro, mas que pro Carrol, era um símbolo sexual.

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  4. Bom,depois q eu fiquei ‘crescido’ e comecei a ler e conhecer ‘autores’,sempre imaginei estas meninas das historias como adolescentes,,,,,bom,quando se é um,se deseja uma,,,,,hehehe,,,,quando comprei e li LG,me identifiquei de primeira,assim como em seu artigo,cara,,,,parabens,quero ler uma resenha sua sobre o Asterios Polyp,do Mazzucchelli,,,,,ainda não fizeste,correto,,,,,já leu esta obra?è muito boa e desafiadora dos tempos,nos mostrando uma visão fod@ do mundo e de como somos egoistas…..mas deixo pra ti a anlise do texto e a obra,….abraço…..

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  5. Ótimo texto! Tenho muita vontade de ler essa material. Pena que as editoras daqui publicam por um preço muito alto. Mas um dia, quem sabe…
    E interessante como o Alan Moore, mesmo sendo apedrejado por quem não o entende, consegue falar sobre a natureza humana. Enquanto vivemos uma sociedade dita mais moderna e liberal, uma obra simples sobre sexualidade gera tantos protestos fúteis.

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  6. Infelizmente não li ainda esse material. Adorei a resenha. Cria uma expectativa bastante positiva sobre os livros, e uma grande curiosidade. É legal revisitar as histórias tidas como infantis quando adultos, e descobrir o que elas despertam na mente.

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    1. Como dizia Foucault, existem diversos tipos de repressão do discurso na sociedade, sexualidade é um dos tabus mais citados, eu também não entendo pq se é uma coisa comum que todo mundo faz, como tirar meleca do nariz e por aí vai…..

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  7. Texto muito bem redigido, sobre um assunto interessante e polêmico, um artigo ousado e…
    AHHHH!
    Parabéns !! Vcs aprenderam com o pessoal do BdE!
    Viva a Putaria!

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  8. A melhor materia que eu li ate hj nesse blog.
    Eu quero esses livros! Quanto a sua pergunta eu não tenho nada da garota da borboleta azul.
    Amei Veneravel. Cada vez mais se superando.
    Vamos quebrar todos os tabus!!!!
    Bjs! 🙂

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  9. Tenho esses três livros que demoraram 16 anos a fazer!
    É daqueles livros que ou se detesta ou se ama. Eu amei!
    😀
    Fiz um post há muitos anos, ainda no início do meu blogue sobre esta obra!
    A arte é incrível, zero computador, tudo feito a lápis de cor e cera.
    Quanto à estória, só mentes abertas conseguem ler. Quem for preconceituoso ou tiver problemas com a sexualidade inerente ao ser humano odiará o livro…
    😉

    Abraço

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  10. Então é isso, o Alan Moore está por trás da manipulação genética que faz vir ao mundo gênios como o Manara, o Nelson Rodrigues e o Wladmir Nabokov… Entendi!
    A propósito: Uma atendente ajeita o óculos antes de folhear a obra de estampa tão bela – ela vira as páginas e de repente ruboriza, um escândalo mudo, sobressalto calado; ela fecha o livro e o larga como se estivesse em brasa… Isso á um conto erótico, hein

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  11. Eu tenho esses “livros” aqui comigo, amo esse trabalho e quer saber? O ser humano faz guerra mesmo, apronta horrores com o semelhante e não é capaz de assumir seus próprios prazeres…

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  12. Alan Moore é, e sempre será, um homem 100 anos à frente de seu tempo. Isso dito há 100 anos atrás já era bastante coisa, mas num tempo em que a sociedade de recicla e se renova a cada punhado de meses, é absurdo pensar no quão longe estamos em relação à mente deste cara. Parabéns pelo texto!

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  13. Ótima matéria! Nunca cheguei a ler Lost Girls, mas já adicionei na minha lista de futuras leituras.
    A barba de Moore se alimenta de fãs de Novos Titãs do Wolfman? É melhor eu tomar cuidado então…
    E nem quero saber o que ele faz com os eventuais leitores de Before Watchmen que cruzam seu caminho…

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  14. Esse é Alan Moore, sempre transgressor, sempre vários passos à frente… polêmico, irritante, perturbador, genial. Ele nunca passará despercebido. Sua marca nos quadrinhos, na literatura e por que não dizer na vida de algumas pessoas sempre se fará presente. É preciso que exista Alan Moore no mundo… para que ele tenha mais brilho, mais trevas, e o resultado deslumbrante dessa união. É preciso que exista Alan Moore, para que sejamos lembrados de que é preciso sempre criar, sempre mudar, sempre gritar, sempre questionar, sempre enlouquecer… e na loucura descobrir as verdades invisíveis aos olhos racionais. É preciso que exista Alan Moore… para mal e para o bem. Para edificar pensamentos e derrubar convenções. Para nos fazer tentar, inutilmente, nos aproximarmos dele, e com isso nos tornarmos um pouco melhores, seja seguindo seu exemplo ou nos afastando de suas ideias. Concordando ou repudiando, é preciso que haja Alan Moore, para agitar a água do lago. E aprender a ver a calmaria oriunda do caos. Parafraseando o conceito que ele usou na série “Promethea”: Se não existisse Alan Moore… nós precisaríamos inventá-lo!

