Um ano de Santuário! Bem-vindos à Sexta Bendita!

Porque para cada força existente no universo, existe outra, igual e oposta.

Houve o tempo das trevas e elas cobriram toda a existência. Mas das trevas, algo novo surgiu. A principio era fraco, mas dotado de grande determinação. E com o tempo, tornou-se algo que não poderia mais ser ignorado. Então se fez a luz!

Mas quantos não trazemos ainda dentro de nós essas trevas? Quantos podem dizer não ser capazes dos atos da mais alta crueldade? Entretanto, ser capaz de praticar o mal não é o que define nosso caráter. Ceder a essas trevas ou lutar contra elas é o que nos define.

Para toda maldição, há uma benção. E todo pecado pode ser perdoado.

No passado, deixei a ira cegar os meus atos. Cortejei a guerra e tive o sangue de inocentes escorrendo por entre meus dedos. Mas um dia eu voltei à Fonte daquilo que realmente me definia. E uma escolha foi feita.

Abram seus corações. Aproveitem esse dia e cometam um singelo ato de gentileza, ou quem sabe um pequeno ato divino que altere os rumos da vida de outra pessoa para sempre. Se permitam perdoar, sem pensar em receber nada em troca. E recebam o prêmio que não pode ser medido, não pode mensurado. Experimentem a paz em seus espíritos.

Sim, certa vez eu trilhei o caminho da guerra, e paguei seu amargo preço. Hoje eu ainda luto… mas são batalhas travadas com palavras e não com espadas. E um dia, talvez eu possa desfazer todo o mal que causei. E quem sabe a remota possibilidade da redenção me possa ser concedida?

Eu preciso ir agora… é hora de comungar com a Fonte. Mas reflitam sobre minhas palavras e observem atentamente os exemplos abaixo, daqueles que transitam na tênue linha do bem e do mal. O Santo e o Profano. E façam suas escolhas.

Meu nome é Izaya.

No Quarto Mundo eles me conhecem como Pai Celestial!

VOCÊS ESTÃO NO SANTUÁRIO!

BEM-VINDOS À SEXTA BENDITA!

“Pai Celestial” criado por Jack Kirby.

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Senhor Milagre

Dois mundos, um repleto de luz e vida, chamado Nova Gênese, lar da raça de imortais conhecida como Novos Deuses e seu planeta gêmeo enegrecido, Apokolips, onde vivem os imortais sombrios, liderados por uma das criaturas mais odiosas do universo, Darkseid. Uma guerra secular parecia pôr fim a essas duas sociedades quando um pacto de paz foi proposto. O filho de cada líder seria trocado com seu atual inimigo e criado em seu respectivo mundo. Orion, filho do lorde negro foi enviado para Nova Gênese ainda bebê e criado pelo Pai Celestial como se fosse seu sangue e o recém-nascido do bondoso Izaya para a contra parte negra de seu planeta…

Desde muito jovem esse garoto vivia em um inferno, algo que em nada se parecia com o inferno mitológico bíblico, sendo muito pior do que qualquer profeta terrestre poderia ter concebido. Nesse lugar chamado Apokolips, ao lado das fossas escaldantes de um de seus bairros mais perigosos: Armaghetto, O filho do Pai Celestial cresceu. Mais um entre diversos jovens sem direito a um passado, livre arbítrio ou liberdade.

Essas palavras não constam sequer do vocabulário desses deuses caídos. Sobrevivendo a diversas provas que visavam fortalecer mente, corpo e força de vontade, o rapaz logo se tornaria um dos melhores cadetes da força de ataque imperial, os temidos Parademônios.

Mas Scott Free estava destinado como seu nome mesmo sugere, a liberdade. Em uma de suas mais ousadas façanhas, escapou desse mundo onde se esmaga todos os dias aqueles que ousam sonhar, para a Terra, conhecendo em seguida um bom homem chamado Thaddeus Brown, exímio artista de fugas circenses e famoso em todo o mundo como o Senhor Milagre.

