Quadrinhos que me fizeram feliz & “Nostalgia”: Boa ou ruim para a Indústria???

Por Venerável Victor  “Vingador Macaco”  Vaughan

Nesses anos de ávido consumido da nona arte, uma coisa sobre a qual cada vez mais aprendo lendo quadrinhos, especialmente sobre seus fãs, é a nostalgia. Aparentemente, uma vez que um escritor(a) consegue entrar para a indústria, ele(a) irá escrever sobre personagens que cresceu lendo. Alguns leitores parecem achar que isso não é algo bom, enquanto outros clamam pela volta dos “bons velhos tempos”- o que quer que isso seja.

Os fãs que defendem a anti-nostalgia nos quadrinhos, acreditam que ela estagna a indústria como um todo. Talvez eles questionem como algo pode progredir enquanto se passa o tempo todo olhando para o passado. Ao mesmo tempo em que os que defendem a pró-nostalgia gritam e bradam por cada vez mais menções e citações sobre fatos e acontecimentos do passado de seus personagens preferidos nas histórias atuais..

Tudo isso acaba provocando toda forma de conflitos nas duas “facções” de leitores. Como se decide qual “era” ou “fase” é a que merece ser homenageada na atual linha de tempo? Como se espera que um novo leitor leia uma história que não é original e é carregada de conceitos e referências cronológicas sem ficar perdido ou chateado com isso? Bom, eu não quero realmente responder essas ‘questões”, apenas levantá-las aqui. Pelo fato de que muitos desses personagens – por nós tão amados – estarem na ativa há mais de meio século, e centenas de boas histórias terem sido escritas nesse tempo todo sobre eles, se tem tanto material para escolher quando se trata de achar a “era ideal” para se recriar ou aproveitar elementos. E justamente porque todos nós fãs temos diferentes gostos, quem é o mais indicado para dizer qual delas é a melhor para ser oficial para um determinado personagem?

A indústria pode se guiar por números e identificar o que vende bem e o que é popular. No que no meu entender foi essa a motivação por trás do lançamento, por exemplo, de “Liga da Justiça, Geração Perdida”, afinal é notório o que essa fase desses personagens significa emocionalmente para um número expressivo de fãs, e isso foi determinante para ainda vigorar na atual cronologia. É tudo, no fim, uma questão de dinheiro e vendas e não emoção, lógico. A nostalgia não é o problema em si.

Por esse mesmo motivo, uma revista como Gladiador Dourado se manteve durante anos sendo produzida, não porque o personagem seja realmente expressivo para o universo de heróis da editora, mas pela temática de suas histórias resgatar em cada edição – já que ele é em essência um viajante do tempo  – uma “era” ou boa fase particular de um ou mais personagens do universo DC para cada tipo de leitor. Isso agradava a cada mês umdeterminado número expressivo de fãs, então eu acredito, que em determinadas doses e bem arquitetada, um pouco de nostalgia aqui e ali é bom para todos nós. Faz com que fiquemos felizes lendo quadrinhos e com que a indústria seja feliz vendendo eles. O que realmente me preocupa é… por que nossa geração de jovens adultos se tornou repentinamente tão nostálgica? Esta não seria realmente a grande preocupação?

Quadrinhos que me fizeram feliz  (parte 1)

5 – Wally West se torna o Flash (Crise nas Infinitas Terras 12, 1985)

Eu era um lobisomen juvenil na época do fim dos anos oitenta e tendo em mãos a última edição da maior maxissérie de todos os tempos, Crise nas Infinitas Terras da dupla genial Marv Wolfman e George Perez. Estava empolgadíssimo descobrindo aquele universo maravilhoso de heróis e numa das últimas páginas da revista, eu ainda um leitor recente de quadrinhos, pude descobrir o real significado da palavra “tradição”  e fiquei arrepiado ao ver Wally West, o jovem herói que eu acompanhava nas história dos Novos Titãs anteriormente, assumir a identidade heróica de seu mentor Barry allen, após sua morte, fato até então não utilizado à exaustao pelos roteiristas e que sedimentava a principal característica da editora DC, um universo de LEGADO. Nunca mais consegui me livrar desse vício.

