Pré Estréia do filme “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” …

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… por Leticia Brandebuque, uma hobbit de coração, que gostaria muito de ser a 15ª integrante da companhia do Thorin Oakshield e Bilbo Baggins. [pode conter alguns spoilers]

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Em 2003 quando “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” chegou aos cinemas, ele veio trazendo mais do que emoção e conclusão da trilogia para os fãs de Tolkien, junto com ele veio a temida pergunta: E agora?

E agora, que tínhamos enfim visto a Terra Média, como poderíamos viver sem ela?

Durante esses quase 10 anos desde a estreia da última parte da trilogia nós, fãs do amado mestre J.R.R Tolkien, temos sobrevivido com os materiais complementares que foram lançados após sua conclusão (como documentários, as versões estendidas) e com um sonho: Ver novamente a Terra Média de volta nas telonas. E eis que depois de muita especulação, muito burburinho, terça passada – dia 11/12 – esse sonho se realizou com a Pré estreia de “O Hobbit”.

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Desde que a produção foi anunciada o mundo Tolkeniano ferveu. O Hobbit viria às telas pelas mãos e olhos de Peter Jackson, hobbit de alma, que já havia nos dado de presente a maravilhosa trilogia “O Senhor dos Anéis”. Eu poderia falar agora sobre como Peter é bom e esperto, em como ele enxerga muito além da produção apenas dos filmes, e pensando no futuro vai alimentando em conta-gotas o desejo infinito que os fãs da Terra Média têm por qualquer material sobre ela. Mas isso está em todas as revistas, sites e canais de entretenimento e não é novidade. Vou falar de fã para fã, narrando a magia do retorno ao meu amado Condado.

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O “Conselho Branco Sociedade Tolkien” e a “Toca Rio”(representação regional do CB no estado do Rio de Janeiro) foram convidados para essa sessão especial do filme e seus membros marcaram presença em peso e fantasia. Foi um reencontro magnífico de amigos de outras eras e novos amigos foram encontrados nesse dia, onde tudo girava em torno apenas da emoção de enfim retornar ao cinema para ver mais da Terra Média.

A magia começou pelo saguão de entrada do Cinemark Downtown, que recedeu decoração digna da Terra Média, e faltavam apenas os seres fantásticos que Tolkien criou, mas aos poucos eles foram chegando (nada) tímidos e logo o saguão foi transformado em um cenário do filme, onde desfilavam Hobbits (eu entre eles), Elfos, Anões, Orcs, Nazguls e Humanos.

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Saguão de entrada, por volta das 18 horas. Sessão começaria as 21:30 horas.
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Fãs caracterizados e ansiosos pelo começo do filme – Uma jornada muito esperada

hobittessesNuma toca no chão vivia um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo, tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto.”

E com essa frase, novamente, tudo teve inicio. Estamos de volta à Toca de Bilbo Baggins, estamos de volta ao condado, estamos de volta à Terra Média. Estamos de volta a 2001 vendo pela 1ª vez um Hobbit nas telas.

Peter Jackson realmente deve ter nascido com alma de hobbit, afinal, por seus olhos e criação, tem vida tudo que o Mestre Tolkien criou. Obviamente houve adaptações, mudanças e inclusões, muitas delas que ainda causam debates calorosos nos fãs mais puristas, mas que mesmo assim não tiram o brilho e a magnitude da produção.

Uma das principais – e gritantes- mudanças foram os anões, que são descritos como seres rústicos, de feições rudes e grosseiras – vide Gimli, e em “O Hobbit” temos os chamados ‘Anões-gatões’. O líder da companhia, o sábio e temido, Thorin Oakshield, tem toda aparição na tela seguida por uma onda de suspiros entre as mulheres (e alguns homens) que assistiam ao filme. Sem falar nos anões adolescentes, Fili e Kili, esse último preparado para conquistar as garotinhas.

Os Anões-gatões: Fili, Thorin e Kili.

