POLÍTICA & SUPER HERÓIS parte II – Os personagens mais politizados das comics

por Venerável Victor “soberano da Cidade Gorila” Vaughan

Primeira parte dessa matéria no site irmão: O Baile dos Enxutos

(entre nesse lugar por sua conta e risco)

Poderíamos acrescentar o Namor, soberano da Atlântida, o regente de Wakanda, Tchalla, o Pantera Negra ou o personagem principal da série Ex Machina, de Brian K. Vaughn, entre outros. Mas aqui teremos os 10 mais politizados personagens dos quadrinhos de super heróis, no gosto desse sacerdote que vos fala.

1 Doutor Destino

Criado por Stan Lee & Jack Kirby

Meu mestre e monarca absoluto da Latvéria, Victor Von Doom reina com mão de ferro seu amado reino e sempre retorna triunfante a cada vez que é destronado. Von Doom até já matou uma vez o seu Primeiro Ministro e em seu país não existe mais um parlamento, apenas seu desejo e vontade suprema decidindo os caminhos dessa pequena, mas próspera nação. Esse pequeno país da Europa oriental durante os vários séculos de existência já abrigou dezenas de usurpadores, até mesmo o governo Americano uma vez interveio sobre seu solo soberano, mas Destino nunca será substituído no coração de seu povo.

2 Arqueiro Verde

Criado por Mort Weisinger e George Papp,

Oliver Queen é um dos super heróis mais liberais dos quadrinhos mundiais. Sua ideologia política sempre foi proeminentemente mostrada como a de um advogado para mudanças sociais e caminhos radicais. Durante a parceria com seu amigo Lanterna Verde nos anos setenta, o Arqueiro constantemente discutia com Hal Jordan sobre o pensamento de que a ação direta é a única forma de se conquistar uma reforma social verdadeira. Mais recentemente ele foi até prefeito de sua cidade natal, Star City. Sua aparência e ideologia assemelha-se à do personagem Robin Hood, que roubava dos ricos para dar para os pobres e a ideologia Marxista espelha seu comportamento como justiceiro encapuzado.

3 Lex Luthor

Criado por Jerry Siegel & Joe Shuster

Bilionário e fundador da LexCorp. Em 2005 Alexander Joseph Luthor  foi mencionado na revista Forbes como o décimo quinto homem mais rico do mundo. O arqui inimigo do Super Homem se tornou presidente dos Estados Unidos com uma plataforma que se baseava no avanço tecnológico, que lógico, seria muito superior ao normal de qualquer outra nação. Eventualmente foi retirado da Casa Branca por deslizes em seus planos infalíveis. Se a kriptonita é o ponto fraco do alienígena que tanto inveja, a sua é a arrogância.

4 Watchmen

Criados por Alan Moore & Dave Gibbons

esses heróis tiveram que lidar com toda forma de política. Primeiro o Ato Keene, votado pelo Congresso Nacional baniu todos os vigilantes mascarados, destituindo os heróis da condição de defensores da sociedade. Os defensores do Ato Keene eram normalmente cidadões comuns, a mídia liberal e até mesmo alguns poucos heróis e vilões. Essa lei foi uma das primeiras vezes nos quadrinhos que o governo interferiu na vida dos heróis – como também nas páginas da Sociedade da Justiça. Esse argumento iria posteriormente inspirar roteiros como o da animação Os Incríveis e a mega saga da Marvel: Guerra Civil. O segundo maior obstáculo para os justiceiros viria a ser a Guerra Fria, com o presidente Nixon e a União Soviética à beira de um Apocalipse nuclear.

5 Homem de Ferro & o Mandarin

Homem de Ferro criado por stan Lee & Jack Kirby – Mandarin criado por Stan Lee & Don Heck

Uma possível metáfora para o capitalismo VS comunismo. O Homem de Ferro representa o  avanço tecnológico do Primeiro Mundo (EUA e aliados). A corrida espacial e a busca pelos armamentos nucleares sempre foram vistos como troféus que ratificavam a superioridade do ocidente e Tony Stark é o símbolo máximo das comics da tecnologia e da política das mega corporações contra o comunismo implícito nos dez anéis do vilão chinês Mandarin. Eventualmente após a Guerra do Vietnã, esses temas não tiveram mais tanta importância.

