O PIONEIRO JACK KIRBY; A TROPA DOS LANTERNAS VERDES & QUADRINHOS QUE ME FIZERAM FELIZ parte 2

Quarto Mundo

Por Venerável Victor  “Guardião da Blogosfera” Vaughan

Img-de-CapajkUm pequeno presente para o nosso carnaval.

Arte de Jack Kirby

 Jack Kirby desenhou para a sonda espacial pioneiro 10

…ele só não fez o desenho para a Nasa.

Quando a Pioneiro 10, a sonda de Júpiter, foi lançada. Ela carregou uma placa mostrando a humanidade – uma placa bem simples e realista, longa em informação, curta em estilo. Mas como parte das festividades, o Los Angeles Times pediu a vários artistas para contribuírem com suas idéias do que deveria ir na plca, e o que você viu acima foi a resposta de Kirby.

“Me parece que a auto-imagem da humanidade tem sempre dito muito mais verdadeiramente sobre si do que sua figura real”  Kirby escreveu. “Minha versão da placa teria revelado a exuberância, visões super autoconfiantes com as quais temos nos vestido desde tempos imemoriais. Os super-heróis e heroínas de tiras de quadrinhos, na minha crença, elas personificam o idealismo e fulgor inatos da humanidade. No entanto, eu não teria gostado de incluir nenhuma informação além de uma imagem aproximada da Terra e uma lua. Eu não vejo sabedoria alguma na ânsia de ser encontrado e abordado por qualquer inteligência com a habilidade de realizar isto de qualquer setor do espaço. Em encontros entre “descobridores” e “descobertos”, a história sempre tem dado vantagem para os que descobrem. No caso da placa de Júpiter, eu sinto que um tremendo problema não previsto saiu do fórum mundial criado por uns poucos indivíduos que marcaram uma trilha clara até nossa porta”.

“Meu ponto de vista é: quem batérá a nossa porta? O negociador ou o tigre? “

Quadrinhos que me fizeram feliz, parte 1 aqui

7 histórias da Tropa dos Lanternas Verdes que me fizeram feliz

Sinestro

“O Dia que cem mil pessoas sumiram!”

Quando toda a população de Valedale desapareceu num piscar de olhos, Hal Jordan é convocado pelos Guardiões do Universo. Eles lhe esplicam que Sinestro, antes um alienígena que fora escolhido para ser o Lanterna de seu setor espacial e maior campeão de seu planeta Corugar, abusou de seus poderes e os usou para escravizar seu mundo  se colocando como ditador supremo. Ele foi o primeiro Lanterna Verde renegado.

Como punição, os Guardiões tiraram de Sinestro seus poderes e o baniram da Tropa para o planeta Qward , no universo de anti-matéria. Eles souberam depois que Sinestro havia feito uma aliança com os Armeiros desse planeta – inimigos dos Guardiões e da tropa – para derrotar os Lanternas Verdes explorando a vulnerabilidade dos anéis que precisam ser recarregados a cada 24 horas. Parte do maligno plano seria transportar pessoas de cidades terráqueas para Qward em uma tentativa atrair Jordan para uma emboscada.

Primeira aparição de Sinestro nos quadrinhos

 Hal voa até a próxima cidade que eles acreditam que será atacada em seguida por Sinestro na tentativa de impedir que seus moradores sejam teletransportados para o Universo de anti-matéria. Com isso, Jordan faz com que toda a população fique invisível e apenas ele seja transportado para Qward, lá ele luta com os Armeiros e os derrota. Mas após Sinestro prometer devolver os habitantes de Valedale, Hal é traído e aprisionado em uma bolha de energia amarela, em que Sinestro espera manter o Lanterna Verde até que a carga de seu anél acabe. Logicamente quando se passam 24 horas e Sinestro desfaz a bolha, descobre um Jordan ainda com carga energética suficiente para ataca-lo e o vilão descubre que tudo seguia de acordo com os planos dos Guardiões para derrotá-lo!

A solução do roteiro é genial…mesmo para uma era de quadrinhos com roteiros ingênuos.

G’Nort   “G’Nort o audaz!”

G’Nort Esplanade G’neesmacher é provavelmente o mais estranho Lanterna Verde que já existiu , mas também é certamente o mais amado. Sua condição de membro da Tropa é hoje em dia conhecida como fruto de nepotismo.

