OS NOVOS DEUSES de JACK KIRBY – “Se os deuses caminhassem entre nós… ”

“… mas os deuses estão sempre por perto… uma fração da vida dos humanos! Reflexos gigantes do bem e do mal que os homens geram dentro de si próprios…”

Continuando a análise dos “Novos Deuses”, de 1971, escrita, desenhada e editada por Jack Kirby, com arte-final de Mike Royer.

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história.

New Gods # 9: INSETO

“Interessante! Há algo nesta face feroz e desfigurada diferente de tudo que jamais vi ou relatei em minhas histórias! O monstro adormecido… o coração enfurecido… um invólucro de fogo que consome até mesmo o amor”! –  Eve Donner

Os Novos Deuses de Nova Gênesis residem na “Supercidade”, uma descomunal estrutura que plana pelos céus do planeta. Ao contrário de Apokolips que arrasou seu próprio mundo, destruindo praticamente toda a sua fauna e flora, Nova Gênesis mantém intocado o seu Meio Ambiente, e raramente os deuses tocam o solo.

Mas um mundo em guerra não consegue se manter totalmente alheio as intervenções de seus opositores. Em determinado momento, Nova Gênesis sofreu um ataque bacteriológico, espalhando microvidas tóxicas como agentes de destruição de Apokolips. Mesmo após a vitória de Nova Gênesis contra essa ameaça, essa nova espécie de vida não foi eliminada… apenas se adaptou e transformou-se em outra coisa… assim nasceu o Povo Inseto, que vive escondido em colônias e sobrevivendo de saques aos tanques de alimentos dos deuses. São criaturas insectoides inteligentes que criaram sua própria civilização no “subúrbio” de Nova Gênesis. Eles não são vistos com bons olhos pelos deuses, que os desprezam, enxergando neles ainda o fruto do ataque de Apokolips. Não raro, os deuses entram em conflito com eles durante os saques de comida, normalmente causando a morte de muitos membros do Povo Inseto. Mas existe um soldado em especial que sempre consegue fugir da fúria dos deuses e levar alimento para seu povo… um jovem e destemido inseto conhecido como Forrageador.

Embora seja uma espécie de “general”, o Forrageador não tem nenhum respeito de seus semelhantes… na verdade o Povo Inseto não é mesmo muito do tipo sentimental… sua prioridade número um é a comida, e eles vivem sob regras cruéis e rituais extremamente bárbaros… eles são comandados pela “Viúva Rainha”, sua líder máxima, e pelo segundo em comando, um ser conhecido como “Primordial”, e que parece ser o único amigo do Forrageador em meio a esse ambiente tão hostil, e também o único a compartilhar seu grande segredo: debaixo da sua máscara, o Forrageador esconde um rosto humano, muito diferente de seus “irmãos” insetos.

Mas o Forrageador está prestes a perder seu amigo… um antigo ritual está sendo preparado, onde um velho como o Primordial deve ser sacrificado. Embora tente com todas as suas forças, ele não consegue deter a morte do amigo, que aceita seu destino, mas antes de partir, deixa um último conselho: “Procure Órion. Seu destino não é conosco. Procure Órion”.

Sentindo-se ofendida com a interferência do Forrageador no ritual, a Viúva Rainha ordena que ele seja executado também… mas o rapaz é rápido e esperto,  consegue se desvencilhar deles, até a chegada de Mantis… um inseto muito mais poderoso que os demais e dotado de poderes comparáveis aos dos deuses. O fim do Forrageador estaria certo, se no último momento ele não fosse abduzido por um misterioso Tubo de Explosão…

Enquanto a história desse novo personagem é contada, na Terra podemos encontrar Órion e Magtron, descansando na cobertura da dramaturga Eve Donner, que ficou surpresa com a chegada dos invasores, mas rapidamente se afeiçoou a eles, muito mais pelo gentil e delicado Magtron do que por Órion, que após descansar depois da batalha com Kalibak acorda repleto de ódio, quase destruindo a residência da mulher, gritando com toda a força de seus pulmões que onde quer que esteja, Darkseid vai sucumbir em suas mãos.

