O SOMBRA # 10 – Onde nosso intrépido protagonista amarga mais uma insidiosa desventura envolvendo deuses de outra dimensão e a canalhice dos seres humanos!

Resenha de “O Sombra” 10 de James Robinson (roteiro) e Frazer Irving (arte e cores).

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história.

A jornada do Sombra está chegando à sua reta final. As peças estão dispostas na sua frente, e agora é uma questão de montar todas elas e descobrir o que vão formar. Ele chegou ao covil da seita organizada pelo Lorde Caldecott… ou apenas “Dudley”, seu bisneto. Desde o ínicio, Dudley vem tentando tirar seu bisavô do jogo, que começou quando ele contratou o Exterminador para mata-lo na primeira edição da minissérie.

O Lorde Caldecott é dono de um verdadeiro império, embora não seja capaz de tomar nenhuma decisão sem consultar seu amigo Miles St. Aubrey , que na verdade é quem manipula todo o esquema e puxa as cordinhas a seu favor. Embora tenha muitas empresas e um patrimônio respeitável e lícito, Dudley não abre mão de seus negócios escusos, o que inclui drogas, armas, crianças e vírus. Não necessariamente nessa ordem.

Seu pai, Albert, que conhecemos na edição 8 foi um explorador que descobriu um dispositivo no Egito, perdido por milênios… unindo magia e a tecnologia avançada do povo daquela época, eles criaram uma “coleira” mística capaz de aprisionar e controlar os antigos deuses do Egito… embora, por definição, não se saiba com certeza se eles são mesmos deuses, viajantes de outras dimensões ou outro tipo de ser superior ou inferior. O fato é que eles tinham o tamanhos colossais, e poder abundante, capaz de arrasar a civilização inteira apenas para despistar o tédio.

Mas os assim chamados “deuses” eram perigosos demais para serem colocados em ação, então foram apenas aprisionados na instalação secreta da seita de Caldecott, de onde emanam uma energia misteriosa que proporciona boa sorte e faz com que todas as suas empreitadas deem certo, garantindo assim que seu império possa prosperar progressivamente, não importa o quão indecente ou criminoso ele seja. O culto mantém alguns adeptos seletos que participam de reuniões e rituais, onde todos ficam nus e sacrificam inocentes para agradar aos deuses. Mas o fato é que não são eles que os servem. O deuses são seus prisioneiros, escravizados. E não estão felizes.

Capturado, o Sombra é destituído de seus poderes, bloqueados pelos deuses. Mas gradativamente ele consegue superá-los e aos poucos vai restituindo suas capacidades sombrias. Para evitar que ele fuja, Albrey ordena que o poder dos deuses seja ampliado aos poucos, para que eles possam conter o Sombra.

O maior poder do Sombra não são seus dons sombrios, mas seu dom natural para a ironia e a manipulação. Desde o primeiro segundo que foi aprisionado, ele colocou seu plano em ação, confiante de que dificilmente poderia ser mantido cativo por muito tempo, ele fingiu por boa parte do tempo estar indefeso e ouviu a história que seu bisneto tinha para contar, no melhor estilo “vilão que conta todo o plano pro herói amarrado em vez de dar logo um tiro na cara dele”. Tudo bem que nesse caso não funcionaria, porque o Sombra é imortal e está longe de ser um herói. Mas o principio é o mesmo. E seu estratagema funcionou perfeitamente, o problema é que ele forçou todos os seus limites numa jogada arriscada… e para conter seu dom sombrio, por descuido, uma quantidade cada vez maior de poder foi liberada aos deuses…

…até que eles conseguem se libertar…

…destroem o único dispositivo que poderia aprisiona-los de novo…

…e decidem aliviar milênios de ódio reprimido, extinguindo a raça humana…

… só para começar…

A arte de Frazer Irving continua cintilante como no número anterior… os seres de luz ofuscante recebem um tratamento gráfico de primeira qualidade, valorizando o contraste da luz com o poder do Sombra. Os humanos inocentes aterrorizados sendo aniquilados pela energia de luz dos deuses estão especialmente bem colorizados, com tons de violeta e vermelho. Muito de bonito de se ver.

Capa de Tony Harris

Resenha anterior? Clique AQUI!

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22 comentários sobre “O SOMBRA # 10 – Onde nosso intrépido protagonista amarga mais uma insidiosa desventura envolvendo deuses de outra dimensão e a canalhice dos seres humanos!

  1. Cara, baita texto como sempre, este e o da edição 9:D
    Estou achando esta série muito massa mesmo, vale muito a leitura. O sombra é um personagem muito legal, especialmente com o Robinson escrevendo ele. E o que falar dos desenhistas desta mini? Muito bom, só imagino se o Mike MIgnola finalizasse a série, dai eu teria um orgasmo nerd heheh
    E me repetindo de novo, ainda espero um encadernado desta série por aqui. heheh
    Abs meu.

    http://www.palitosnerds.blogspot.com

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    1. Essa minissérie do Sombra começou a ser publicada em outubro de 2011, logo, DEPOIS do reboot, mas ela se mantém neutra correndo meio que por fora do resto do universo DC, exceto pela presença do Starman Mikaal no primeiro número e do Exterminador que tenta matá-lo. Mas ao que tudo indica, já é no novo universo do reboot sim. Ainda não foi lançada no Brasil e nenhum anuncio foi feito a respeito. Eu aguardo ansioso por isso…

      Abraços!

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  2. Mais um texto irado,Rodrigo!Agora que se libertaram,será que o Deuses vão destruir a Terra?!Olha o 21 de dezembro chegando aí…espero que o Sombra nos salve!-de Manhattan via J.A.R.V.I.S.

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