Isso estava me incomodando muito, mas ao mostrarem Erebor (a Montanha Solitária e lar dos anões) e toda caracterização criada para esses personagens, eu calei minha bocarra e aceitei que ficaram muito bem. (Salvo apenas alguns momentos onde não havia perspectiva de um humano ou elfo, e junto com o Bilbo, parecia que todos eram humanos e não anões e hobbit).

Anões com mais cara de anões.

E esse incômodo pela aparência acaba logo, pois a combinação dos atores/ personagens em cena está tão empolgante, eles estão tão bem em seus papéis, que você simplesmente se esquece de ficar comparando o Thorin dos livros com o Thorin vivido pelo excelente Richard Armitage.

Martin Freeman é ‘Bilbo Baggins’. O ator inglês casou tão perfeitamente com o personagem que toda sua atuação é natural. Todo o desenvolvimento do personagem, desde a saída do Bolsão e a transformação de um hobbit pacato em um herói, é muito bem trabalhado.

Bilbo Baggins em sua Toca, fugindo de Gandalf.

E a emoção rola solta em cada segundo de projeção; em momentos que os personagens já conhecidos nas leituras são apresentados, sempre havia sinais de reconhecimento, como aplausos, risos, exaltações. E as caracterizações, produções, todas muito magníficas.

Entre eles: Radagast, o castanho, que de acordo com muitos dos fãs ficou até melhor que nos livros;  Thandruil,  Rei dos elfos da Floresta Negra e  meu sogro pai do Legolas; Os Trolls da famosa ruína de pedras; O Rei dos Goblins ; E o destaque foi Azog, o Orc pálido que é o antagonista de Thorin.

Para mim, uma das passagens do livro mais esperadas no filme, também foi a melhor sequencia: Riddles in the dark. (Charadas no escuro). É onde Bilbo encontra Gollum pela 1ª vez e também o Um Anel.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY

Smeagol nunca foi tão adorável, como Gollum não deixa de ser odioso. Sua combinação nos presenteia com uma sequencia maravilhosa, divertida, encantadora, engraçada. E Fofa! Sim, fofa! Não houve quem não quisesse ter um Smeagol como amiguinho naquele momento.  Andy Serkis volta a encarnar o hobbit consumido pelo Preciossssso Anel de Sauron, e com os passados dez anos entre os filmes e a melhoria na tecnologia de captura de movimentos, temos um Gollum muito mais real. Ele beira a realidade.

Nessa cena, foi o meu momento de suspiros, cada carinha do Smeagol/Gollum eu queria poder ter um pra mim!  Cena memorável.

O filme conduz bem em seu ritmo. Temos cenas de batalhas frenéticas, misturadas com boas doses de humor (muitas delas dignas de aplauso pelos fãs, como a referencia aos Magos azuis. Entendedores entenderão…) e algumas cenas mais sérias, dignas de uma obra grandiosa de Heróis. A emoção está presente em todo momento, principalmente no clímax do filme, no reencontro de inimigos mortais e no vislumbrar de uma nova esperança.

O filme é belíssimo, visualmente falando. O cuidado com as sequencias e com elementos presentes na trilogia anterior foi tamanho, que quando víamos personagens ou lugares conhecidos, era como se não tivesse passado sequer um dia desde que os outros filmes foram lançados. As locações, a fotografia, figurino, simplesmente fabulosos.  Peter Jackson pode ser considerado um verdadeiro mestre na Sétima arte.

O Hobbit foi filmado em três formatos: 2D, 3D e HFR (48 frames por segundo), será uma trilogia e suas sequencias já tem data de lançamento: “O Hobbit: A Desolação de Smaug”, será lançado em 13 de dezembro de 2013, enquanto que “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez” tem estreia agendada para 18 de julho de 2014. E também já foi confirmado que haverá versões estendidas. Peter gênio empreendedor. 😉

Algumas críticas estão dizendo que o filme é grandioso, mas cansativo e Eu discordo. O filme segue o exemplo de “A Sociedade do Anel”. É um filme introdutório, tanto de história, quanto personagens. Talvez para quem não seja fã, realmente pode ser longo, mas para quem tem esse mundo no coração, esses 169 minutos de filme foram pouco. E o filme é sim, grandioso.

