Liga da Justiça # 9 – É hora de falar abertamente sobre esse reboot!

Resenha de Liga da Justiça 9, de Geoff Johns,  Jim Lee e Scott Williams (roteiro, desenhos e arte final de Liga da Justiça) Geoff Johns e Gary Frank (roteiro e desenhos de Shazam).

Contém spoilers revelações sobre a história.

Por Rodrigo Garrit

Quando a nova Liga da Justiça surgiu, David Graves escreveu um livro endeusando os heróis, onde reuniu o máximo de informações possíveis sobre eles. Mas Graves ficou doente e debilitado, revoltado com a inacessibilidade dos heróis que sequer tomaram conhecimento de seus problemas. Isso foi há quatro anos.

Nos dias atuais, Superman e Batman investigam a invasão do Asilo Arkham pelo clássico vilão (“clássico” no universo “pré-reboot” ) “Chave”, ao mesmo tempo em que Steve Trevor, o contato civil da Liga é sequestrado e torturado, sendo obrigado a revelar todos os seus segredos.

O grande vilão, no entanto, não é o Chave. Nem mesmo outro clássico inimigo da Liga, o “Mestre das Armas” vilão especialmente convidado para fazer uma ponta. Conforme é mostrado na história, o vilão principal aparentemente será o próprio Graves, que de alguma forma recuperou-se e tornou-se super-poderoso. E voltou em busca de vingança contra a Liga.

Quando a DC decidiu zerar a cronologia dos seus personagens, sabia o vespeiro que estava se metendo. Afinal, já fizeram isso antes, muitas vezes. A mais radical delas foi na clássica “Crise nas Infinitas Terras“, onde, assim como ocorre hoje, a história foi reescrita. O tempo passou e polêmicas à parte, hoje podemos dizer que a primeira grande Crise trouxe muitos benefícios… mas claro que houve muitos erros, os quais foram sendo acertados ao longo dos anos, alguns de forma fantástica e outros nem tando. Muitas coisas desconsideradas pela Crise acabaram voltando a ser incorporadas a continuidade dos personagens. O Superman de John Byrne é hoje uma das mais emblemáticas versões da origem do herói, que já fora contada inúmeras vezes, e um grande exemplo do que eu disse, pois Byrne havia excluído quase toda a mitologia dos Superman e criado sua prórpia versão da mesma. Com o tempo, algumas coisas foram voltando, outras “crises” fizeram outros ajustes… aparentemente, é preciso que de tempos em tempos isso ocorra aos personagens, pois com o passar do tempo, sem essa modernização vão perdendo leitores e caindo no esquecimento. O mesmo pode se dizer da Liga da Justiça. Os maiores heróis do mundo passaram por grandes transformações, sendo que a ocorrida depois da primeira Crise, na minissérie “Lendas” deu início a uma das mais improváveis e bem sucedidas encarnações da equipe, a Liga da Justiça Internacional, que tinha um tom cômico e até hoje é reverenciada pelos fãs.

Dentro do universo pós-crise, onde a Mulher Maravilha e o Superman não eram membros fundadores da equipe, tivemos grandes histórias produzidas por Mark Waid e Grant Morrison, só pra citar os mais famosos. Morrison reestabeleu a Liga como a maior equipe de heróis do mundo, usando nela todos os grandes campeões da DC. Mas o tempo e o desgaste foram corroendo as histórias, que entre altos e baixos, tentava se manter com seu status como os melhores do mundo. Muita água rolou debaixo dessa ponte… mortes, ressurreições, viagens no tempo, socos na realidade… e um excesso de peso histórico reprimindo boas histórias. Claro que bons autores são capazes de burlar esse desafio. Os já citados Waid e Morrison, Brad Meltzer e Dwayne Mcduffie fizeram grandes histórias… já James Robinson, de quem sou fã declarado, não conseguiu manter o titulo com uma Liga de “substitutos” (Dick Grayson como Batman e Donna Troy tentando ocupar um lugar que foi da Mulher Maravilha). Mas a grande questão é: as histórias rasas pelas quais praticamente todos os personagens estavam passando justificam um reboot? Sinceramente não sei… não tenho uma resposta simples pra isso. Em um primeiro momento, me ocorre que investir em bons autores exclui a necessidade de começar todo um universo do zero. Mas por outro lado, o velho universo estava cansado… exausto… e perdendo cada vez mais leitores. E “bons autores” são uma espécie cada vez mais rara de se encontrar…