6 Magneto

Criado por Stan Lee & Jack Kirby

O mestre supremo do magnetismo apenas quer uma reforma social radical com o propósito de que os seus iguais sejam aceitos pelo mundo em que vivem, mas todos os seus atos são extremamente drásticos. A busca de Erik Lehnsherr se assemelha com diversos outros movimentos revolucionários pelos direitos civis de minorias. Sua liderança já foi comparada com a de Malcolm X e outros reformadores extremistas. Um outro exemplo, agora mais moderno, que a ideologia que esse personagem representa, seria a luta dos gays e lésbicas por reformas sociais. Os mutantes apenas querem ser aceitos como iguais pela sociedade, alguns pacificamente como o Professor X , outros usando de terror como a antiga Irmandade de Mutantes.

7 Caveira Vermelha

Criado por Joe Simon & Jack Kirby

Enquanto era vivo, esse putinho costumava ser um Nazista. Johann Shmidt também costumava ser um comunista. Ele é um vilão baseado totalmente na ideologia política de um partido alemão… Precisa falar mais?

8  V

Criado por Alan Moore & David Lloyd

Esse personagem é possivelmente o verdadeiro e definitivo anarquista da mitologia das comics. Sua constante cruzada para destruir o governo é o seu principal objetivo na vida. A série original de V de Vingança consistia no tem a da guerra da anarquia VS o facismo. Uma vez o próprio Moore se definiu como um anarquista também. O filme baseado na obra homônima feito pelos irmãos Wachowski foi muito criticado por ter mostrado um personagem principal muito mais liberal do que anarquista. No filme o que se vê é o tema do liberalismo VS o neo-conservadorismo, o que faz do filme, mais relevante para os dias atuais. De qualquer forma, os motivos de V sempre foram motivados por uma ideologia política, seja ela qual for.

9 Super Homem

Criado por Jerry Siegel & Joe Shuster

Não é o favorito de todos, mas representa o herói ideal. Simbolizando muito mais do que parece, Kal-el é um alienígena e imigrante ilegal que personifica todos os valores da América. Ele é um personagem que assimilou perfeitamente a cultura desse país e defende com sua vida tudo o que ela representa. as cores de seu uniforme são as da bandeira nacional e ele vira e mexe é visto carregando-a. independente do fato dele ser o Jesus americano, Super Homem também é visto como o imigrante ideal. Após o fluxo de imigração no início do século XX na América, diversos grupos eram discriminados pela sociedade. Se não eram os alemães, eram os Irlandeses. Se não eram os Italianos, eram os Judeus. O Super veio após isso, para mostrar que todos os forasteiros no país também poderiam representar a verdade, justiça e American way!

10 Capitão América

Criado por Joe Simon & Jack Kirby

Primeiro de tudo, ele é uma bandeira ambulante e tem “América” em seu nome. Ele lutou contra o nazismo e o comunismo – os maiores inimigos da democracia. O que faz dele o mais político personagem dos quadrinhos é que ele representa todas as ideologias americanas e não algumas como o Super Homem. Não existe dúvida que seu conceito foi definido na época com o propósito de ser anti nazista e um ano antes dos Estados Unidos se envolverem na Segunda Guerra Mundial, o velho Capitão já havia dado um soco na cara de Hitler em uma revista. Com o fim da guerra, ele passou a enfrentar o próximo inimigo da América, o comunismo. Steve Rogers é um homem criado pelo governo que lutava pelo governo e que tempos depois encarou um dilema interno (reflexo do escândalo Watergate) criando uma identidade diferente. No fim, retornou a seu bom uniforme estrelado, após decidir que o Capitão América poderia ser usado como um símbolo para os ideias e crenças americanas e não para o governo.

Vamos fazer um exercício de imaginação? Você, nobre devoto do Santuário, se pudesse colocar uma dessas pessoas como prefeito de sua cidade, quem seria? Justifique nos comentários seu voto!

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66 comentários sobre “POLÍTICA & SUPER HERÓIS parte II – Os personagens mais politizados das comics

  1. O Arqueiro-Verde não tem nada de marxista. Ele rouba dos outros empresários, mas não se desfaz dos meios de produção que detém. Na verdade, ele só destrói a concorrência.

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  2. Vou seguir o comentário do amigo e meu protesto:

    “Absurdo o soberano de Wakanda não constar nessa lista! Ele representa séculos de resistência contra a colonização covarde e degradante, além disso ser super-herói FAZ PARTE DO CARGO!

    Na ausência de T´chala, voto em Oliver Queen, o Arqueiro Comunista, quer dizer, o Arqueiro Verde pra prefeitura da minha cidade.”

