LIGA DA JUSTIÇA # 10 – Qual é o truque, Geoff Johns?

Resenha de Liga da Justiça 10, de Geoff Johns,  Jim Lee e Scott Williams (roteiro, desenhos e arte final de Liga da Justiça) e Geoff Johns e Gary Frank (roteiro e desenhos de Shazam).

Contém spoilers revelações sobre a história.

Agradecimentos especiais: Darkseid Club

Por Rodrigo Garrit

David Graves estava à beira da morte quando decidiu se aventurar pelo estranho caminho do Monte Sumeru, onde conseguiu a façanha de encontrar antigos deuses caídos e extremamente rancorosos. Mas eles não lhes fizeram mal, ao menos de seu ponto de vista. Eles amaldiçoaram Graves com dons malignos e o libertaram para que concretizasse sua vingança contra aqueles que mais odeia… a Liga da Justiça.

Essa é a “Jornada do Vilão”, um NOVO vilão, diga-se de passagem, mas que até o momento não mostrou nada que já não tivesse sido tentado pelo Chave, Destino, Prometheus e outros clássicos inimigos da Liga. O QG foi invadido, eles foram rendidos, derrotados e jogados aos pés de Graves. Spoilers. Vocês foram avisados.

Até mesmo a reinterpretação de um clássico precisa conter em sua fórmula algo que estimule e surpreenda os leitores; a repetição em si não é uma coisa ruim. Ela serve de alivio para a mente criativa dos autores, é claro, mas também abre uma janela de novas oportunidades a serem exploradas dentro do tema previamente apresentado. Não é fácil escrever uma boa história do Superman. Não que seja impossível, mas trata-se de uma árdua tarefa para qualquer autor, proporcionar identificação do personagem com os leitores e ameaças críveis para enfrentar o “homem que tem tudo”. Já li algumas HQs esplêndidas onde as bases morais do Homem de Aço não apenas podem como devem servir de inspiração para os leitores na vida real. Essa identificação de caráter é o que faz o personagem ser dono de uma vasta legião de fãs. Mas o problema persiste quando o autor lembra que o Superman não é apenas o herói altruísta detentor de inabalável padrão moral; ele é também protagonista de uma série de HQs que precisam estar repletas de aventura do começo ao fim. Então, para combater o Superman, são criadas algumas das mais esdrúxulas ameaças, e exploradas exaustivamente as suas mesmas fraquezas. Eventualmente alguns bons autores se dão ao trabalho de fazer algumas histórias marcantes, com o uso inteligente da mitologia do personagem, resgatando elementos clássicos, tidos hoje como extremamente pueris, e transformando-os em sucesso instantâneo de público e crítica.

É muito difícil escrever boas histórias para o Superman, que é quase invencível. Imagine então o quanto é penoso criar uma boa história com uma equipe repleta de superseres…

O que nos traz de volta a Liga da Justiça.

Geoff Johns é um bom escritor, que contribuiu muito positivamente para os quadrinhos de forma geral nos últimos anos, revitalizando alguns personagens importantes que passavam por fases muito ruins ou a beira do esquecimento. Sociedade da Justiça, Flash, Lanterna Verde e mais recentemente Aquaman e Shazam são alguns exemplos de bons trabalhos realizados.

SHAZAM, que por sinal é publicado na revista da Liga em uma série de histórias curtas, está sendo uma das leituras mais agradáveis e instigantes do universo de super heróis da DC. Também escrita por Geoff Johns e com desenhos deslumbrantes de Gary Frank, é a retomada do melhor da essência do Capitão Marvel, destilada em sua mais aprazível versão. É exatamente o que eu estava falando antes sobre o que a reinterpretação de um clássico precisa ter. Onde ele peca na Liga, surpreende e excede expectativas em Shazam. Johns escreve com um cuidado meticuloso; ele está trazendo de volta Billy Batson como detentor do poder Shazam, e realocando toda a sua extensa gama de personagens coadjuvantes de forma que todos ganham destaque e importância na história. E isso inclui desde a nova família de Billy (e até seu tigre), com direito a novos membros e até os vilões que interagem e passam a fazer parte da história um do outro como nunca antes. Um bom exemplo disso é o fato do Dr. Sivana, cientista e explorador, ter descoberto a tumba do Adão Negro. (NOTA: O correto é mesmo SIVANA. “Silvana” foi uma infeliz alteração feita no nome do personagem ao adaptá-lo ao português). Cada ação do enredo de Johns é muito bem amarrada e avança a nova trajetória de Billy; acrescenta e altera o passado sem desvirtuar aquilo que reconhecemos como característica básica do personagem.