É inegável que o “boom” causado pelo reinício do Universo DC reaqueceu o mercado, pelo menos por um tempo… sacudiu uma industria natimorta e fez com que as atenções se voltassem para ela. Alguns personagens sofreram mudanças sutis, como Batman e Lanterna Verde. Outros como Superman e Mulher Maravilha tiveram alterações mais profundas, mas ainda mantendo muito de sua essência anterior. Já com outros, as mudanças foram radicalíssimas, como no caso dos Novos Titãs. E muitas histórias ruins e desnecessárias foram lançadas… os ótimos personagens Rapina e Columba, OMAC, Super Choque, Legião dos Super-Heróis, Vodu, Bandoleiro e Exterminador tiveram péssimas reencarnações. Em outros casos no entanto, a boa qualidade foi surpreendente. A incorporação de personagens da linha adulta Vertigo e do selo Wildstorm mesclando suas histórias foi uma jogada ousada e arrebatadora,  onde algumas coisas não funcionaram, mas outras deram muitíssimo certo. Aquaman, Demon Knights, Stormwatch, Mulher Maravilha, Flash, Capuz Vermelho, Superman e o próprio Batman, entre outros, receberam um novo fôlego. Os Novos Titãs, embora descaracterizados de sua versão anterior e despertando a ira de fãs inconformados com essas mudanças, tem tido algumas histórias muito interessantes, tentando cumprir a função ganhar novos leitores adolescentes. Isso sem falar na linha Dark, que fez ressurgir das cinzas velhos personagens como o Monstro do Pântano, Homem Animal, Ressurreição, Desafiador, o vampiro Andrew Bennet, Frankenstein e a surpreendente Liga da Justiça Dark, que mantém o toque gótico da linha Vertigo.

Para o bem ou para mal… agregando novos leitores, afastando os antigos ou fazendo uma mescla disso, criando uma nova geração onde veteranos e novatos compartilham os mesmos gostos… não importa. O Reboot veio. Ele vai durar? Quem sabe? Mas o fato é que se é para ser justo, histórias boas e ruins sempre existiram, independente da cronologia. Todas as coisas mudam, e nós mudamos com elas. Mas sem nunca esquecer ou deixar de reverenciar o passado.

Falar sobre o reboot da DC poderia levar a diversas vertentes e choques de opiniões, mas esse definitivamente não é o meu objetivo. Afinal, o assunto aqui é a nova Liga da Justiça.

É difícil ignorar toda a minha bagagem de anos de cronologia, histórias e conhecimento prévio dos heróis apresentados. Tudo agora é novo, zero quilômetro e saído de fábrica. Eles são os mesmos personagens de antes. E ao mesmo tempo não são.

Mas se por um instante eu conseguir abandonar a minha visão de leitor veterano, posso entender que essa história é rasa porque é um recomeço, onde numa nova realidade esses personagens estão sendo reapresentados para um público mais jovem, ou reciclados para o velho público de antes, e suas origens e personalidades sofreram grandes alterações em alguns casos, embora se mantenha algo do que eles foram em sua “vida passada”. A história é lenta, porque parte da estaca zero e vai continuar engatinhando até reapresentar e estabelecer definitivamente a Liga da Justiça da nova geração. Um detalhe importante é o bilhete na batcaverna que Bruce Wayne relê com os olhos vidrados. Ele está em uma moldura de vidro e guardado com todo o cuidado. É o bilhete escrito por Thomas Wayne em sua versão da série Flashpoint. Ele o entregou a Barry Allen, que o repassou para Bruce no fim dessa série. Um pequeno elo de ligação com a realidade alternativa intermediária que resultou na mudança da velha realidade.

Superman e Batman ainda atuam juntos, lembrando sua antiga parceria. O mesmo se pode dizer do Lanterna Verde  – Hal Jordan –  e do Flash  – Barry Allen – , uma parceria ainda mais antiga e que tenta ser uma espécie de alívio cômico, com algumas tiradas engraçadinhas eles entres… nada que lembre a hilária Liga da Justiça Internacional de Keith Giffen e J. M. DeMatteis, claro… mas estou pensando como um veterano de novo.