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  3. Capitão America! Eterno combatente do comunismo e de ideologias estadistas e anti democráticas como o Nazismo e o comunismo! Sou a favor do estado mínimo! Meu favorito é o Superman mas suas condutas politicamente corretas não me agradam! Até por que Superman não é implacável como o V O qual eu também me identifiquei pelo desprezo absoluto do estado inchado!

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  4. O meu voto foi para o senhor V. Acho que na minha santa ignorancia os temas politicos nos quadrinhos sempre foram abordados conforme os EUA queriam, nunca me atriu nos quadrinhos esses assuntos, poderia ser algo mais liberal (digo na forma de trabalhar) criticar, criar situações, acho que mesmo sendo algo nas entrelinhas, uma critica meio incognita, deveria se ter uma maior liberdade para se trabalhar esses temas, seria bom ter uma ferramenta a mais para tentar ajudar nossa juventude.

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  5. Política e quadrinhos se misturam desde que o Mundo é mundo. Creio que o Capitão foi uma ausência sentida na lista, principalmente se considerarmos o início de suas aventuras.

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  6. Absurdo o soberano de Wakanda não constar nessa lista! Ele representa séculos de resistência contra a colonização covarde e degradante, além disso ser super-herói FAZ PARTE DO CARGO!

    Na ausência de T´chala, voto em Oliver Queen, o Arqueiro Comunista, quer dizer, o Arqueiro Verde pra prefeitura da minha cidade.

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  7. Ótima matéria!!!!!! Vários pontos de vista bem representados. Prá escolher com cereteza seria o Arqueiro Verde. O melhor prefeito da imaginação seria também na vida real. Uma grande falta aqui foi Camelot 3000, que com a ameaça da invasão da Terra pelos alienígenas, os dirigentes do mundo não se entendendo de jeito nenhum, só a chegada de uma lenda prá unir um planeta dividido entre tantas diferenças num objetivo em comum. E com a imprensa escrita, vista e falada cobrindo todo o evento, com seus cavaleiros: negro chinês, presidiário condenado, lésbica…todos lá lutando pelo futuro da humanidade. Quer mais política que isso, Arnaldo???? Mas foi ótimo ver que o major tratador Venerável Victor Vaughan´quer conscientizar todos os devotos daqui!!! Valeu demais!!!!

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  8. Irada e politizada matéria,jovem Venerável!Claro que eu defendo o Capitalismo(onde está a União Soviética agora?)!E claro que eu estava certo na “Guerra Civil”(o tempo dirá que o Capitão América está errado).Muito boa a lista de Heróis!

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  9. Conheço pouco os personagens, mas nunca vi nada de Marxista/Socialista no Queen. Ele pode lutar pelos direitos das minorias ou dos pobres, mas ele é um burguês, dono de uma das maiores empresas da DC…enfim, é um explorador da classe trabalhadora.

    Quanto aos demais ditos como comunistas, dúvido também que sejam de fato, no máximo deve ser uma visão distorcida e vilanesca dos EUA sobre o assunto… ainda mais porque nunca existiu uma nação comunista de verdade (polêmico isso rs)

    Mesmo assim #fechocomoflecha (quem é do RJ vai entender hahaah)

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    1. Ah, e preferiria que o Cap. América fosse sempre um bucha do governo americano. Tipo: “missão dada é missão cumprida” e representante do imperialismo americano e talz, na Guerra Civil ele ficou no contra o governo neh? Acho que deveria ser o contrário

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    2. Nunca existiu e nunca vai existir, o que sempre vai existir é um pretexto utópico de um mundo que nunca chega para justificar atos autoritários de alguns.

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  10. votei no victor von doom por que depois da queda semppre volta mais forte, estamos precisando deum cara assim heheheh….e o vice pode ser o V pra quando der uma merda kkkk pólitica e quadrinhos é muito legal que o diga mitchel hundred em x – machina que eu gosto muito flwwwwwww VVV postagem como sempre interessante…….

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  11. Tirando Watchmen do Moore que não faz parte do universo regular e V que é autora,l a Marvel sempre teve os olhos mais ligados na política do mundo real. Claro, nos anos 70 tivemos o Lanterna/Arqueiro e os problemas sociais, nos 80 tivemos o Questão (ambas escritas por Dennis O’Neill), mas da mesma forma como a DC distanciou-se do mundo real criando suas cidades ficticias, na politica ocorreu o mesmo com o tempo. Tanto que enquanto a Marvel tem Barack Obama como presidente, na DC hoje temos um presidente totalmente ficcional. Não me levem a mal, adorei o Lex Luthor presidente e toda a carga dramática que aquilo trouxe, mas a DC deveria pensar um pouco mais nisso.

