OS NOVOS DEUSES de JACK KIRBY – Os ecos da catástrofe.

Fogo.
Carne carbonizada no calor da batalha. Dor e glória. Destino. Morte.
E Ressurreição.
Ressurreição no fogo.
A profecia estava certa. Esse é o fim da guerra. O fim da dor. O fim de tudo.
 

Continuando a análise da saga dos “Novos Deuses”, criados por Jack Kirby.

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história.

Mesmo após os cataclísmicos eventos da Graphic Novel “The Hunger Dogs”, onde Kirby apresenta sua visão sobre um possível final para os personagens, ainda haveriam algumas encarnações desses deuses, e o título “New Gods” alcançaria o seu quarto volume ao ser publicado nos anos 90, onde a partir do número 12 ganharia roteiro e desenhos de John Byrne, e arte final de Bob Wiacek, com capas de Walt Simonson. Essas histórias foram publicadas no Brasil pela Brainstore Editora em 2002 na revista”DC Millenium”.

E é deste ponto que nossa epopeia continua..

New Gods # 12: DEPOIS DA QUEDA

Capa de Walt Simonson

Em um bairro pobre da cidade de Nova York, o jovem Wes não parece nutrir muitas esperanças sobre si mesmo e o futuro. Cercado pela violência e a desigualdade social, ele chora todas as noites, sozinho em seu quarto, onde faz uma prece pedindo que as coisas mudem. Mas ele é interrompido pelo estrondo que acontece ao lado de seu prédio, em um beco deserto. Assustado, ele corre até a janela para ver o que houve, e embora ainda não saiba, através de caminhos tortos talvez suas preces sejam atendidas.

Wes encontra um amnésico Metron, totalmente desorientado, caído ao lado de uma arruinada Poltrona Mobius. O garoto acredita se tratar de um super-herói, e resolve ajuda-lo. Ele esconde a Poltrona debaixo de algumas caixas de papelão misturadas ao lixo, enquanto tenta descobrir mais sobre o homem misterioso. Então um portal se abre, e dele saem criaturas luminosas com a clara intenção de destruir o estranho visitante. Ele e Wes fogem, e o garoto se aproveita do fato de conhecer todas curvas de cada esquina daqueles becos, enquanto os seres aparentemente computadorizados só conseguem se mover em linha reta e em movimentos simétricos. Com isso eles conseguem despistar as criaturas, e Wes leva Metron até a casa de seu amigo Steve, onde eles fazem uma busca na internet para tentar descobrir quem é o misterioso fantasiado, que só tem algumas vagas lembranças de quem seja, mas gradativamente parece recuperar a memória. Mas eles não encontram nada sobre ele. Metron então retira um dispositivo de seu traje, que faz um upgrade instantâneo no computador de Steve… as luzes piscam, e quando se dão conta, todos estão em um ambiente de realidade virtual, onde os registros gravados no computador interno do traje de Metron começam a contar uma história…

No distante planeta de Nova Gênese, o Pai Celestial convoca com urgência os deuses para um pronunciamento alarmante. Órion e Magtron estão entre os convocados, e Wes e Steve, que assistem a tudo de camarote, os reconhecem de suas incursões anteriores à Terra.

Mas a constatação da tragédia fala mais alto que qualquer discurso do Pai Celestial… o planeta Apokolips inteiro está se movendo, colocando-se na órbita de Nova Gênese. E o responsável por isso é… Metron!

Darkseid surge numa plataforma flutuante, e anuncia que muito tempo se passou desde que Nova Gênese se estabeleceu como um paraíso próspero e Apokolips um inferno ardente. E que era hora dos papeis se inverterem. Órion se deixa levar pela ira e ataca Darkseid furiosamente, e no calor da batalha, ambos caem direto nas fossas incandescentes de Apokolips, das quais é dito que nem Darkseid pode sobreviver. Magtron tenta desesperadamente salvar Órion, mas tudo que consegue é ser tragado pelas mesmas chamas que os consomem.

