Fabulosos X-men #20 & Capuz Vermelho e Os Fora da Lei #13 – Advinha quem estava certo…

por Venerável Victor  “o tratador sempre está certo”  Vaughan

Fabulosos X-men #20    SPOILERS

 ”O que você estava planejando desde o começo?”

 “Salvar todo mundo, sempre, da mesma forma que sempre fiz, mas de que forma específica? Vocês nunca saberão.”

Capa de Carlos Pacheco & Bonet

Com essa edição #20 de Fabulosos X-men, o volume dois dessa revista chega ao seu fim prematuro, afinal há um ano líamos o último número, edição #544 da antiga série. Na época muito se reclamou da decisão da Marvel de dar um fim a esse volume, apenas para no mesmo mês relançar a revista novamente do zero. Mas se tudo isso foi dirigido pelo roteirista Kieron Giilen, que agora nos brinda com o último momento do destemido líder, Scott Summers e seus leias mutantes em seu título solo, valeu a pena. E após lermos a edição, aplaudamos de pé.

Gillen está à frente dessa revista desde o seu relançamento, focando seu trabalho nos mutantes do Time de Extinção, verdadeiros mitos como: Ciclope, Magneto, Namor, Tempestade, Emma Frost, Magia, Colossus, Esperança e Perigo. No título ele explorou um totalmente novo e aprimorado Senhor Sinistro e nos apresentou o novo mundo de Tabula Rasa. Em suas histórias os temas antropomórficos, filosóficos, científicos, o poder da mídia e o universo do misticismo foram tratados com a competência que merecem os grandes contos de fantasia da editora.

Durante a interligação com a saga Vingadores VS X-men, o mesmo Gillen lidou com a equipe de Ciclope no compromisso de levar ao leitor todas as consequências do conflito, sobre o ponto de vista dos mutantes. Sem esquecermos que a abordagem da nova Fabulosos X-men, renascida após os eventos da “Cisma Mutante” nada mais eram que também um reflexo da fase do aclamado Joss Whedon, na revista irmã da franquia: Surpreendentes X-men, onde o autor afirmava através dos personagens: “Nós temos que surpreender todos eles!” , se referindo a como o mundo deveria ver os mutantes a partir daquele momento. Esse foi um ano maravilhoso e infelizmente chega ao fim com o novo evento da Casa das Ideias, o Marvel Now.

Kieron Gillen & Carlos Pacheco

Nessa edição temos três distintos capítulos, cada um fechando um respectivo roteiro que estava sendo desenvolvido por Gillen durante essas vinte edições. No primeiro, Perigo e Unit, o super inteligente robô alienígena humanoide embarcam em uma discussão filosófica de vários terra bytes. Unit pede para ser libertado por Perigo e fala para a carcereira robótica da equipe o quanto ela é linda e valorosa e que deve ser livre para fazer o que desejar daqui para frente, de preferência bem longe dos mutantes que a oprimiram e manipularam desde que teve sua consciência desperta. Fica claro que Gillen através das falas de Unit, fala de seus projetos à frente da revista, os quais foram abruptamente interrompidos, como falado no início dessa resenha. E pode refletir também a insatisfação de muitos fãs ao ver sua franquia amada desmantelada para se tornar VINGADORIZADA, como de agora em diante quase todos os títulos da editora serão. Se você parar para pensar sobre isso, o mês de novembro será a primeira vez em cinquenta anos que o título Fabulosos X-men não será publicado. Claro, mais para frente virá a nova série de Brian Bendis, chamada All-New X-men, mas existe todo um peso icônico associado ao nome Fabulosos X-men que é insubstituível.

Depois da sequência dos dois pombinhos mecânicos, Gillen une pontas soltas referentes aos irmãos Colossus e Magia, como uma conveniente solução para o conflito dos russos com a entidade Cytorrak, mas sem lançar interessantes elementos que poderão render boas histórias futuras. Agora, se o roteirista da vindoura revista: Cable e a X-Force vai saber aproveitar esses desenvolvimentos para o Colossus,é outra questão.

Por fim, o escritor prova mais uma ver que Ciclope não é o novo super mega mau vilão da última semana que a Marvel tentou emplacar nas recentes semanas. Em uma cena excelente entre Scott Summers e Kade Kildore (o líder fedelho do novo Clube do Inferno), Gillen retira um último ás da manga para reafirmar o heroísmo inato de Ciclope. Triste ver esse profissional sair de um título mutante, mas muito gratificante todo o esforço que ele empreendeu para valorizar as qualidades desses personagens ao invés de embarcar na diretriz que a editora quer forçar para esses nobres e antigos heróis.

