X-Men – O Conflito de uma Raça ( X-Men – God Loves, Man Kills)

_0004_Midgard

Por Carlos Geneticamente Normal Lenilton

393090_268238799971341_581799574_nBem antes do boom comercial experimentado pelos X-Men nos anos 90 esses queridos personagens já haviam passado por grandes momentos nos quadrinhos.

S_Final

x455

Quem leu a Extraordinária fase de Chris Claremont e John Byrne sabe bem que a popularidade dos mutantes veio bem antes do aparecimento de Jim Lee e companhia. Após a saída de Byrne e seu lápis mágico ( na época era e muito) os leitores sentiram as mudanças e temeram o futuro mas Claremont e os desenhistas que suscederam Byrne ( entre outros Dave Cockrum, Paul Smith e John Romita Jr. Além do arte-finalista Bob Wiacek) seguraram bem as rédeas (e as vendas) e pra espantar de vez qualquer crítica ou temor soltaram pela linha Marvel Graphic Novel ( no #05 datada originalmente de 1 de Dezembro de 1982) a clássica história God Loves, Man Kills ( no Brasil chamada de O Conflito de uma Raça).

411444

Intolerância e fundamentalismo religioso são os sentimentos mais fortes aqui. E ambos jorram como veneno da boca de um homem atomentado que interpreta insanamente a Bíblia. O reverendo William Stryker crer com toda fé que Chales Xavier é o próprio Anticristo e que os mutantes são crias do demônio que vieram à Terra para destruir a suprema cria de Deus: os homens. Para evitar o apocalipse humano monta um grupo para-militar que assasssina friamente todo e qualquer mutante. Popular e carismático o revendo Stryker usa os meios de comunicação (principalmente a tv) para plantar medo e ódio aos mutantes. Ingênuamente Xavier tenta enfrentar Stryker no seu campo de batalha e perde feio um debate de tv em rede nacional. Na volta pra mansão é emboscado juntamente a Ciclope e Tempestade pelos Purificadores, nome do braço armado de Stryker, e dados como mortos. Uma investigação tem início por parte de Wolverine, Noturno e Colossus que não engolem a versão oficial de acidente automobilístico. É nesse ponto que outro grande defensor ( à sua própria maneira claro) dos direitos mutantes entra em cena: Magneto, oferecendo ajuda aos X-Men restantes para enfrentarem a ameaça que pesa sobre a cabeça de todos. Diferenças são postas de lado ( aqui pela primeira vez nos quadrinhos X-Men a Magneto se aliam) para enfrentarem um mau maior.

411111111

A trama segue coerente, enxuta e divertida até o seu clímax. Mérito das Graphic Novels que sempre traziam histórias fechadas. E num grande evento armado por Striker no Madison Square Garden com a presença de vários políticos e imenso público o combate final é travado. Os X-Men agora guiados mesmo que temporariamente por Magneto atacam Stryker em seu púlpito durante um fervoroso sermão anti mutante. O confronto entre nossos heróis e o Reverendo Stryker se dá por meios de palavras ( afinal o reverendo não possui poderes) e o grande líder Ciclope toma a frente dos mutantes com um belo discurso  que os cínicos chamarão de piegas.

54545445555

Nesse clássico atemporal temos um conto que sintetiza tudo que faz dos X-Men e seu universo o que eles são em toda sua grandeza. Parabéns a Chris Claremont e Brent Anderson por esta maravilhosa obra!

411174744

Anúncios

8 comentários sobre “X-Men – O Conflito de uma Raça ( X-Men – God Loves, Man Kills)

  1. Não gosto dos X-men, mas sempre tive curiosidade de ler essa história. Comprei, só falta agora arrumar um tempo pra ler com calma e tranquilidade, como toda grande obra merece.

    Curtir

  2. Troque a palavra mutante por qualquer outro grupo minoritário (sexual, religioso, étnico, político, econômico, intelectual etc) e veremos quantos reverendos Strykers temos por aí. Infelizmente, mesmo entre os leitores de X-Men, há aqueles que não percebem a crítica construída em suas histórias e não raro vociveram discursos racistas, homofóbicos, etc etc.

    Parabéns pela resenha. Se aceitares uma sugestão… uma obra obra mutante (mais recente, 1999, se não me engano) que merece uma resenha é X-Men – Filhos do Átomo, de Joe Casey (roteiro); Steve Rude/ Essad Ribic (desenhos) e Andrew Pepoy (arte-finalista)
    Abraços

    Curtir

  3. Creio que esta seja a melhor história fechada já feita com os X-Men. É engraçado lembrar que antes de gagá, Chris Claremont já foi um bom roteirista, apesar de nunca ter batido muito bem da cabeça.

    É incrível como ele amarrou todos os planos da história, desde as motivações de Stryker, que não entende como seu filho recém-nascido pode aparentar uma forma tão monstruosa. Os X-Men, apesar de alguns dizerem o contrário, são os protagonistas da história. Poucos roteiristas conseguem retratar os X-Men de forma digna hoje em dia, e isto é triste. De uns 6 anos pra cá, os X-Men têm sido garantia de títulos ruins, não importando o roteirista ou fase em que os personagens se encontram.

    Infelizmente, mais uma vez, Claremont usa de seus intermináveis balões recordatórios pra contar a história. Se tem alguma coisa que não me faz a menor falta nas HQs são os malditos balões. E essa foi a época ideal pra que Claremont exibisse as suas imperfeições e fizesse fama com isso. Sem falar na insistência dele de tornar as personagens femininas as protagonistas da história.

    Vendo assim parece até que eu não gosto da história… Eu não sei, talvez esteja ficando velho e precise rever os meus conceitos.

    Ótimo texto, Carlos.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s