Órion e Magtron retornam ao apartamento de seu amigo Dave Lincoln, mas ao chegarem lá, se deparam com uma equipe da polícia do departamento de Dan Turpin, que lhes dá voz de prisão.

Não muito longe dali, o Tubo de Explosão que salvou o Forrageador o cospe na Terra… e a única certeza que ele tem, é que deve encontrar Órion!

Essa é uma história quase de teor social, mostrando o tempo todo os dois lados da moeda… e que mesmo no paradisíaco mundo de Nova Gênesis, nem tudo é perfeito. Os insetos são tratados como uma ralé sem nenhum valor, sofrendo preconceito dos deuses que simplesmente os consideram asquerosos… mas ao mesmo tempo em que nos é revelado o rosto humano e gentil do Forrageador, na Terra, Órion tinha um ataque de cólera, ainda com seus traços deformados, que são sua verdadeira forma.

Dois lados da mesma moeda.

Órion, em especial, é extremamente preconceituoso contra os insetos, e isso seria mostrado detalhadamente anos mais tarde na minissérie “Odisseia Cósmica” de Jim Starlin e Mike Mignola… uma história onde o Forrageador teve grande destaque e uma participação fundamental.

New Gods # 10: Terra… um mundo condenado!

Contorcendo-se em seu casulo cósmico na colônia dos insetos de Nova Gênesis, Mantis recarrega suas forças e prepara uma invasão em massa dos insetos à Terra… ele se dirige a uma multidão de insetos em polvorosa, com a promessa de poder e glória com a conquista da Terra e a soberania de Darkseid. Ele garante que todos receberão dons e poderes como os dele, e o grande Darkseid os presenteará com diversas regiões do planeta que eles poderão governar, fazendo os humanos de escravos e comida.

Com essa e outras mentiras, Mantis comanda seu exército via Tubo de Explosão.

O Forrageador já está na Terra… ele não sabe como chegou lá, mas mantém um propósito firme em mente: encontrar Órion. Embora a tarefa pareça ser quase impossível, ele tenta se manter esperançoso. Preso nesse planeta alienígena, sua primeira reação é encontrar abrigo e alimento, o que se mostra uma tarefa fácil para o “inseto” acostumado a roubar a comida dos deuses… ele rouba um armazém, mas é rapidamente perseguido pela polícia, que o obriga a se expor entre a multidão e os carros, numa fuga espetacular. Enfim, subindo pela lateral de um prédio como um verdadeiro inseto graças as suas botas adesivas, ele se esconde no topo de um arranha-céu, onde descansa e se alimenta. Mas a paz dura pouco, pois ele é logo avistado por um helicóptero da policia e capturado sem nenhum cuidado, com uma rede, sendo levado para a delegacia… a mesma onde Órion e Magtron encontram-se após terem sido presos na edição anterior…

Ao ver o Forrageador, Órion logo o identifica como um inseto, e mesmo o sempre agradável Magtron demonstra estar pouco a vontade na frente dele, mas o Forrageador não tem tempo a perder, ele retira sua máscara, revela sua faceta humana e alerta sobre o ataque de Mantis à Terra… no que parece ser um aviso tardio, pois as tropas de insetos já chegaram via Tubo de Explosão, e eles começam sua pilhagem, invadindo prédios e casas, tomando a cidade de assalto.

Mesmo sob o protesto dos policiais, os três deixam a delegacia e partem rumo ao centro do conflito, ou seja: Mantis. Órion entra em mais um glorioso combate, e descobre que Mantis possui um poder quase equivalente ao seu, o que o pega de surpresa. Somando isso ao exército de insetos, a balança fica desfavorável para o guerreiro. O Forrageador luta bravamente, mas é questão de tempo até que caia diante de tantos inimigos. Ao redor deles, as pessoas estão em pânico e o caos preenche as ruas. Em algum lugar, Darkseid está sorrindo. E quanto a Magtron? Ele simplesmente se retira da batalha.