O desenhista Carlos Pacheco está maravilhoso e naturalmente estiloso como sempre. Junto com a arte final de Roger Bonet e as cores de Guru e FX, essa edição se torna uma obra de arte em capturar todas as expressões e emoções dos seus protagonistas em cada painel.

Se vocês tiverem a oportunidade de no futuro comprar o encadernado da série inteira, será uma prova do quanto a natureza em você está em evolução. Essa é uma monumental franquia, criada décadas atrás pelos mestres Jack Kirby e Stan Lee e merecem muito mais investimentos do que vêm tendo nos últimos anos. Para terminar:

 CICLOPE ESTAVA CERTO!!!

CAPUZ VERMELHO E OS FORA DA LEI #13

Capa de Kennett Rocafort & Blond

Quem pode dizer se a grande parte dos fãs da revista iriam ficar nessa série se não fosse a arte maravilhosa de Kenneth Rocafort? O roteiro costuma variar entre o comum e o medíocre, portanto não é tão absurdo imaginar que Rocafort é o responsável pelo senso de estabilidade do título. Agora que esse artista vai para a revista do último filho de Krypton, Timothy Green II, com sua arte “decente” sofre bastante com a obrigação de copiar o estilo de seu predecessor. Seu trabalho na minissérie que produziu para a Marvel: Rocket Raccoon/Groot, passada logo após os eventos da saga Aniquilação foi um barato, mas na DC é desapontador que ele ainda não tenha atingido esse nível de qualidade.

Lobdell decide por finalizar o seu arco espacial com a equipe. Tristemente Rocafort não ficou na nave um pouquinho mais até essa conclusão.Conceitualmente, foi um final concistente para o conflito de Tamaram. Estelar desfrutou de belas cenas ao passo em que deu fim á guerra pela sobrevivência de seu povo, apesar desse mesmo povo não merecer todo esse esforço e amor. Nisso deve-se dar o crédito à Scott Lobdell, pois esse senhor elevou em muito a dignidade da alienígena mais sensual e querida da DC, fazendo com que ela deixasse de ser a fria “periguete” do início da revista, para se tornar a grande líder e guerreira que sempre deveria ter sido.

Scott Lobdell & Timothy Green II

Infelizmente, a escrita de Lobdell muitas vezes prejudica o enredo que ele mesmo planeja. As falas do Arsenal normalmente são superficiais e fora de contexto. Ele escreve o tempo todo como se cada edição fosse a primeira da série. Isso se pode reparar em cada recordatório, balão de pensamente e em muitos diálogos produzidos. As últimas partes desse capítulo por exemplo,esse mês, como em outros antes já sofreram,  sofrem com a necessidade de preparar o terreno para agora,  esse arco épico com o Coringa nos títulos da bat-família.

No final das contas, Lobdell parece ter um bom senso de para onde quer levar essa série durante os próximos meses, pena que ela sofra o tempo todo de erros e interferências editoriais o tempo todo.

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24 comentários sobre “Fabulosos X-men #20 & Capuz Vermelho e Os Fora da Lei #13 – Advinha quem estava certo…

  1. Triste é ver Uncanny X-Men ser cancelada e manterem Wolverine e os X-Men. Esta última (apesar de fazer sucesso…vai entender) vem trazendo histórias ridículas, infantis, com personagens e situações bizarras. A edição 17 eu só consegui ler até a segunda página. Mas a explicação é que Jason Aaron escreve pensando em seu filho de 7 anos.
    Mas ainda acredito que teremos o famoso título de volta em breve, com o destemido líder e sua equipe foda. Tomara!!

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  2. “As falas do Arsenal normalmente são superficiais e fora de contexto”
    Será que não é reflexo da época que Roy Harper usava heroína? Ele parece estar sempre chapado, isso sim.

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  3. Na realidade é uma pena… Esse título dos X-Men foi histórico! Ainda falam da DC??? Acho isto pior… Espera que para finalizar a série , o final seja mesmo em grande!