Com o tempo, Scott foi treinado por Thaddeus, que viu no rapaz o potencial para ser um artista ainda mais fantástico que ele, e após sua morte, o legado de Milagre foi assumido pelo novo deus, que a partir daí passou a dividir seu tempo entre sua vida pacata suburbana, com sua grande esposa Barda e seu diminuto e fiel amigo Oberon e seus espetaculares shows por todo o mundo. Nunca deixando de apoiar os heróis da Terra, quando solicitado.

O maior milagre desse “senhor” no entanto é o de que apesar de nascido da total falta de esperança, em um mundo onde essa palavra sequer tem sinônimo, Scott Free nos provou que a natureza de uma pessoa, seja ela qual for, nunca pode ser aprisionada por muito tempo. E que não é preciso ser ensinado o conceito do que é liberdade para desejá-la!

“Senhor Milagre” criado por Jack Kirby.

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Motoqueiro Fantasma

Craig Simpson comandava mais um espetáculo motociclístico, quando o viúvo pai de Jonathan Blaze se foi em um acidente no show, no entanto Craig e Mona Simpson decidiram por adotar o jovem Johnny, este cresceu ao lado de Roxanne Simpson, filha do casal que lhe adotou, os dois se apaixonaram. Mas tudo era uma questão de tempo para mudar de novo.

Johnny provocou um acidente em um espetáculo e causou a morte de sua mãe adotiva, Mona Simpson. Quando Johnny descobriu que Craig tinha câncer em estado terminal, se encontrou perdido, mas não queria se perder, por isso se viu obrigado a pedir a ajuda de forças sobrenaturais, sim ele pediu ajuda ao demônio, Blaze ofereceu sua alma em troca da cura para Craig, e a troca foi aceita. Craig ficou curado e pronto para mais um grande show, mas aconteceu o inesperado, e ele morreu em um acidente. O demônio voltou desta fez para pegar sua parte, Johnny! Este foi enviado para o inferno onde estaria durante o dia, e a noite sobre a Terra, como um “capanga” do Tinhoso. Mas Roxanne não desistiu de seu amor, conseguiu trazer Johnny de volta, mas ele não se livrou de seu pagamento, sua pele queima, seu rosto dá lugar a uma terrível caveira e montado em sua moto flamejante ele é tomado pelo Espirito da Vingança, Zarathos, perseguindo e punindo os pecadores!

Como Motoqueiro Fantasma, Johnny enfrentou diversas ameaças, até que chegou o dia derradeiro, Centúrio, o Homem sem Alma, queria capturar o espírito de Zarathos, através do artefato “cristal das almas”. Após confrontar o Motoqueiro, Centúrio tem sua alma presa no objeto, mas leva Zarathos junto, mas isto acaba por libertar Johnny da maldição do Motoqueiro Fantasma, e ele casa-se com sua amada Roxanne, com quem tem dois filhos e vive feliz… até onde o tempo deixar.

“Motoqueiro Fantasma” criado por Roy Thomas, Gary Friedrich e Mike Ploog.

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Demolidor

O Ministério do bom-senso adverte: Este é um diabo do bem!

Este é certamente um dos heróis mais contraditórios do universo Marvel, justamente porque ele usa o emblema das forças do mal, uma fantasia de demônio, para lutar contra o crime, a iniquidade e essas coisas que ameaçam o planeta todos os Dias. Matthew Murdock é filho de um lutador decadente que acabou virando peão da máfia local, o que o levou à morte e seu filho à carreira de justiceiro. Apesar de ser completamente cego, o Demolidor conta com os sentidos mais aguçados do planeta, tem um radar pessoal que dá a ele vantagem frente ao inimigo (ainda mais com as luzes apagadas), habilidades de boxe e investigação e ainda um treinamento ninja-sinistro, recebido de um mestre sinistro-cascudo , também cego, de nome Stick.