Órion e Mantis são os protagonistas de mais uma batalha épica. Embora não admita, Órion ainda sente os ferimentos de sua luta com Kalibak, e ele também se encontra emocionalmente abalado pelo fato de sua verdadeira face ter sido revelado a Magtron, algo que o perturbou profundamente. Desde aquele dia, debaixo do capacete, é possível perceber que ele ainda não se deu ao trabalho de fazer sua Caixa Materna alterar suas feições, talvez por não se importar mais… ou talvez por não se achar digno.

Não tão longe dali, Magtron que sempre opta por uma solução não violenta aos seus conflitos, vai até um laboratório onde existe uma enorme antena transmissora. Ele explica rapidamente aos técnicos o que precisa fazer, e ninguém ousa contradizer o que ele pede. Sabendo que é praticamente impossível derrotar todo o exército de Mantis, ele ajusta seus poderes em perita harmonia com sua Caixa Materna, direcionando uma frequência sonora específica que é transmitida em larga escala pela antena. Essa frequência atinge em cheio todos os insetos, inclusive Mantis, com um poderoso estrondo sônico, que apesar de potente, só afeta os insetos. Eles caem e se contorcem de dor, como baratas em dia de dedetização. Sem outra escolha, eles abrem Tubos de Explosão que os retiram dali antes que seus cérebros explodam.

Apesar de ter sido criado na colônia, o Forrageador não é um inseto, pelo menos não fisicamente, portanto não é afetado. Magtron se junta a seus companheiros. Uma grande batalha foi vencida. Darkseid terá de refazer alguns de seus planos…

New Gods # 11: Darkseid e seus filhos!

A prisão de Kalibak pelos policiais terrestres não durou muito, como era de se esperar… apesar dele ter sido colocado em uma câmara de contenção futurista que consumia energia suficiente para abastecer uma cidade…  mesmo assim seria questão de tempo até que escapasse, mas seu período como detento foi encurtado pela ingenuidade do comissário Kiernan, responsável por ele. Ele propôs um acordo com Kalibak, soltando-o em troca dele conciliar um tratado de paz entre os líderes de Apokolips e Nova Gênesis. O monstro concordou, mas obviamente, Kalibak quebrou sua parte no trato no segundo seguinte em que se viu livre, abrindo um enorme buraco na parece e indo direto ao encontro de Órion para concretizar sua vingança.

O endereço do detetive Dave Lincoln já foi sinômino de tranquilidade, mas desde que ele foi resgatado de Apokolips por Órion e ofereceu sua casa como local de repouso para o guerreiro, ele nunca mais teve paz. Órion continua cada vez mais irritado e impaciente, sedento de sangue. Tem seguidos ataques de fúria, onde desconta toda sua frustração na mobília do apartamento, não podendo ser contido nem pelas palavras serenas de Magtron. Em um desses momentos, Claudia Shane, outra sobrevivente da abdução de Darkseid, chega no local informando sobre a fuga de Kalibak. Órion quer sair imediatamente para encontra-lo, mas Magtron, sempre sereno, apenas cruza as pernas no sofá, relaxa e diz: “Ele sabe que pode encontra-lo aqui no apartamento de Dave Lincoln. Então, por que simplesmente não esperamos calmamente por Kalibak”?

Oculto, mas ciente de tudo o que ocorre, Darkseid observa de seu posto avançado na Terra, e aguarda o desdobramento das ações de Kalibak e Órion para agir. Desaad diz não entender porque a possibilidade de Órion se ferir desperta a fúria de Darkseid, quase como se ele quisesse… protege-lo. Eles relembram de como Kalibak e Órion sempre lutaram, desde crianças… sempre ligados por um elo até hoje desconhecido por ambos.

O passado vem à tona, quando nos é revelado que antes de ser obrigado pela rainha Heggra a se casar com Tigra, Darkseid amou em segredo uma feiticeira chamada Suli. Mas Heggra tinha outros planos para seu filho, e já havia escolhido sua noiva perfeita. Suli deu à luz a criança que viria a se chamar Kalibak. Mas ela foi afastada à força de seu amado, para que ele fizesse o casamento arranjado por sua mãe. Dessa união involuntária com Tigra, Nasceu Órion… meio irmão de Kalibak.

Todas essas torturantes lembranças fazem Darkseid despejar uma fração do Efeito Ômega em Desaad… não para mata-lo… apenas para deixa-lo ciente de que ele sabe que foi ele que envenenou Suli, a mando da rainha.