4 – O casamento de Ciclope e Jean Grey (X-men 30, 1994)

Tenho que admitir que essa edição de X-men espantosamente escrita por Fabian Nicieza e lindamente desenhada pelo mestre Andy Kubert, para mim , uma das mais lindas, assim como a anterior escrita por Scott Lobdell que mostra a morte de Illyana, fez um Venerável adolescente após o fim da leitura, fechar a revista com lágrimas nos olhos de felicidade. Afinal, esse foi um dos raros momentos em que ficou evidente o quanto todo o trabalho e dedicação de Xavier por seus alunos foi válido.

O casamento de Scott Summers e Jean Grey é narrado por um  contemplativo Professor X – e quem melhor para isso do que o cara que para eles é como um pai – enquanto transita pela mansão X, observando os preparativos da cerimônia e ponderando sobre todo o bem à equipe que esse casamento trará. A festa em seguida é repleta de humor e lindos diálogos, com destaque para a presença de praticamento todas as equipes mutantes da época na cerimônia, uma Rachel Grey emocionado ao ver seus pais finalmente cumprindo o destino que culminará no seu nascimento futuro e para uma primeira dança entre Jean e um Charles Xavier visivelmente envergonhado e no fim o diálogo entre Scott e o Professor X, onde este diz que o ama.

3 –  Hércules senta o cassete e estraçalha o Thor clone (Guerra Civil 7, 2006)

Ninguém pode dizer que o Hércules da Marvel é o mais cerebral dos heróis da Casa das Idéias, quando não está procurando uma boa briga, normalmente ele persegue mulheres gostosas e saboreia suas cervejas estupidamente geladas. Mas é um dos meus vingadores preferidos.

Que raiva que eu estava na época dos idiotas Reed Richards e Tony Stark, visivelmente eu apoiava o lado “contra registro ” do Capitão América e vibrava com cada pequena vitória que ele conseguia ou cada novo herói que melhor refletia e ingressava nas fileiras de sua resistência.

Não satisfeitos por contarem com a metade mais poderosa do conflito, Stark e Richards me maculam a memória do – até então na época  – falecido Deus do Trovão e me criam um clone do Thor! Meio clone…meio ciborg mas que dispunha de todos seus poderes e nenhuma restrição ou caráter como o original. Ambos pensavam que o tinham sob controle e que ele seria o ás na manga perfeito em sua disputa ideológica fascista.

Mas na edição 4 da história de Mark Millar, o clone sai de controle e assassina o Golias, herói aliado do Capitão América, numa das cenas mais inesperadas de toda saga. No entanto, na edição 7 e final, o Leão do Olimpo, nosso bom e cachaceiro Hércules, um dos pesos pesados de bom coração mais desvalorizado da Marvel lava a alma de leitores revoltados como eu e destroça de forma épica o brinquedinho de Stark, deixando o alcólotra bilionário e todos os presentes perplexos e virando a maré da batalha a favor dos heróis que lutavam por liberdade. Eu quase tive um orgasmo com essa cena!

2 –  O duelo definitivo do bem contra o mal (Crise Final 6, 2009)

Em Crise Final o Mal venceu, houve uma guerra nos céus – que ninguém viu – entre os Novos Deuses de Nova Gênese e os de Apokolips, Darkseid  triunfou, apesar de  pagar um preço muito alto e reencarnar na Terra, criando uma singularidade que corrompia toda vida inteligente no universo. Finalmente com o conhecimento da sua preciosa “Equação Antivida” ele escraviza todo o planeta e um resoluto Batman, quebrando seu juramento de nunca usar uma arma de fogo, parte para um duelo final e enfrenta o maligno Novo Deus, desferindo um tiro quase fatal e sendo ao mesmo tempo atingido pela extensão máxima dos poderes de Darkseid, a Sanção Ômega, que significa: “a morte que é vida”.

Vemos Batman ser desintegrado e para a maioria dos leitores ali era o fim do Homem Morcego. Mas para quem conhece um pouco da obra do “rei” Jack Kirby, sabe que o efeito do ataque é sentenciar a vítima do a reencarnar infinitamente, morrendo diversas vezes de forma dolorosa. E no painel final da última Crise, somos brindados com uma das imagens mais impactantes da história das quadrinhos. Eu “curti”, Grant Morrison!!!