Nesse momento, Metron perde o controle sobre o transporte planetário que trouxe Apokolips, sua própria Poltrona Mobius, fazendo-o desestabilizar-se de sua órbita, rumando desgovernado em rota de colisão com Nova Gênese.

Os dois planetas se chocam, num espetáculo único de destruição e morte universal.

A gravação registrada encerra sua programação. Metron ainda não recuperou toda a memória, e não sabe como sobreviveu… mas se apega a busca por respostas para que o desespero não o enlouqueça. Ele sente a vinda de um novo portal que se abre no espaço, e foge do lugar apressadamente, levando os dois garotos.

Mas de dentro do portal, não surgem os aniquiladores de antes… mas um homem… dourado e flamejante…

…um novo deus?

Leia a matéria anterior clicando AQUI!

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27 comentários sobre “OS NOVOS DEUSES de JACK KIRBY – Os ecos da catástrofe.

  1. Ah! Eu sempre quis saber sobre esse personagem do fim da edição (eu sei quem é, mas é a cara do Byrne e da década!), mas como na época ainda não acompanhava as edições gringas, pesquei muito siri, até me situar. Quero só ver como esse miserável do Metron vai se sair dessa. As vezes torço para que, ou o Orion ou o próprio Darkseid esganem esse pescoçinho arrogante! auahauahuahaua (sim, sou um nerd rancoroso que não pega ninguém)

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    1. O tal do personagem sempre foi uma incógnita pra quem acompanhava os gibis da editora abril… ele fez algumas aparições mas nunca foi explicado realmente quem ele era… TÁKION, que surgiu numa minissérie própria e foi incorporado por John Byrne na sua passagem pelos Novos Deuses. Nas próximas renhas falarei mais sobre ele…

      abs!

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  2. Mais uma matéria sobre o Homem Formiga da DC(kkkkk)brincando galera.Novos Deuses é uma saga sublime e as matérias escritas aqui mostram a grandeza da mesma.

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  3. O Byrne teve a sua fase de ouro, aquela que todos nós adoramos. Foi muito bacana entrar em contado com esse trabalho, me parece interessante. O Byrne mergulhou de cabeça em uma fase detestável, da qual só pude absorver poucos detalhes, algumas cores.

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    1. Byrne produziu alguns quadrinhos dispensáveis, eu poderia até citar a Patrulha do Destino como exemplo… embora, infelizmente existam outros. Mas isso não invalida a grandiosidade de outras coisas que ele fez, e considero Novos Deuses uma das suas últimas HQs feitas com vontade e dedicação… (apesar de eu gostar da Mulher Maravilha que ele fez depois também)… mas após isso, tudo pareceu ser feito sem muita empolgação, o que é uma pena…

      Abs!

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  4. Novos Deuses nunca é demais. É sempre bom ler sobre eles. DC Millenium? Conheço um sebo que tem as edições… vou arriscar. Valeu por mais essa Rodrigo!

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  5. Ahhh tá!!!! e eu não tenho uma queda pelos trabalhos do Byrne!!!!! Ainda mais os que eu não tive oportunidade de conhecer, como esse!!!!!!! Já virei macaco de auditório desse povo!!!! E a cada sábado eu quero ler cada vez mais!!!!!! Make mine New Gods!!!!

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    1. Nilson, o Byrne fez muitas coisas fracas dessa época em diante, mas em Novos Deuses ele estava inspirado, quase que possuído pelo Kirby… QUASE.

      Make Mine New Gods??? Nossa, isso soa muito bem!! =)

      Abraços!

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    1. Laís, vou te falar uma coisa, quanto mais eu leio Novos Deuses, mais eu gosto! A fase produzida pelo próprio Jack Kirby é arrepiante… depois disso, alguns erros foram cometidos, mas pessoas como Jim Starlin e John Byrne souberam levar o legado adiante…

      Abraços!

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