Sem querer, Guy Gardner descobriu que a raça intergalática dos Poglachians estavam de colúio com os Qwardians  – inimigos jurados da Tropa –  em um plano para desacreditar os Lanternas Verdes, dando anéis para imbecis e retardados como G’Nort.

Nessa edição, o Esquiador Escarlate, arauto do Senhor Nebula “o decorador de mundos” é libertado de uma prisão da L.E.G.I. Ã.O e vai a procura de G ‘Nort, o responsável por sua captura – claro, aqui uma engraçada paródia do Surfista Prateado e Galactus, “O Devorador de Mundos” criações de Kirby para a Marvel – .Como em grande parte das histórias da Liga “Bwa -ha-ha” quase nada acontece de fato, mas todos nós rimos muito com essas antigas edições

 Mogo   

“O rapto dos Golfinhos espaciais”

Para deixar bem claro, essa história é fruto direto do clássico do Alan Moore “Mogo não vem para a reunião” uma das melhores histórias da DC comics. E muita gente só comprou essa edição de Senhor Milagre nos EUA na época, porque aparecia o Lobo. Mas com isso, muita gente nova foi apresentada ao mais fantástico Lanterna Verde da Tropa: Mogo.

O senhor Milagre – criação do “rei” Jack kirby – e Mangá Khan encontram um grupo de golfinhos espaciais perdidos, logo em seguida descobrem, para seu desespero, que o caçador de recompensas, Lobo – “aquele que arranca suas tripas e gargalha de alegria com isso”, no dialeto Khundio – é o dono deles.

Inicialmente Scott Free e Khan acreditam que a confusão vai ser facilmente resolvida se eles simplesmente devolverem os bichinhos de estimação para o dono sociopata. Mas nem tudo era fácil nessa fase das histórias dos integrantes da Liga e logo eles descobrem que os golfinhos fugiram de sua nave seguindo um estranho holograma verde.

Para evitar mais morte e destruição, o Senhor Milagre ajuda Lobo a rastrear os golfinhos espaciais até um mundo , que possui uma estranha chuva ácida de pequenos meteoros amarelos. Os “bebês” de Lobo agora vivem em uma relação simbiótica com o planeta – que se tratava do Lanterna Verde Mojo – os meteoros são repletos de nutrientes para os golfinhos espaciais e a medida que os bichinhos os comem, livram o planeta vivo da fraqueza natural a cor amarela, que todo membro da Tropa Esmeralda na época tinha.

Assim como na clássica história do início da década de 80, a real identidade do Lanterna Verde só é revelada ao fim da edição.

Raker Qarrigat  

“A Batalha em Apocolips”

Mais um pouco de ação da Tropa com os personagens do “Quarto Mundo” de Jack kirby. Essa é uma tentativa engenhosa do escritor Scott Beatty para explicar porque os Lanternas Verdes simplesmente não acabam de vez com a ameaça ao universo que é o mal de Apokolips. A resposta é muito simples, eles não podem.

Enquanto Orion e Kile Rayner planejam um treinamento em Nova Genesis, Desaad – o páu mandado de Darkseid – sabota o tubo de explosão do “novo deus” e os dois acabam em Apokolips. No planeta negro, Rayner conhece um desaparecido membro da tropa.

Raker conta ao carismático Rayner o primeiro encontro entre a Tropa dos Lanternas Verdes e Darkseid, numa época em que os guardiões do Universo ordenaram uma invasão à Apokolyps, mas quando Darkseid toma vantagem da impureza amarela que enfraquece os anéis de poder dos Lanternas, a batalha fica à favor dos impiedosos Novos Deuses.

Existe muito significado e mítica entre uma batalha da Tropa e os Novos Deuses de Darkseid, além de ser curioso ver o Lorde do Mal todo vestido em uma armadura amarela, parecendo um Doritos gigante.

Kilowog   “grandes amigos”

Todos nós amamos Kilowog. Alguns desde que ele chamou Hal Jordan de babaca no arco de histórias: Amanhecer esmeralda.

Eu adorava cada momento de suas aparições como “senhor conserta tudo” nas páginas da Liga Engraçada de Max Lord, onde era trabalhada a idéia de que Kilowog era o cara que fazia todo tipo de ‘bicos” por todas as embaixadas mundiais da equipe.