Desde que Frank Miller ressuscitou o personagem das cinzas, o Demolidor ficou marcado como um sujeito de vida difícil, pesada, cheia de traumas mesmo; ele flerta com o perigo e com as adversidades de maneira que os riquinhos  do Quarteto Fantástico nem imaginam e mesmo sua moral, apesar de rígida, é sempre posta à prova (e nem sempre recebe nota azul). Matt Murdock é dúbio, imprevisível, com um coração ressecado após tantas perdas, tanta dor… mas nem por isso deixa de fazer o que pensa ser certo. Ele já esteve no inferno inúmeras vezes (episódios como A “Queda de Murdock” ou “Diabo da Guarda”, em que sua vida desmorona, são apenas alguns exemplos), e por isso talvez fizesse sentido ele se vestir de demônio… Mas não faz, uma vez que ele só pratica o bem, se jogando no abismo para salvar vidas todas as noites… O uniforme vermelho com chifres assusta os inimigos , ainda mais porque os olhos são tampados (para que seriam vazados, se ele é cego?), mas é na verdade uma grande ironia com o mal.

Ao se vestir para salvar o mundo Matt Murdock, o Demolidor, está dando uma grande gargalhada de deboche na cara do mal, está desafiando as forças que levam o planeta às trevas a lhe darem as mãos para para ver do que ele é capaz. Tanto que o próprio Mephisto já o amaldiçoou, dizendo apenas esperar que ele chegue no Inferno para ser seu bichinho de estimação pessoal… Mas considerando o rumo que os casamentos de Matt Murdock levaram, acho que o Demolidor sairia dessa enrascada facilmente!

Um demônio que pratica o bem é no fundo uma forma iconográfica de dizer que cada mundo tem o herói que merece. Ainda bem que o nosso mundo merece outro, não é Phoenix Jones? Se você só conhece o Demolidor dos cinemas, esqueça tudo que aprendeu sobre o personagem agora: vale à pena conhecê-lo nos quadrinhos, principalmente nas mãos de Frank Miller e Alex Maleev (não por acaso duas das fases mais difíceis da vida do Homem sem Medo).

PS: Mephisto, eu não acho engraçado isso que o Matt faz, e também não fui eu quem tirou você da sexta maldita,por favor me poupe da sua ira ok…? Faço um Banner novo pra você na próxima maldita…

“Demolidor” Criado por Stan Lee e Bill Everett

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Castiel 

De boas intenções o inferno está cheio.

Essa frase não poderia ser mais bem aplicada a outro personagem. Como um ditado popular tem a ver com essa história? Simples, vou falar de alguém que pode ser considerado vitima desse ditado. As intenções eram sim, boas… Mas qual o preço que se é disposto a pagar? Castiel acabou pagando um preço muito além de suas posses.

Sim, Castiel, o anjo com livre arbítrio e detentor da maioria das cenas e piadas divertidas do seriado “Supernatural”. Todas suas passagens pelo show trouxeram diversão e até questões filosóficas e por tanto é um dos personagens mais queridos dos últimos tempos.

Questionamentos nasceram na mente de Cass e seus olhos foram abertos para a realidade presente no céu. Sem um Deus para comandar suas hordas, os Anjos tomaram para eles as decisões importantes, como o Apocalipse. Enquanto os irmãos Winchester tentavam impedir o Armagedom, os seres angelicais movidos pela inveja dos macacos acéfalos iniciam uma guerra celeste e fazem de tudo para que as escrituras sagradas se tornem realidade.

Depois de muito pensar e observar, Castiel resolve abandonar seus irmãos e se juntar aos Winchesters, em busca de Deus e numa maneira de matar o Diabo. Esse “Castiel” já é muito diferente do que vimos em sua primeira aparição, porém, ainda dotado de todas suas crenças em seu pai. [Nesse ponto da história, vemos uma versão divina do relacionamento de Dean com John Winchester: Obedecer às ordens cegamente. Nunca duvidar do pai. E nunca desistir de encontrá-lo. Decepção e perdão]

Nesse caminho em busca de corrigir os erros deixados por seu pai divino e conter a guerra que seus irmãos querem, Cass se vê sem recursos, afinal é apenas um anjo contra uma horda. E é então que vemos entrar em prática outro ditado “O fim justifica os meios” e ele encontra um aliado um tanto duvidoso. Crowley, o demônio.