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  12. É impressionante o quanto os designes de Jack Kirby são poderosos. Impressionante tbm é a quantidade de personagens importantes que a dupla Lee/Kirby criaram. Matéria muito boa e que poderia facilmente ser retomada. Parabéns!

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  13. Legal, eu voto fácil no Doutor Destino como prefeito de São Paulo! O trânsito vai andar, muitos políticos ruíns serão exterminados e só a tecnologia dele para limpar o Tietê!!!! O homem é muito competente e compromissado!

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  14. Se fizermos uma pesquisa minuciosa, vemos que muitos personagens sao fruto de campanhas nacionalistas. Ainda mais que muitos deles foram criados em epoca de Guerra fria, onde era extremamente importante essas campanhas e tal…. Bem, embora quase nada, essas ideias ainda acabam permeando uma ou outra ediçao atual. E claro que nao poderiam ser deixadas de lado, expondo o lado bom de coisas que nem sempre sao boas….

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  15. O Super homem se tornou um símbolo muito alem de apenas traduzir o “american way”, hoje ele é muito maior do que isso. Através dos anos e popularidade, e até a forma como ele foi abordado nos quadrinhos, ele se tornou um ideal de humanidade, da capacidade de grandeza do ser humano, não como progresso em si, mas como pessoa. No fim, ele realmente termina por inspirar as pessoas ao melhor.

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    1. …. depois de reler o que escrevi, pareceu que eu tava criticando a descrição que tu colocaste ai, mas não é caso. :p
      É só que eu queria ele como Presidente da Republica! ehehehehe

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  16. Realmente muito interessante. Já havia notado essa ligação, mas afinal é inevitável que a arte imite a vida, assim como a vida imita, por vezes, a arte.

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  17. Dr Destino é um personagem fantástico, mas mesmo que muitas vezes seja superexposto ele não é bem explorado como deveria. Qual seria sua orientação política? Acho que não se enquadra em esquerda ou direita, acho que assim como se dizia o Enéas Carneiro, é um nacionalista e mais nada. Nacionalista e provavelmente tecnocrata. Se bem que é difícil definir isso devido às diferentes interpretações do personagem por diversos escritores.
    Stan Lee a princípio o escrevia apenas como um supervilão padrão, mas ao se apaixonar pelo personagem (e é nítido por entrevistas que tanto ele quanto o Kirby realmente falam com uma paixão pelo Dr Destino que não demonstram por nenhum outro personagem) foi dando aspectos mais humanos ao personagem, escreveu uma de suas melhore origens e o transformou praticamente num anti-herói, um indivíduo que apesar de impiedoso e de fazer muitas coisas de moralidade duvidosa, é bem intencionado.
    Já Mark Waid diz que Von Doom não tem nada de nobre, pois é uma criatura movida apenas pela inveja, capaz de tudo apenas para destruir Reed Richards. Sinceramente Waid não entendeu o personagem. Von Doom não inveja a inteligência de Reed pois ele a supera facilmente desde sua primeira aparição. Von Doom inveja a liberdade de Reed, a liberdade de de poder errar, de poder ser humano. Von Doom está amaldiçoado a estar certo e a no fim sempre suceder, mesmo que por vias tortas. É pra isso que sua mãe Cynthia vendeu a alma à Mefisto.

    Tom Brevoort e Ed Brubaker acertaram em criar a série Books of Doom como algo diferente das histórias tradicionais de super heróis (Brevoort disse pra Brubaker se inspirar em épicos da literatura russa), porque Dr Destino realmente é um personagem que é mais que um supervilão comum. A própria origem dele por Stan Lee e Jack Kirby tem uma pegada diferente de qualquer outra coisa da época. Lembro em especial de como Stan descreve o jovem ardiloso mas ainda bondoso Victor Von Doom: “as feições de um semideus e a esperteza do demônio”.

    Algumas curiosidades sobre o personagem: nasceu em 1925 segundo a cronologia original, foi criado como católico (como todos os ciganos daquela região), conheceu Reed Richards aos 19 anos, perdeu a virgindade com cerca de 23 anos com sua amada de infância Valeria (neta de seu servo Boris), conheceu Hitler e foi um dos responsáveis por trazer Thor pra enfrentar os Invasores, tem 1.88 de altura com armadura e seus olhos são castanho escuros, segundo Jack Kirby, para tornar o olhar mais penetrante através da máscara. Seu rosto aparentemente não foi completamente arruinado com a explosão do Necrophone, mas ele acredita que foi. Kirby dizia que a cicatriz foi na vaidade dele, alguns escritores sugerem que é uma maldição de Mefisto. Há uma determinação de Stan Lee cumprida até hoje de nunca se mostrar o rosto de Victor Von Doom.
    As últimas palavras de seu pai, Werner Von Doom, a Boris foram “proteja o mundo de Victor Von Doom”, o que o próprio Victor entendeu como “proteja Victor Von Doom”.

