AQUAMAN #14 – “O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito!”

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por Venerável Victor “Mestre dos Macacos” Vaughan

Img-de-CapaA#14Um irmão muito mais simpático, manipulativo e carismático rouba a melhor onda de nosso herói esse mês.

Essa edição é um prólogo para a história “Trono da Atlântida”, que irá juntar esse título com o da Liga da Justiça. De várias formas essa edição é a calmaria antes da tempestade e também serve para transparecer pistas de eventos que serão trabalhados além desse próximo grande arco. Aquaman – criado por Paul Norris

Capa de Ivan Reis, Rod Reis e Joe Prado
Capa de Ivan Reis, Rod Reis e Joe Prado

Para começar, Geoff Johns nos apresenta novamente o irmão de Arthur, Orm, que Aquaman suspeita esta à frente dos recentes ataques sofridos pelo povo da superfície. Mais uma vez, Johns faz um trabalho muito bom em se tratando de personagens como o Arraia Negra e seu papel nos futuros eventos e agora o irmão do herói aquático.

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Geoff Johns & Pete Woods

Vilões que normalmente transcendem os típicos “50 tons de cinza” que os heróis da DC não possuem. Aqui vemos um pouco da delicada relação entre os dois irmãos. Arthur sente o tempo todo que as coisas entre eles não funcionam pelo fato dele escolher viver na superfície, longe de suas responsabilidades com a Atlântida, enquanto o outro assumiu o peso de reinar em seu lugar.

Apesar da icônica capa de Ivan Reis e seus maravilhosos amigos, esse não é o Mestre do Oceano que a maioria dos leitores era familiarizada no antigo universo DC. Pelo menos não ainda, o roteirista vai apresentando ao fã da revista as pistas que farão com que ele assuma essa alcunha mais pra frente.

Nessa altura da história, somos apresentados a uma versão ainda mais sutil do personagem. Demonstrando que Orm ao contrário de sua versão na cronologia pré reboot, não é aquele vilão bidimensional e cliché que éramos acostumados. Ele apenas tem uma forma de enxergar as coisas diferentes de Arthur, de maneira nenhuma ele é o velho atlanteano ruim e desalmado que estávamos acostumados e isso é muito interessante.

Agora conhecemos um Orm que é o regente em exercício da Atlântida, que apenas busca pelos melhores meios de servir os interesses de seu povo, o que pode ser algo que venha a mudar no futuro, no entanto. Mas Johns consegue mostrar em boa perspectiva toda a relação de irmandade entre ele e seu irmão herói em apenas uma edição, para criar um personagem muito mais rico. Algo similar ao que fez com Aquaman e sua ligação com o Arraia Negra. Já que esse último foi lembrado aqui, Amanda Waller tem planos para ele e seu Esquadrão Suicida, mas o Arraia também tem os dele…

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Nessa edição outros elementos que têm estado no “mar” desde que a série estreou começaram a ser revelados, como por exemplo mais um pouco da antiga história da Atlântida, mostrando um fato importante acontecido no ano de 1820, esse roteiro é simples e direto, mas feito de tal forma que funciona muito bem aos olhos do leitor. Nesse mês Geoff Johns guia o fã por diversos caminhos dentro de uma muito maior história sem muito esforço e sem nunca perder a mão na caracterização de todos os personagens que trabalha. Sua passagem pela revista continua enriquecendo a mitologia do herói aquático e da lenda da Atlântida de uma forma que raras vezes fora feita antes.

Os artistas convidados Pere Perez e Pete Woods assumem essa edição quatorze, antes que o maravilhoso Paul Pelletier entre a bordo desse barco no mês que vem. Perez faz um bom trabalho nas cenas de flashback no começo da edição, enquanto Woods trabalha com ação no tempo presente. Certos leitores lembrarão do trabalho dele em Deadpool e desde a época que lidava com a revista do Super-Homem e seu traço melhorou bastante, não é nenhuma “Brastemp”, mas suas caracterizações faciais, particularmente do Aquaman, são excelentes.

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Seu irmão Orm é trabalhado com mistério, sendo representado o tempo todo nas sombras, o que se mostra bastante interessante. Woods não é um Ivan Reis e como o Capitão Nascimento diria: “Nunca será”, mas o maior desgosto de quem lê a edição pode ser com alguns painéis que muitas vezes ficam esquisitos e até feios. O que é muito curioso, já que cinco artistas assinam os créditos pela arte final, talvez essa seja a razão??? No entanto essa é uma crítica menor em virtude de uma ótima edição.

Como história que serve a um prelúdio de um arco vindouro ela é muito boa. Assim como também se presta a plantar pistas que levarão a novas aventuras futuras. Muitos fãs do herói queriam ver o Mestre do Oceano de novo, assim como diversos outros personagens de apoio da série que ainda não deram as caras nesse reboot. Essa edição mostrou que eles aparecerão. Quem não sentirá falta do brasileiro Ivan Reis a frente da arte? Mas lá no título da Liga, nosso herói Aquático será muito bem representado também pela equipe criativa (roteirista, desenhista, arte finalista e colorista) que o fez emergir das profundezas para o céu estrelado da editora.

