Fabulosos X-men #18 & Capuz Vermelho e os Fora da Lei #0 – Diga-me com quem andas…

por Venerável Victor “tratador de macacos cósmicos” Vaughan

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #0  SPOILERS

capa: Kenneth Rocafort & Blond

A edição zero de Capuz Vermelho e os Fora da Lei reconta a origem de Jason Todd para o novo universo DC. E pra ser sincero, ganha pontos já por tentar fazer algo novo. Afinal todas as outras 51 publicações desse mês se predispuseram a recontar origens, porém essa (assim como Cavaleiros Demoníacos também o fez) explora momentos muito anteriores a própria gêneses dos heróis.

Existia muito preconceito nessa edição, muito antes dela ser lida. Afinal uma grande parcela dos fãs da antiga continuidade (sim, existem fãs que apenas o são da continuidade e não do personagem) se incomodavam com as mudanças na história pretérita de Todd, criada atualmente pelo senhor Scott Lobdell. O All-Castle? A personagem Essense? Não são novos elementos que tenham agradado. Portanto a maior preocupação dos leitores era que essa edição fosse usada para solidificar ainda mais esses elementos na origem do ex Robin, como por exemplo fazer que essa nova sociedade secular de guerreiros fosse responsável por sua ressurreição. Felizmente esse não foi o caso. Essa é uma das raras edições de Capuz Vermelho que não menciona de forma alguma o All-Castle e essa é mais uma coisa que merece pontos por nossa parte.

Mas e quanto ao enredo dessa edição? Para começar tudo aqui é mais inesperado do que qualquer fã poderia imaginar. Ele tem muito menos a ver com a história da ressurreição de Jason e muito mais relação com sua vida antes de se tornar Robin. Os leitores têm a oportunidade de conhecer um pouco sobre como foi sua vida enquanto criança, do que como R começou e terminou sua carreira de segundo Menino Prodígio.

E realmente essa não é uma má idéia de como trabalhar com esse personagem nesse capítulo. Jason nunca teve uma grande e sólida história de origem. A Crise nas Infinitas Terras aconteceu muito pouco tempo antes dele realmente ganhar alguma notoriedade e um pouco após isso, ele foi morto. Lobdell fez a escolha certa em se focar nesse período de tempo nunca antes abordado com propriedade.

Não é novidade que o jovem Jason teve uma família pobre e disfuncional. Ele foi criado por um criminoso e viciado em drogas. O senhor Lobdell mostra relances dos pais do rapaz um pouco mais que o costumeiro, aqui se descobre como eles se conheceram e sabemos mais sobre a infância do Capuz Vermelho.

O que saiu errado foi que o roteirista buscou simplificar a vida de Jason até o momento de sua primeira morte. O que significa que não se teve nenhum momento realmente aprofundado. Tudo é feito na pressa, e cada diálogo parece funcionar apenas para costurar com uma próxima passagem cronológica.Tudo o que poderia ser interessante e realmente profundamente emocional é tratado com leviandade. O que é vergonhoso, pois os leitores em geral iriam amar poder ver mais da relação de Jason com seu pai. Essa parecia ser uma relação interessante pelo pouco que foi mostrado. Willis Todd era um homem mau e um péssimo pai, mas ele também era uma pessoa que amava seu filho. Sim, ele criou o garoto para ser um criminoso também, mas um pai instintivamente ensina seu filho a como sobreviver e isso era tudo que Willis sabia fazer. Durante a narrativa, Jason demonstra ter entendido isso sobre seu pai. Teria sido fascinante se esse fato, ou qualquer outro novo elemento criado pelo autor, tivesse tido algum grau de aprofundamento.

E então vieram as mudanças que o senhor Lobdell propôs aqui para o anti-herói e protagonista da série. Algumas funcionaram, outras não.Todos nós entendemos (não?) que mudanças com o tempo são necessárias, como foi dito acima, a origem de Jason nem remotamente foi alguma vez realmente explorada. Mas algumas dessas mudanças parecem arbitrárias e prejudiciais para a origem do ex Robin.

Nessa nova versão, Jason não mais conhece o Batman quando ele rouba as calotas do bat-móvel. Ao contrário, ele decide roubar a clínica Leslie Thompkins. Mas o que diabos foi isso? Jason Todd teve tão poucos momentos icônicos (fora morrer de pé de cabrada na mão esguia do Coringa) e esse encontro com o Morcego era o melhor.Foi essa situação que levara Bruce a se compadecer do que poderia acontecer com o rapaz se continuasse sozinho nas ruas. É entendível substituir essa situação por algo mais realista no mundo de hoje, do que fugir por aí com as calotas do carango do Morcego, mas mudar isso drasticamente foi um tiro no pé. Jason não é mais um punk com colhão para roubar do Batman e a nova solução foi demasiadamente mundana.