Com um mapa incompleto para a fonte eterna de poderes, os quais Cass precisa para começar a pôr ordem no céu, o Demônio trata de fazer um acordo útil para ambas as partes: Encontrarem a porta do Purgatório  e usarem o poder das almas trancafiadas lá.  E como prova de boa fé – inclua aqui todo tom de sarcasmo que conhece – ele adianta algumas almas do inferno para que o anjo consiga começar sua batalha.

Cass começa a se perguntar de que vale aquilo, se ele está no caminho certo. Suas intenções são as melhores, mas ele se sente sujo, quebrado, porém, em sua visão, precisa suportar tudo isso para arrumar a bagunça que o Pai deixou.

Num momento emocionante, ele implora por um sinal de Deus, e não o tem, ficando mais perdido e decidido a continuar. Logo em seguida precisa encarar Dean e ver o quanto o amigo está decepcionado com ele.

E o ponto sem volta é quando descobrem a porta do purgatório e estão prestes a abri-la. O anjo decide não compartilhar o bolo de almas com Crowley. O demônio não se deixa derrotar e encontra um novo parceiro, Rafael.

Vemos até onde essa devoção cega de Castiel o levou. Ele trapaceia, mata Rafael e ignora todos os pedidos de Dean e Sam para que não abra a porta do purgatório e absorve todas as almas que estavam lá. Detalhe importante: Todas as almas do purgatório são a escória, os monstros, seres que nem o inferno aceitou.

“Não sou mais anjo, sou seu novo Deus… Ajoelhem-se perante a mim, senão vou destruí-los”.

Seu receptáculo humano [Jim] não consegue suportar todas aquelas almas e decidido a se redimir e evitar uma catástrofe, o anjo busca mais uma vez ajuda dos Winchesters e Bob Singer, e antes que as almas fujam, ele as devolve ao purgatório. Isso poderia ter sido o fim e todos terem um final feliz, mas o calvário de Castiel estava apenas começando.

O que está reservado para Castiel ainda é um mistério. Nesse único personagem podemos ver toda a inocência de uma alma pura se corromper aos poucos. Conseguimos ver seus conflitos, e ideais. Mesmo no ultimo momento não era fácil abandonar a imagem de utopia que ele havia sonhado desde que obteve seu livre arbítrio. Ele foi literalmente do céu ao inferno, com passagem pelo purgatório.

De boas intenções o purgatório também está cheio.

“Castiel” criado por Eric Kripke

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Jesse Custer

…então o furgão com as freiras colidiu de frente com a porta da igreja… ao que parece o motorista havia usado uma dose perigosamente alta de cocaína e álcool, após ouvir uma voz divina lhe contar os segredos do Céu e do inferno… ou a voz foi ouvida antes dele se drogar? O tempo tornou-se abstrato para ele, pobre coitado…ou melhor dizendo, privilegiado, conseguiu enxergar além da suposta percepção mundana de tempo, da forma que ela realmente é, inexistente como a conhecemos e simultânea em sua essência. Infelizmente tal epifania não combina com direção. Os corpos mutilados das freiras se espalharam pela rua, e muitos acreditaram que isso era um sinal do fim dos tempos.

Freiras! Deus do Céu…

O corpo de uma delas tinha uma tatuagem secreta em seu órgão genital, era uma tatuagem satânica. Três das sete meninas canibalizadas frequentavam o convento onde ela morava. Acredita-se que esse número seja muito maior.

E tudo isso estava escrito em detalhes na matéria exposta na capa do jornal, quando o reverendo Jesse Custer passou em frente a ele. Mas ele não leu nem tomou conhecimento dos fatos.

“Preacher” criado por Garth Ennis e Steve Dillon.

