Disque H para herói #5 & Wolverine e os X-men #17 – mas afinal, o que diabos Doop tanto fala?

por Venerável Victor  “#@%$&^*+^%$” Vaughan

DISQUE H PARA HERÓI #5  SEM SPOILERS

Capa de Brian Bolland

Disque H para herói tem sido uma viagem psicodélica às fronteiras do absurdo desde o início. Lembrada pelos fãs da DC comics e Vertigo mais pela premissa de ter um telefone em que se pode discar H-E-R-O-I e instantaneamente se transformar em um super herói qualquer, muitos dos quais podem ter habilidades super humanas idiotas e aparentemente inúteis,agora foi “rebootada” e fechou seu primeiro arco de histórias. Vamos fazer um rápido retrospecto?

Anteriormente em Disque H: Nelson Jent, um fumante inveterado e totalmente fora de forma, descobre um disco rotário de telefone que pode transformá-lo em um super herói diferente a cada vez que usado. Logo depois ele é encontrado por uma antiga usuária do dial e juntos tentam lutar contra a maléfica Ex Nihilo e seu amigo homem lagarto. Mas os guerreiros do Disque H chegam muito tarde e Ex Nihilo consegue invocar Abysmo, um ser composto de puro “nada” que consome tudo em volta de si mesmo.

China Mieville, Mateus Santolouco & Brian Bolland

A revista continua esse mês no mesmo nível de loucura que os leitores fiéis da série estão se acostumando a acompanhar. China Mievelle é um escritor único, possuindo um raro nível de criatividade quase insana. Algumas ideias sugeridas na revista são tão loucas quanto muitos dos conceitos de roteiristas como Alan Moore e Grant Morrison. Ele ultrapassa o que a princípio seria uma simples história de um garoto se tornando um super herói com seu telefone mágico para uma  luta multi dimensional por nossa própria existência. A série é puro psicodelismo e vale ser lido cada quadrinho desenhado.

No entanto  algo que parece ser um problema para Mievelle são os diálogos, muitas vezes parecem ultrapassados e não passam a impressão que funcionam na narrativa. O que deveria ser algo natural, mas não é raro termos que ler a mesma página umas duas vezes antes de passar para a seguinte.

A arte da revista é absolutamente fantástica. Com cada herói – e por Deus! Aqui temos centenas deles – estreando em únicos e novos design. Esses personagens são como presentes visuais a cada edição e a maioria merecia o seu próprio título até. Infelizmente muitos novos heróis duram apenas alguns painéis e logo são descartados como palitos de sorvete usados. O uso de linhas mais pesadas e grossas de nanquim e sombreamentos também é recorrente desde o início da série e garantem uma vibe muito interessante ao clima das histórias. O que faz com que o leitor tenha o tempo todo a impressão de que as ameaças do título não podem ser derrotadas facilmente.

Disque H não é um regular título de super heróis onde se tem um típico protagonista físio culturista que se vê nos comics americanos desde os primeiros dias dessa indústria milionária. , ao contrário, ela conta as aventuras de um cara legal, gordo e comum. Uma escolha que foi maravilhosamente conveniente para um artista tão característico e talentoso em expressões como o brasileiro Mateus Santolouco e seu excelente trabalho.

Já foi dito antes e será novamente: Disque H para herói não é um título para ser ignorado e só está no número cinco, fora a maravilhosa edição zero,  essa é uma ligação que merece ser feita e deve ser demorada.

WOLVERINE E OS X-MEN #17  SEM SPOILERS

Capa de Mike & Laura Allred

Um mundo de coisas acontece nessa edição de Wolverine e os X-men esse mês, mas procure não esquentar a sua cabeça com isso. Tudo o que você precisa saber é que a história é totalmente protagonizada pelo estranho Doop, tem uma arte pop maravilhosamente produzida por Michael e Laura Allred, os melhores momentos humorísticos já criados pelo roteirista Jason Aaron, Howard o Pato faz uma participação especialíssima e o melhor de tudo, zero de menção para Vingadores VS X-men.

É sério, nesse mês os leitores finalmente descobrem o que o Doop – o alienígena flutuante bizarro que antes fazia parte dos X- Estáticos –  realmente faz na escola Jean Grey para alunos especiais. Afinal esse tempo todo ele só era visto ou atrás de algum balcão prestando atendimento aos alunos ou flutuando ao acaso no fundo de uma cena.

Jason Aaron & Mike e Laura Allred

Mas esse capítulo da revista mostra qual as verdadeiras e reais responsabilidades de Doop para com a escola. E elas incluem (CUIDADO SPOILERS): dormir muito, atacar neo nazistas, impedir invasões de robôs alienígenas, fazer faxina  na casa de membros do conselho estudantil  e muitas, muitas outras coisas.

Mike Allred retorna para uma revista X e para o personagem que ele co criou com o inglês Peter Milligan há algum tempo atrás na série X-force/X-Estáticos. Muitos fãs daqui por diante vão rezar para quais forem seus deuses na esperança de ninguém mais desenhar as possíveis histórias solo de Doop. Aliás, a arte pop de Allred é perfeita para o tipo de roteiro e as atividades absurdas do alienígena. A violência gráfica de suas imagens aliada ao brilhantismo de suas cores e uma dose de fortes nanquins fazem de seu trabalho, algo único.

