LIGA DA JUSTIÇA # 11 – E quem disse que quadrinhos não são coisa de menina?

0009_primeira-impressao555376_10200644109086843_282641892_nResenha de Liga da Justiça #11, de Geoff Johns (roteiro), Jim Lee (desenhos) com Scott Williams e Jonathan Glapion (arte-final).

Contém spoilers revelações além da vida sobre a história

Por Rodrigo GarritJustice_League_Vol_2-11_Cover-1

David Graves atacou a Liga em sua base e os derrotou facilmente, invocando espíritos de divindades caídas e trazendo à tona suas maiores tristezas. Agora, Graves segue em sua jornada de vingança contra os heróis que ele acredita serem os responsáveis pela trágica morte de sua família. No rastro do vilão, eles descobrem que Graves sequestrou Scott Trevor e aterrorizou sua irmã, o que despertou um descontrole inesperado na Mulher Maravilha, fazendo-a repensar seus sentimentos por Trevor.

Quiseram os deuses do Olimpo, Nova Gênesis, Asgard e/ou o destino que essa resenha fosse publicada no Dia Internacional da Mulher, o que é muito propício pois essa edição tem seus holofotes apontados para aquela que é considerada uma das maiores super heroínas do mundo, um símbolo de força e também ternura, esperança e gana de vencer. Mais um lembrete do quanto as mulheres são indispensáveis em nossas vidas, e de quanto os homens estariam perdidos sem elas… a estrela dessa revista foi Diana, mas a homenagem de hoje vai para todas as mulheres de carne e osso da vida real: Parabéns a todas vocês!!! 

Confiram no final do post uma galeria com algumas representantes do universo feminino no mundo dos quadrinhos, e um pequeno desafio para os leitores. 

Voltando a nossa resenha, o que temos é a nova Liga da Justiça remontada desde o começo de novo para uma nova geração… como a nova geração já está cansada de saber. É estranho e ao mesmo tempo engraçado ver certas situações acontecendo agora… coisas que na velha continuidade dificilmente aconteceriam em um contexto onde os personagens eram velhos conhecidos e portanto já haviam passado da fase de ter certas contendas infantis… sim foi bem estranho, mas também confesso que me diverti ao ver a Mulher Maravilha irascível, partindo para o combate corpo a corpo com o Lanterna Verde e com o Superman.

O motivo da briga entre Diana e seus colegas foi frívolo e poderia ter sido resolvido com uma conversa madura entre adultos… mas os membros da nova Liga da Justiça não são adultos maduros… e não me entendam mal, eles ainda são os grandes heróis do passado; de todas as formas que poderiam beneficiar a humanidade com seus poderes escolheram criar um super clube maneiríssimo com base no espaço… não que seja uma coisa ruim, isso é a Liga da Justiça… o conceito básico dos Superamigos.

Super heroísmo básico lição um: é assim que se faz.

08-09
– Por que um “Dia Internacional da Mulher” se vocês querem direitos iguaaaarght!!!
– Séculos de submissão em um mundo machista te dizem alguma coisa, idiota?

Mas eu fico pensando, durante nosso dia a dia nós seres humanos não ficcionais temos nossas diferenças de opiniões com pessoas próximas e isso gera discussões, mas eu não vejo pessoas dando voadoras na cara uma das outras pela rua… ou será que se elas tivessem super poderes o fariam? Não estou criticando as cenas de luta entre heróis no gibi da Liga… é divertido, mantém a audiência… existe um público que consome isso e delira… outros preferem os roteiros mais complexos e sombrios da Vertigo. E existe também o meu perfil de leitor, aquele que consome tudo e depois escreve sobre o assunto em um site…

Falando um pouco sobre a arte da história: houve um tempo em que eu acreditei que Jim Lee era o desenhista definitivo de super heróis. Achei que seu traço em sua memorável fase nos X-Men ficaria eternizado na mente dos fãs e seria insuperável. É óbvio que me equivoquei em vários pontos, embora a fase dele em X-Men seja mesmo memorável, mas o fato é que analisando hoje sua arte, não existe mais aquele fulgor de antes e certamente existem artistas que, claro em estilos e contextos diferentes, podem superar o trabalho em desenho de quadrinhos de super heróis produzido por ele.

Apesar disso ainda gosto do traço dele e acho até curioso notar em detalhes todos os erros e falhas na arte, mas mesmo assim… curtir o resultado final.

Sem título

Voltando à ideia central da trama, os Superamigos se deparam com conceitos de pós vida muito bem explorados por Johns, utilizando-se de algumas lendas e mitos não tão comuns nos quadrinhos, mas que se encaixam bem no contexto geral da história. Ele explica novas formas de se encarar a morte, o que acontece conosco no além e porque algumas almas voltam para aterrorizar os vivos. Um assunto muito complexo que possui diversas interpretações e funciona individualmente para cada um. Afinal, a morte de uma pessoa é seu momento mais intimo e pessoal. É possível que isso tenha sido dito pela Morte dos Perpétuos no gibi do Sandman de Neil Gaiman. Não me lembro.

Bem, a essa altura do texto todos já foram avisados sobre spoilers, então, vale dizer que gostei muito da forma como Victor Stone descobriu a caverna no Monte Sumeru, um lugar que só aqueles no limiar entre a vida e a morte podem encontrar… Isso significa que parte dele está morto devido ao acidente? Mas como alguém pode estar “parcialmente” morto? Quando todos tiveram visões de entes queridos falecidos, Vic deparou-se com o fantasma dele mesmo

Mistérios que devem ser explorados no futuro. Mais uma ótima sacada de Johns no gibi mais comercial da DC Comics.