Outras mudanças na vida do rapaz foram realizadas nessa edição, como uma pertinente a sua mãe biológica, mas a que parece mais inusitada é a revelação final, que tem a ver com o Coringa e o quanto ele está mais envolvido na vida de Jason do que simplesme na sua morte.  Talvez esse tenha sido um dos casos onde o autor deveria ter parado de escrever a edição duas páginas antes. Ou talvez boas histórias resultem disso. Leiam!

Mas quando se olha o panorama todo da revista, esse número zero de Capuz Vermelho e os Fora da Lei é menos ruim do que poderia ter sido. Não será uma edição venerada no futuro próximo, mas é honesta e limpinha. O leitor já termina esse número sem a sensação que o senhor Lobdell apesar de tudo que fez, não mandou todo o enredo pelo ralo. A nova importância do Coringa pode ser ou não ridícula, mas pode ser simplesmente ignorada num futuro próximo por algum outro escritor e talvez seja mesmo.

O passado de Jason foi finalmente todo revelado. Para isso que as edições zero foram criadas. Descobrimos quem ele era realmente muito antes de ser introduzido no universo DC e ver a forma como ele foi criado faz com que se entenda o porquê dele ser como é. Ele está longe de ser uma pessoa perfeita, apenas um produto de seu meio. A vida que levou com seu pai e a seguinte com Bruce Waine ofereceram duas diferentes inspirações para formar o homem que ele se tornou e a participação do Coringa tem o potencial para mudar ainda mais as coisas da forma caótica que só ele sabe fazer.

O que realmente limita bastante a natureza dessa edição de origem, é a forma com ela foi feita as pressas e superficialmente. O senhor Lobdell tinha em mãos um ótima idéia, que ficaria imortalizada na memória dos fãs se tivesse tido um pouco mais de foco.

UNCANNY X-MEN #18   Spoilers

capa: Ron Garney & Matt Milla

E aqui temos uma surpresa para os fãs – uma nova perspectiva na luta entre Scott Summers e Emma Frost com os Vingadores e X-men unidos, que acontecida na saga principal Vingadores VS X-men #11 desse mesmo mês. Descobre-se então que no exato momento em que o Professor X confronta Scott Summers com a notícia de que invadiu sua mente, Ciclope e a Rainha Branca estavam tendo um jantar romântico no plano psíquico. A revista a partir daí se divide, entre a ação acontecida no penúltimo capítulo da saga e o resto do jantar entre esses dois personagens. Esses são dois mutantes realmente multitarefados!

O escritor Kieron Gillen não só enriquece o enredo da saga nesse “tie-in”, como faz com que ela tenha mais sentido. As ações de Ciclope são vistas aqui por uma diferente luz, sem contradizer nada que foi escrito antes. Temos um drama inteligentemente representado também pelo desenhista Ron Garney. Seria tão importante se tivesse havido uma nota do editor na revista da saga, convidando os fãs a ler essa edição de Fabulosos. Uma pena.

A primeira parte dessa revista é excelente. Acontece um diálogo entre Scott e Magneto enfatizando o quanto os dois foram severos na forma como lidaram com todo o conflito que passaram nas suas vidas. Na Sibéria, Colossus e Magia refletem sobre o tempo em que estiveram sobre a influência cósmica da Força Fênix, até que uma confissão de sua irmã, força Peter a finalmente ver Illyana como a jovem de personalidade dúbia que é. Esse momento é substituído novamente pelo jantar psíquico de Emma e Scott e o menu que é degustado pelos dois apenas reforça o quanto divorciados de suas humanidades ambos estão.

Ron Garney mostra o quanto facilmente lida com a ação nos diálogos dos personagens, não temos apenas cabeças falando aqui. Seu trabalho é extremamente expressivo e a prova disso são as cenas com Ciclope. Apesar de seu visor impossibilitar que vejamos o que seus olhos estão passando, seus sentimentos são expressos sutilmente por sua boca, queixo e postura. Os painéis são construídos de forma harmoniosa, mostrando a rotina diária dos novos semi deuses negros, Scott e Emma.

Também é digno de nota o colorista Matt Milla, que se junta ao desenhista Ron Garney para fazer uma capa que captura com exatidão o amor doentio dos dois mutantes. Enquanto a maioria das revistas interligadas a saga mãe falharam em ter sintonia, essa edição é um lindo exemplo de como fazer isso de forma certa, respeitando o plano mestre da editora enquanto conta um conflito muito mais interessante.