A relação de amizade e inimizade entre ele a Guy Gardner era um dos ingredientes mais fantásticos dessas histórias e ver o mestre Adan Hughes ali desenhando toda arte interna da revista ao invés de só passar no banco para pegar seu polpudo cachê pelas capas de edições que faz todos os meses, não tem preço.

A briga entre esses dois Lanternas ao fim da edição deixa bem claro que Guy e Kilowog são simplesmente ótimos amigos que curtem quebrar a cara um do outro de vez em quando.

Dex Starr     “Origens secretas”

Dex Starr é o único Lanterna Vermelho que coloco aqui hoje por uma ótima razão: como é que não podemos curtir um gatinho fofinho “malvadão”???

O sujeito tem que ser muito desalmado para não se comover com a origem desse personagem e os fatos que o fizeram ser escolhido como o Lanterna Vermelho da Terra – controlador do espectro vermelho da ira – .

Geoff Johns faz um ótimo trabalho em apenas 6 páginas onde nos relata a história desse gatinho, desde o momento em que é escolhido por sua dona , ainda filhote, em uma loja de animais, até o dia em que essa mesma mulher, a única amiga que conheceu em toda sua vida, fui vítima de um latrocínio em sua residência, na frente de seus olhos, para logo em seguida ser preso em um saco de lixo e jogado no fundo de um rio para morrer.

Por sorte o anel energético em busca de um hospedeiro na Terra que fosse capaz de sentir grande ódio , encontrou o gatinho antes que esse se afogasse.

Se isso tivesse acontecido comigo eu também seria um bichano vingativo!

Katma Tui 

“Contos da Tropa dos Lanternas Verdes”

Logicamente essa é uma história contada por Alan Moore, justamente no ano em que lançava a obra prima dos quadrinhos: Watchmen.

O conto dessa vez foca em Katma Tui – ex mulher do Lanterna Verde afro-descendente John Stewart –  que é mandada ao espaço longíquo com a missão  de recrutar um novo Lanterna Verde que não possui o conceito de visão ou cor…

Isso, logicamente se apresenta como um desafio instransponível, levando em consideração que muito do propósito do tradicional juramento da Tropa dos Lanternas Verdes se perderia na tradução…

Mas sendo a garota inteligente e sagaz que sempre foi e provando a sabedoria dos Guardiões do Universo em sua escolhja para a missão, Katma encontra uma forma de superar os obstáculos colocados à sua frente e dá as boas vindas ao novo membro da Tropa, mesmo que esse não faça a mínima idéia o que diabos um “Lanterna Verde” significa

“No dia mais claro Na noite mais densa O mal sucumbirá Ante à minha presença Da lanterna vem o dom da paz Para disseminar a luz Que a justiça traz Quem quer o mal tudo perde Ante ao poder do Lanterna Verde”

S_Final

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53 comentários sobre “O PIONEIRO JACK KIRBY; A TROPA DOS LANTERNAS VERDES & QUADRINHOS QUE ME FIZERAM FELIZ parte 2

  1. Excelente post Victor. Um pouco da história de alguns lanternas foi contada aqui.
    Gostei que tivesses incluído Dex Starr! Esse gato é o máximo! Já li algumas histórias com ele e gostei bastante da maneira como o bichano foi aproveitado!
    Agora com a saída dp Johns do título vamos a ver como o mundo dos Lanternas vais evoluir (ou não…)
    😉

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  2. Muito bom como sempre amigo ^^
    Meu grupo preferido é a tropa, e as vezes fico pensando como é fascinante esse universo deles, e como nossa imaginação se expande com uma pequena motivação, quadrinhos muitas vezes nos dão esperança de que podemos fazer um mundo melhor, de que em um mundo com misérias, e guerras, e a renuncia de um papa é mais importante de que uma criança morrendo de fome, faz pensar que o mundo n tem mais sentido, mas os quadrinhos nos lembram de que podemos fazer a diferença nos mesmos, ao invés de esperar pelos outros.
    Grande Matéria Victor. e a propósito, meu personagem preferido é o Guy Gardner ^^

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  3. Gostei da proposta Victor. Acho que vou pensar numa matéria assim para o Radiação Gama. Tipo Minhas Histórias preferidas do Hulk.

    No mais, mais um texto muito bem escrito meu amigo.