    Tou a gostar das tuas reviews aos Outlaws, mas ainda não estou convencido a comprar o encadernado… Bem… pelo menos a Estelar já não é aquele pãozinho sem sal do início!
    😀

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  4. Eu nunca duvidei do Ciclope! rs

    O Título do Capuz Vermelho tinha (tem?) uma dinâmica que apesar de todas as falhas de Lobdell o fazem funcionar. Por enquanto não há notícias sobre um cancelamento, mas se houver, é certo que todos os personagens podem ser realocados em outros títulos… imaginem Estelar no Stormwatch, Capuz Vermelho no Esquadrão Suicida e Arsenal com os Falcões Negros… mas só imaginem ,ok.. ?

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  5. Sim senhor Major!!! Bem, quanto a X Men, é triste ver o fim de um título que acompanhei por mais de 20 anos. Com altos e baixos e que nos últimos anos foi prá segunda divisão (na época das equipes azul e dourada, na fase New X Men e também depois dela. Mas Kieron soube nesses tempos de Cisma Vingadorizada, conduzir seu trabalho com maestria. Essa gurizada ainda vai sentir muita falta dele. E se transformarão nos nerds esperneantes do início do século daqui algumas décadas. Agora eu só qiero saber como será o futuro com 2 Ciclopes: o tiozão preso e o muleke magrelo e tímido vindo do passado. Arguén mi isprica como faizzzzz???? Quanto ao Capuz Vermelho só tenho uma coisa dizer: Nessa imagem a irmã da Estelar tá montada na Sata Pezzini. Inveja alheia da Witchblade?!?!?!?

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  6. É interessante ter essa visão retrospectiva dos eventos, ainda mais levando em consideração a já citada Surpreendentes X-men de Joss Whedon. Pois Ciclope é o líder não por ser o mais poderoso, inteligente ou mais bonzinho, mas sim porque ele assume o ônus da liderança, o encargo das escolhas, por mais difíceis que elas sejam.

    Ele faz o que acha ser certo, porem ser fiel a esse princípio, em teoria, é fácil, mas é na adversidade, quando testados, quando a coisa complica.

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  7. É uma pena Fabulosos X-men ter terminado, pois Gillen fez um trabalho muito competente, na edição aqui resenhada percebe-se que ele amarrou as pontas soltas e sem forçar a barra.

    Além disso a arte de Pacheco está linda, tornando a edição melhor ainda.

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  8. Sempre abominei esta prática recente da Marvel de zerar a numeração sempre de uma equipe nova de peso assume uma revista. É uma agressão ao verdadeiro colecionador e um afago imoral nos leitores de ocasião. Ao mesmo tempo é difícil imaginar alguém super entusiasmado por começar uma coleção a partir do #437. Mas continuo achando zerar a numeração a cada rodízio de equipe critiva um exagero. Agora falando de fato sobre X-Men, acho que vc, Venerável Victor, tem a capacidade de deixar as resenhas do título mutante melhor do que o próprio gibi e por conta disso vou dar uma lida nos 20 números deste volume ( coisa que ñ faço desde a fase Joss Whedon).
    Acompanho Capuz Vermelho e Os Fora da Lei na revista A Sombra de Batman e acho um título totalmente deslocado e tresloucado… Até hoje não me disse a que veio. Fora que a atual encarnação do Roy Harper é de me dar ódio da editora. Jason eu sempre achei um mala e só curti mesmo a Estelar ( todos falam mal, mas eu gostei da menina aliénigena que não tá nem aí pra moral humana… e por que estarai mesmo?).

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  9. Como voce mesmo disse, e triste ver Gillen saindo de Uncanny X-men. Ate porque, Bendis, o futuro escritor de All New X-Men, nao tem um bom historico se tratando dos mutunas. Alem do mais, era reconfortante ter um refugio dos mutantes em uma Marvel tao “Vingadorizada” (foi assim que voce chamou?!). Pra mim, a melhor parte dessa numero foi ver Sinistro…..

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  10. O meu problema é que não to acompanhando nenhuma dessas duas revistas, não consegui ler nada do Vingadores VS X-men, e o Capuz nunca me agradou, so gostei mesmo do Jason Todd qndo ele era Robin, e não gosto de ver o Roy do jeito que esta sendo feito nessa revista, a Kory piorou muito, mas o Texto esta ótimo Vic!

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  11. Eu sempre soube que ele estava certo, mas vamos entender que os Vingadores não podiam ficar de braços cruzados no início e não fazerem nada, porém, depois que os X-men começaram a modificar o mundo para melhor, achei que Os Maiores Heróis da Terra exageraram na arrogância… CICLOPS WAS RIGHT AND… MAKE MINE MARVEL !!!

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