Saí do cinema muito feliz, pronta para rever “Uma jornada inesperada” que estreia oficialmente dia 14/12 mais algumas vezes e ansiosa pela “Desolação de Smaug”.

Peter Jackson fez O Hobbit por amor e com amor, fez de fã para fã. Tem citações dos livros para nenhum fã botar defeito, cenas dignas de lágrimas e aplausos. Cenas que você sai da sala e fica por horas e horas sob o efeito da mágica que ele criou. Houve problemas? Sim. Discrepâncias? Sim. Mas nada em comparação à grandiosidade final do filme.

O Hobbit é engraçado, emocionante, encantador, nostálgico e mágico. Obrigada Peter Jackson por me levar de volta no tempo e à Terra Média.

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19 comentários sobre “Pré Estréia do filme “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada” …

  1. AHHHH Eu to maluco!!!! 🙂 😉 🙂 Texto muito bom, Letícia, como sempre, de coração. Que inveja dessa aventura que os Anões Hobbits , Elfos e vocês, fãs humanos, viveram nessa noite! E quer saber? Frodo é um merda, vida longa ao Bilbo!!!!!!

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      1. Frodo não é um bixa.

        Ele pode não ser tão carismático qto o Bilbo, mas vejamos pelo lado da história. Bilbo quando foi apresentado, não tinha nenhum efeito do anel, ele saiu pra viver uma aventura e tudo ali era puramente infantil. Já SDA é mais dark, somente anos dps que a história do Anel foi desenvolvida e qdo Frodo surge e é trabalhado como personagem, ele já tem o peso desse fardo. Não há espaço pra diversão ou algum carisma. Ele está sendo consumido.

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  2. Gente, ontem vi o filme em 48 frames!!!! (HFR)

    O ingresso para sala do cinemark que tínhamos comprado era e eu nem sabia!

    E gente, é esquisito e maravilhoso ao mesmo tempo! Tudo fica tão vivo, mas tão mais vivo que qlqr 3D comum.

    Quando mostra Erebor, parecia uma cena de uma peça, ou cena de novela, sabe? Vc sabia que não estava ali, mas parecia estar. Tinham partes que eram normais, outras que tudo ficava um pouco rápido, mas acho que isso era ainda a falta de costume.

    Cenas como do Condado, Valfenda… Nossa *-* Ou batalhas…. Surreais. E isso, no cinemark que nem tem uma tela tão grande assim… Fico imaginando isso na De Lux do UCI que é bem maior que uma tela normal (não uma IMAX, mas maior).

    Só sei dizer que amei ver em HFR e recomendo. Ainda mais que a maioria aqui já viu em 2D e pode aproveitar sem problemas.

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    1. Letícia, concordo nesse ponto: HFR é uma experiência incrível!!!
      Assisti ontem na pré-estreia do Cinemark. Comprei em 3D normal, pois só tinha lá.
      Na hora, vi que abriram uma sessão também na sala HFR. Paciência.
      Mas tinha muita gente querendo trocar de sala, na fila.
      Eu nem pensei: o primeiro que ofereceu eu já troquei e usei meu anel da invisibilidade, pro cara não se arrepender!!

      QUE QUALIDADE!!! QUE IMAGEM!!!

      Foi como disseste: voltei a ser o Luke de 1° de janeiro de 2001.
      É uma emoção indescritível. Quero que todos sintam!! De coração!!

      Do filme, nada a acrescentar!

      Confessem, vocês também se arrepiaram do início ao fim ao ouvir “Far over, the Misty Mountainn, cold. To dungeons deep, and caverns old…”????