Algumas das mudanças são muito bem vindas. Victor Stone é o Cyborg dos Novos Deuses! Seu novo corpo/armadura foi turbinado com a tecnologia apokoliptiana de Darkseid, fazendo dele muito mais poderoso e com grandes possibilidades a serem exploradas.

Essa história é o primeiro passo da jornada de um novo vilão. Um passo lento e meticuloso. Como leitor veterano eu já vi muito, mas ainda espero me surpreender. Se achar que isso não vai acontecer, não vale mais à pena continuar lendo essas revistas. Mas para os novos leitores, ou aqueles que começaram pouco antes do reboot ou por causa dele… uma terra nova e completamente inesperada está à espera.

Jim Lee mantém seu ritmo, mas incomoda vê-lo desenhando esses prelúdios. Nesta edição poderiam ter chamado um artista convidado, alguém com traço mais intimista. O traço de Lee funciona muito melhor em cenas de ação de páginas quádruplas.

Agora, justiça seja feita: SHAZAM está demais!

Billy botando pra quebrar

Billy Batson está se adaptando a sua nova família adotiva… ou talvez ela esteja tentando se adaptar a ele, sem muito sucesso. Billy é um adolescente revoltado que vê aquela situação como temporária… nem mesmo cogita fazer parte de uma família de classe média cheia de regras. O primeiro dia na escola, por outro lado, mostrou que alguns laços estão começando a se formar. Billy defendeu seus irmãos adotivos em uma briga e mostrou que se importa com eles. E conheceu o famigerado Sr. Bryer, um homem rico e arrogante, cujos filhos são uns moleques mimados que acham que podem tratar os outros da forma que quiserem. Um pequeno drama adolescente que antecede a tempestade.

Longe dali, conhecemos mais sobre o novo Dr. Silvana, que lembra demais o Lex Luthor… cientista malvado e careca… ele está numa expedição no Egito em busca da tumba perdida do Adão Negro… mas um acidente de natureza mágica deixará cicatrizes marcantes… e ele nunca mais será confundido com Luthor…

Resenha Anterior? Clique AQUI!

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41 comentários sobre “Liga da Justiça # 9 – É hora de falar abertamente sobre esse reboot!

    1. Eu estou lendo tudo que a Panini lança dos Novos 52, e estou principalmente interessado na linha Dark e no Batman, mas posso dizer uma coisa: as histórias do novo Esquadrão Suicida estão muito boas… e não vejo quase ninguém comentando sobre isso. Me conquistaram.

      Abraços!

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  1. Falar bem ou mal do reboot em si é chover no molhado, pois existem milhões de opiniões espalhadas por aí. A minha é só mais uma (não estou me menosprezando, não me entendam mal). A liga pós-reboot ficou pobre. Perdeu muito. Pode ser que ganhe ou volte as glórias que muitos de nós já vimos, mas isso……só os editores, escritores e desenhistas dirão e não o tempo.
    Shazam com certeza é o melhor dessa revista e o Billy Batson é o teenager que quqlquer um aqui gostaria de ter sido. Essa entrada do Adão Negro na história muito interessa. Johns me fez admirar demais este personagem e aguardo com fervor o que a reformulação traz de interessante pro egípcio mais incompreendido do mundo. Será que algum dia o caminho dele e do Vingador Fantasma irão se encontrar????? Já que 1000 anos devem separar o nascimento entre um e outro e se levar em conta um pouco da mitologia bíblica na história de Teth – Adam (o domínio egípcio ao povo hebreu, as histórias de Moisés e do rei José do Egito) seria muito interessante ver o ponto de vista destes dois personagens quanto as suas missões e crenças.

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    1. Nossa, muito bom esse elo de ligação que você mencionou… tomara mesmo que alguém pense nisso e faça algo nesse sentido… eu lembro que Geoff Johns meio que interligou o Adão Negro com os ancestrais egípcios do Gavião Negro e da Mulher Gavião, assim como Nabu – o Senhor Destino – que por sua vez tinha relação que com o globo de Rá que deu poderes ao personagem Metamorfo… curto muito essas conexões!

      Abraços!

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  2. Pelo seu (ótimo)Texto o Reboot teve pontos positivos!Tenho um pouco mais de afinidade com a Marvel,mas é claro que eu gosto da Dc(impossivel não gostar)!Torço pelo sucesso de ambas as editoras,com grandes histórias e ótimos desenhos!Um abraço!

