O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 04 – Confabulações, batalha e ressurreição!

Quarto Mundo

391317_279328698862351_1337908326_nResenha de Jack Kirby´s Fourth World # 04  de John Byrne (roteiro e arte) e Lee Loughridge (cores).

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história

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O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 04: Retornando da Fonte

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Capa de Walt Simonson

Darkseid vem extraindo o poder dos deuses espalhados pelo cosmos, destruindo-os no processo. Mas até mesmo o senhor de Apokolips pode ter excedido sua arrogância quando uma armada interplanetária formada por vários mundos cujos deuses foram destruídos por ele se unem em um ataque de vingança… mas como sabem ser impossível destruir Darkseid em sua atual posição de poder, eles decidem feri-lo de outra forma, tomando dele aquilo que ele mais almeja… o segredo da Equação Anti-Vida… e a forma como eles pretendem fazer isso é destruindo o planeta onde esse segredo se esconde. Adivinha qual? Não, só desta vez não é Thanagar. É a boa e velha TERRA.

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Darkseid teme mesmo Odin… ou apenas espera a hora certa de atacar Asgard?

O jovens deuses do Povo da Eternidade estão unidos ao Pai Celestial, pensando numa forma de conter a hecatombe… Vykin determina que o poder de fogo da armada seria capaz de destruir todo o universo… coisa que são perfeitamente capazes de fazer, pois ao destruir seus deuses, Darkseid roubou deles sua razão de viver.

Enquanto alguns dos Novos Deuses como Magtron e Barda tomam parte da linha de frente da batalha defendendo a Terra da armada invasora, o Povo da Eternidade confabula com o Senhor Milagre e o Pai Celestial formas mais evasivas de se lidar com a situação. Com a ajuda dos instrumentos de Metron, Vykin foi capaz de analisar a natureza da energia destrutiva da armada, e elaborou uma forma de contê-la caso a mesma seja liberada… porém, a única forma de conter tamanho poder é manipulando a Astroforça, uma das energias primordiais do universo, porém ela só pode ser domada por um dos novos deuses: Órion, recentemente morto e enviado para além da Fonte.

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Sempre é um prazer ver a Grande Barda em ação!!

Como Vykin sempre tem mais de um plano de contingência, ele coloca suas ideias em prática. Primeiro, invocando Tákion, o único ser capaz de comungar diretamente com a Fonte sem a necessidade de agentes intermediários. Com a ajuda do Pai Celestial, Tákion é levado ao muro que serve de porta entre a nossa realidade e a Fonte, onde é instruído a fazer contato com a mesma, mas desta vez invertendo o processo de forma que em vez de receber dela, envie informações, numa tentativa de encontrar a alma de Órion que se encontra lá dentro.

Secretamente, Vykin confabula com sua colega do Povo da Eternidade, Belos Sonhos, e pede para que se prepare, pois se tudo der errado, deverá agir, empregando seu poder ao máximo, possivelmente em um nível nunca antes concebido por ela.

O Corredor Negro surge diante deles, porém desta vez sua intenção não é acompanhar um dos deuses para a morte que aguarda do outro lado da Fonte, mas para preveni-los de que não devem perturbar aqueles que já fizeram a travessia. O Pai Celestial diz que não o faria se não se tratasse de uma emergência de proporções cósmicas. O Corredor apenas responde que não pretende impedi-los, pois sua missão sagrada é apenas entregar as almas dos deuses mortos para a Fonte, porém ele avisa que existem sérias consequências em se trazer alguém de volta, principalmente em se tratando do guerreiro Órion, uma vez que as circunstâncias de sua morte foram extremamente traumaticas e sua alma não está em paz… a fúria que ele pode trazer consigo pode se mostrar uma ameaça maior do que o perigo que eles enfrentam agora.

Ciente dos riscos, eles seguem em sua experiência… Tákion localiza Órion na Fonte, e o Pai Celestial usa de seu poder para guia-lo de volta… uma mão incandescente surge de dentro do portal, e liberta Órion, novamente reconstituído para o mundo dos vivos… porém enfraquecido e indefeso como um bebê.

Mas pior do que isso, é que nem todos perceberam, mas ele não voltou sozinho. Algo maligno que deveria estar para sempre longe da existência retornou para o nosso convívio.

Em seu atual estado de debilidade, Órion é incapaz de controlar a poderosa Astroforça, obrigando Vyking e Belos Sonhos a tomar as rédeas da situação, a fim de se impedir a destruição do universo.

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As almas dos deuses levadas pelo Corredor Negro para a Fonte podem ser trazidas de volta… por um preço.

De dentro da nave de comando da armada bélica alienígena, onde Metron tentava chegar a um acordo com as vingativas vítimas de Darkseid, é possível observar claramente que eles nada mais podem fazer contra o planeta, pois a Terra simplesmente é destruída diante de seus olhos…

John Byrne parece ter voltado um pouco de suas viagens astrais e começou a alinhar os inúmeros eventos aleatórios que vem sendo lançados na série até então. Algumas explicações ainda não foram dadas, como por exemplo a suposta unificação do Pai Celestial e Darkseid com a Fonte; e o fato da necessidade de Odin reunir os Novos deuses em Asgard, onde mais uma vez é explicado que os asgardianos têm um parentesco muito próximo com o Velhos deuses que geraram Apokolips e Nova Gênese, e por esse motivo, Darkseid guarda certo receio em atacá-los diretamente. Mas mesmo com estes vãos na trama, neste número, temos uma história bem mais coesa que a anterior, com uma ameaça clara e o desespero dos protagonistas em tentar impedi-la, não medindo esforços e sendo obrigados a lidar com as consequencias de seus atos.

O típico drama cósmico imortalizado por Jack Kirby, que vai agradar os fãs mais antigos e divertir os mais novos.

Resenha anterior? Clique AQUI!

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9 comentários sobre “O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 04 – Confabulações, batalha e ressurreição!

  1. Não quero sacanear a obra do mestre Kirby. Até porque nada na vida é mais importante que ele, mas as vezes quando vejo a forma como o Orion é tratado em inúmeras versões de outros autores, inclusive dele, vejo o “Power Ranger Vermelho” (nada contra Spider Phoenix, caso leia isso), aquele que sem eles, nunca os heróis vencerão o monstro!!!

    Belo texto, Rodrigo. É maravilhoso ter os Novos Deuses por aqui, sempre maravilhoso.

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  2. Agradar???? E você Rodrigo enfatiza num somente AGRADAR??? Realmente esse é um dos últimos trabalhos de Byrne que fascinam pela complexidade de eventos e como eles vão se resolvemdo com o passar da trama. Eu li o Doom Patrol dele mas te asseguro que apenas diverte. E não é tão inspirador como Izaya e sua trupe. Ansioso prá ver o fechamento desta batalha.

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    1. A Patrulha do Destino feita pelo Byrne foi equívoco do começo ao fim, o que é uma pena.. a fase que veio depois, sob a batuta de Keith Giffen foi bem legal, e infelizmente não foi publicada no Brasil… esse material merecia ter saído no lugar de tantas bobagens que foram publicadas, mas enfim… é bom ver a luz dos personagens do Kirby quando foram conduzidos pelo Byrne…

      Abs!

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