BATMAN # 11 – Bem vindo ao outro lado do espelho, Bruce Wayne!

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19203_279328695529018_454477680_nResenha de Batman # 11, com a conclusão do arco com a Corte das Corujas, de Scott Snyder (roteiros), Greg Capullo (desenhos) e Jonathan Glapion (Arte-Final). A história secundária teve roteiro de Snyder com James Tynion IV, e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história

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Batman já desarticulou a seita da Corte das Corujas, que embora enfraquecida, ainda mantém seus tentáculos em atividade, aguardando o momento oportuno de retornar. Os soldados Garras foram em sua maioria derrotados e aprisionados em câmaras criogênicas pelos associados do morcego, e os que conseguiram escapar ficaram sem liderança e desorientados. Agora, Bruce precisa enfrentar uma questão mais pessoal, enfrentando Lincoln March, o Garra que se infiltrou em sua vida como um benevolente amigo, mas na verdade é um dos mais perigosos agentes da Corte. E para Bruce, ele pode ser ainda mais letal. Lincoln afirma ser na verdade Thomas Wayne Jr., irmão de Bruce… e existem fortes evidências que apontam para que isso seja mesmo verdade.

Agora é irmão contra irmão, Bruce e Lincoln chegam ao limite do mistério que há meses vem rondando a mente do maior detetive do mundo.

Irmão contra irmão?

Desde o começo, a grande premissa de Scott Snyder com esse arco da Corte das Corujas, obviamente, além do mistério, foi o medo… afinal, Batman já enfrentou o que de pior a humanidade tem a oferecer, e possivelmente tem em sua galeria o inimigo mais diabólico que se possa imaginar, o Coringa, um vilão que já causou grandes tragédias na vida de Bruce e sempre consegue surpreender com  uma nova tonalidade de terror. Mas Snyder decidiu começar sua versão do Batman pós relaunch com uma nova ameaça, não um inimigo apenas, mas uma verdadeira seita, cuja influência existe desde antes do nascimento de Bruce, atuando há séculos e manipulando Gotham desde antes da cidade sonhar que um dia haveria um Batman. No decorrer dos anos, centenas de linhagens foram corrompidas, incontáveis membros de famílias nobres e ricas foram usurpados pela Corte, incluindo a família Wayne, que já fora vitimada por eles. De certo ponto de vista, a Corte já havia vencido em vários níveis, antes mesmo de Batman se dar conta de sua existência. Tudo o que lhe restava agora era parar o avanço das Corujas e cortar suas asas definitivamente.

A trajetória do detetive e seus associados nessa cruzada foi árdua, e quando Bruce acreditou ser o dono de Gotham, viu-se a mercê de forças com as quais estava despreparado para combater, sendo levado a um estado de tensão física e mental que quase o levou a ruína. Desde a saga “A Queda do Morcego”, não via o personagem tão inseguro e fragilizado. Mas o fato é que, apesar de ser levado ao extremo da dor, ele é a obstinação em pessoa, alguém que não desiste da luta enquanto houver o mínimo resquício de vida em seu ser… pois ele é o Batman, e o interessante sobre o Batman é que ele pensa em tudo!

A história termina de forma a explicar todas as pontas soltas deixadas… nem tudo é exatamente o que parecia… ou pelo menos deixa uma possibilidade em aberto do que poderia ser, mas independente disso, de fato houve uma revelação importante e a forma como isso afetou Bruce deve ser melhor explorada nas edições posteriores.

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A trama secundária da revista continua falando sobre o passado da família Wayne, tem foco no pai de Alfred, Jarvis Pennyworth e elucida os eventos que envolveram a segunda gravidez de Martha Wayne e o nascimento de Thomas Wayne Jr.

Elucida. Mas também deixa a porta aberta para as possibilidades.

A arte do brasileiro Rafael Albuquerque é eficiente em se destacar totalmente do estilo apresentado por Greg Capullo na história principal, e combina bem com o clima tenso apresentado na mesma.

Por fim, pode-se dizer apenas que nunca é o fim. As Corujas devem voltar em um futuro não muito distante, e o próximo arco promete mostrar uma das versões mais apavorantes do Coringa, se é que isso é possível. Só nos resta esperar quem vai sair intacto após esse novo ataque. Mas o fato é que, por pior que seja o problema, o morcego sempre triunfa. Pois, oposto ao Coringa, ele representa o que de melhor pode existir na humanidade.

Quando a situação ficar feia, entre em contato com o seu “Batman interior”. Evite a capa preta e a máscara, mas descubra que é possível vencer a pior das provações…

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Capa alternativa, arte de Andy Clark.

Resenha anterior de Batman? Clique AQUI! 

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20 comentários sobre “BATMAN # 11 – Bem vindo ao outro lado do espelho, Bruce Wayne!

    1. Há quem discorde… porém fica aí a sua opinião, apesar do irmão não ser gêmeo e talvez nem ser irmão… eu também estou ansioso pelo próximo arco do Batman, com a volta do Coringa e tal, mas dificilmente as corujas serão deixadas pra lá…

      Abs!

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  1. Ultimamente, cada década apresenta um novo desafio para o Batman e os escolhidos dessa vez yme pareceram muito arrojados. Desde sua apresentação lá no título do Jonah Hex a5e a história atual tudo é muito bem armado. Mais interessante seria ver a influência desses vilões muitos séculos atrás (como em Demon Knights) ou o domínio deles no futuro ( Legião dos Super Heróis). Com certeza Snyder criou uma trupe que transcende mas pode ir muito mais longe.

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    1. O que você disse é possível que aconteça, Nilson… pelo menos todo o cenário é favorável… isso me lembra outros debates, onde foi levantada uma possível história envolvendo o vampiro Andrew Bennet, o Sombra e Etrigan… eu posso sonhar né? rsrs

      Abs!

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  2. Nem vou falar da trama secundária, porque não gosto da arte desse Albuquerque, prefiro o Liefeld. Mas falando do que realmente importa: Snyder e Capullo!!! para mim eles já são sinônimos de Batman! 🙂 A grande parte das pessoas amou esse arco, alguns reclamam do final, que foi fraco em relação a toda história. Mas eu adorei.

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