Mulher Maravilha #16 – Se você não leu, comeu mosca.

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por Venerável Victor “tratador de macacos divinos” Vaughan

Img-de-CapamoscasNessa edição Orion e a Mulher Maravilha se entendem após um final complicado na edição anterior, claro que após se livrarem de algumas moscas antes. Tudo isso é muito legal, afinal Cliff Chiang desenha esses personagens de uma forma que se encaixa muito bem nos roteiros de Brian Azzarello.

Brian Azzarello & Cliff Chiang
Brian Azzarello & Cliff Chiang

Quando por fim a amazona convence seu meio irmão (mais um que acaba de conhecer) a ajudá-los, usando de seus argumentos sobre a importância de uma criança crescer e ser educada por seus pais (tema que realmente mexe com essa gente semideusa) e também porque ela é uma irmãzinha muito gata e doce quando deseja, Milan aceita usar seus “olhos” bizarros para achar o bebê de Zola.

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Ele está com Demeter e Hermes, o que nós leitores já sabíamos, mas agora Diana sabe também (ela não tem Facebook, gente). E isso é literalmente tudo o que acontece coma heroína essa edição, verdade. Presumivelmente ela vai fazer algo a respeito disso no próximo mês, mas nesse, ela só fez ficar parada e literalmente comer mosca.

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Capa de Cliff Chiang

O melhor dessa parte do roteiro foi vermos Hermes de novo, afinal o cara estava desaparecido da revista desde agosto do ano passado. Ele não teve função nenhuma nesse mês, mas valeu para matar a saudade dos leitores que curtem deuses mensageiros gregos azuis e com pés de galinha.

A outra parte do roteiro da história é onde as coisas interessantes realmente acontecem. Primeiro de tudo, nós temos o “Primeiro filho nascido” enfrentando gigantes de gelo na Antártica. Isso não parece muito mais divertido do que ver super heróis parados esperando que o colega mendigo procure por um bebê?

Realmente é. A batalha é bem conduzida e temos algumas revelações importantes. Os gigantes são criação de Hades, que agora já sabemos fazer parte do plano para manter preso o “Primeiro nascido”. E por fim, após ser esmagado em toneladas de gelo, o deus emerge triunfante e com uma nova armadura estilosa.

Se cuida Wolverine
Se cuida Wolverine, ele quer o seu lugar!!!

Essa personagem abaixo Talvez ela seja Athena? Afinal não a vimos ainda na série e não é totalmente estranho imaginar , segundo as leituras de Azzarello, que faria sentido a deusa da sabedoria e guerra, ter o corpo fundido com tecnologia. Fora que seu casaco e as lentes dos óculos lembram o de uma coruja, o animal mais fortemente associado com Athena.

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Será Athena? Talvez não…

A melhor parte no entanto é o “rolé” de Zola e Hera pela cidade, hilário em muitas formas. Hera usando um moletom ao lado de Zola escolhendo drinks em um barzinho na baixa Manhattan. A incapacidade de Hera escolher algo para beber, por ter passado “eras” apenas bebendo vinho do Olimpo é muito bem sacada. Ah! Ares resolve aparecer lá também e Zola achando aquilo tudo super normal, vai ao toillet feminino, tirar uma “água do joelho” mesmo em outras palavras, no caminho conhece o deus Dionísio, que para variar também frequenta esse pub e  trás mais uma revelação bombástica para a jovem. Esse título é uma coleção de participações especiais interessantes atrás da outra.

Hera tomando seus bons drink

Nós já sabemos que personagens como Zola, Ares e Hera são naturalmente interessantes. Orion é um esquentadinho, mas a Mulher Maravilha não deveria ser a razão de curtirmos essa revista? Ao que parece Azzarello tende a apresentar Diana de três maneiras:

Primeiro, ele sempre que pode coloca a moça para lutar. Isso costuma ser muito legal, todo mundo ama uma cena de ação e a amazona é realmente boa no que faz. Suas batalhas são sempre dinâmicas e muito bem coreografadas.

Segundo, ela apenas fica batendo papo com alguém, isso costuma ser repetitivo nos roteiros dessa nova revista. A personalidade dela muitas vezes é pouco explorada.

Por fim ela é sempre muito legal, as vezes isso fica muito caricato, como na história “de origem” com Hades, em que ela fala para seu mestre: “Eu amo todo mundo”.

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Nesse número apesar de vê-lo pela primeira vez, Diana é o próprio amor fraternal para Milan, não que seja de todo exagerado, mas está se tornado repetitivo na construção da história.

Sim, a Mulher Maravilha é um ser com um amor imenso pelas coisas vivas, isso é reconhecível por todos, mas qual o objetivo de Azzarelo? Ir cada vez mais fundo com esse conceito, além de qualquer outro autor e promover um contraste extremo com a Mulher Maravilha punk dos primeiros anos que foi criada?

Infelizmente não parece que Azzarello tem realmente um controle sobre como lidar com a personagem e quem é realmente a Mulher Maravilha, não que alguma vez tenha sido fácil.Ela tem sim seus momentos interessantes nessa revista, mas normalmente só varia entre essas três atitudes listadas acima.

Enquanto todos os outros personagens que lidam com ela são fascinantes, Diana é a única bi dimensional nesse mundo rico de caracterizações que foi recentemente criado. Talvez seja por isso que ela não apareça tanto na sua revista, como o Batman e o Super-homem em seus títulos.