Shazam merece ganhar uma revista própria e voltar a ser lembrado como um dos maiores super-herois de todos os tempos. Eu agradeço a Geoff Johns por essa façanha, embora sua passagem no novo título da Liga da Justiça até o momento tenha sido tão controversa. Ele eleva a história a um patamar de possibilidades muito interessantes e recua em seguida. A descoberta da fonte dos poderes de Graves através dos deuses sombrios e os meios utilizados para consegui-los foram a ótima sacada dessa edição… uma ótica sacada administrada à conta gotas… de novo.

Geoff Johns e Jim Lee uniram um novo grupo, criaram novas explicações, e montaram todo um cenário propício para que tudo desse certo…

Então, o que raios está errado com essa equipe?

Gostei muito quando ele já de início colocou Darkseid como o inimigo principal e razão do surgimento da Liga no novo universo… mas, aquele era o Darkseid mesmo? Diálogos ruins, caracterizações distorcidas, destoando inclusive do que se vê no título solo de alguns personagens… A Mulher Maravilha de Brian Azzarello vai se tornar um novo marco na trajetória da amazona. O Aquaman do próprio Johns, em sua revista mensal, é um herói imponente que aprendemos a respeitar. O Flash de Francis Manapul (desenhista que se revelou ótimo escritor) nos surpreende a cada edição. O Batman de Scott Snyder está deixando os leitores atordoados com suas histórias detetivescas. O Superman de Morrison está sendo impecavelmente reconstruído para a geração “compro no comixology e leio no tablet” com base em suas raízes dos anos 30. Então, porque na Liga, Diana parece tão fútil, Aquaman tão destacado, Flash e Lanterna Verde agem como dois adolescentes irritantes, Superman parece um androide sem muito a dizer e Batman… aquele é o Batman mesmo?

Será que esse é apenas o começo lento de uma das melhores sagas já escritas da Liga da Justiça? David Graves se tornará um vilão que a Liga aprenderá a temer?

Qual é o truque, Geoff Johns?

Eu confesso que gosto muito dos desenhos de Jim Lee, mas sua arte tem estado especialmente desleixada nas últimas edições, deixando transpassar o cansaço ou talvez a simples falta de inspiração – ou motivação –  em desenhar a revista. Ele pode fazer melhor, e sabe disso.

Em várias resenhas eu venho dizendo que as histórias de Geoff Johns para a Liga estão lentas, econômicas, sem ritmo… mas sempre vislumbro nelas a possibilidade dele tirar um ás da manga e dar a volta por cima. A Liga da Justiça ainda vive, e a quero ver retomar todo o seu potencial que é comprovadamente espetacular.

Ainda estou esperando.

Capa alternativa, arte de Cully Hamner.

Resenha anterior AQUI!

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36 comentários sobre “LIGA DA JUSTIÇA # 10 – Qual é o truque, Geoff Johns?

  1. Sou grande fã de Liga da Justiça e tenho certeza que o grupo vai ter aventuras do nível que merece!Com grandes personagens é impossivel o sucesso não vir!Também sou fã dos seus textos,Rodrigo!

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    1. Muito obrigado pelas palavras, meu amigo Verde… eu concordo com você em parte… acho que infelizmente é possível fazer histórias ruins com grandes personagens e grandes histórias com personagens… não existem personagens ruins. De qualquer forma, varia sempre e é preciso sempre manter o bom senso e saber o limite e o talento dos autores envolvidos…

      Abraços!!

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    1. Eu fico feliz de ver o personagem publicado depois de tantos anos de abandono… o problema seria ele cair num título solo feito pelas pessoas erradas… mas que o personagem daria ótimas histórias é fato!

      Abs!

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  2. Bem eu pelo menos tenho ficado contente com o trabalho que ele vem fazendo com Shazam onde ele modernizou o personagem para se encaixar melhor no contexto das novas gerações. E a propósito, está faltando a opção de comentar pelo Google.

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  3. Sinceramente com a shipping do Super com a MM das próximas edições, não vejo muito futuro no título MAS pretendo acompanhar na época do Ivan Reis pois a formação me interessou MUITO.

    Já que tocou no tema das histórias N52 do Capitão Marvel…. Não estou com muita vontade de acompanhar. Esse negócio do Billy “canalhatson” do começo fez eu perder completamente o interesse na revista.

    E já que estamos falando do CM/Shazam:

    “(NOTA: O correto é mesmo SIVANA. “Silvana” foi uma infeliz alteração feita no nome do personagem ao adaptá-lo ao português).”

    Rapaz, não sabia disso. E olha que eu tenho o encadernado de Justiça importado (devo estar tão acostumado com o nome PT-BR que nem percebi).