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John Constantine

Nunca fui um cara muito religioso. Quer dizer, o que é religião afinal? Quando se chega perto demais de santos e pecadores, o que vemos é que não são tão diferentes assim. Eu? Sou um pecador, é claro, mas eu nunca me vi como um coroinha lambendo as bolas do padre na sacristia. Santo. Pecador. Quem vê diferença nessa porra? Nós somos um bando de macacos falantes pulando de galho em galho nesse planetinha aleatório… e servindo de brinquedinhos das mais sacanas divindades. Claro, eu não quero ofender a sua fé. Vá em frente, acredite no que quiser. Quem sou eu pra falar, afinal?  Um bêbado, um vagabundo… a porra de um mago ou só mais um esquizofrênico filho da puta sobrevivendo como pode. Eu faço o que é preciso. Protejo os amigos… que não são muitos, claro… meus amigos têm a desagradável tendência de morrer. E o que sobra pra mim? Que porra eu quero da vida?

Talvez um dia eu responda essa. Enquanto isso, eu vou salvando o rabo do mundo sempre que alguma freira maluca resolver chupar as entranhas de meninas virgens ou qualquer merda sobrenatural do inferno ou coisa parecida resolver aloprar por aqui.

Assim que curar essa porra de ressaca.

“John Constantine” criado por Alan Moore, Steve Bissette e John Totleben.

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Lúcifer

Pai rigoroso… filho rebelde.

E os macacos falantes que habitam a aleatória bola de lama chamada de “Terra” imitam nosso comportamento desde antes do tempo existir da errônea maneira que sua percepção pode conceber… antes de ser criado magnificamente pelo meu Pai.

O Pai é perfeito e tudo o que ele faz é indescritivelmente lindo. Nada poderia superá-lo, ninguém ousaria…

Não, eu não quero ser melhor do que o Pai. Eu desejo apenas ser seu filho preferido. A provação que Ele me fez passar é apenar um pequeno teste que pretendo superar para impressioná-lo. Eu o amava antes da bola de poeira e lama, e dos macacos falantes. E vou amá-lo depois que ela se for. Depois que todos se forem.

Meu Pai vai notar o meu amor. Mesmo que eu tenha que desfazer toda a sua criação. Nem que para isso eu tenha que tomar o seu lugar, mastigar todos os macacos em suas patéticas e frágeis carnes gordurosas cheias de luxúria e ignorância, e regurgitar suas almas apodrecidas para serem devoradas vivas pelos porcos do Reino dos Condenados…  não que eu precise passar outros milhões de anos vendo-os queimar, chorar e ranger os dentes… implorando por um perdão que nunca virá, uma redenção que nunca lhe será concedida. Macacos deploráveis, vermes sob os meus pés santificados. Como ousam ser amados pelo MEU PAI? Eu beberei o mais adocicado vinho em seus crânios enquanto me delicio com seus gritos infindáveis.

Eu darei a eles o meu amor.

E tudo será parte do grande plano Dele.

“Lúcifer”, (versão da série “Sandman”), criado por Neil Gaiman, Sam Kieth e Mike Dringenberg.

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Ravena

Meu pai está vindo. Azur me proteja.

Não desejo, não cobiço. Não saboreio, não penso a respeito. Não odeio, não amo. Não sinto.

Sou a casca vazia de uma semente maldita. Existo apenas para me conter. Absorver as emoções alheias, sublimá-las e abstrair-me delas. Os sacerdotes de Azur me ensinaram que a vida é sagrada e por isso não tenho o direito de ceifá-la, nem mesmo a minha própria. Então devo viver essa morte em vida, sem alegria, sem tristeza, sem euforia, sem desespero, sem nada.

O mal de meu pai se espalha pelo mundo. Uma seita de falsas freiras assassinam crianças em seu nome. Saber disso me revolta e preenche de uma raiva que rapidamente preciso conter. Pois o que eu sinto poderia libertar a semente… mas sou fraca demais, eu a sinto enraizando-se em minha alma. E sinto medo. E meu medo a torna mais forte. Então busco ajuda. Encontro jovens especiais que compartilham fragmentos de minha renúncia. Eu os reúno como equipe, manipulo suas emoções, mas não é por mal… não é por bem… não é por nada. A semente precisa ser detida. E juntos nós vencemos. E na vitória, encontro meu abismo pessoal, minha derrocada irremediável. Eles são meus amigos, e eu os amo demais. E não consigo não amá-los. O que sinto é tão forte… e me toma com uma força incontrolável e irresistível. A semente negra foi contida, mas não eliminada. Preciso mantê-la longe dos amigos que tanto amo… enquanto meu amor por eles a mantém viva e crescente.