Enquanto Darkseid remonta algumas peças de seu passado, Kalibak chega ao apartamento de Lincoln, e praticamente começa a demolir o prédio. Órion está ansioso pela batalha, mas Magtron intervém, já farto de ver seu amigo em batalha após batalha. Magtron ataca Kalibak, desafiando-o, e pelo “código de combate” dos guerreiros, Órion não pode interferir.

Magtron despeja seus poderes luminosos em intensidade máxima contra Kalibak, deixando-o apenas cambaleante. Numa segunda tentativa, Kalibak conta ataca, agarrando Magtron e espancando-o com uma violência com o qual o novo genesiano não está habituado. Embora tente se desvencilhar, rapidamente sente suas forças falhando, ficando à mercê de Kalibak que usa seus punhos como uma marreta contra Magtron, que recebe os poderosos golpes indefeso.

Em outro lugar, o veterano de guerra Willie Walker, desperta mais uma vez de seu coma, atendendo o chamado do Corredor Negro, que o convoca para uma missão cruel.

Um deus está prestes a morrer.

Tendo derrotado Magtron, e deixando-o à beira da morte, Kalibak está livre para ser desafiado por outro oponente, e Órion não perde tempo, avançado com sua conhecida fúria sobre ele. Mas Kalibak está diferente, muito mais forte do que antes, como se sua força tivesse sido ampliada centenas de vezes. Além disso, ele também adquiriu o dom de emitir destrutivas rajadas de energia. Órion, cego pelo ódio e pelo desejo de vingança pelo que Kalibak fez com Magtron, comete muitos erros… e se torna um alvo fácil para seu inimigo.

No calor da batalha, ele enxerga o coração negro de Darkseid nos olhos de Kalibak, e sabe que o  sangue que bombeia esse coração é o mesmo que corre em suas veias. Todas as peças se encaixam, e ele abandona a negação de algo que há tempos o assombra em seus pesadelos. Claro como o dia, eles agora sabem que são irmãos, filhos do deus do mal. E que apenas um está destinado a matar seu pai. Com esse pensamento vívido, Órion retira forças de lugares impossíveis até mesmo para um deus, e não se deixa abater, ainda que o poder de Kalibak cresça exponencialmente.

Darkseid observa a batalha de longe e sabe que algo está errado. Ele vai até Desaad, que utilizava um de seus aparelhos de tortura para se alimentar das emoções de Órion e Kalibak, ao mesmo tempo que ampliava o poder desse último.

Enfurecido pela ação de Desaad, e pesaroso pela eminente morte de Órion, Darkseid libera o Efeito Ômega sobre Desaad, decretando a ele a aniquilação total… depois disso, nada mais resta ao seu servo… nem vida nem morte… nenhum sinal de existência. Desaad nem ao menos tem tempo de gritar.

Com a morte de Desaad, o envio de poder extra para Kalibak é cortado, e mesmo estando à beira da morte, Órion investe com todas as suas forças contra ele, estilhaçando ossos em meio aos berros e juras de destruição. Os dois estão muito feridos, mas a luta segue em pé de igualdade… o primeiro que cometer um erro… o primeiro que hesitar, cairá. Ao longe, o Corredor Negro se aproxima, como uma sombra pronta a engalfinhar um deles. Órion nota sua presença, e sabe que se for a sua hora, cairá como um guerreiro honrado. O Corredor Negro desprende seu poder sobre ambos, e num segundo fatal, uma irresistível corrente de ar os atravessa, levando um deles, e desaparecendo em seguida.

No instante seguinte, Órion está só.

Um novo Órion. Consciente da razão de sua existência. Ele é o filho de Darkseid. E uma profecia deve se cumprir. Órion jura para si mesmo que da próxima vez que encontrar Darkseid… de um jeito ou de outro… a guerra finalmente irá acabar.

Os Novos Deuses por Steve Rude

Conforme explicado no encadernado lançado no Brasil pela Opera Graphica, a revista dos Novos Deuses foi cancelada no número 11, em 1972.