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    1. É isso mesmo jorge… a esperança summers é a última que morre… mas ela volta como Fênix… e eu estou misturando as estações… rsrs

      Valeu pelo “mago”, vou encarar como elogio… quem sabe eu recebo uma coruja me convidando pra participar de alguma escola de magia… apesar que estou meio celho pra isso… rsrsr

      Abraços!

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  4. Cara, talvez, você leva muito a sério , nem toda edição precisa ser um novo clássico……. tudo bem, a revista tá ruim mesmo, eu admito isso, mas as histórias desenhadas pelo jim lee são as melhores… pelo menos dá pra se divertir!!!! o shazam se não ganhar revista só dele pode entrar pra Liga, assim mistura as histórias talvez fique bom!! hahahahahahahahhahaaaa

    Show de bola as resenhas daqui, curti e compartilhei com os amigos!!!!!

    Vlw!!!!!!!

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    1. É mesmo Sr. Prayer, já me disseram que eu devo relaxar mais… rsrs… o Shazam entrando na Liga seria demais, embora eu ache que se for assim, ele poderia integrar a Liga Dark…. quem sabe isso não acontece mesmo?

      Abraços!

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  5. Concordo em gênero, número e grau com vc Rodrigo. Gosto do Johns na grande maioria dos seus trabalhos, mas não sei aonde ele está querendo chegar, pois a Liga está bem inferior ao Lanterna,Aquaman e Shazam que ele escreve. Mas ainda tenho esperanças que ele irá se acertar quando chegar o crossover entre Aquaman e a Liga, ainda mais com a arte explêndida do Ivan Reis. Pois esta dupla nunca me decepcionou.
    Abços.

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  6. Quem sou eu para descordar de tanta gente aqui que só está se atendo aos fatos. Rodrigo o lance do cara não saber lidar com a trindade é verdade… Esse mês o Flash foi um idiota na mão da Cheeta (desculpe os spoilers, garotos!!) E já que ele não sabe lidar com a trindade, o que ele vai fazer? Um ménáge entre ela!!!! rsrs Só uma coisa curto… O Aquaman está um gato loiro alto astral!!! (também sei trechinhos de músicas, victor) rsrs

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  7. Excelente resenha, Guardiões do Santuário.

    Embora esteja entusiasmado com esta nova da LJA, admito sentir, em alguns momentos, uma inconveniente interrupção em seu ritmo regular. Mas até então, encaro isso como uma característica de Geoff Johns, seu autor. Lembro-me bem de identificar esse aspecto também em sua Sociedade da Justiça e em sua versão dos Novos Titãs. Com estes últimos, sua ‘arritmia’ era ainda mais evidente, diga-se de passagem.

    Quanto à caracterização dos membros da equipe, não há o que se discutir aqui: o que cada um deles é na LJA contrasta muito com suas personalidades em seus títulos próprios. Sob minha leitura, o caso mais gritante é o de Diana. Na equipe, vejo-a como um tipo de ‘Xena’, um autômato bélico aos moldes ulissianos. Já em sua revista de linha, um amálgama de suas personalidades desenvolvidas por George Pérez, Greg Rucka e J. Michael Straczynski. Os demais ‘leaguers’ também variam, mas de forma mais sutil para este leitor aqui.

    De todo modo, leio satisfatoriamente o título em questão. Gostei do estabelecimento de Darkside como o vetor da atual formação, interesso-me parcialmente pela interação de alguns membros em particular e espero ansiosamente pela chegada de novos integrantes – e seu devido processo de adaptação ao círculo principal. De forma bastante tênue, tenho resgatado um certo quê de ‘Superamigos’, a série animada, aqui. A inclusão de Cyborg como um dos membros fundadores não é mera coincidência para mim. Talvez uma tentativa de restituir os preceitos válidos para a equipe naquele período, porém, sob uma perspectiva contemporânea? Não descartemos totalmente tal hipótese…

    Enfim, é isso. Novamente, os meus honestos cumprimentos ao trabalho aqui apresentado.

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    1. Toda essa onda de saudosismo misturada com modernidade me agrada… mas no fim, o que conta é que boas histórias sejam contadas…

      (Os Novos Titãs de Johns foram muito bons…Bem lembrado!)

      Obrigado por suas palavras!

      Abraços!