    Melhor personagem da Marvel.

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    1. Merece.
      E olha que não dissertei sobre o visual dele, que considero um dos exemplos máximos de design perfeito. Perceba que Dr Destino é tudo mas não é nada especificamente. É icônico, tem influência medieval, mas também é tecnológico, pode ser assustador, mas também pode ser galante e nobre, não é detalhado demais, e isso faz com que ele funcione em qualquer situação, qualquer ambiente e em qualquer era, é atemporal.
      Pode jogá-lo no espaço, em Camelot, num laboratório retro estilo anos 60 ou em tempos bíblicos que ele não destoa. Até em live-action é um design que funciona, vide o primeiro filme do Quarteto, em que apesar da produção pífia ele ficou decente. Pode ser colocado como um manipulador ou enfrentando fisicamente algum oponente, e pode até ser usado em histórias cômicas. É o vilão mais versátil dos quadrinhos e não consigo pensar em outro design que seja tão perfeito para qualquer situação.
      Só não podem mudar o design dele. Colocar detalhes demais acaba fixando muito a uma era ou conceito e estraga a perfeição.
      Pessoalmente acho a melhor realização do design dele é a versão do Marvel vs Capcom 3, que é basicamente o design do Kirby com uma máscara definida (já que isso o Kirby mudava a cada quadro). Já as piores são do Mark Bagley, dos vídeos do Marvel Ultimate Alliance e do desenho mais recente do Quarteto.

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  18. Excelente matéria! Brasília pode não ter prefeito, mas eu adoraria que o Oliver ou Clark fossem governadores. Se bem que o V podia dar um jeitinho no Congresso, hehe…
    Achei realmente uma pena que o Arqueiro perdeu sua personalidade politizada depois do reboot, mudaram totalmente a essência do personagem.

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  19. Olha ! Meus parabéns! UM ÓTIMO POST que serve pra gente refletir sobre as questões políticas dentro e fora dos quadrinhos. Discordo com alguns personagens que estão na lista, mas no geral está muito bom. Pra mim, com certeza o Dr. Destino é o mais político de todos os outros da lista. Ele tem uma ligação direta com o poder e o controle político da Latveria, os outros têm ou tiveram algumas fases mais políticas. EU VOTO DOCTOR DOOM! rsrsrsrsrsrsrs ‘

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  20. Dr Destino com certeza, o pais provinciano da Latveria é a perfeição. Corruptos sao mortos, pobreza nao existe… Ou seja só em quadrinhos mesmo.

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  21. Superman empatado com Dr Destino… Hmmm, o-rouba-mas-faz-tem uma terrível atração! Em Santa Luzia, por exemplo, votei no ex-prefeito que responde à vários processos e foi eleito no primeiro turno com 60% dos votos válidos. O que é pior é que ele é de longe o melhor entre os outros candidatos, a maioria ex-prefeitos ou ex-vice…

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  22. Pessoal que tá votando do Dr. Destino, é pra imaginar “como seria se…”, não pra se espelhar na realidade dos políticos que temos. kkkk

    Votei no V, porquê acho que na mina cidade, só um político radical pra salvar a perdição que nos encontramos. Mas gosto do Arqueiro também.

    Agora, Venerável, sinto muito, mas quase fiquei sem votar, ao ver a ausência do Mitchel Hundred na lista. Sacanagem…
    http://www.mauafacil.com.br/ler-artigo/7/exmachina-um-super-heroi-no-mundo-da-politica/

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  23. Eu jamais poria um vilão no poder; votaria no Super-Homem. Ele inspira-me confiança, e sei que faria tudo para pôr, não só o nosso país como todo o planeta em segurança. Estarei a ser demasiado “naif”? 🙂