O meu amor pode destruir tudo que existe.

Pois sou a filha de Trigon.

Azur me proteja. Meu pai está vindo.

“Ravena” criada por Marv Wolfman e George Pérez.

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Vingador Fantasma

No turbilhão das memórias, o andarilho caminha, sempre em frente, sem rumo ou destino, ele atravessa a maré do tempo. Mas existe o tempo? Como distinguir tudo o que será de tudo o que foi na singularidade da inexistência? Mas se existir o tempo, e as memórias puderem ser organizadas numa linha reta imaginária, será possível lembrar de onde ele veio, obviamente  de além da Cidade de Prata, onde entoava hinos de louvor com outros anjos? Ou era ele apenas um homem que viveu há milhares de anos e repudiou o filho de Deus, tendo renascido após ser perdoado através de seu sangue derramado? Teria ele vindo das estrelas, filho de deuses antigos? Seria uma sombra, um fantasma fadado a ajudar os outros a encontrar seus caminhos enquanto ele mesmo nunca encontra o seu próprio? O andarilho caminha perdido, concedendo dádivas e iluminando os rumos alheios. Mas o seu caminho, qual será?

O quanto ele ainda poderá se esconder dessa verdade até que ela lhe seja relevada um dia…?  Ou será essa sua eterna maldição?

“Vingador Fantasma” criado por John Broome e Carmine Infantino.

* *

Etrigan, o demônio

Jason, de onde te esconde, saia Jason,

Blood and tears, light of moon.

Beleza de esplendor eterno,

Eu o aguardo em sono forçado,

Cultivado no jardim do Inferno.

Ampare o espírito esquartejado,

Cortejado com intenso esmero,

Rebento de um tempo passado.

Abençoado pela “maldição” de um mago,

Cuja palavra serviu de estopim,

Forjado em chamas e intrigas,

Para conjurar a carne que desprende em rimas,

Eu, o inculto Etrigan,

Servil rebelde do próprio Merlin.

“Jason Blood/Etrigan” criados por Jack Kirby.

AGRADECIMENTOS

Rodrigo Garrit e Venerável Victor Vaughan gostariam de agradecer algumas pessoas que contribuíram muito desde que o Santuário era só uma capelinha: Guy Santos, Weber Carvalho, Rodrigo Broilo, Pablo Ramos, Letícia Fiuza e Lucas Assis, isso sem falar em todos os que se tornaram leitores “devotos” e fiéis, sempre prestigiando-nos com sua presença nos comentários e nos ajudando a fazer esse templo de divertimento e cultura nerd. Existe uma lista imensa de pessoas que eu poderia citar aqui, entre elas o famigerado O Baile dos Enxutos e o eclético Leituras de BD,   mas não querendo ser injustos e acabarmos esquecendo alguém, estendemos esse MUITO OBRIGADO a todos que estiveram conosco nesse primeiro ano, aos amigos que fizemos e as parcerias que forjamos. Essa Sexta Bendita  de aniversário foi feita com muita dedicação e trazida até vocês graças ao carinho, a amizade e os textos de Guy Santos (Motoqueiro Fantasma), Letícia Fiuza (Castiel), Pablo Ramos (Demolidor), Venerável Victor Vaughan (Senhor Milagre) e Rodrigo Garrit (Pai Celestial, Preacher, John Constantine, Lúcifer, Ravena, Vingador Fantasma e Etrigan).

O templo estará sempre aberto a todos os que quiserem se aventurar…

O SANTUÁRIO SOMOS NÓS!