Depois disso, a DC publicou outras encarnações dos deuses, mas sem Jack Kirby, que só retornaria aos seus personagens em 1984 para finalizar a história. Essa última edição, escrita e desenhada pelo rei, fecha as pontas soltas e deixa o caminho livre para uma nova era de histórias para esses personagens.

A resenha dessa última história de Kirby para os Novos Deuses, você encontra aqui no Santuário, na próxima matéria. Nela, será possível entender como, em última análise, até os deuses podem morrer.

Leia a matéria anterior clicando AQUI!

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29 comentários sobre “OS NOVOS DEUSES de JACK KIRBY – “Se os deuses caminhassem entre nós… ”

  1. Orion de Jack Kirby é como um moderno Hamlet sempre em contradição, Kalibak é uma homenagem à Caliban da Tempestade de William Shakespeare. Na verdade toda a historia dos Novos Deuses me fascina. Darkseid (Uxas), Highfather (Izaya), Infinity-Man (Drax), Steppenwolf, Dessad, Kalibak, Orion e Mister Miracle (Scott Free) são os meus personagens favoritos desta mitologia.
    Darkseid.

    Um tirano, mas ainda assim um governante “amado” por seu povo, mas odiado pelo restante do universo.
    Simplesmente o maior, melhor e mais maligno vilão da DC, sempre esperando o momento certo de dar seu bote e a espreita até mesmo dos heróis considerados mais inúteis.

    Dessad

    Sádico. Torturador. Covarde. Gênio científico. Estas palavras descrevem perfeitamente ao traiçoeiro Dessad, o principal conselheiro, o primeiro ministro responsável por administra o dia-a-dia em Apokolips e talvez o único e verdadeiro amigo do Grande Darkseid. Depois de Darkseid e Kalibak, é o meu Novo Deus favorito de Apokolips.
    Steppenwolf,

    Um Novo Deus, o tio de Darkseid e o irmão mais novo da Rainha Mãe Heggra. Um ser obcecado pela emoção da caçada e o principal general de Apokolips.

    A feiticeira e cientista Suli era uma deusa bonita na qual Darkseid se apaixonou não por sua beleza, mas pela sua inteligência, visão de estado e inclinações pacíficas, isso foi a razão pela qual rejeitou a mulher escolhida por sua mãe (a Rainha Mãe Heggra) a bela, fútil e temperamental Tigra, a mãe de Orion.
    Kalibak é o segundo comando em Apokolips, o Novo Deus mais forte e fiel à Darkseid vive para servir, agradar e ser digno para o seu pai. Um membro indispensável para a elite do exército, As Forças Especiais de Apokolips. Ele pode não ser muito inteligente e cabeça dura, mas é leal e corajoso. Sua força física e habilidades de combate são quase idênticas à Orion, seu grande rival. A selvageria de Kalibak em combate não pôde ser acompanhado por qualquer ser no universo. Um personagem que eu gosto por ser um deus bastante humano.
    Não é um covarde como seu meio-irmão Grayven (É o filho mais novo e bastardo de Darkseid, dos filhos é aquele menos estima).
    Os filhos de Darkseid (Uxas) são Kalibak e Órion. Ambos são deuses da guerra e da violência.
    Kalibak representa o aspecto desenfreado da guerra e Órion representa o aspecto moderado com mais autocontrole da guerra.

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    1. Pablo, essas matérias têm sido deliciosas de fazer, e se estão bonitas, devo isso a colaboração de algumas pessoas, inclusive VOCÊ que nunca nos deixa na mão com a sua mágica tecnológica, que desde sempre vem erigindo os pilares deste Santuário como que guiado pela precisão de uma Caixa Materna…

      Opa, baixou alguma coisa de Kirby em mim….. rs

      Abraços!

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  2. Haja fôlego!!!!!!!!!! Numa tacada só prá digerir todo esse material, é muita covardia!!!! Semana passada vi esse material da Opera num preço até interessante, mas o problema é estar em p&b que tira um pouco do brilho, mas em contrapartida, estava uma pequena aparição do Metron na JSA (no encadernado Darkness Fall). É fichinha a a participação dele, mas pelo que o Extemporâneo consegue com a cadeira dele, dá uma visão do poder ali contido e de grande parte do legado que o Mestre deixou e que é usado muito bem por vários escritores até hoje. Ansioso pelo gran finale Rodrigo!!!!