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    1. Fica tranquilo Johnny… apesar dos personagens da Vertigo agora poderem ser usados no universo DC, a linha adulta continua separada, seguindo em paralelo como você disse… e deve continuar desse jeito mesmo.

      Abraços!

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    1. Dan Diddio tem mais é que levar na cara dele e parar de tentar escrever e estragar gibis. O reboot que ele ajudou a fazer, é uma coisa… mas ESCREVER gibis… tem que deixar isso pros profissionais!

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  3. Com certeza as coisas vão ter que andar em um ritmo lento antes de começar a cativar os velhos leitores, mas a gurizada comprou a idéia. Ou seja, teremos novos 52 por um bom tempo ainda.

    E eu sempre quis saber sobre a situação do Batman/Flash após Flashpoint. Nas edições iniciais de JL eu achava que o Jhons havia cagado para isso, mas depois dessa cena do bilhete, eu posso ver claramente que a carta de Thomas Wayne é o “gatilho” que eles vão usar para reverter a situação caso o reboot falhe e eles resolvam trazer a cronologia antiga de volta

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    1. Eu também tinha essa mesma curiosidade e me surpreendi com a cena do bilhete. O Flash continua sendo, de certa forma, o ponto de ligação entre o novo e o velho universo, dando a entender que ele passou pela realidade de Flashpoint, mas sem as memórias da realidade pré-reboot… enfim, coisa de louco tentar entender esses paradoxos de viagens no tempo e realidades alternativas… mas é sim um possível gatilho de retorno, lembrando que além disso, existe também a personagem “Pandora” que supostamente está diretamente ligada a alteração da realidade.

      Abraços!

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  4. Bom texto. Finalmente, ele me fez entender qual é a do Reboot: fazer com que os novos leitores não sintam vontade de ir atrás dos antigos clássicos. Pois se eles o fizerem, vão ficar comparando, e ver como as mudanças atuais, mesmo as boas, são desnecessárias.

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    1. Bom, eu acho o seguinte: está na hora de se criar novos clássicos para o futuro.
      E os antigos serão eternos, continuam existindo na minha estante… não foram apagados da existência… (eu acho)! rs

      Abraços!

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      1. kkkkk.
        Tem uma edição de Ex-Machina onde os personagens, em um flashback que se passa nos anos 80, conversam sobre Crise nas Infinitas Terras. Um deles fala “como assim as história foram apagadas? Eu li elas!”
        Mas, no meu caso, bom ou ruim, eu não acompanho mesmo. Parei com os super heróis, mesmo que o reboot não tivesse acontecido.
        Se tiver um reboot em Hellblazer, aí, sim vou ficar puto. rsrsrs

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    1. Eu sou suspeito pra falar porque adoro o personagem e espero há vários anos por uma reformulação decente dele. A nova versão é tudo que sonhava, e a tendência parece ser melhorar…. quanto à Liga, eu tenho desvantagem de sempre comparar com a fase Morrison, que foi a melhor de todas pra mim… mas estou nadando junto com a corrente pra ver onde isso me leva…

      Abraços meu amigo peludinho! 😉

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  5. Amo incondicionalmente a Dc, sei que fez muitas sacanagens conosco, mas amo eles, a linh reboot está até agora acertando, principalmente agora com os numeros zero, a linha dark está perfeita, somos fortes, passamos pela grande crise então nos recuperaremos em breve, apesar de ter atingido bem no ponto fraco nosso (titãs) mas esperamos que seja para um bem maior…

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    1. Acho que essa é mesmo a melhor forma de encarar as mudanças Wagner… e mudanças, no mundo dos quadrinhos nunca são permanentes, então o jeito é curtir o que deu certo e esperar que as outras coisas de ajustem com o tempo. No caso dos Titãs, eu mantenho o que venho dizendo desde antes da estréia oficial do reboot: em algum momento eles vão voltar na sua formação original ou algo muito parecido. Não sou profeta, mas tenho certeza que isso vai acontecer.

      Abraços!