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  24. Magneto e Doutor Destino são dois dos meus vilões favoritos, talvez porque não sejam exatamente vilões. Os dois têm muito em comum: são ambivalentes do ponto de vista moral (ao menos em suas melhores versões), já foram estadistas queridos por seus governados (Victor na Latvéria e Erick em Genosha) e têm um passado bastante ligado ao de seus principais inimigos (se forem considerados os retcons que ligaram a estória de Xavier à de Magnus e a de Von Doom a Reed Richards).
    Gosto de pensar que o Prof. X. é o Martin Luther King e Magneto o Malcom X da causa mutante.
    Não vejo ninguém além de mim falar disso, mas estou muito descontente com o fato de que a personalidade e toda a interessantíssima trajetória de Oliver Queen foram limadas pelo reboot da DC para dar lugar a um personagem muito, muito inferior que quase nada tem em comum com aquele do qual eu aprendi a gostar (e muito!) ao longo de anos de leitura. De todas as mudanças do relaunch, essa foi de longe a que mais me desagradou. A personalidade forte de Oliver Queen, suas convicções de esquerda, suas incursões pela política, o modo como ele enfrentou a falência, toda a incrível e clássica fase de Dennis O’Neil e Neal Adams – que mostra o Arqueiro mente aberta na companhia de um Hal Jordan careta cruzando os EUA no melhor estilo Easy Ride e aprendendo um com o outro – tudo isso foi simplesmente eliminado. E para quê? Para mostrar uma versão sofrível do personagem, com tramas rasas como uma poça d’água e diálogos horrorosos que me lembra o que os quadrinhos dos anos 90 tinham de pior. Nem ao menos tiveram a decência de dar a ele uma boa abordagem como a que era publicada na antiga revista Caçadores. Não me conformo!
    Quanto ao V, penso que o trecho que aponta que no filme o personagem tem um tom mais liberal que anarquista resume bem as diferenças entre o personagem mostrado no filme e como ele é nas HQ. Por incrível que pareça, eu havia chegado à mesma conclusão apesar de nunca ter lido ou ouvido esse aspecto ser levantado por ninguém antes. V, se de fato existisse, seria considerado um terrorista ou um guerrilheiro, não um heroi. Quando, no filme, a multidão veste a máscara e clama por “liberdade”, esta atitude está mais para o ideário liberal do que para o pensamento de Bakunin ou Proudhon. Na HQ, o que se segue à queda do regime totalitário que V combatia, é o caos, – pois Alan Moore não vende falsas esperanças – e a adesão popular à revolta de V serve como uma advertência tanto a ditadores quanto a governantes de países democráticos de que não serão capazes de conter o poder das massas. No momento em que o primeiro portador da máscara morre, pouco importa sua identidade, pois V não é um personagem como os que estamos acostumados a ver: ele é um espectro, um significante, a personificação de um ideal. Como vemos, o portador da máscara morre, mas V não.
    No que se refere ao Superman, Grant Morrison fez bem ao trazer um personagem mais ligado a questões sociais nos novos 52. Nem todos sabem, mas este é um resgate de ideias presentes nas primeiras HQs do personagem. Quem tiver a oportunidade de ler as primeiras estórias do kriptoniano verá que ele defendia não o american way of life, mas sim os fracos e oprimidos. Siegel e Shuster criaram enredos onde havia a sim a ingenuidade e o non-sense da era de ouro (que serviam de tempero) mas traziam também temas mais adultos e sérios, o que me surpreendeu bastante. Já em sua primeira aparição, Superman acorda o governador e quebra uma parede para impedir que um inocente receba a pena capital; poucas páginas depois, é a vez de um lobista de Washington ser levado pela gola para um assustador passeio pelos ares! E Lex Luthor, em sua primeira versão, era um traficante de armas ruivo! Eis aí um Superman que jamais seria o escoteiro do governo americano que vemos n’O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.
    Com relação ao Capitão América, a Marvel acertou a mão no filme ao deixar de lado (e até ridicularizar) o nacionalismo ufanista que se vê em algumas das HQs do personagem. Certamente a Marvel estúdios entendeu não adotou um tom americanista porque compreendeu que o personagem é um produto for export. Recentemente li um artigo que trata de algo que nós leitores de HQs já sabemos, que o personagem é menos imperialista do que parece: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/capitao+america+um+heroi+menos+imperialista+do+que+parece/n1597105942384.html

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  25. Meu voto vai para O Ditador da Latvéria! porque ele já entende de governar ! Caso ele fique puto mata todos os assessores e se acabar com corruptos aqui na minha cidade tem aos montes! O Super é um bundão e o Capitas também! Magneto é doido e Arqueiro verde vá lá… Caveira Vermelho eu o quero mortinho de novo nazista bom é nazista morto! E V é muito foda! Tony stark hummm…

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