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25 comentários sobre “Fabulosos X-men #18 & Capuz Vermelho e os Fora da Lei #0 – Diga-me com quem andas…

  1. Massa cara.
    Tô lendo algumas edições 0 e vou dar um procurada nessa para ver como ficou, mas como já disse, no momento só estou acompanhando mesmo o lado dark da editora hehe

    E Fabulosos eu não estou lendo, só estou acompanhando tuas resenhas:D Li as primeiras edições, mas acabei parando. Depois li as com o Sinistro. De repente eu pego todas depois que AvsX acabar e faço uma maratona mutante hehe
    E também gosto do estilo do Ron Garney:D

    Abs meu

    http://www.palitosnerds.blogspot.com

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  2. Eu nunca comento muito sobre X-Men, pois ainda não tenho conhecimento o suficiente, fora as ótimas direções indicadas pelas resenhas do Victor. É algo vou engalfinhar de uma só vez na hora certa.

    Sobre Capuz Vermelho # 0, também sei apenas o que foi relatado pelo Venerável, mas se eu, em um humilde exercício de imaginação, pudesse recontar a origem de Jason Todd, o faria da forma mais sucinta possível, usando a seguinte fórmula:

    Pobreza + criminalidade x audácia = roubo dos pneus do batmóvel.

    Vingança + talento natural x tendência suicida = novo Robin.

    Obstinação + necessidade de aprovação x imprudência = Morte nas Mãos do Coringa.

    Poço de Lázaro – Socos do Superboy Primordial + Trigon = Ressurreição.

    Inquietude + raiva + nada a perder = Capuz Vermelho.

    Capuz Vermelho + Estelar + Arsenal + Ravena + Mutano + Cyborg + Asa Noturna + Terra + Jericó = ????

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  3. “Red Hood and The Outlaws” tem uma pegada meio Image, mas eu gosto dessa ideia de uma equipe de anti-herois desajustados. Ainda não li essa edição 0mas me parece que, ao mostrar mais do passado do Jason Todd antes de tornar-se Robin, uma roteirista habilidoso poderia explicar melhor não somente a personalidade que o Capuz Vermelho apresenta hoje, mas também a maneira impulsiva e furiosa como ele se comportava mesmo quando ainda era Robin – se bem que eu não sei se esse aspecto permanecerá na cronologia…

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  4. Ron Garney é um dos desenhistas mais sólidos que já vi.

    Agora, fico surpreendido negativamente pela edição de Red Hood. Afinal, era de se esperar que o novelista mexicano Lobdell aproveitasse melhor todo o pano de fundo da origem de nosso ex-robin. Ou, talvez, alguém do panteão da DC já tenha agendado uma outra edição aproveitando esse filão e mandou o cara passar batido. Acredito nesse hipótese.

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  5. Muito boa a idéia de contar a origem do Jason Todd.E eu que pensei,inocentemente,que ele tinha morrido as mãos do Coringa(NINGUÉM morre de vez na Marvel e DC).Bela capa a de “Fabulosos X-men”#18,será que o Ciclope quer “dar o troco”da “chifrada”que levou da Jean Grey,”pegando” a Gata Branca,quer dizer,a Rainha Branca?!

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  6. Gostei da abordagem ao Capuz Vermelho, pelo que escreveste foi diferente do que se estava à espera e com algum sucesso, Quando assim é, a equipa criativa está de parabéns!

    Tou completamente a leste do que se passa no reino do X neste momento. Já fiz pré-encomenda no Amazon o grande calhamaço que vai ser o AvX, e aí ponho-me em dia outra vez!
    😉

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  7. Tirando o fato de a produção nos quadrinhos ter entrado, ha pouco tempo, em uma fase de vacas gordas (nossos tempos serão lembrados como de grandes transformações), essa capa do olhudo beijando a Piriguete Branca é daquelas para imprimir, emoldurar e tirar foto pra botar no Face!

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  8. Adorei saber sobre a historia do Jason Vic! Estava com muito medo de sair cagada nessa origem, que bom mesmo que temos algo mais aprofundado, ainda não li, mas agora to ansioso rs, Otima materia amigo, abraços!

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  9. Fico impressionado como nesta AvX a saga principal consegue ser menos interessante do que as mensais. Pelo que vi por aqui, seria melhor tomar conhecimento do que acontece na saga pelas hqs habituais mesmo, pois a “principal” está ou é um tremendo chiste. Boa resenha, camarada Victor.

