AQUAMAN #17 – “Que rei sou eu?”

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por Venerável Victor “tratador de macacos atlantes” Vaughan

Img-de-Capaaquaman#17Nesse mês, o epílogo da história: “Trono da Atlântida” apresenta o Aquaman finalmente ascendendo para sua posição de direito como soberano dos Sete Mares, enquanto ele enfrenta caçadores de baleias e ainda tem que lidar com algumas discordâncias entre oficiais do seu exército atlante.

Aquaman – criado por Paul Norris

Demônios do Mar – criados por Robert Kanigher & Russ Heath

Geoff Johns, Paul Pelletier & Rod Reis
Geoff Johns, Paul Pelletier & Rod Reis

Aquaman também se encontra com o contato oficial da Liga da Justiça, a agente Amanda Waller, para discutirem as relações delicadas agora entre o mundo da superfície e a Atlântida, agora que o planeta acusa a nação submersa de responsável por toda a tragédia que se abateu sobre a costa dos Estados Unidos, além de termos uma breve participação dos Demônios do Mar nessa edição.

Capa de Paul Pelletier, Art Thibert & Rod Reis
Capa de Paul Pelletier, Art Thibert & Rod Reis

Mas acontece que o “mundo da superfície” também causou bastante estrago para os Atlantes muito antes do ataque. As relações entre essas duas civilizações poderiam ser melhores… Ninguém disse que ser rei iria ser fácil.

O que muito me fascina nesse herói aquático da DC é que as pessoas tendem a se esquecer dele e sua importância no universo da editora como realeza. Não apenas ele é um herói de grande envergadura para o mundo da superfície na qualidade de membro da Liga da Justiça, ele também é o governante de seu próprio reino submerso e responsável por seu povo.

Melhor ainda, tecnicamente Arthur Curry é responsável por 75% do planeta, assim como de todas as criaturas que habitam essa parte do mundo. Ao mesmo tempo ele está desconectado do resto da Terra a partir do momento que a maioria dos humanos desconhece todo o rico ecossistema que existe abaixo do nível do mar.

O fato é que para o resto do mundo, o limite do reinado de Aquaman é objeto do ridículo e da descrença. Enquanto nessa edição vemos as consequências da tragédia que foi o arco “Trono da Atlântida” para a população da superfície também acompanhamos o herói marinho interagindo com seu exército sem a participação de seus colegas da Liga.

Ao passo que seu irmão mais novo, Orm, inspirava o respeito de todos os seus súditos, parece aqui que Arthur terá que trabalhar bastante para conquistar o mesmo tratamento de certos indivíduos do seu esquadrão de elite.

O roteirista Geoff Johns com talento apresentou os desafios diários que o herói terá que lidar daqui para frente, enquanto agora ele dedica bastante tempo para si, no intuito de se reconectar com o oceano e as criaturas que o habitam.

Em uma página temos um momento emocionante entre Aquaman e uma baleia, a única sobrevivente de um grupo atacado por humanos. Tanto no quadrinho como na vida real é impossível entender como existem pessoas que insistem em desrespeitar e desmerecer esses seres como criaturas inteligentes e ancestrais.

Aquaman17-lápiseartefinal

Essa edição trás a tona ainda muito mais, quando é possível ao leitor sentir a tristeza e a perda do cetácio enquanto Aquaman fala com ela. Indiscutivelmente a melhor parte dessa edição é o momento (disposto em página dupla) em que Arthur se comunica telepaticamente com todas as criaturas do mar, prometendo que nunca as abandonará novamente.

O desenhista Paul Pelletier apresenta aqui o melhor de seu trabalho até hoje, particularmente seus painéis repletos de vida marinha, assim como toda a postura real do herói aquático são de uma beleza ímpar e quase não se sente falta do artista anterior Ivan Reis, quase. O maravilhoso colorista Rod Reis adiciona toda a magia que falta para essa revista – como vem fazendo desde o primeiro número. Foi extremamente inteligente da editora mantê-lo no título, pois apesar do estilo de Pelletier lembrar bastante o traço do artista brasileiro anterior, Rod não é menos responsável com sua palheta de cor pelo sucesso indiscutível desse trabalho. Detalhe para a luz do dia sempre acentuando o brilho da armadura dourada do herói.

Aquaman (2011-) 017-017

Por fim, os leitores descobrem mais uma razão para não confiar em Amanda Waller, quando ela secretamente ordena a captura da mulher de Arthur, Mera. A última página não é uma grande surpresa, mas serve muito bem como introdução para um novo e grande arco de uma revista que muitas vezes beira a perfeição.

Aquaman - primeira série, número 17
Aquaman – primeira série, número 1

Crônicas de Ayrim – prólogo da aventura aqui!

S_Final

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38 comentários sobre “AQUAMAN #17 – “Que rei sou eu?”

  1. Sempre gostei muito mais da versão Marvel (original) do senhor dos mares: Namor. O (mal) humor, a arrogância, sua relação dúbia com a humanidade (para mim) o torna um baita personagem.
    Aquaman sempre foi um “bom moço”, se comparado ao moreno de orelhas pontudas.
    Mas tenho que admitir, Aquaman tem sido uma das melhores revistas dos Novos 52 da DC. Finalmente me tornei fã do loiro.
    Imperdível!!!