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25 comentários sobre “AQUAMAN #14 – “O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito!”

  1. Referindo-me a uma particular parte da matéria; uma personagem não deve ser como uma casca de noz sem miolo: oca. Trabalhar as características psicológicas é fundamental para lhe dar maior consistência e credibilidade. Esses “pormenores” fazem-nos sentir as personagens fictícias reais. E é um excelente aditivo à trama.

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  2. Escrevo esse comentário um pouco chateado por conta da troca que será feita em relação aos desenhistas. Gosto do Aquaman, como já estou cansado de gritar por aqui, e esse material com certeza terei em minha estante. Esse Reboot foi um leite de papoula para o nosso querido peixão, muita gente precisava ter a boquinha calada. Ele recebeu e continua recebendo o esmero e respeito que merece, e, sinceramente, eu espero de todo coração que continue dessa mesma forma, mesmo com essa troca infeliz.

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  3. Huuuummmm…….sei não!!!!!! O desenhista infelizmente aqui está de partida. O escritor é o mesmo (Sinceramnete, prefiro mais ao Johns ao Bendis, mas não retiro que vejo os dois como irmãos siameses!!!!!), mas os desenhos……… e o estranho que várias equipes estão mudando, artistas deixando a DC, sendo mandados embora. Será que o gato subiu no telhado prá DC???? O Reboot só foi uma jogada “marketeira” prá arrancar alguns milhões de dólares mundo afora e pouco mais de um ano frustrar os fiéis seguidores da editora?? sei que posso estar desvirtuando um pouco do foco, mas hoje, qual a editora que pensa, respeita e não quer apenas ganhar com saídas estratégicas, mas com um trabalho contínuo e cativante ao seu cliente? Qual delas pensa na melhoria continua e na qualidade do que disponibiliza? Eu não sou a melhor pessoa prá responder, mas deixo aqui a poeira levantada, e quem sabe alguma coisa acontece.
    PS: Meu brother VVV. A tua abordagem é sem igual. nem eu na minha época de releases e reviews não tinha uma legião tão grande assim!!!! Longa vida ao Santuário!!!!! (e deixa eu voltar ao Doom patrol do Byrne).

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  4. Aquaman está realmente excelente!!!!!! O mês tem dias demais em se tratando de esperar a próxima edição do Aquaman!!!!

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  5. Eu estranhei muito a arte desse mês, natural, mas estou adorando o direcionamento dessa revista, lógico que a gente fica louca de aflição querendo que apareça logo todo o elenco de apoio de uma vez. 😉

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  6. Áhhh… os pesos pesados estão surgindo aos poucos do fundo do mar! Estavam a faltar mais personagens bons para esta saga subir ainda mais a fasquia de qualidade.
    Penso que Pelletier também fará um bom trabalho (espero sinceramente que sim…), tenho de ver se este número ainda sai no HC nº 2!
    🙂

    Abraço

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  7. A capa está perfeita, há muito não via uma assim, o Arthur é um ótimo exemplo de que a Dc está só acertando com os novos 52, personagem que nunca era trabalhado, e agora está tendo um grande destaque, ótima resenha amigo, parabéns novamente por seu sucesso…

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  8. A arte caiu muito!! O mestre do oceano teve uma encarnação interessante no desenho da liga!!! Alias ate a mulher gavião ficou interessante ali !!! Grande resenha v3 !!!

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  9. Muito boa a matéria amigo (como sempre néh hahahaha).
    O roteiro por enquanto continuara em boas mãos certo? mas com a saída do Ivan Reis, pode apostar que sentiremos falta dos desenhos :/ espero que venha um bom substituto. 😀

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  10. O Pete Woods melhorou sim, mas tentar provar isso numa revista que era até então do Ivan Reis, que barra, heim mano? Agora, concordo que os arte finalistas não ajudaram em nada, pode despedir ali quatro dos cinco com certeza, caraca, que diabos era esse tridente do Aquaman ali? Parecia um garfo de churrasco que ele trazia nas costas…

    Quanto a história, gostei muito foi de tudo.Que venha o Paul Pelletier urgentemente!

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  11. Hoje pela manhã vi uma tirinha que me fez lembrar das matérias sobre o Aqua… uma brincadeira sobre os poderes dele. hehehe

    Muito boa matéria. E parece que eles estão mantendo no ritmo a história =)

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  12. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Novíssimos X-men #3

    Terça – Aquaman

    Quarta – Pagando por Sexo e Uma Análise Sobre Tradução de Kill Your Boyfriend.

    Quinta – O HOBBIT – Pré estréia

    Sexta – Liga da Justiça Dark

    Sábado – O Quarto Mundo de Jack Kirby

    Domingo – Surpreendentes X-men
    TARDIS

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