Compre essa edição, mesmo que você deteste qualquer título mutante, ou não leia qualquer uma das revistas Marvel, mesmo que você nem saiba ler e agora mesmo esteja pedindo para sua empregada te contar o que foi escrito aqui  ou esteja jogando esse texto no “Google Analfabetics”. Apenas compre, se não for pra ler, que seja para ver as figuras apenas e ria como nunca riu antes em sua vida!

TRADUTOR DE FALAS DO DOOP!

Link para uma outra matéria onde cito o Doop no site Iluminerds, aqui!

Blog do roteirista Jason Aaron, aqui!

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22 comentários sobre “Disque H para herói #5 & Wolverine e os X-men #17 – mas afinal, o que diabos Doop tanto fala?

  1. Disque H vem na contramão de todos os esteriótipos e é uma das mais deliciosas HQs publicadas atualmente. China Mievelle: guardem esse nome, o cara ainda vai dar o que falar. Mateus Santolouco já está na minha lista de preferidos faz algum tempo… sua combina perfeitamente com a loucura dessa revista.

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  2. Deus abençoe o boa praça SantoLouco e a patota de Dial “H”, que estão fazendo um ótimo e exótico trabalho. É, embora já tenha visto mutantes, alienígenas e afins de todas as estirpes, o “Geléinha” me assusta um pouco.

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  3. Disque H para Heroi já uma certeza. Tou a equacionar a compilação.

    O Doop parece ser fantástico… afinal alguém reparou nele! Se é para riri, então contem comigo!
    😀

    Abraço

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  4. A arte do Mateus Santolouco é algo fantástico! Como não conhecia ele antes? Tem duas revistas DC que são puro Marvel style, Disque H e Demon Knights, por isso que gosto delas!!! rsrsrs

    Doop? só agora que vocês descobriram o quanto foda ele é? Sério? Make Mine Marvel!!! 🙂

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  5. Muito bom cara.
    Disque H continua muito boa. Pena que li em algum lugar que a equipe criativa vai mudar. Espero que eu esteja errado:p
    Wolverine continua muito massa, especialmente agora que esta fora do AvsX heheh
    E sou fã do casal Michael e Laura Allred, até encomendei a Demolidor 18 que o cara desenha, sempre achei muito bom e ainda tenho esperanças de um dia ter por aqui o encadernado da fase dele em X-force/X-Estáticos, senão vou ter que partir pra importação hehehe.
    Baita texto como sempre Venerável:D
    Grande abraço

    http://www.palitosnerds.blogspot.com

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  6. espero que disque H chegue aqui no brasil no mix dark ( não custa nada sonhar ) e eu sou fã do traço do mike allred , o traço simples e pop ao mesmo tempo é genial !!

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  7. Não leio nada do X-Verse há quase 10 anos ( noves fora a fase Joss Whedon que tinha uma continuidade quase própria), mas se tem o maluco beleza do Mike Allred eu dou um desconto. Adoro o cara ( já li Red Rocket 7 várias vezes e não me canso) sua arte é demais!

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  8. Dial H é pura Patrulha do Destino, no bom sentido…aliás no sentido máximo! Tentar beber de ideias do Morrison não é tarefa fácil e nas mãos de um roteirista pouco talentoso acabam virando estórias maçantes, meio bobas e totalmente forçadas. Estava mais do que hora de sermos brindados com anarquia, nonsense, psicodelismo e , porque não, dadaísmo novamente. Um ser composto de puro “nada” que consome tudo em volta de si mesmo… manda os Homens-Tesouras para destruílo. Ou quem sabe presenteia ele com o Livro Não Escrito para ele fazer algo mais inteligente que destruir tudo.

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  9. Caracas!!!! O que é melhor aqui??????? As homenagens e referências ao mestre Grant Morrison (Doom Patrol e Invisíveis eram bem nesse clima!!!) ou o retorno do casal mais irado dos desenhos???
    Quando eu vejo Dial não tem como ficar em cima do muro e não lembrar dos homens-tesoura, Red Jack, ou o clima anarquista -que aqui baixa legal nos vilões que os protagonistas enfrentam-
    W/XM – Eu sou suspeitíssimo prá falar da família Allred (e quem me conhece de outros carnavais sabe muito bem porque!!!) e da alegria que chega vendo essa edição. O clima que se tinha no primeiro final da X-Force e transformação para X-Statix retorna com força total!!! Recomendo a todos que não leram esse material, recuperem urgentemente e possam passar dias deliciando-se nas melhores histórias mutantes escritas no início do século XXI. Crítica ácida, humor e um pouquinho de super-heróis (é….precisa né!!!!!!) recheiam este material.
    E você Major, que me remete todas essas memórias, só posso agradecer. Por me mostrar que ainda existem caminhos interessantes nos quadrinhos modernos e nem tudo é propaganda enganosa!!!!
    Make mine Mravel!!!!!!!! Give me more DC!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  10. Dial H é phoda kkkk de onde saiu tanta inspiração para poderes tão escrotos kkkk muito massa.
    Bem eu não estou me aguentando de rir, mas conseguiram melhorar o geleia dos caça fantasmas e o colocar nos x-man. kkkkkkk

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  11. Teve um sem vergonha que me enganou sobre a resenha de hoje, kkkk, um dos melhores momentos da Liga da Justiça foi quando assumiram a tonalidade humoristica dela, vamos torcer para que dê certo com os filhos de xavier…vingadorvingadorfantasmavingadorfantasmavingadorfantasma…

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