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  2. Bem, isto continua explosivo, e ainda bem. O colorista está a fazer um óptimo trabalho, dá a ideia que nasceu para pintar o ambiente marinho!
    Uma das minhas preferidas, estou há espero do próximo capa dura!
    😉

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  3. Eu gosto muito da revista, acontece só uma coisa, o final não me agradou, a última página que apresenta o vilão para o arco seguinte, foi clichê demais, demais inclusive para o Geoff Johns.

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  4. Essa revista não desapontou mesmo após a saída do desenhista anterior como eu temia, vamos combinar? Todo mundo temia… Agradeço muito, por curtir o personagem, que o Johns tenha continuado mais um tempo aqui (ainda bem que ele saiu dos Lanternas Verdes, para depois não dizer que está sobrecarregado) e agradeço também a DC por ter escolhido o Pelletier para esse título, foi uma decisão inteligente. Agora, querem capturar a Mera??? Vão ter que se coçar bastante para conseguir fazer isso, essa mulher não é de brincadeira e até a Mulher Maravilha ela encara…

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  5. Não sei… Gostaria de ver o Aquaman sem ser rei de Atlântida por mais tempo… Pra mim não faz muito sentido um rei ficar dando uma de super-herói e fazer parte de uma equipe de heróis que o que mais faz é confrontar o mal na superfície…

    Rei sai pra guerra, vai em reuniões diplomáticas e talz, o resto ele manda alguém fazer por ele… eu esperaria mais um pouco pra fazê-lo rei, mas ok, vou continuar acompanhando… ainda não li essa edição mas parece boa =)

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    1. Você levantou uma ótima questão, Wbr. Em defesa da participação dele na Liga agora que voltou a ser monarca digo o seguinte, a Liga normalmente lida com ameaças ao planeta inteiro e isso é do interesse do Aquaman, já que a parte nesse mundo que lhe cabe é muito maior que a da Diana, Batman ou o próprio Super Homem.

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  6. Essa revista ta otima, e a ultima saga ainda ajudou a Liga a melhorar o roteiro rs, gostando bastante, se não gostasse tanto do Batman, o Aquaman iria ser meu novo melhor personagem da DC rs

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  7. É, a revista está boa sim, gostava muito da fase do Peter David , mas mesmo assim não me agradava da arte, achava muito cartoon, e o arpão, por mais maneiro que fosse, era uma Wolverinização do personagem. Geoff Johns tem sabido lidar muito bem com o herói.

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    1. Apesar de ser o Peter David a frente na época e sim, esse escritor é muito bom, é só deixar ele em paz trabalhando, muitos heróis naquela época passaram por transformações que visavam deixá-los mais agressivos, padrão Image…

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  8. Bem legal. Esta série e a da Mulher Maravilha ficaram bem legais para mim. São dois personagens que nunca e importei muito, mas agora estou achando legal acompanhar. Oficialmente não li esta edição de Aquaman, mas tu resenha matou a pau como sem pre meu 😀 Vou ver ele hoje de noite hehe
    Abs

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  9. Esse sim é um trabalho profundo que pode até não ser lembrado em sua maioria no fitiro, mas esta edição sim. Mais uma vez o Johns mostrando (ningué m é perfeito, ele escorrega tambrém mas em escala menor) que é o melhor escritor dos últimos 15 anos, pois consegue dirigir heróis individuais e equipes com a mesma coerencia e dedicação.

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  10. Bom, ta tudo muito bom, ta tudo muito bem, mas agora já não ta na hora de trazer mais gente do elenco de apoio da mitologia do Aquaman de volta? Garth, Aqualad, Delfin…

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  11. Aquaman tem sido uma das melhores leituras da nova DC, essa edição então me deixou extasiado, não apenas pelas imagens e cores, mas por algo mais, algo que fazia falta nos quadrinhos, uma cena que te faça pensar.
    A cena dele falando com a baleia foi simples e forte ao mesmo tempo, uma reflexão bem mais profunda que o que estamos acostumados a ler.
    Sempre curti o personagem, mas agora tenho que pedir desculpas a ele, antes dessa série eu não o entendia bem, talvez até não desse ao mesmo o valor devido.
    Aquaman é um título que espero que se mantenha assim por anos a fio, respeitando nossa inteligência e provocando questionamentos, surpresas e invocando a sensação de eu quero que chegue logo o mês que vem.
    E agora posso dizer com toda certeza, sim Aquaman eu te amo, por me remeter a uma época em que ler quadrinhos era mais que apenas folhear a revista, era entrar em um mundo novo de aventura e fascinação!

    Venerável Victor, sem palavras para duas coisas, a resenha que mais uma vez faz a noite ficar mais leve e alegre e pela força com o blog.

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  12. Que bom saber que o Aquaman ainda está em boas mãos! Perder o talento de Ivan Reis é um peso e tanto pra qualquer equipe, o que aumenta a responsabilidade de prosseguir com o bom trabalho… Paul Pelletier retornou à DC em boa hora, aprimorou o traço e está mandando bem até debaixo dágua (TROCADILHO INFAME EU SEI). Além de ainda podermos contar com uma boa qualidade no título, não perdemos Ivan Reis, que agora vai desenhar a Liga… ou seja, os bons ventos sopram a favor desses personagens e espero que por um bom tempo!

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  13. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Os Campeões

    Terça – Novíssimos X-men #8

    Quarta – Uma semana no Inferno com Mollye Crabapple

    Quinta – Aquaman #17

    Sexta – Resenha: Monstro do Pântano # 11

    Sábado
    – Umas Tirinhas da Pesada

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!
    p

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