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    1. Nilson, eu corri um risco de matar alguém do coração com tanta adrenalina… rsrs…devia ter colocado um aviso né? Agora é tarde… rsrs…bom, semana que vem teremos apenas uma história… mas é “A” história… o fim da era Kirby nos deuses…

      Até lá! Abraços!!

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  3. Garrit meu amigo, suas abordagens sobre os Novos deuses tem sido muito bem elaboradas, estou muito satisfeito podendo acompanhar os seus artigos,

    Parabéns.

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    1. João, eu fico muito feliz de saber, pra mim é um prazer enorme escrever esses artigos, amo os personagens… é ótimo saber que outras pessoas estão curtindo! Valeu mesmo, amigo!

      Abraços!

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  4. Caras, como eu queria ler esta obra encadernada e em cores!!!! Leio mais sobre ela do que realmente a li. Uma pena pois tudo aponta para uma obra extraordinária!!!!!!!!!!!!! Deu pra “ver” tudo nas palavras do Garrit. Valew!!!!!!!!!!

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    1. Eu também adoraria, uma vez que originalmente a obra foi publicada em cores, mas acabou saindo por aqui em preto e branco pela Opera Graphica. Quem sabe um dia a Panini se anima?

      Valeu amigo, abraços!

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      1. Do jeito que a Panini é, é perigoso a gente fazer pesquisa para ver quem compraria, fazer abaixo assinado em favor da publicação da obra e a Panini pura e simplesmente responder por meio dos editores: “Sem planos para o momento”.

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        1. Vi as edições (não vendidas separadamente diga-se de passagem, nesta comicshop) em p&b numa comicshop aqui da cidade mas o preço era impraticável.

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  5. Sou fã do Jack Kirby e Novos Deuses é a sua masterpiece. Mesmo tendo sido feita há décadas, não é datada para quem souber apreciá-la. E quem conhece o valor deste material deleita-se. Kirby mostra sua genialidade a começar pelo traço originalíssimo, que é o primeiro mérito da obra que deve ser destacado.
    Mas quando voltamos nossa atenção para os personagens e conceitos presentes na HQ é que a razão pela qual ele é (merecidamente) reverenciado como REI fica clara. De um misto de ciência e misticismo, emergem conceitos como tubo de explosão, caixa materna, Fonte, equação antivida, matriz da agonia, efeito ômega e tantos outros, que são prova inconteste de que Kirby não recebeu tão régia alcunha à toa.
    Tolkien e Kirby estão entre os geniais autores que foram mais capazes de provar que as noções maniqueístas de bem versus mal (representada pelo conflito Nova Gênese e Apokolips) podem sim render boas estórias.
    O drama de Órion, que é o nêmesis de seu próprio pai, deita raízes na mitologia grega, cujas histórias também abordavam com frequência temas como destino e paternidade – vide Édipo e Perseu. Os personagens arquetípicos – dos quais o corredor Negro é o melhor exemplo – também nos remetem às antigas mitologias. A mitologia do quarto mundo está à altura de qualquer delas, com a diferença que as mitologias dos povos são produções coletivas criadas ao longo de séculos, ao passo que Novos Deuses é resultado da prolificidade de um único homem.
    Diferente da mitologia grega, no entanto, em Novos Deuses existe magia, mas não determinismo. A história de Órion parece nos dizer que não é a herança genética que define quem somos, do mesmo modo que a de Scott Free diz que tampouco é o ambiente onde somos criados que o fará.

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    1. Perfeita a sua análise, não tem mais o que acrescentar. Eu costumo ter um pouco de resistência antes de classificar qualquer um que seja como “gênio”, mas no caso do Kirby, eu digo sem hesitação: era gênio mesmo!

      Abraços!

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    2. A Fonte previu ou profetizou que Darkseid seria morto num combate final por um dos seus filhos. Não disse qual deles. Pode ser Kalibak, Órion, Grayven e Scott Free.

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