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  4. Muito boa a matéria, cara! Olha, com essa placa do Jack Kirby, nenhuma raça alienígena nossa vai querer invadir nosso mundo! Afinal a população vive em um eterno carnaval! Fantasiada!!! A humanidade é uma imensa apoteose!!!!

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  5. belo post 3V ! sempre gostei da tropa dos lanternas verdes por causa dos mais estranhos e bizarros seres que eram escolhidos para serem gladiadores esmeraldas ( principalmente o G’Nort )

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  6. Mas;
    E se a nave de Abin Sur tivesse caído no sertão nordestino???
    Veja: O anel não é recarregado numa lanterna (aqui no Brasil, lanterna é sinônimo de farolete). O anel é recarregado num “Lampião”!
    O “cabra porreta” que o anel escolhesse no sertão, faria o juramento, com o mesmo sentido, mas adaptado ao jargão nordestino.
    Seria assim:

    No dia mais arretado,
    Na noite mais xexelenta,
    Até o tinhoso de caga,
    Quando o Lampião Verde enfrenta!

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  7. O Victor começa o post com um argumento sensacional.E,venhamos e convenhamos:qual é a probabilidade de existir vida inteligente em qualquer outro “praneta”.Sei,sei,o universo é imenso e de grande dinâmica e continua a se espandir e “Bla-bla-bla”
    Sobre Sinestro,esse é um dos meus personagens favoritos.Simplesmente pelo fato da divergência,das incongruências entre o grupo.Por sair da mesmice,e inspirar o macacão a escrever bons posts.
    O Lobo é muito F#.Indico a todos:O Último Czarniano.É fenomenal.No momento do seu nascimento,o Lobo matou a mãe e todas a pessoas do Hospital.E assim,foi resonsavel por todo a mal do seu “praneta”,e logo em seguida a destruição deste.Só prá salientar:No “praneta” não existia conceitos para descrever a violência.Então,parabéns Lobo(Brincadeira,brincadeira).
    Falando de Laterna Verde.O filme foi um completo desastre.Não só a participação-macaquiana(isso não,assim seria um elogio)daquele atorzinho meia boca(Ryan Reynolds).O Kilowog foi a única coisa interessante do filme.
    Parafraseando o “MACACÃO”:”Se isso tivesse acontecido comigo eu também seria um bichano vingativo!”Pequena alteração:Você seria um grande simio vingativo e vermelho.
    E Bianca,já que gosta da mulherada da tropa(Também adoro traseiros alienígenas).Recomendo com muitos “orgasmos”:O conto da Katma Tui.É pequeno.Gostoso de ler.E escrito por Moore,o senhor do caos.
    Parabéns ao Santuário.Abraços.

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  8. Bem, eu sou do tempo em que só existiam os Lanternas Verdes e fora disso era tudo vilâo (tirando é claro o Gardner que converteu um anel amarelo antes da escorrwgada do Warrior). É um prazer imenso ver matérias assim que me remetem prá 20 30 anos atrás. Parabéns prá todo o povo do Santuário!

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      1. Mas é claro. Era o tempo que eu tinha na casa dos meus pais prá consultar os meus arquivos e ter o passado de volta em minhas mãos.

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  9. Santuário, Sacerdotes, Padawans e Devotos (eu sou um!), essa matéria com o nosso ” REI ” e o universo “galáctico” da DC comics emocionou até um marvete maníaco como eu, parabéns e muitas e muitas marcas batidas, matérias escritas e devotos conquistados! A equipe toda está de parabéns!

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  10. As abordages carinhosas, intimistas até, a gente só encontra aqui no Santuário, como se o autor da matéria fosse sempre um bom amigo do personagem…

    Por esta e pelas demais matérias, e pelos 3 meses de fama meteórica, PARABÉNS PRA VOCÊS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (autores, leitores e críticos)

    macaco

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  11. Kirby mandou muuuuuito bem… olha a importância da imaginação. No encontro hipotético entre descobridores e descobertos, de que adianta plaquinhas cheias de informação inútil? quem tem poder pra “descobrir” provavelmente tem o poder de destruir…

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  12. Saudações caros Devotos! Claro que os contos da Tropa dos Lanternas Verdes que merecem estar aqui são inúmeros, mas hoje procurei homenagear alguns autores e personagens aqui, que me fizeram feliz e espero que com isso, vocês também!

    TARDIS

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