1 – O Vingador Fantasma ganha uma origem…e outra, e outra e mais uma. (Origens Secretas #10 aqui no Brasil: minissérie Lendas, 1986)

Eu acho que a origem é grande parte do potencial de sucesso ou fracasso de um personagem. Mesmo as pessoas comuns que não leem quadrinhos pelas ruas sabem que os pais de Bruce Wayne foram assassinados e que o Super-homem foi mandado ainda bebê para a terra vindo do destruído planeta krypton. Mas como é que você pode trabalhar a origem de um personagem cuja essência está em sua origem ser misteriosa?

Bom, eu um raro momento de luz na mente dos criadores da indústria de quadrinhos em que eles fizeram a coisa certa e não violaram os fundamentos de um fantástico personagem via retcon, a DC comics presenteou seus leitores com uma  história de múltipla escolha sobre a origem do Vingador Fantasma e com essa sacada genial, mantendo intacto todo o mistério do herói criado nos anos 50 por John Broome e Carmine Infantino.

Quatro diferentes origens foram apresentadas nessa edição (aqui no Brasil saiu na extinta revista Novos Titãs da Abril) dando à você o direito de escolher para si uma como a verdadeira. Ou você poderia subverter a sua própria lógica cartesiana e aceitar as quatro como oficiais, a escolha, seja ela qual for, depende apenas da sua interpretação pessoal do personagens.

Até onde eu sei e conheço esse foi o único momento em que um personagem teve multiplas origens apresentadas. Esse foi um recurso único usado na técnica de se contar uma história e totalmente compatível com o Vingador Fantasma.

Na primeira história, de Mike W. Barr e Jim Aparo, ele é uma pai amoro chamado Isaac, cuja mulher e filho foram mortos, quando o rei Herodes mandou assassinar todos os primogênitos de israel, numa tentativa de  destruir o Messias. Isaac anos depois comete um ato de vingança contra Jesus, que o condena  à imortalidade, tornando-o um judeu errante, tudo isso é narrado pelo Vingador à um padre nos dias atuais. Ao fim da história ele ouve a voz de Deus que conta ao Vingador Fantasma que ele já aprendeu sua lição e está livre da maldição. Mas ele pede para ficar um pouco mais na Terra, ajudando o mundo.

Na segunda história, feita por Paul Levitz e  Jose Luis Garcia Lopez, o único homem de bem que vive na cidade de Sodoma: Joshua,  é visitado por um anjo que o avisa para abandonar a cidade, pois está será destruída até o último homem, mulher e criança, apenas ele será poupado. Joshua ordena que todos na cidade sejam poupados junto com ele ou ele ficaria para sofrer com seu povo. O anjo nega a ordem e em contrapartida declara que ele irá viver para sempre, porém para sempre à parte dos mesmos humanos que escolheu viver junto. Ele será uma força para o bem e para a justiça, porém sempre um estranho (seu nome: Phanton Stranger no original em inglês)

A terceira origem, agora de Dan Mishkin e Ernie Colon, quebra totalmente esse ciclo de argumentos bíblicos e apresenta uma história scy-fy para o Vingador fantasma. Aqui ele é um pesquisador que trabalha num projeto para visualizar o Big Bang e canalizar uma mínima partícula de energia no intuito de salvar seu universo morimbundo no presente. o Vingador aparece para ele e o avisa que essa atitude ao invés de salvar seu universo só antecipará sua destruição. Então sem muita alternativa ele atravessa o buraco de minhoca que seus aparelhos criaram, se sacrificando para se tornar um ser de pura energia, imortal, esperando o momento em que a vida novamente surja na Terra.

A última história foi escrita por Alan Moore e Joe Orlando, voltando aos temas bíblicos, Moore apresenta o Vingador como um anjo que no passado decide não tomar partido durante a rebelião de Lúcifer contra o exército de anjos leais à Deus e fica esperando qual lado vencerá à disputa. Quando a guerra acaba , por sua neutralidade ele é expulso do Céu e buscando asilo no Inferno com seus camaradas caídos… olhem só o que acontece! Detalhe que essa é a única história onde o Vingador aparece com seus tradicionais cabelos brancos, sua marca registrada.

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52 comentários sobre “Quadrinhos que me fizeram feliz & “Nostalgia”: Boa ou ruim para a Indústria???

  1. otimo texto como sempre. No minha pequena opinião não importa se é ou não nolstálgico e sim se foi bem escrito e desenhado. Falando serio do final da década de 90 e dentre o século XXI vimos cada coisinha ser lançada.

    Que grandes escolhas fez dos quadrinhos.

    não sei pq mas nesta primeira ocasião acho que colocaria (isso é gosto) o miracleman.