Notem que me referi aos membros da Liga como “Superamigos”, e isso por minha conta, o termo não é usado no gibi. Mas é assim que os vejo agora, e não digo isso de forma pejorativa. Obviamente eles não são nem de longe os Superamigos do saudoso desenho animado, mas também não são a Liga da Justiça de um alto patamar já alcançado anteriormente nos quadrinhos e em sua mais recente série animada. Eles são uma coisa nova, um pouco dos dois. Que caminho tomarão daqui para frente… e que tipo de resenha poderá ser feita sobre eles daqui a cinco anos?

Só podemos imaginar.

Mas isso não importa. O importante é que temos SHAZAM!!!

O Adão Negro caminha de novo por entre os homens. Ele quer vingança contra o mago que o amaldiçoou. E, correndo o risco de ser redundante… não. Ele não está nada feliz.

O gênio é libertado da garrafa. Ou melhor, o campeão dos deuses malignos do antigo Egito é libertado de sua tumba, pela famigerado Dr. Sivana, que rapidamente entende toda a situação e cria o cenário perfeito para tirar o máximo de vantagem de tudo.

O mencionado gênio, na verdade, é o Dr. Sivana. Do mal.

shazam

Sivana promete ajudar o Adão a encontrar o mago, mas, muito longe dali, quem cai nas portas da Pedra da Eternidade, é Billy Batson, logo após se livrar de mais uma de suas belas enrascadas. Ele será testado, e se for digno, receberá a maldição (maldição??) de Shazam, tornando-se seu campeão nessa era.

Mas Billy Batson é mesmo digno? Ou o mago apenas se cansou de procurar?

Só podemos imaginar.

Resenha anterior de Liga da Justiça? Grite Shazam e clique AQUI

Desafio: Você consegue identificar todas as personagens abaixo? 

(Note que o grau de dificuldade aumenta em cada imagem)

466741-witchblade__supergirl__rogue__wonder_woman__fairchild__invisible_woman__catwoman__and_scarlet_witch

Women_of_DC_by_AdamHughes

1

Senti muita falta disso. É bom estar de volta! 

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23 comentários sobre “LIGA DA JUSTIÇA # 11 – E quem disse que quadrinhos não são coisa de menina?

  1. tosca essa historia pelo amor,parece que voltei aos anos 90 todo mundo se espancando e pagando de moderninho,essa geração precisa de um novo reino do amanhã

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    1. Concordo que ele poderia ter dedicado mais tempo e ter feito algo mais detalhado, em todas as edições até agora… afinal, a revista da Liga é a menina dos olhos dos novos 52, merece uma arte caprichada… mas sabe como é, prazos são infernais…

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  2. Liga da Justiça vem me surpreendendo cada vez mais nesse reboot, é um dos poucos títulos que já leio logo quando é lançado, tanto a arte como o roteiro estão impecáveis, Ótimo matéria Rodrigo :))

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    1. Valeu meu caro Lucas…. existe uma grande divergências de opiniões, e longos debates em relação a qualidade da nova Liga, mas eu sou fã e continuo com eles enquanto achar que ainda vão render boas histórias, o que obviamente é o caso…. certo? 😉

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  3. Em primeiro lugar parabéns atodas as frequentadoras do Santuario que fazem o sonho de todos os nerds ser verdadeiro (ta certo que sou casado, mas agrackiado por uma leitora de Terry Moore). E ao Rodrigo tambem por trazer a sua.visão única para LJ. Quanto as imagens, agora estou no smart e quase no ccomeço do expediente. Mais tarde eu quebro um pouco a cabeça.

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  4. As duas primeiras imagens eu desvendo sem suar, mas na terceira você está de zoação comigo, né Garrit???? 😉

    Bem-vindo de volta ao Templo da Nona Arte, após seu merecido período sabático, voltou em alto estilo, para variar…como sempre!

    Esse arco da Liga foi bem melhor que o anterior inicial, a sacada com o status quo de vida do Ciborg eu achei genial. Os desenhos do Lee me agradam justamente porque eu ignoro os erros absurdos de anatomia (já viu que o antebraço do Super Homem é do tamanho da sua cabeça?) , mas vamos combinar? O colorista desse arco é muito bom, eu reparo nisso e babei. Espero o amadurecimento dessa Liga o mais rápido possível, mas nunca deixarei de acompanhá-los.

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    1. Essas imagens devem ser analisadas e discutidas eternamente meu caro colega clérigo. Muito obrigado pela recepção, estou muito feliz de voltar e daqui não saiu nunca mais! 😉

      A Liga da justiça vive. Ela sempre vai se reinventar e existir em algum contexto… pelo menos enquanto o ser humano ansiar por justiça…

      Abraços!!!

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  5. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Revista Punk – “Faça você mesmo!”

    Terça – Fabulosos X-men #2

    Quarta – Mundo Cão

    Quinta – O Que aconteceria se o Homem Aranha mantivesse seus poderes cósmicos

    Sexta – Resenha: Liga da Justiça #11

    Sábado – Umas Tirinhas da Pesada

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!

    4

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