ARROW – UMA RESENHA – EPISÓDIO 3: LONE GUNMEN

por Carlos “ainda verde e sem arco” Lenilton

Eis senhores que chegamos ao terceiro e aguardadíssimo episódio de Arrow, onde a linha entre a série de TV e o gibi é novamente ultrapassada. Neste capítulo teremos a ansiosamente esperada presença de Deadshot (Pistoleiro no Brasil). Será esse um vilão realmente à altura do nosso esverdeado herói?

Começamos a todo vapor com Oliver Queen exercitando os músculos e afiando a mente enquanto se prepara pra confrontar James Holder, um inescrupuloso empresário que vendeu detectores de fumaça defeituosos em bairros populares e assim facilitou a ocorrência de vários incêndios e mortes. Segundo os tribunais ele, James Holder, nada deve aos moradores e sobreviventes dos trágicos incêndios, segundo nosso herói ,vingador dos oprimidos, o negócio não é bem assim… Infelizmente e não pelas mesmas razões, outras pessoas também querem um pedaço do sr. Holder. Ao confronta-lo frente a frente o Arqueiro Verde é surpreendido com o assassinato de J. Holder… Tiro dado a uma distância impossível para um atirador comum. Quem disse que Deadshot é um atirador comum? De bônus Oliver ainda leva um tiro no ombro. Detalhe: a bala é envenenada. Para sorte do sr. Queen, e nossa, ele já se encontrava em seu Q.G. verde e pôde tomar um antídoto trazido da ilha onde esteve em seu “retiro”. É o cartão de visitas de Floyd Lawton.  Respondendo a pergunta que encerra o primeiro parágrafo: Sim, senhores, tudo indica que teremos um vilão à altura de nosso querido herói.

É hora de voltar pra casa Oliver. Afinal assim como nas novelas da Globo gente rica e endinheirada sempre mora junto na mesma casa, essa vontade de ter casa própria e vida independente deve ser coisa de pobre, bom mesmo é ter sempre alguém pra dar satisfação da sua vida. Ao chegar em casa encontra sua irmã, Speedy, acompanhada da polícia acusada de invasão de loja pra experimentar roupas!!! Deve ter passado da hora de você dar uma flechada na bunda dessa menina!

Enquanto isso a polícia investiga o assassinato do J. Holder se perguntando: Será que o vigilante encapuzado descobriu jeitos mais modernos de matar suas vítimas? Em sua “bat-cave” nosso herói também tem sua própria investigação para fazer: com base na descoberta do tipo de veneno (Curare, um veneno raro) que as balas traziam encontrar a identidade de do atirador… Bingo! Alguém com uma assinatura tão distinta seria de fácil encontro, ao menos para nosso herói pois a polícia continua às cegas, e acessando a Interpol Oliver depara-se com um assassino de lastro mundial tendo realizado assassinatos em lugares tão díspares quanto: Chicago, Markóvia e Corto Maltese. Seu nome: Deadshot.

Segue-se “um monólogo mental pseudo-moralista” que eu por mais que queira não posso evitar de comentar (e espero que vocês também comentem) onde Oliver questiona as ações de Deadshot com base em honra, moral e código!? Como assim, meu chapa?! Justificar assassinatos com base nesse tipo de argumento – eu mato pessoas ruins por justiça, ele mata por dinheiro – é tão fajuto que dá ânsia e só empobrece o mito, acho eu. É um tremendo julgamento hipócrita como diz sua própria irmã em outro momento e por outro motivo durante  o episódio. Enfim, acho que o roteirista pecou aqui.

Mas sejamos justos e menos sisudos afinal isso aqui é diversão. Uma boa sacada foi a abertura de uma boite por Oliver no bairro pobre de Glades para esconder seu Q.G. no subsolo e lhe dar álibis para suas “noitadas” encapuzadas. Isso zera o placar…heheheheh!

Ambos, Oliver e a polícia, seguem suas investigações. Oliver busca pelo atirador e descobre uma ligação com os Bratva, nome comum dado as irmandades mafiosas russas, cujo serviço já foi contratado por eles. Oliver está há um passo do nome real do Deadshot. Enquanto isso por conta do assassinato de outro empresário, Carl Rusmussen, a polícia indentifica a relação entre os crimes: ambos estavam concorrendo ao leilão pela compra da Industria Unidac. Alguém está matando a concorrencia. Walter Steele faz parte desta concorrência, uma dor de cabeça futura para nosso herói.