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  8. Olha só a boa e velha liga retornando com tudo, mas tenho esperanças de poder ver o Shazam se dando bem, acho que devemos aguardar pois o NDCU como já tinha falado antes está só acertando, mas acho que esse é mais um sinal de que realmente o mundo acaba agora em dezembro (malditos maias) pq está tudo tão bom e perfeito…

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  9. Assino com os delatores Rodrigo e Vic. As vezes pode até parecer esperneio de nerd véio (já que o foco principal são os novinhos e novinhas) mas o Johns tá mendigando a rapadurra. Coisa que felizmente não faz em Shazam. A análise ficou ótima e uma coisa eu digo: Prefiro no momento matat a saudade e me deliciar com os primeiros tp’s da JSA.

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  10. O Shazam de Geoff Johns e Gary Frank é MARVEL!!! Assim como o Aquaman do mesmo roteirista. (sim, Mulher Maravilha do Azzarelo, espetacular, Flash do Manapul um barato e uma surpresa e Batman do Snyder, tudo na vida, o Lanterna é o Lanterna há anos e também é culpa do Johns, que fez com que esse personagem sozinho carregasse a DC por um tempão) O Super-Homem eu não bato palma…Mas não está péssimo, péssimo estava era o Arqueiro Verde, o único herói da Liga que se prejudicou no reboot. Então, dos sete que falei, três estão na mão do Geoff Johns na Liga (fora o Flash, que ele escreveu muito bem por anos e o Super-Homem que ele já lidou razoavelmente), porque ora, ele não faz esse mesmo sucesso com a equipe, já que com a Sociedade da Justiça ele mandava tão bem, provando que sabe lidar com grupos??? Sabe por quê?????????? Porque ele não sabe escrever a Mulher Maravilha e o Batman, “ele não sabe, não sabe, vai ter que aprender! Orelha de porco, cabeça de ET, parece fácil, mas é difícil!!!” Nos Novos Titãs ele não sabia o que fazer com a Estelar (até admitiu isso em entrevista, como se precisasse)… É o mesmo caso aqui. O Super-Homem parece o VISÃO dos Vingadores, flutuando no fundo sem opinião??? SIM !!! Mas ele Não sabe lidar com a trindade, principalmente Batman e Mulher Maravilha e isso, por melhor que ele seja como roteirista e por mais importante que seja por revitalizar o Lanterna, Flash , Sociedade e Aquaman, não é o suficiente para essa equipe, Ele sabe lidar com pessoas com defeitos como o Capitão Frio e o Adão Negro, ou em revistas solo como a do Shazam (onde faz um trabalho maravilhoso), mas na Liga, ele ainda tem que se achar. não quero ser pessimista, mas se não sabe lidar com a trindade… Só vai funcionar MARAVILHOSAMENTE bem, com a Liga do Caçador de Marte, DUVIDA???? Duvida que vai ser maravilhoso? Eu não… Lá não vai ter a trindade.

    ass.: Venerável comentarista. 🙂

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    1. V³, eu faço minhas as tuas palavras.
      Os méritos anteriores do Johns (ou atuais, como o Aquaman) não encontram relação com o trabalho na atual Liga.
      Está irreconhecível e, pra um fã da equipe como sou, beira a ofensa o que vejo todo mês.
      A equipe como está sendo mostrada não é funcional. Eles não sabem trabalhar juntos. Não há razão se existir um grupo assim. Até parece que um está acorrentado ao outro, pra impedir a total evasão.
      Esse começar do zero não feliz no título.
      Há muita luz, muito holofote, muito brilho, plumas e paetês. Pompas e circunstâncias com Johns e Lee.
      Mas qualidade, entrosamento, nuances de rixas e esforço conjunto passaram longe.

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  11. Salve Rodrigo! Como sempre um ótimo texto e análise precisa do conteúdo. Particularmente tenho achado a nova Liga muito fraca, decepcionante mesmo. Descaracterização total dos personagens e um ritmo pra lá de lento. Mal consegui passar do primeiro arco e a cada edição tenho que me superar em vontade e esperança de ver as coisas mudarem. Já o Shazam realmente está excelente! Com tanta coisa meia boca sendo lançada na DC é estranho mesmo ainda não terem lhe dado uma nova revista mensal. Mas acho um bom plano este de apresenta-lo e testa-lo na revista da Liga antes de passarem ele pra uma publicação própria, talvez seja o caminho certo para uma série mensal de longa duração. Abraço!

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    1. Valeu amigo… bom, parece que Johns se sai melhor quando os personagens são menos visados (se é que isso é possível), mas na verdade não sei traduzir o que ele quer fazer com a Liga… talvez nem ele saiba ainda… vamos ver…

      Abs!

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  12. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda: All New X-men #1

    Terça: Cavaleiros Demoníacos

    Quarta: Arrow – episódio #2

    Quinta: O que aconteceria se…

    Sexta: Liga da Justiça

    Sábado: Os Novos Deuses de Jack Kirby

    SANTUÁRIO

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