“Este não é o mundo real. O Santuário foi criado para que todos possam relaxar e ser vocês mesmos. É um espaço onde iremos interagir e falar sobre tudo o que gostamos. Todos os nerds, não-nerds, antinerds e nerds paralelos estão convidados. Nosso objetivo é deixar de lado os problemas do dia a dia, desligar as mazelas da vida, compartilhar conhecimento, fazer novas amizades, falar bobagem. Ou não fazer nada, que se dane. Não queremos impor nossas ideias e nem implorar que sejam aceitas. Não queremos atacar as grandes corporações e nem mudar o mundo. Queremos mudar o NOSSO mundo. Aqui, alguns felizardos poderão ter a rara oportunidade de se libertar de si mesmos. Não promovemos o espancamento da mente nem a tortura verbal. Somos contra a autoflagelação da alma, não nos lamentamos e não choramos sem motivo… a gente segue em frente e vê no que vai dar. Dentro desses domínios, esqueça o mundo. Você está no Santuário”.

Texto de boas vindas do site, escrito há um ano. Permanece atual.

* *

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37 comentários sobre “Um ano de Santuário! Bem-vindos à Sexta Bendita!

  1. “Ninguém é puro anjo ou demônio…”
    E a dualidade é o que sempre chama a atenção e dá a profundidade aos personagens mais famosos… E desculpem, Ravena é a melhor de todos daqui…eheh
    Pena que até o momento, não foi tartada como uma personagem de primeira linha…

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  2. “tive o sangue de inocentes escorrendo por entre meus dedos”… eu não vejo nada de errado nisto ]:-D

    Agora grrrrrrr beatificarem a sexta-feira, grunfff. Eu já frequento este lugar às escondidas, se se põem com estas conversas divinas e tal, vou ter de deixar de vir. (ameaça mode)

    Parabéns infernais, vocês merecem.

    Beijos d’enxofre ]:-)

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  3. Bendita Sexta-Feira por nos ter dado um post destes!
    Tão fixe que nem dá para fazer grandes comentário!
    😀
    Muitos parabéns ao Santuário pelo ótimo e bem disposto trabalho que têm feito pela HQ
    🙂

    Abraço e que venham muitos aniversários!

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  4. Parabéns a Santuário! Sou louca pelo Vingador Fantasma! Ele é tão….MARVEL! rsrs SANTUÁRIO: Que o seu reino na web dure mil anos! “Haters will be haters and devotos will only love!”
    🙂 ;

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  5. EI,Venerável Victor Vaughan,eu sequestrei uma velhinha para a gente apagar a danada!!!Esta dentro do carro que roubei e coloquei na frente da sua casa,amigo!!! Só tome cuidado porque a policia federal vai fazer uma batida aí e virar a sua casa de kbça pra baixo em busca de alguma relíquia religiosa!!HUAHUAHUA!!!Sabemos que a nossa única relíquia comemora UM ANO!Que esse um ano se desdobre centenas e centenas de vezes e multiplique nossas alegrias e nossas amizades!!!Parabéns a você e ao SANTUARIO,grande amigo!!!

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  6. “Famigerado Baile dos Enxutos?!”

    #xatiado

    BWAHAHAHAHAHAHAHA

    E hoje, lá tem podcast e Hipnose Brutal sobre o 1 ano de BdE/Santuário! Parabéns a nós! Rumo a fusão no Santuário dos Enxutos!

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  7. É uma honra poder compartilhar este momento com todos. O nascimento do site coincidiu em estar próximo ao meu casamento mas nem por isso deixei de acompanhar, dar idéias e auxiliar a todos. Me tornei um devoto trazido pelo meu amigo de longos quase 15 anos Victor (tu sabes que só não faço mais pela minha falta de tempo e por estar afastado dos quadrinhos) que me mostrou esse universo e pessoas tão maravilhosas. Só posso agradecer a ele e todos que estão nesse projeto. E que venham mais e mais anos!!!!
    PS: faltou gente na Bendita como o Demonio Azul, a Gata do Inferno e o seu marido Hellstrom, mas terão outras para eles aparecerem!!!!!

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  8. E parece que foi ontem que eu conversei com o Victor e ele me falou sobre o projeto e me convidou pra fazer parte… E logo dps, conheci outras pessoas maravilhosas que passaram fazer parte da minha vida, o que mais de Bendito eu poderia querer?

    Meninos, sei que estou meio ausente em presença física, mas como boa santa [ou bruxa] continuo presente em espirito e agradeço pelo tempo e pela confiança. Adoro esse lugar, e adoro vcs! [Estou emotiva lol]

    E viva o Santuário!