1700, Broadway. Motel Papp, quarto 52. Este é o endereço do possível paradeiro de Floyd Lawton dado pela Bratva à Oliver Queen que se passou por um “capitão” da máfia para obetê-lo. Todos prontos? Vamos a ação! O Arqueiro Verde invade o local mas não esperava por um inimigo tão bem preparado. Deadshot antecipa a ação por parte do Arqueiro e munido com suas conhecidas pulseiras metralhadora consegue fugir… mas deixa seu laptop no local. A viagem não foi tão ruim assim pro nosso herói.

Com a ajuda de Felicity Smoak, do dep. De T.I. das Indústrias Queen, Oliver descobre todas as informações contidas no computador. São plantas do prédio da bolsa de valores, justamente onde acontecerá o leilão da Indústria Unidac. E surpresa o computador não era do Floyd Lawton mas sim de Warren Patel, provável empregador do sr. Lawton. (Como eu prometi a mim mesmo não falar toda semana sobre coincidências convenientes …)

Como o prédio da Bolsa é cercado por três torres que dão ampla visão do local onde ocorrerá o leilão e também novos prováveis assassinatos, Oliver Queen devidamente trajado como Arqueiro Verde ciente que não poderá cobrir toda a área sozinho recorre ao auxilio da polícia e entrega o laptop ao pai de Laurel (alguém mais acha ele a cara do Billy Bob Thornton?).

No dia do leilão estão todos esperando o ataque. A polícia prende Warren Patel e o tira de cena de imediato mas Deadshot continua a solta e perigoso. Tensão no ar, quem será o alvo ou alvos de seus tiros certeiros? Claro que nesses casos a resposta sempre é a mais óbvia: Warren Steele. Enquanto a polícia e Diggle (o gaurda-costas de Oliver) cuidam das vítimas e tentam conter o pânico, Oliver usa o tumulto produzido pelo ataque para se transformar em Arqueiro Verde e partir pra cima do vilão. O confronto embora rápido é bem executado e termina com o Arqueiro Verde disparando uma flecha certeira sobre a mira de olho de Deadshot. Não sem antes  ele acertar Diggle com suas balas envenadas. Uma solução rápida tem de ser encontrada pelo Arqueiro para evitar a morte de Dig e esta vem na forma de levá-lo ao seu Q.G e ministrar o antidoto. As consequências desse ato heróico e humanitário serão sentidas na próxima resenha… Digo, capítulo.

ALGUMAS CURIOSIDADES:

Alguns locais onde Deadshot já trabalhou são: Markóvia, país fictício da DC Comics onde nasceram Terra  (ex – Novos Titãs) e Geo-Força (dos Renegados).

Motel Papp é uma homenagam a George Papp um dos pais do Arqueiro Verde (o outro é Mort Weisinger)

Felicity Smoak é oriunda da revista Firestorm (no Brasil Nuclear) e era madrasta do Ronnie Raymond, o Nuclear.

MERCENARY CRUSADE: Episódio 3 – parte 5 : aqui!

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28 comentários sobre “ARROW – UMA RESENHA – EPISÓDIO 3: LONE GUNMEN

  1. Embora (ainda) estou torcendo o bico para a série, vejo ao menos que estão explorando mais o universo dos quadrinhos do que a novelização de Smallville. Isso é promissor.

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  2. A série está muito boa e como já assisti alguns episódios além desse posso dizer: vai melhorar ainda mais. Coincidências são ferramentas necessárias para uma história, só não podem ser usadas em excesso… confesso que não gostei da morte do Pistoleiro, mas afinal, “esses são tempos sombrios…”

    Adorei a sua resenha, divertida e completa… acertou na mosca!

    Abs!

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  3. O texto está bom sim.
    Não conheço a série portanto não posso opinar muito.
    Mas posso dizer WTF??? 😀
    Uma bala “embebida” em curare??? Como se embebe uma bala??? Tem esponja? Tem trapo? Tem algodão?
    Mais, à velocidade que uma bala atinge, garanto que chega ao destino seca de qualquer líquido!!
    😀

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  4. Se dependesse de mim o Pistoleiro seria apenas preso, mas fazer o que.

    No mais Arrow tem a cada episódio ficado melhor, trama bem escrita e os atores estão cada vez mais aplicados em suas atuações, “vestindo” bem os personagens por eles representados.