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  2. Não sou nostálgico, mas sou a favor das boas hqs. Admito que, ultimamente, é melhor olhar pra trás, porque o que se antevê não parece ser coisa boa. Na maior parte do tempo, é só sensacionalismo e pouco bom senso.

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  3. Eu sou um anti-nostálgico convicto e acredito que a nostalgia faça muito mal pra indústria. Não só a nostalgia, mas esse pensamento do escritor querer escrever sobre o que gosta, sobre personagens que gosta e no caso de alguns até se apaixonar por um personagem e sempre tentar forçá-lo como o fodão, o que faz tudo e pode tudo e está em todas. O escritor tem sempre que pensar que não escreve pra ele, e sim para um grande público, e que deve buscar sempre fazer o melhor possível respeitando o leitor e o material que tem em mãos. E o melhor posível nem sempre é o gosto pessoal do escritor.
    Tem personagens que eu gosto e que adoraria escrever, mas não os escreveria pra mim, eu tentaria contar boas histórias para os leitores e para os personagens porque ambos merecem e porque os personagens permitem, e isso é algo que todo roteirista deveria ter em mente.

    Não devemos jamais parar de olhar para o passado e respeitá-lo, coisa que muitos roteiristas infelizmente não fazem, mas não podemos nos prender demais a ele. Mesmo reverenciar o passado não deve se confundir com tentar imitá-lo e repeti-lo. Roteiristas não devem querer apenas repetir as mesmas fórmulas e não devem temer progredir, matar personagens ou solucionar problemas que duram décadas. Como eu sempre digo, quando falta uma resposta para uma pergunta na ficção podemos inventar essa resposta, e quando todas as perguntas de um universo, de uma HQ, são resolvidas, podemos inventar novas perguntas e novas respostas. Acabou um mistério? Cria-se outro.

    Quanto à nostalgia dos leitores, americanos falam muito dos “nostalgia goggles”, os óculos da nostalgia, que com suas lentes rosadas nos fazem ver coisas não tão boas ou simplesmente lixo como algo bom pois temos carinho por aquilo por um dia termos gostado daquilo. Eu diria que óculos não é o melhor termo pra nostalgia, é algo mais como uma catarata, que nos turva o julgamento.
    Eu sempre uso de exemplo máximo da cegueira nostálgica Cavaleiros do Zodíaco. Eu amava esse desenho, mas é lixo. É lixo e não consigo entender como alguém com mais de 14 anos consegue gostar daquilo que não é mais que o Restart vestindo fantasias de escola de samba e repetindo exaustivamente frases sem sentido num enredo sem sentido. Eu amava, mas cresci, revi sem os ditos óculos da nostalgia e vi que é puro lixo, seja em desenho ou em quadrinho. Não tem qualquer mérito e eu não tenho reverência ou carinho pelo que não presta.

    Quanto a uma lista de quadrinhos que me causaram felicidade… aí já é algo beeem extenso. Esse comentário mesmo já foi quase um minipost.

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  4. Acho que deve existir sobretudo respeito pelo que de bom se fez no passado, mas sempre com os olhos postos no futuro!
    Podemos aprender bastante com os erros passados, e não voltar a repetir.
    Uma coisa que eu detesto é quando um autor pega numa personagem com muita história e não tem respeito pela cronologia, nem pela personalidade da personagem, ao fim e ao cabo acabando por criar uma personagem nova, com as “roupas” de outro…
    Falando de momentos, acho que alguns bem marcantes foram bem referenciados no teu texto, na Crise das Terras Infinitas houve dois que eu adorei, as duas mortes: Flash e Supergirl. Foram, dois momentos muito fortes!
    Mais recentemente o João Roberto fez menção a um, da Caiera! Muito bom também…
    Não me consigo esquecer daquele horrível arco em que Hal Jordan vai para cima dos Guardiões e dá conta de todos os GL’s que lhe aparecem à frente, sendo a imagem forte aquele dele com ar de louco mostrando os dedos das duas mãos cheios de anéis verdes!
    Assim como Rebirth! A volta em grande do meu herói preferido, e dando logo um soco no “trombil” do Batman!
    Respeito pela nostalgia, acho que é a chave!
    🙂

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  5. Texto muito bom meu amigo.

    O momento em que Hercules arrebenta a fuça do clone do Thor foi grandioso.