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  6. Lado ruim… Parei de ler Titãs.
    Lado bom estou fã de Aquaman. Sem falar das revistas da Batgirl, apesar de eu gostar muito da Oráculo, acho que a Bárbara é a eterna e melhor Batgirl… E o romance entre Superman e Mulher Maravilha, pra mim é o casal perfeito, sempre gostei de ve-los juntos, sei que nao sou a maioria nesse aspecto, maaaaaaaaaaaaas… rssss

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    1. Bom Aloísio, quem é de verdade maioria em alguma coisa? Mas é bom ter coragem de admitir suas preferências. Também gosto da ligação entre Superman e Diana, isso já foi ensaiado várias vezes, mas nunca deu muito certo… (exceto talvez em “O Reino do Amanhã”). Vamos ver como as coisas seguem dessa vez…

      Abraços!

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  7. Embora os erros e as polêmicas tenham sido muitos, acho que o saldo do reboot é positivo. Gostei da absorção do universo Wildstorm e de alguns personagens do selo Vertigo. Me pergunto se bons títulos como “I, Vampire”, “Demon Knights”, “Dial H for Hero” e “Frankenstein” teriam lugar na antiga linha de trabalho da editora, onde uma supersaga dava lugar a outra, sem tempo dar para os leitores tomarem fôlego e nem o devido espaço para o desenvolvimento dos personagens individualmente em suas revistas solo. Muitas mudanças me desagradaram, mas também nem tudo no pré-relaunch me agradava. Penso que a DC deveria aproveitar melhor os personagens do rico universo Milestone, de Dwayne McDuffie, neste reboot, integrando-os aos demais personagens da DC. A única – e fracassada – tentativa foi com o título do Super-Choque, já cancelado.

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    1. O reboot abriu caminho para as citadas séries, e com uma ousadia que certamente não seria possível antes. A incorporação dos universos Wildstorm e Vertigo também foram pontos positivos, assim como o Milestone, que veio a se integrar à DC antes do reboot… infelizmente a tentativa de relançar o Super Choque não foi bem sucedida, mas ainda gostaria muito de vê-lo atuando com destaque nos Novos Titãs ou outra equipe, desde que com histórias bem contadas.

      Abraços!

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  8. Bem, o que posso dizer é que o Reboot é pra valer e não tem como voltar atrás… É seguir em frente realmente. Porém diferente de Crise das Infinitas Terras, o Reboot realmente zera tudo; e nós veteranos temos uma dificuldade maior de digerir isso tudo… E como um remédio ruim, que acreditamos que é pro bem, e tomamos!!
    E o Capitão Marvel, ou melhor, agora Shazam… é o meu Herói favorito. E ele é o que merecia com certeza um Reboot e uma zerada total, e aceito com maior grado isso. Detestava o papel cômico que davam a ele e o tal Cap Fraldinha!! Dispenso o bullyng…

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    1. Nos últimos tempos a vida do Capitão Marvel – atual Shazam – estava mesmo uma bagunça… curiosamente, antes do reboot ele sofreu muitas mudanças radicais, como a morte do mago, a Mary Marvel Negra, Freddy Freeman como Shazam e Billy sem poderes… sem falar nos desdobramentos da Família Marvel Negra – que geraram ótimas histórias para o Adão, Osiris e Isis, mas deixou Billy de lado. Esse reboot, no caso do Shazam, vem resgatar a essência do personagem, indo na contramão do que houve com a maioria dos outros.

      Também nunca gostei do apelido “Capitão Fraldinha”…

      Abraços!

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  9. Minha primeira e imediata reação ao reboot foi indignação total. Depois, aceitei a proposta numa boa por percebi que o passado não foi “apagado”, na cronologia sim… Mas aquelas incríveis estórias seguem dentro das minhas gavetas.

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    1. Tanto é que, fiz propaganda para os Marvetes começarem a ler DC aproveitando esse “rebot”, emprestei as HQs e meu amigo disse: “Mas isso não é um recomeço, ou começo, o que aconteceu antes aqui?.. ali…???!!??”

      Achei bom não desconsiderarem todo o passado, pelo menos até onde eu li.

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      1. Para os marvetes que conheciam pouco ou nada da antiga DC, o reboot pode ser uma boa parta de entrada para o universo de Superman e cia. Gosto não se discute, mas acho que é possível gostar de quadrinhos de uma forma geral, sem ser “fiel” a nenhuma editora específica…

        Abraços!

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