Disque H para herói #6 – “Todo dia era dia de índio!”

por Venerável Victor “Disque 0800 para tratador de macaco”  Vaughan

Nessa edição, que faz uma pausa entre arcos, o desenhista e roteirista David “Balas Perdidas” Lapham nos brinda com uma história que conta a rotina de um usuário do Disque H. A revista é tão insanamente interessante que muitas vezes esquecemos que como se não bastasse a qualidade interna, as capas são do mestre Brian Bolland.  *** ALGUNS SPOILERS ***

China Miéville, David Lapham & Brian Bolland

O mais interessante é que esse é uma das, senão a melhor edição da série. Através da discussão sobre o politicamente correto e o comportamento moral, Nelson segue o caminho para se tornar um verdadeiro herói. Os artistas China Miéville e David Lapham presenteiam os fãs e os possíveis novos leitores com uma revista esse mês, que pode totalmente ser considerada um novo ponto de entrada na série.

Capa de Brian Bolland

Assim como Demon Knights, esse é um dos mais divertidos e realmente novos projetos da DC após o reboot. Mas também é uma das revistas mais confusas, pois tanta coisa acontece em uma única edição que fica difícil acompanhar os desdobramentos da trama se não fossem os extensivos diálogos entre os personagens. Esse número por sinal tem muito disso, já que claramente procura explicar toda a mitologia da nova série para novos leitores. Mas o mais importante, serve como a calmaria necessária, após cinco edições frenéticas – mais uma zero, repletas de insanidade.

Para começo de conversa, o estilo do americano Lapham é muito mais tranquilo que o do brasileiro Matteus Santolouco,desenhista que tanto admiro. O americano não desenha tanta coisa acontecendo em um simples painel e os personagens são retratados com mais acuracidade anatômica, já que a proposta aqui é mostrar menos expressões exageradas, como Santolouco retratava para sugerir o caos que Nelson viveu no arco anterior.Como dito acima, um dos objetivos desse número é trazer uma calma, para a possível loucura que será a próxima edição, já com o novo desenhista: Alberto “Frankenstein” Ponticelli na arte.

A história se foca no protagonista assumindo a forma de um novo herói, que na verdade é uma caricatura de um nativo americano e sua amiga Roxy não permite que ele saia de casa a menos que seja absolutamente necessário, pelo fato de que a identidade que o Disque H trouxe para nossa realidade não é politicamente correta. Então acabamos por ver Nelson sentado no sofá, travestido de um índio super herói, o dia todo apenas assistindo noticiários na TV. Apenas a esperar que algo aconteça para que possa sair e finalmente salvar o planeta.

A situação é hilária e também mostra a evolução da aceitação do personagem em finalmente assumir suas responsabilidades como um legítimo super herói. Também descobrimos um pouco mais sobre Roxy e sua identidade de Manteau, ao vermos porque ela precisa usar uma capa e máscara ao acionar o Disque para obter novas identidades meta-humanas. Aprendemos muito sobre os personagens dessa série esse mês, antes que eles tenham a chance de sair por aí se envolverem em uma nova louca e confusa missão.

Para quem curte quadrinhos mais maduros com a leve pegada do glorioso selo Vertigo, esse é o título certo.É estranho identificar essa revista como mais uma dos Novos 52, afinal ela é totalmente acessível para leitores que não estão acostumados a acompanhar histórias de cruzados encapuzados. Essa série vai continuar a expandir sua mitologia única, fazendo com que cada mês, comprove ser uma das revistas mais intrigantes do mercado.

Anúncios

38 comentários sobre “Disque H para herói #6 – “Todo dia era dia de índio!”

  1. “Disque” merece ser publicada com toda a pompa e circunstância no Brasil, é mais que apenas algo que embarque na moda dos títulos dark, mas é inovadora e abre caminho para uma nova forma de se fazer histórias em quadrinhos; um caminho que pode salvar os heróis da mesmice e do lugar comum.

    Parabéns pela matéria, Venerável… liguei pro seu 0800 mas deu ocupado…. mas tudo bem, os macacos mutantes já foram embora…

    Abraços!

    Curtir

  2. Muito bom!
    Adorei a arte apresentada, é mesmo do género que eu gosto!
    Na realidade sair com um toucado Índio enorme para procurar bandido… não seria muito sério!
    😀
    Gostei!
    😉

    Curtir

  3. Impressionante! Fico muito impressionado com a duração desse título. Já foram seis edições! Falo isso porque é raro um título que realmente tenha algo para oferecer fique em voga por tanto tempo. Cara!, a arte do Lapham é sensacional! A página onde uma mão enrugada surge sobre umas fotos é simplesmente fantástica. Salta aos olhos! Eu possuo um interesse especial por esse título, pois, como li aqui, o roteirista, China Miéville, possui bases muito fortes no romance.

    Curtir

  4. Olha vcs podem dar os créditos pra quem quizerem, mas eu SEI que o roteiro é do Chapeleiro Louco! Quando será que essa sequência de sandices terá fim, meu Deus? Espero que nunca! Enquanto o Brian Bolland estiver nas capas eu vou aguentando rsrsrs – Viva Disk H !!!

    Curtir

  5. Agora resta-nos saber se ela vai ficar entre as 52 até quando.. para ser substituída por algum outro título mais rentável…rs
    PS – Parece que esse desenhista é melhor que o atual da Wonder! #%$$¨%$¨¨*

    Curtir

  6. David Lapham e Brian Bolland na mesma revista? “Crássico imediato”! Esse material tem que chegar imediatamente no Brasil. Valew por mais essa Venerável Victor!

    Curtir

  7. Alô?!Éo 0800 p/ o tratador de Macacos?!Tem um gorila “dando bananas” para as pessoas aqui!!Ele tem se comportado muito mal e disse que esta reinvindicando o direito patronal de todas as frutas eo direito de comer carne assada também!!!Será que vou ter que discar H P/ Herói para resolver este problema?
    Enfim,sempre tive curiosidade em ler estas histórias desde que descobri sua existencia.É um conceito de historias ricos em criações desde que se pegue um ótimo roteirista e um ótimo desenhista bem imaginativo p/ fazer destas historias um grande sucesso.Aaaahhnnn…o macaco perguntou se vai ter banana assada também…enfim,é isso,pessoal.

    Curtir

  8. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda: Resenha de Wolverine e os X-men

    Terça: Resenha de Disque H para herói

    Quarta: Arrow

    Quinta: A Jornada de um herói

    Sexta: Batman

    Sábado: Novos Deuses de Jack Kirby

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s