Lex Luthor – Biografia Não-Autorizada

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Por Carlos “nunca biografado” Lenilton Img de Capa

Houve uma época de brilho intenso onde Lex Luthor era o um dos homens mais ricos do planeta e o segundo mais poderoso de Metrópolis. Um mega-empresário, dono de uma corporação que estendia seus tentáculos por inúmeros setores, de mineração à tecnologia de ponta tudo tinha um dedo da sua Lexcorp. Um homem que veio das camadas inferiores da sociedade e se fez sozinho. Um homem de biografia titânica. Um semi Deus entre mortais. Um grande empreendedor,Um grande filantropo. Ou será que não?

Os passos dados na vida de Lex Luthor, que começou pobre e terminou no topo do mundo, e os esqueletos escondidos no seu armário são exatamente o que procura esclarecer esta Graphic Novel escrita por James D. Hudnall e desenhada por Eduardo Barreto.

Peter Sands, um jornalista fracassado, alcoólatra e sem dinheiro está desesperado em busca de um bico, algo que possa lhe fazer pagar a próxima conta de luz…ou a próxima garrafa de bourbon. Mas sua relação íntima com o álcool desgastou demais sua imagem profissional perante os poucos que ainda lhe davam serviço. E seu trabalho vinha consistindo apenas de escrever artigos para revistas de gosto duvidoso, tabloides de fofocas e biografias especulativas e sensacionalistas. É ao receber um convite, providencial podemos dizer, para uma nova biografia não autorizada acompanhada de um cheque com um belo adiantamento que os problemas de Sands começam…

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A narrativa não linear do álbum em nada diminui o prazer da leitura e sim acrescenta pontos ao autor Hudnall. Já entramos na história tendo conhecimento do trágico destino que aguarda Sands ao mesmo tempo que vemos um Clark Kent indefeso como poucas vezes se viu, enrolado até o pescoço numa trama de assassinato e investigação. Acusado do assassinato de Peter Sands e com provas forjadas, porém muito contundetes contra si, como provará sua inocência sem entregar sua outra persona?

Sands começa a entrevistar todas as pessoas ainda vivas que mantiveram algum tipo de contato pessoal ou profissional com Luthor e que hoje estão fora de sua empresa ou de seu “radar”. Ledo engano de Sands, nada escapa ao escrutínio de Luthor. O resultado das entrevistas e pesquisas do Sands vão moldando o homem atrás do mito e o quadro que se revela é muito pior do que a mais infame imagem que Sands poderia ter feito: Luthor é um escroque da pior especie, tendo realizado vários crimes brutais entre os quais destaca-se o assassinato dos próprios pais. Luthor é capaz de tudo: roubo, assassinato, chantagem, sequestro, atentado e seu maior prazer é destruir vidas, profissional e intimamente. Luthor jamais poderia deixar tal livro ser impresso… para a infelicidade de Peter Sands é justamente essa a ordem expressa dado por Luthor aos seus capangas: apaguem os rastros. Apaguem Sands.

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Já Clark Kent fica acossado pela polícia, sem defesa aparente e totalmente encurralado numa trama onde o cérebro conta muito mais que os músculos.

A arte escura ajuda a criar o clima barra-pesada da história. As cores discretas são de Adam Kubert, filho da lenda Joe Kubert recém falecido. Mais o grande trunfo desta hq é realmente seu roteiro que de tão bem escrito não envelheceu nada desde sua publicação.

Para tristeza de uma “geração” que tinha esse Lex Luthor pra chamar de seu, hoje a DC Comics já desgastou e largou essa versão empresarial do famoso vilão.

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9 comentários sobre “Lex Luthor – Biografia Não-Autorizada

  1. Essa versão de Luthor (moldada após a reformulação de John Byrne) com certeza é uma das melhores reformulações feitas para uma personagem. O interessante é que na época o própio Byrne cemtrou-se no passado do Clark Kent. Essa lacuna foi preenchida de forma primaz com esta história fechada que mostra algumas características clichês já naquela época mas que fizeram várilos olhos brilharem. Uma releitura massaveio trazida pelo Lenilton que a geração mais nova precisa conhecer. Saber que Lex Luthor já foi uma das maiores pedras nas botas dos heróis (e não só com o Super) da Dc.

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  2. Excelente! Essa versão do Luthor perdurou por muitos anos e ganhou muita credibilidade… mas seja como o empresário inescrupuloso ou o cientista maluco amigo de infância de Clark, Luthor sempre representa o que de pior a humanidade têm a oferecer! Parabéns artigo supimpa!!

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