    Particularmente gosto de momento que depois que Caiera morreu o chora dizendo que quer ela de volta.

    Gosto muito do momento em que o Murdoc volta a ser o Demolidor no arco a queda de murdoc.

    E gosto do momento em que Colossus levou uma surra do Fanático num bar logo depois das Guerras Secretas.

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  6. Ótima cenas de impactos. Mas quer saber a minha??? (se não quiser vou escrever mesmo assim!!! rs)
    1- Em uma história que não me lembro a revista, o Coisa pisando na cabeça do Doutor Destino e esmagando o maldito! (os Vaughan pira!!!)
    2- Em o Dia mais Claro, o Homem Elástico e Sue Dibny matando os Gaviões no momento de amor e felicidade deles.
    3- O Blob comendo (literalmente) o corpo da Vespa em Ultimatum.
    4- Magneto tirando o adamantium do corpo do Wolverine! Em X-men.
    5 – O Mercenário empalando a Elektra , na passagem do Frank Miller e depois ela viva no fim da saga….

    Quatro Marvel momentos e UM DC… MAKE MINE MARVEL!!!!!

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  7. Excelente texto e ótima lista. A questão da vantagem ou não da nostalgia para a indústria é realmente delicada. Mas, como fã, não há como não se emocionar ao relembrar alguns grandes momentos de nossos heróis favoritos! Correndo o risco de parecer redundante com o que já listaram por aqui, os momentos mais marcantes para mim são a criação dos Titãs e traição da Terra, ‘morte’ do Batman e posterior fase de Batman do Dick Grayson, Crise nas Infinitas Terras, Terra de Ninguém e Reino do Amanhã.

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  8. Hqs que mais me marcaram sao dificeis mas de longe acho que serei o mais saudosista e o mais Byneano (rsrsrsrsr):
    5º – Camelot 3000 (argumento e desenhos magistrais na melhor historia sobre Rei Arthur que ja vi);
    4º – O Menino que Colecionava Homem Aranha (sutil sem ser piegas um classico do aracnideo);
    3º – Superman de John Byrne (Byrne remodelou o azulao da DC com classe, limpou ideias idiotas, super beijo etc, e quase o transformou num personagem da Marvel);
    2º – X-men de John Byrne (mais especificamente GHM 07, um dos unicos formatinhos que ainda guardo)
    1º – Quarteto Fantastico de John BYrne TODA A FASE, sem duvida nenhum artista fez tanta coisa bacana em um grupo , historias ainda atuais. Magnifica!!!!!

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  9. Lista excelente, até fiquei imaginando como seria minha lista…
    Adorava o fato do Vingador Fantasma ter várias origens, nenhuma delas era a oficial e todas eram válidas, adoro coisas que não fazem muito sentido (ou que não precisam fazer muito sentido).

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  10. Ótimo texto. Acho que as hq’s que mais me marcaram, sem ordem de importância, foram:
    – BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS ( a interpretação “realista” do Miller é marcante, de um certo modo mais pelo estilo narrativo do que qualquer outros dos motivos marcantes que essa revista possui);
    – A MORTE DE ROBIN (uma das primeiras história que li na vida, a cena em que o Batman encontra o cadáver do Jason Todd é muito tocante. Eu não consigo ler ser ficar vários segundos parado, olhando cada quadrinho, e imaginando como seria aquilo se fosse real, uma pessoa tocando o corpo do morto, até cair na realidade que ele morreu. Sinistro);
    – BATMAN #1 – A QUEDA DO MORCEGO (porque foi quando eu comecei a colecionar super heróis. Ou melhor, o Batman, pois eu raramente lia outro personagem);
    – Vertigo #1, da Abril (A história do Hellblazer me chocou. A temática, os palavrões, o “realismo” ao mostrar um personagem mais próximo de um ser humano “comum”, foi o estopim que me fez, anos depois, abandonar o mundo dos heróis, e começar a ir atrás de hq’s adultas, alternativas, e coisas inusitadas);
    – RÊ BORDOSA, A MORTE DA PORRALOCA (Meu 1º Angeli, e, assim como Vertigo, foi onde descobri outro estilo de hq).