Eu gosto muito dessa revista, mas não a leio todo mês por causa da Mulher Maravilha. E não desgosto da personagem também. Ela apenas está lá, um personagem neutro que é o menos interessante de sua própria série.

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40 comentários sobre “Mulher Maravilha #16 – Se você não leu, comeu mosca.

  1. A presença de Órion, personagem que tanto estimo na revista, já justificaria que eu a lesse, mas o fio que Azarello está puxando parece levar a coisas muito interessantes, com boas surpresas e algumas sacadas dignas de nota. Acredito na Mulher Maravilha com ícone feminino de força e nobreza, uma prova de que uma grande heroína não precisa ser uma “Supergirl”, nem “Batigirl”… ela não fica à sombra de ninguém, é a Mulher Maravilha e ponto final.

    Que outros venham e fiquem à sua sombra…

    Ótimo texto, Victor!

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  2. Eu não li, vou acabar comendo mosca. kkkkk

    A Mulher Maravilha precisa fazer perfil um facebook urgente para se manter melhor informada.

    No mais belo texto meu amigo, informativo e bem escrito

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  3. Quem diria…. Nunca antes eu tive vontade de acompanhar qualquer história da Mulher Maravilha, hoje em dia essa é uma das minhas revistas preferidas. Eu ainda não entendi muito qual é a daquele Lennox e seus poderes… Quanto aos demais personagens, adoro. A Diana? Está no seu melhor visual até hoje, mas de longe não é a protagonista da sua própria revista….

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    1. Se o próximo arco da revista for bastante focado na personalidade e ação da Diana, eu posso dizer que essa revista é uma das três melhores, mas antes disso, ela já está entre as 10 melhores com certeza.

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  4. Amo essa mulher… Desde pequeno então não importava nem com as fases ruins que ela já teve, é amor demais.
    Agora, nesses novos 52 a Diana ta mandando muito bem!
    Tirando o meu amor de lado e aguçando o lado critico eu considero um dos melhores títulos. As histórias realmente empolgam.

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  5. Acabo de ler as 12 primeiras edições e digo: que beleza hein? Faz tempo que eu não lia uma série que não me deixava interromper a leitura. O primeiro arco foi muito bom e todo esse ambiente novo criado pra MM vai servir pra chamar atenção pra revista e reafirmá-la como ícone do UDC não só pela fama, e sim por boas histórias.

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  6. Olha, essa Hera é das minhas! Sabe aproveitar uma boa balada e encher o pote com estilo! A Mulher Maravilha já resolveu aquelas questões de esconder sua bi sexualidade??? Já liberou geral? Ta pegando o Super-Homem??? Porque ter que fazer tudo no sapatinho por causa de fã xiita mau comido não rola! Boa resenha e beijos pra todos!

    Katia Flávia
    “Loiraça Beuzebú, Loiraça Lucifer, Loiraça Satanáz!!!”

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      1. É Kátia, essa Mulher Maravilha ainda não é aquela Brastemp toda, tirando os beijos com o Super Homem e o tal romance com o Steve Trevor (que ninguém viu) não vi grande coisa com a sexualidade dela… Vai né que acontece algo… Mas acho que a DC ainda não deixa.

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  7. Esta revista esta legal e acho o estilo do desenho bem legal também. Mas também não leio sempre, espero juntar algumas edições. Ia ser massa se saisse um encadernado da série por aqui, mas nosso pais não tem esta tendencia, só depois de anos :p

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  8. Penso que nesta série a WW serve apenas de mote e “desculpa” para uma boa história de Deuses e Semi-Deuses do Olimpo nos tempos modernos!
    Acho que essa é a razão de a própria WW estar quase em 2º plano neste momento, embora tenha a certeza que ela vai bombar algures mais para a frente.
    Existe talvez outra razão para este “esconder” da WW… Azzarello precisa de dar a conhecer de maneira interessante muitas personagens que o pública ainda não conhece, enquanto que a WW já toda a gente conhece. Presumo que a qualquer momento ela irá tomar definitivamente as rédeas da história!
    😉

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  9. Ótima (aah!) resenha! Essa edição possui “grandes” novidades: deuses aqui e ali; o enredo que deveria surpreender, não surpreende, e o desenho (não sabia que a Gadú desenhava) vai bem naquela linha dos Novos. Pela primeira vez vi a Diana sendo deslocada do eixo de uma determinada estória, e, com isso, fico duplamente chateado, pois vejo que o Azzarello anda limitadinho. E sim, realmente o apelo dessa edição é limitado, chato e com moscas. Talvez o personagem sem olhos seja uma piadinha dissimula (tendo em vista esse enredo). Essa página clássica, no finalzinho da resenha, foi uma ótima escolha, apesar de todas as coisas questionáveis. Muita nostalgia! Nostalgia essa que se liga aos momentos clássicos, quando a nossa amazona era meiga, ingênua, potente e objetiva.

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  10. Azarello criou um elenco de apoio tão bom. Com tantas referências, saídas e com atitudes tão punks quanto a protagonista que….ele criou vida própria e em muitos momentos é mais interessante que a MM. Bom?Ruim? Como diria o Falabela, você decide o final! E só prá contrariar “Eu sou a mosca que pousou em sua sopa…”. Valeu VVV e ej sei o que lhe interessa mais nesta leitura. Conta prá geral que nerdvéio também pira vendo o Orion.

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