    Parabéns pelo artigo, Victor, arrasou!

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  15. Já me aconteceu estar em uma biblioteca a folhear um Manara e o simples ruído de passos se aproximando me deixar menos confortável, como se fosse ser apanhado em falta. Ontem foi assim, amanhã não sei como será, apenas que continuará a existir dentro de nós coisas que desejamos contrariar e não conseguimos; exigem-nos um longo caminho. Contudo pertenço ao grupo dos que pensam que se também tudo for exibido como que à refulgência de uma luz veranil que interesse tem. Combatamos, sim, preconceitos e tabus, mas depois disso não os destapemos demasiado.

    ps: Eu adoro as des/reconstruções das fábulas e mitos, até porque como autor também as pratico.

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    1. És um belo artista, por acaso. 🙂 Que legal que mesmo adultos, tenhamos esse medo JUVENIL de sermos apanhados folheando algo erótico, como se fosse feio, não, Carlos? 😉 Muito louco isso.

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  16. Nunca pude ler Lost Girls…
    Minha mãe é super evangélica(Eu também sou, mas não sou fanático) e nunca me deixou ler, mas também nunca me interessei tanto, já que não curto muito esse tipo de erotismo.
    Agora que a matéria ficou extremamente magnifica! Quem sabe eu não mude de ideia =D
    Parabéns V3!

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  17. Hmmmm…. esse estava na minha prateleira de “quando tiver tempo, vou ler”. Infelizmente essa pilha só aumenta a cada dia (quase 48 de 52 revistas no mês de uma certa editora entram nessa pilha, se é que me entendem) então nunca tive tempo pra ela.

    Acho que vou reconsiderar….

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  18. Com certeza mais uma grande obra do mestre Moore, já faz muito tempo que tenho vontade de adquiri-la agora ainda mais, graficos lindos e super bem arranjada a edição, com certeza mais uma grande aquisição, abraço amigo e como sempre ótima resenha…

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  19. A “re” ou “de” construção de mitos é algo que Moore sabe fazer muito bem. Quem não teve oportunidade veja também os volumes da Liga Extraordinária que levam mais para o lado da ação mas com ótimos momentos de reflexão e visita ao passado das personagens.
    E a abordagem que o Victor deu aqui espelha que não só de Manara vivve o erotismo. Valeu mesmo Venerável. E deixe os macacos amarem em paz, viu??? Nada de ficar tratando a vida sexual deles!!!!! Ha ha ha!

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  20. Uma das coisas mais interessantes que li em anos e olha que tenho anos e anos, que viraram décadas e décadas de leitura de quadrinhos… os desenhos da mulher do Moore caíram como uma luva para esse trabalho também. E vou falar, sempre achei mesmo que existia algo a mais nessa relação do Crocodilo com o Capitão Gancho e o Homem de Lata deveria ser mesmo um excelente amante… Um imenso SALVE para esse venerável Santuário!!!!

    Ah! Obrigado Victor por esclarecer cada elemento da vestimenta mística de Moore!!! 🙂

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  21. Parabéns pela matéria, Venerável!!! Eu com certeza se eu achasse uma obra dessa talvez dessa um grito observando uma relíquia e uma verdadeira obra de Arte!
    Que algum amigo leia isso e me dê de presente..até espero o Natal….kkk

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  22. Fantástica a resenha!! Embora eu não tenha curtido taaaanto assim os desenhos (embora seja bacana que eles se pareçam com as ilustrações comumente encontradas nos propalados livros infantis dos quais tratam as alegorias) o gibi é bacana bagarai… o Moore consegue provar por que DE FATO é O CARA no que tange em contar histórias… ele sempre o faz de uma forma diferente e brilhante DIFERENCINANDO-SE DA MESMICE que impera na maioria dos comics de hoje. aquela passagem em que tem-se a mesma cadeia de fatos mostrada por 2 pontos de vista diferentes ilustra bem isso.

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  23. Alan Moore é um monstro!! uma criatura saída de alguma dimensão obscura com um senso de realidade extraordinário que consegue mexer com qualquer um que se aproxime de suas obras!!

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