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  11. Ótimo texto! A morte do Flash em Crise nas Infinitas Terras é bem interessante, pois não havia ninguém ali, para ver o herói dar a sua vida para salvar os mundos, acreditavam que ele já estava morto!
    Outro fato legal acontece em Desafio Infinito, quando inesperadamente Thanos perde o seu poder infinito de forma inacreditável!
    Lembrei também de um momento nas hqs não muito antigo, ocorreu em Ponto de Ignição, na última edição, quando o Flash volta a sua realidade e entrega a carta escrita pelo pai de Bruce ao próprio Bruce, é bem legal!

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  12. Show de bola essa reflexão levantada por ti! E ao menos para uma de suas indagações eu tenho a resposta: “quem é o mais indicado para dizer qual delas é a melhor para ser oficial para um determinado personagem?” EU. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Brincadeira!
    Meu top 5 ( que poderia mudar se eu pensando mais tempo) é:
    – Crise de Identidade
    – Cavaleiro das Trevas
    – Superman – Fase John Byrne
    – Guerras Secretas
    – Reino do Amanhã

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  13. Seria legal se todos postassem seu top 5, também, ótimas histórias amigo sempre boas lembranças, mas a nostalgias para os oldbadboys como nós faz bem, mas vejo os meninos de hj com nostalgia também, sendo que não vivenciaram, tudo é questão de época, e o que viviamos nos momentos, é o que faz com que tenhamos boas lembranças, mas a geração de hj precisa conhecer como eram os velhos tempos para ver o passado de nossos personagens preferidos, apesar de hoje minha editora preferida (não vou citar nomes)está só acertando com as novas publicações, Meu top 5:
    5-Batman cavaleiro das trevas:
    4-Guerras asgardianas:
    3-Crise nas infinitas terras:
    2-A saga do clone (Homem-Aranha):
    1-O contrato de judas.

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  14. Boa lista Venerável!
    Se eu fizesse uma lista de quadrinhos que ME fizeram feliz, nela eu certamente incluiria as seguintes (mas não somente as seguintes):
    Batman – A Espada de Azrael
    Foi uma das primeiras HQs da DC que eu li. Detalhe: eu só fui comprar e ler a segunda parte anos depois ter ganho a primeira de presente. Eu era criança e não entendi a estória da primeira vez que li, mas a reli inúmeras vezes. O roteiro de Dennis O’neil é genial e arte está à altura. A estória é apresentada numa linguagem visual cinematográfica, que, somada a um roteiro àgil, confere à trama o ritmo de um bom filme de ação. As páginas que mostram o perturbado delírio de Jean-Paul quando hipnotizado me impressionaram muito na primeira vez que li.
    Primeiras estórias do Kyle Rayner como Lanterna Verde
    Kyle Rayner não é o personagem mais querido, nem Ron Marz o roteirista mais talentoso, mas eu sempre gostei de estórias narradas em primeira pessoa. E, talvez por ser desenhista, o Kyle é o Lanterna mais imaginativo na elaboração de seus construtos – aspecto que, infelizmente, nem sempre foi lembrado por outros criadores que trabalharam com o personagem. Numa época em que ninguém que eu conhecia já tivesse ouvido falar do Lanterna Verde (qualquer que fosse ele), Kyle era meu personagem favorito.

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  15. E assim um ano atrás estávamos revirando o baú. Ainda bem que esse tema é recorrente, pois a cisma do novo não deve ser condenada. Quando ele faz reverência, respeita e ressalta o que já veio. Isso me fez lembrar da loucura que fiz neste fim de semana. Durante a Fest Comix adquiri 4 encadernados da fase inicial da JSA. Quer mais saudação aos grandes mestres e lendas do que este material?

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  16. De fato é uma discussão acirrada:Nostalgia ou anti-nostalgia?!Acredito que um meio-termo deva ser criado(por mais dificil que seja)!Adorei as escolhas dos Quadrinhos que lhe fizeram feliz!Fizeram a mim também!E a MUITOS outros!Vou fingir que não li você me chamar de idiota…um abraço!

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  17. Excelente texto. Pretendo comentar sobre ele mais tarde, mas gostei da inclusão da história do Fabian Nicieza. Sei que essa fase dos X-men não é lá muito popular para muitos, mas é uma fase que eu achava muito interessante.