    E viva essa sexta bendita com um artigo fodástico e parabéns Garrit. Victor, Pablo, Weber e todos os santos dessa congregação =D

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  9. Eu posso dizer que sou um dos devotos que está por aqui desde o primeiro mês que esse templo dedicado a cultura dos quadrinhos, desenho, contos, séries e algumas outras mais, foi aberto! Antes mesmo de ter qualquer cheiro de MARVEL aqui e eu reclamava, reclamava e reclamava, pedindo por um sistema de cotas para essa editora. Hoje tem mais Marvel que DC e o sistema de cotas ficou para outras editoras… he he he, mas o mundo está sempre em movimento e esse site também. VIDA LONGA AO SANTUÁRIO, saúdo você Vaughan, Garrit, Ramos e todos os demais que de alguma forma, como eu, ou até mais estão envolvidos com esse OÁSIS de educação e tolerância na WEB. Por vocês, que detesto redes sociais, fiz uma conta no twitter para ter imagem de comentário… por vocês venho aqui todos os dias, muitas vezes escondido, no meu trabalho e, para não deixar passar em branco… ATÉ QUE O VENERÁVEL VICTOR SE CANDIDATE A UM CARGO NA POLÍTICA…. MAKE MINE MARVEL !!!!!!!!!!!! FELIZ ANIVERSÁRIO! 😉

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  10. É tão bom ver o quanto o Santuário cresceu graças à dedicação, suor e sangue de vocês Garrit e Vaughan!!! Tive o privilégio de escrever nesse Templo de Sabedoria e Diversão!!!! E posso garantir: foi uma honra tê-los conhecido e compartilhado tantas idéias, novidades e nostalgias com vocês!!! Mesmo quando o mundo esqueceu quem era Donna Troy vocês estiveram do meu lado… Talvez não me apoiando como eu gostaria… mas tá valendo!!! 😉 Ri muito com vocês!!!

    O mundo carece de sonhos e criatividade… e o Santuário é uma luz no fim do túnel pra muitos de nós… que estamos viciados em acessar diariamente o site, talvez não comentando as matérias nem clicando nas estrelinhas… mas só a visualização já vale a pena!!!

    Ser parte da história do Santuário não é pra qualquer um não!!!
    Quê quié??? Tô podeeeeeeeendo!!! (by Lady Kate Edition) 😉

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  11. Isso sim é Liga da Justiça Sombria!!! o.Ô Aprende DC!!!!

    Parabéns pelo 1º de muitos aniversários do Santuário!!!

    E a galera vibra Galvão!!!! kkkkkk

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      1. Adorei o uniforme de Lanterna Vermelho!!!

        O desenhista e o estilista original (cof, cof…) tão de parabéns!!! kkkkkkkkkkk

        Vida longa ao Santuário!!!

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  12. Eu queria achar termos menos vulgares e mais dignos da matéria para definir o texto que eu acabei de ler. Mas já que não consegui aí vai uma dose cavalar de pura espontaneidade:
    QUE MATÉRIA DO CARALHO!!!!!!!!
    Parei aqui com o palavreado de baixo calão, pra não transformar esse espaço no MDM ou no BDE, que são uns puta puteiros do caralho! Putz, falei palavrão de novo!

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  13. Neste aniversário do Santuário há muito para se comemorar! Descobri o site faz pouco tempo, mas adorei o tom original das matérias e o clima amistoso dos leitores e colaboradores! E gostei bastante dessa oportunidade de ler e conversar sobre a nona arte – e, eventualmente, sobre a sétima, a sexta e até mesmo a primeira!
    Que, com o apoio dos devotos, os sacerdotes Vaughan e Garrit propaguem ainda mais nosso culto à boa ficção e, neste verdadeiro templo virtual, mantenham viva a chama dos quadrinhos, tal como outrora faziam as vestais com o fogo sagrado de Héstia!
    Encerro tomando emprestadas as palavras da saudação vulcana para dizer: vida longa e próspera ao Santuário e a todos que o visitam!

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