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      1. Vc estava na mesma sala que eu! *-*

        Essa sala foi uma das primeiras a vender, e eu não tinha ideia que seria em HFR, ontem que falaram e eu dei pulinhos – realmente pulei – de alegria!

        E é muito bom, né? Não é o 3D bobão que só pega dinheiro, é algo totalmente diferente! Em certas horas, parecia uma peça.

        E sim, desde a 1ª vez que ouvi essa canção, ainda nos trailers, já havia lágrimas pra acompanhar =D

        Ainda mais qdo chega nesse verso:

        “…The fire was red, it flaming spread, The trees like torches blazed with light…”

        Não tem como não chorar!

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    1. Obrigada, Bianca!

      E sim, foi muito mágico! Pelo menos por mais 3 anos, temos Tolkien presente novamente nos nossos dias! XD

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  3. Confesso que no meu caso o Tolkien já cumpriu, re-cumpriu e esgotou completamente a sua cota. Confesso também que não estou emocionado nem feliz com o lançamento desse filme. O Hobbit, o livro, é bastante conciso, divertido e agradável de se ler, diferentemente de O Senhor dos Anéis. A escrita do Tolkien é arrastada, excessivamente descritiva e, às vezes, chata. Mas sim, pretendo ver o filme, só não estou vibrante como a maioria dos fãs.

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    1. Eu até te entendo, Felipe, digamos que passei por algo muito próximo a isso, mas que foi totalmente esquecido próximo ao lançamento do filme e apagado após vê-lo. Assista, dps me diz =DDD

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  4. Sempre me cativa quando um texto nos transmite a relação pessoal de quem escreve com o objeto de sua análise. Letícia encanta e torna o filme ainda mais poderoso com suas palavras cheias de emoção verdadeira. Li a matéria com medo de algum spoiler me deixar desatinado, mas isso ñ aconteceu e que bom que eu deixei a curiosidade ser mais forte que o medo. Adorei o texto, Letícia. Parabéns!

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    1. Obrigada, Leniltong! Eu sou muito empolgada, ainda mais qdo amo algo assim, como Tolkien. =D
      E espero que vc se emocione no filme como eu!

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  5. Leticia, primeiramente PARABÉNS pela sua aventura… você ficou linda de hobbit e realizou o sonho de muitos fãs, de embarcar nessa fantasia criada pelo mestre Tolkien.

    Mas principalmente OBRIGADO por trazer até nós um matéria tão grandiosa, digna desse filme grandioso… eu estou devorando as minhas unhas dos dedos dos pés de ansiedade (unhas dignas de um hobbit… mas isso não vem ao caso.. rs)…

    Fico muito FELIZ por saber quer uma nova trilogia está a caminho, e que está em boas mãos… sendo entregue de um fã para outros fãs.

    O nerd que vive em mim está radiante… tudo bem, Harry Potter encontrou seu final apoteótico, mas ele e Bilbo Bolseiro ainda vão nos encantar muito tempo ainda, no cinema e eternamente nos livros.

    E que venha uma nova trilogia de Star Wars! 😉

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    1. Obrigada, Rodrigo =D

      E era meu sonho fazer isso desde o SDA, mas na época não conhecia ninguém do grupo. E o destino quis que anos dps eu ficasse amiga dessas pessoas, sem intermédio de Tolkien, mas pra viver essas coisas também e na terça feira foi tudo!

      E o filme é tudo! Sempre meu coração será habitado pelo meu bruxinho e por um hobbit, isso é fato da minha vida. Harry Potter e Senhor dos Anéis mudaram minha vida =D

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  6. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Novíssimos X-men #3

    Terça – Aquaman

    Quarta – Pagando por Sexo e Uma Análise Sobre Tradução de Kill Your Boyfriend.

    Quinta – O HOBBIT – Pré estréia

    Sexta – Liga da Justiça Dark

    Sábado – O Quarto Mundo de Jack Kirby

    Domingo – Surpreendentes X-men
    tardis

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