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  18. Ótimo texto e claro, abordando um tema que é mais do que a cara de todos aqui, né? E por falar em nostalgia ligada aos quadrinhos, não pude deixar de lembrar, da coleção que meu pai tinha, das revistinhas do Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey que tanto me alegraram qdo eu era uma fedelhinha de pouco mais de 4 anos…
    Ainda lembro da minha sensação de missão cumprida ao ver toda minha sala redecorada com papel de parede a lá Disney e tbm me lembro de como doeu as chineladas que levei qdo meu pai descobriu o que eu tinha feito com todas as revistinhas…

    Bons tempos…

    =)

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    1. Corrigindo meu assassinato da gramática:

      … me lembro de como doeram as chineladas que levei qdo meu pai descobriu o que eu tinha feito com todas as revistinhas…

      Sorry 😉

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  19. Momentos históricos que não esquecerei nunca mais:
    X-Men / Novos Titãs (Uns 25 anos antes de Vingadores e Liga da Justiça) Fenonemal!!!!
    Camelot 3000 (Sem palavras até hoje prá expressar o que era aquilo tudo!!!)
    Crise nas Infinitas Terras
    O primeiro ano da Tropa Alfa (começou e terminou como deveria, depois daquilo não precisava de mais nada….. e eu não entendia naquela época!!!).
    X-Men de Grant Morrison (Morrison é Morrison, e o resto é resto!!!!)
    Vingadores / Liga da Justiça (com o Pérez)

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  20. Matéria perfeita!

    Meus top 5 Nostalgia não entraram na tua lista, mas é impossível ler não querer fazer uma:

    1) Saga Intera da Era do Apocalipse – Chorei em algumas edições!

    2) Magneto passa a liderar os X-Men e os novos Mutantes (arco de Asgard) – Xavier vai para o Império Shiar e deixa o Magneto como lider de todos os X.

    3) Obviamente, como X- Maníaca, também coloco na lista A quedos dos Mutantes. Perfeito.

    4) As edições de Mandrake em português que li quando criança (pertencentes aos meus primos).

    5) Ron, que já foi debatido aqui.

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  21. SAUDADE – Quando o coração revive um sentimento do passado e lamenta o tanto de tempo que o afasta da experiência original.

    NOSTALGIA – Quando o coração pensa que o passado era melhor do que o presente, e perde tempo lamentando não estar lá, ao invés daqui.

    Quando a primeira

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  22. Excelente Victor “Gorila”! Matéria muito boa, fez algumas lágrimas escorrerem aqui e olha que sou um “novato” em questão de quadrinhos. Não apenas esse momento do Wally, mas como quase todos na Crise me fazem chorar ou sorrir. Pensei que fui o único a “gostar” da “morte” do Batman

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  23. As mudanças todas do Wally West foram a melhor fase da DC em relação ao Flash. A Crise original, onde havia o Joel Ciclone (conhecido como Flash Original da Terra Paralela), Barry Allen como Flash da Terra Ativa e o Kid Flash (Wally, que durante a crise já havia abandonado a carreira de herói depois que salvar a Ravena na segunda batalha de Trigon – quando todos souberam do seu problema cardíaco). Ele foi perdendo os poderes (a série dele ficando ganhando na loteria, depois perdendo dinheiro e fazendo para serviços de “SEDEX” para bancar seu metabolismo até a epifania de reencontrar o porque era um herói, recuperando a super-velocidade.

    Damn it, eu era muito fã dos Novos Titãs, até o George Perez sair e resolverem colocar que o Gnu era o Jericó e ele falava e tudo mais. Foi assim que parei de ler os Titãs…

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  24. nostalgia: fênix negra, queda de murdock, magneto retira o adamantium de wolverine, tropa alfa, guerras secretas…
    anti-nostalgia: saga do clone do homem aranha.

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  25. Minha nostalgia heróica começa nos primórdios do Xou da Xuxa quando senti a paixão avassaladora pelos Super Amigos a partir de então fui para os quadrinhos tentando encontrar meu supergrupo… E quanta diferença! Mas ao poucos fui adaptando, conhecendo, e ficando loucamente apaixonado pela DC.
    Uma história que nem é tão conhecida e que pra mim é linda e dentro da própria há muita nostalgia é Bravo e o Audaz com a Mulher Maravilha, Zatanna e a Batgirl. Onde a Zatanna prevendo o fim da Batgirl , junto com Diana, leva a Bárbara para uma noitada…
    A morte da Supergirl em Crise nas Infinitas Terras.
    O surgimento dos novos Titãs e a traição de Terra…
    São tantas histórias das quais eu sinto “saudade”…

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