ARROW – UMA RESENHA – EPISÓDIO 2: Honor Thy Father

por Carlos  ”ainda verde e sem arco”  Lenilton

Uma coisa fica clara logo nos primeiros minutos do episódio dois de Arrow: Nossos medos com relação a qualidade dos episódios posteriores ao piloto terminam de imediato. O segunda capítulo da saga do Arqueiro Verde começa tal qual um filme do agente secreto 007, ou seja, com ação vertiginosa. Um deleite para os fãs do personagem.

E se você teve a infelicidade de perder o piloto da série não desanime, enquanto se prepara pra batalha que está por vir, Oliver repassa mentalmente os últimos 5 anos de sua vida, o trágico naufrágio, o sacrifício e morte de seu pai e a promessa feita a ele: Salvar Starling City e corrigir os erros de seu genitor. A luta que se segue é de encher os olhos e mostra definitivamente que este Arqueiro não está pra brincadeira e bom mocismo piegas.

O figurão de colarinho branco combatido e derrotado é Marcus Redman que há 15 anos vem desviando milhões de fundos de pensão. Ameaçado pelo Arqueiro ele devolve prontamente toda a grana roubada através dos anos.

Mas nem só de enfrentar pilantras almofadinhas vive nosso herói e antes de continuar sua guerra contra o crime organizado precisa fazer uma visitinha ao tribunal e pedir a revogação de sua certidão de óbito, afinal série de morto-vivo é noutro canal… Isso vem ao encontro do desejo da mãe (Moira Queen) e do padrasto ( Walter Steele) de colocarem Oliver em algum cargo das Industrias Queen. Como nenhuma série, filme, revista, etc vive sem as velhas coincidências convenientes eis que na saída do Fórum nosso Robin Hood moderno bate de frente com Laurel Lance e travam mais uma lavagem de roupa suja em público… bom ,sendo justo, apenas Laurel fala besteira… Mulheres!!!! Para trazer luz onde há trevas ( ou trazer humor onde há melancolia) temos Tommy Merlyn, cada vez melhor como alivio cômico da série…

Em mais um caso de coincidências convenientes , afinal eles tem que apresentar os personagens ao público, na escaria do Fórum Oliver avista Martin Somers e reconhece seu nome da agenda de seu pai (a agenda que traz o nome de todos os facínoras da cidade), novamente o Sr. Somers é a bola da vez na agenda vou-acabar-com-o-submundo-antes-do-Arqueiro” de Laurel Lance. Será que vai funcionar sempre assim de maneira tão formulaica: Laurel processa, Oliver desce o sarrafo? Espero que não, pois isso tornará os roteiros pra lá de previsíveis.

Martin Somers vai um tanto mais além de desvios de dinheiro e crimes de colarinho branco. Ele é mais afeito a crimes “comuns”. Sua ligação com a Triáde Chinesa lhe garante o controle das docas (leia-se contrabando e tráfico de drogas). Nesse ramo publicidade não é uma coisa boa e é preciso acabar com o problema que se tornou Laurel antes que mais holofotes recaiam sobre suas negociatas.

Eis que surge a assassina enviada pela Tríade para dar cabo da situação: China White (Chien na-Wei em Arqueiro Verde – Ano Um). Sua missão: Matar Dinah Laurel Lance.

Vocês irão me achar chato se der conta de mais uma “coincidência conveniente”? Tchans! Oliver resolve pedir desculpas a Laurel por tê-la magoado e pedir seu afastamento indo visita-la em sua casa… Na mesma noite em que China White resolve atacá-la. É claro que eu sei que não fosse isso não teríamos uma boa cena de ação mas chega a ser cansativo ver tantas vezes esse recurso ser utilizado. De qualquer forma o ataque é fracassado e Oliver parte para uma ofensiva. Se Somers não pode ser alcançado pela lei, será alcançado pela justiça… A justiça do Arqueiro Verde. Segue a invasão das docas promovida pelo Arqueiro. A cena de luta é muito boa, Somers tenta escapar mas é pego e confessa seus crimes sem saber que é gravado. Isso por si só já eleva o calor do episódio mas aí vem a cereja do bolo: O combate entre Arqueiro Verde e China White. Vemos que ela é uma mestra no combate corpo a corpo a ponto de derrubar nosso herói duas vezes, a chegada da policia no entanto impede esta luta de chegar ao clímax. Bom que poderemos vê-la novamente em futuros episódios. Gravação entregue a polícia é hora de guardar o arco e flecha e encarar a vida “normal”.

Na manhã seguinte é dia da abertura da futura instalação do Memorial Robert Queen de Ciências Aplicadas. Todos esperam que Oliver Queen assuma uma posição de destaque mas é claro que não daria pra ele ser um diretor de empresa e o vigilante mascarado ao mesmo tempo. Oliver realiza sua “ceninha” de garoto recalcado/problemático e sai de fininho desta sinuca de bico… Deixando todos constrangidos.