    Agora faço-lhe uma pergunta: explica para nós, como é a atual cronologia do Morcego, sob a ótica das diversas hqs da bat-família… é uma zona ou eu que não entendi? Na Liga, há cinco anos do atual momento, ele já era uma lenda de Gotham… quando entrega Damien, em Batman and Robin #0, para mamãe Thalia, tem uma capa de Batman, mas hoje Damien tem dez anos… Em Batman #0 há 6 anos, ele era só Bruce… 4 Robins (ou 3) em 5 anos… E tem mais que não li… e aí? o tempo é diferente para cada hq? hehehehe

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  10. puxa , nenhuma dessas 2 hqs esta me agradando , inventam demais e se esquecem de contar uma boa historia e o mais importante que é divertir ( e pra mim o jason tinha que continuar mortinho da silva la nos quinto dos infernos rs )

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  11. Meu caro VVV, as coisas nao tao nada boas pro X-men. Eu detestei essa fase dos mutantes, mas e bom vermos aqui (durante o jantar psiquico) que Scott tenta enfrentar ate o ultimo momento a negritude do poder da Fenix, mesmo embora venha a ser inutil mais para frente, e bom ver que o magrela ainda mantem seus ideais.
    Mas a melhor parte dessa ediçao foi Illyana mostrando seu lado nada convencional. O garotinha encapetada hein… e isso a torna mais legal, mais interessante, afinal, eu nunca vi um regente do limbo sendo um bom carater….

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  12. Ainda não li, mas acho a tentativa de aprofundar a história de Jason louvável por sí.
    Antes de CNIT Jason era um sósia de Dick, e depois um sósia de Dick que roubava pneus.
    o Jason pré-N52 teve poucos momentos marcantes enquanto Robin… seu primeiro encontro com Batma, sua morte nas mãos de Coringa… e teve também a mini-série The Cult, uma das melhores histórias do Batman que conta com a participação de Jason.
    A real é que desde CNIT o passado dos heróis se tornou uma colcha de retalhos, eu pelo menos empre li histórias de horigens como se fossem um quebra-cabeça, que com todas as idas e vindas da ronologia demorou 25 anos pra ser completado… o mesmo acontece agora com N52, a cronologia é uma colcha de retalhos, um quebra-cabeças que apenas começou a ser montado!

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  13. A edição 0 do Capuz vermelho com certeza pecou pelo fato de terem tiirado a passagem das calotas. É estranho pros dias de hoje??? Poderia ter se pensado em uma alternativa, tipo, o Jason usando um aparelho prá sei lá, mexer na frequência de abertura do batmóvel e tirar alguma coisa lá de dentro. Perdeu a magia do primeiro encontro do morcegão e seu eterno e revoltado Robin.
    Quanto a X-Men: Ver o Scott fazendo o papel da Fênix negra tá me deixando apavorado pacas…tão fazendo uma espécide releitura da saga da Fênix negra só que desta vez mais arrastado e de uma forma que não cola!!!! Mesmo esse tie-in interessante (mexer no plano astral é muito duca!!!!! Me lembro com saudade o que o morrison fez na fase dele!!!) leva a história pro final mequetrefe que os editores prepararam.
    E o Major Victor comandando esta resenha de forma única e trazendo um grau aceitável de spoillers (tá certo que eu preferia mais!!!!) com um texto agradabilíssimo prá ler!!!! Valeu demais tratador.

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  14. Fabulosos X-men é um revista bacana, o problema é a saga maior, pois de certa maneira o fã deveria ler a minissérie principal e entender tudo, mas isso não acontece, pois os roteiristas abordam visões diferentes dos personagens.

    O Ciclope da minissérie mais parece um quase vilão, tipo o que fizeram com o Homem de Ferro em Guerra Civil, entretanto isso não é bem assim, em Fabulosos X-men.

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  15. Realmente nunca tinha pensado numa coisa que vc falou, existem fãs que amam as continuidades, acho que sou um deles, mas não só as continuidades e sim o respeito com os fãs que como nós fizeram o nome do personagem e da editora, nunca tinha me visto dessa forma, mas amo os personagens também e tenho saudades de nosso tempo de infancia, uma pena que para continuarmos acompanhando nossos amados idolos está muito dificil, esperamos que saiam essa edições aqui no brasil principalmente os cavaleiros demoniacos…

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  16. o jason não roubou as calotas do batmovel… não vou ler ! lembrei de um what if em que o noturno se torna a fenix! grande resenha vvv!

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  17. Tive sentimentos contraditórios com essa edição de Fabulosos X-men. Gostei muito e fiquei muito preocupado. A parte que mais gostei foi o desenvolvimento da Illyana e já vi que ela vai continuar firme forte após a saga dos Vingadores com os X-men. A parte que fiquei nervoso é com tudo que anda acontecendo com o Ciclope, gosto muito dele, para mim ele sempre foi e está ainda mais um grande líder, merece muito, mas muito mais que o destino parece estar fazendo. (por destino entenda os editores de merda da minha editora querida).
    MAKE MINE MARVEL !!!!

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  18. EDITORIAL SANTUÁRIO:
    terça: Resenhas Marvel/DC
    Quarta: Arte dos devotos
    Quinta: O que aconteceria se… Marvel comics
    Sexta: VERTIGO Comics
    Sábado: Mangás & Filosofia Oriental
    Domingo: Vampiros

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