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  5. Cara, a cada episódio e referências, deixam um gostinho de quero mais…Ansiosa pelo episódio seguinte…e todo grande herói, realmente precisa de um oponente a altura!!! Parabéns pela matéria!!! bjos

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  6. Nossa, essa série a cada número se supera, um deles, mais pra frente achei meio “draminha adolescente romântico burguês americano”demais, mas no geral, muito boa a série!

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  7. Teoria interessante a do Victor sobre o pistoleiro voltar…

    Eu não conheço os quadrinhos; conhecia o personagem de desenhos e nunca me aprofundei. E tenho achado um bom trabalho de roteiristas qto dos atores, e a série tem prendido mesmo, é uma das minhas escolhidas para download (tenho preguiça de baixar, então, só baixo as que realmente gosto XD)

    Muito bom o texto!

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  8. Eu também fiquei revoltada com o Pistoleiro mau chegar e já morrer. Mas tenho que confirmar, que nervoso esse flashback do Oliver na ilha em conta gotas!!! Sei que faz parte, mas me deixa aflita!!!

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    1. Acho interessante o conta gotas, trabalhado devagar e bem cria possibilidades futuras muito boas. Melhor do que ter mostrado tudo no piloto e depois ocorrer perda de formato para colocar novos elementos na trama. Abraço!

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  9. Arrrrgh! Acabo de “pescar” mais uma referência escondida: Alguém duvida que no endereço “1700, Broadway. Motel Papp, quarto 52. ” Onde já havia a ref. ao co-criador George Paap também se esconde uma ref. aos New 52?

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  10. Pistoleiro ser dado como morto é um ótimo pretexto pra usá-lo no Esquadrão Suicida mais tarde, pra infernizar a vida do Oliver.

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  11. Eu concordo com o que o Venerável Victor e o Dallegrave disseram sobre o tratamento e uso sub-aproveitado que deram ao Deadshot mas se eu falasse disso iria ficar impossível de continuar crível a ideia de que eu gosto da série. Poxa, esqueci de dizer que um dos locais onde o Deadshot trabalhou foi Corto Maltese referência a criação máxima de Hugo Pratt. Um clássico dos quadrinhos.

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  12. Concordo bastante com o que o Dallegrave falou lá embaixo nos comentários. Apesar de que quanto as armas nos pulsos, ele chegou a usar sim (tá bom, foi muito pouco). Mas justamente pelo Pistoleiro ter um background tão interessante e rico, que eu quero acreditar que ele não foi colocado ali apenas para morrer daquela forma rápida e estúpida. Sim, se fosse por isso, poderiam colocar qualquer genérico. Quero acreditar que ele não morreu (deu não vi ele sendo enterrado) e quem sabe ele volte mais para frente, com aquele visor substituindo o olho perdido, como algo cibernético e aí fazer da vida de Oliver um Inferno!!! Sonhar não custa nada, né???

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    1. Se é pra sonhar vou mais além… quem sabe ele não volta pra atazanar Oliver Queen com alguns membros clássicos do Esquadrão Suicida como o Capitão Bumerangue? Seria demais, não?!

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  13. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda: Wolverine e os X-men

    Terça: Capuz Vermelho e Os Fora da Lei

    Quarta: Arrow #3

    Quinta: Homem-Animal: Deus EX Machina

    Sexta: Monstro do Pântano

    Sábado: Novos Deuses de Jack Kirby

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  14. Sempre gostei do Pistoleiro. Tenho guardadas algumas antigas revistas formatinho, uma delas com excelentes estórias do Pistoleiro criadas por John Ostrander, revelando o passado do personagem, e outra, tão antiga quanto, com aventuras dele ao lado do Esquadrão Suicida. Ambas estão entre as minhas favoritas.
    A aparição do Pistoleiro em Arrow foi bastante breve e não aproveitou em nada o incrível background que o personagem tem nos quadrinhos. A função que ele desempenhou no enredo deste capitulo poderia ter sido ocupada por qualquer outro assassino de aluguel e não faria a menor diferença para o desenvolvimento da trama.
    No que se refere à aparência, gostei do visor, mas senti falta das armas nos pulsos.

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    1. Concordo em gênero, número e “degrau” sobre o sub-aproveitamento do personagem, mas geralmente ( e infelizmente) é esse o uso que as séries de tv dão mesmo no referente a aparições especiais de outros personagens vindos dos gibis. O visor ficou legal mesmo e ele usou os braceletes durante toda a cena final e na invasão de seu quarto de hotel. Por fim quero deixar registrado que sempre adorei o trabalho de John Ostrander, um dos melhores escritores de quadrinhos de sua geração.

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