Esse belo episódio termina com mais elementos misteriosos sendo adicionados à trama para serem explorados no futuro e Oliver tendo um momento de desabafo ao pé do túmulo de seu pai: “As vezes pai, para honrar seu desejo terei que desonrar sua memória… Desculpa!”.

ENQUANTO ISSO NA WEB-SÉRIE

O número que traz ligação imediata com o segundo episódio é o três e nele somos apresentados a origem de China White. Criança pobre que tem os pais assassinados (o motivo não fica claro) e é criada pelo marginal que mata seus pais após reconhecer seus problemas na pele de China. Ele a educa e a transforma numa máquina de matar.

ALGUMAS CURIOSIDADES:

Emyli Nocenti é uma  referência a escritora Ann Nocenti que cuidou de algumas edições da revista do Arqueiro em New 52.

Martin Somers chegou a aparecer uma única vez no volume 3 da revista do Arqueiro. Era CEO da Elevast Corporation.

Walter Steele foi CEO das Industria Queen durante a ausência de Oliver no volume 5. No gibi era branco e aloirado.

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34 comentários sobre “ARROW – UMA RESENHA – EPISÓDIO 2: Honor Thy Father

  1. Parabéns pela resenha!! Estou acompanhando a série, e gostando muito até agora, está num ritmo muito bom, desde o começo dando o seu recado, sem mimimis, com muita ação e o mais importante, nada caricato…bjos galera e parabéns pelo trabalho!!!

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  2. Eu confesso que não me convenci com o episódio piloto… eu sei, já disse antes e tudo… mas a redenção veio a cavalo, pois hoje vejo que Arrow não é Smallville, não é nada que já tenha sido visto ou feito… é um Oliver que tem algo do personagem de Smallville e dos quadrinhos e ao mesmo tempo é algo novo, resgatando o melhor de dois mundos… as aparições de outros personagens do universo DC estão me deixando com água na boca, e voltei a ter um entusiamos pelo arqueiro que não tinha desde as HQs de Kevin Smith e Brian Meltzer.

    Lenilton, “Arow” está cada vez melhor a cada episódio e suas resenhas seriadas também!

    Parabéns! E aguardo a próxima!!!

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    1. Obrigado Rodrigo! As fases que vc cita são excelentes. Tbm gosto do Judd Winick embora as anteriores tenham sido melhores… mas desde que o J. T. Krull pegou este personagem ele caiu muito. Arrow resgata o que de melhor fizeram em Arqueiro Verde nos anos 80/90/2000.

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    1. Fiquei fulo com isso, man! Fiz a pipoca pra assistir e no fim…reprise. E olha que na semana anterior eles tinham prometido o episódio 5.

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  3. Ótima resenha do sempre atento Lenilton, que percebe as referências que eu não havia notado ou mesmo as que eu sequer conhecia! Merece um troféu cata-piolho!
    Também o parabenizo por não ter abandonado o senso crítico e por ter apontado sem dó as coincidências convenientes do roteiro, mesmo gostando do personagem e da série.
    Quanto à série, fico contente de ver que, se não é absolutamente fiel aos quadrinhos, ao menos não faz feio. Ainda me surpreende a coragem dos realizadores em mostrar um herói que mata sem hesitar numa série que muitos apontavam como a “sucdessora de Smallville”. Parece que Arrow está seguindo seu próprio caminho, o que vejo com bons olhos.

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  4. Toda série que eu conheço vive de coincidências. Isso já não me afeta tanto.
    Claro, numa trama investigativa, o acaso não deveria ser peça-chave, mas fazer o quê, né?
    O bom é que a dobradinha “Laurel processa, Arqueiro mata” não se estende para todos episódios, inclusive vindo a ter reviravolta nisso.
    Tenho gostado e muito do projeto, muita coisa boa pode sair daí ainda!!

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  5. Aparentemente, no final das contas, Arrow segue a cartilha de SmallVile. Porém, pelo aparente sucesso da série, é uma versão aprimorada, já que o Arqueiro nunca foi um personagem de grande público, embora tenha seus bons momentos nas hqs.

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  6. Uma coisa que não posso deixar de falar, aproveitando o espaço dessa resenha desse site que tanto respeito e admiro. Esse China White teve uma importância a mais nessa série: se um dia foram fazer a Canário Negro devem (os produtores) tomar muito cuidado coma cor de cabelo que vão por na peruca dela… rsrsrs

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  7. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda: All New X-men #1

    Terça: Cavaleiros Demoníacos

    Quarta: Arrow – episódio #2

    Quinta: O que aconteceria se…

    Sexta: Liga da Justiça

    Sábado: Os Novos Deuses de Jack Kirby

    SANTUÁRIO

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