O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 6 – Nas profundezas do mundo dos deuses.

Quarto Mundo

549885_10200733725407195_741284252_nUma análise de Jack Kirby´s Fourth World # 06  de John Byrne (roteiro e arte) e Noelle Giddings (cores).

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história

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O Quarto Mundo de Jack Kirby # 6: Cisma

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A capa de Walt Simonson

Kalibak está inconformado com a ressurreição de Órion, está disposto até mesmo a desobedecer seu pai para enfrentar mais uma vez seu meio irmão e definir de uma vez por todas quem é o mais forte, mais selvagem e mais digno de ser filho de Darkseid.

Mas a vingança de Kalibak terá de esperar, pois outros eventos sombrios espreitam os deuses do Quarto Mundo, e não importa de que lado dessa guerra eles se encontram, todos estão em perigo.

Quando até mesmo a Fonte mostra-se indiferente aos apelos dos deuses,  e o prenuncio de uma tragédia sem igual ameaça se abater sobre eles, o que se pode fazer para impedir o pior?

Apokolips e Nova Gênese são agora um único planeta, fundidos por poderes e motivos misteriosos. Separados por uma barreira que já começa a esmorecer, os primeiros sinais de guerra foram dados quando os Paradêmonios escavaram um túnel secreto através das profundezas do planeta e emergiram da terra para atacar os desavisados deuses, não fazendo prisioneiros.

As Fúrias Femininas são as primeiras representantes do “primeiro escalão” a avançar, mas o caminho aberto por eles chamou a atenção de Lonar, um deus de Nova Gênese que prefere viver em isolamento, longe da Cidade Celestial flutuante, preferindo usufruir das belezas naturais e o contato com a vida selvagem do planeta.

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Lonar e sua fiel montaria, o cavalo Trovejante.

Ao mesmo tempo, Takion acusa Órion diante de todos os outros deuses de cometer um genocídio galáctico, ao destruir toda a frota das naves da Armada interestelar que haviam se rendido e concordado em regressar pacificamente aos seus respectivos planetas. Metron endossa a acusação, afirmando ter ele mesmo presenciado a atrocidade. Enfurecido, Órion está prestes a testar seu poder contra Metron, quando são interrompidos por Lonar, que trás a fúria feminina conhecida com Harriet Maluca nos ombros… ele explica a situação, alertando sobre o ataque oculto de seu planeta irmão. Barda, a ex-líder das Fúrias, rapidamente se arma e segue em direção a elas com a intenção de contê-las o quanto antes. Ao chegar no túnel subterrâneo que separa a divisa entre Nova Gênese e Apokolips, Barda se depara com suas ex-colegas. A batalha é longa e violenta, mesmo com o auxílio de seu marido, Scott Free, o Senhor Milagre e só termina com a intervenção de Órion, que chega abrindo caminho através dos corpos dos Parademônios. Scott tenta conter a ira de Órion, o que só o faz irritar-se ainda mais, causando um novo conflito entre eles e Barda, que tenta proteger seu marido ao mesmo tempo em que tem que lidar com as Fúrias Femininas.

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Barda reencontra seu antigo grupo: As Fúrias Femininas!

A situação está totalmente fora de controle, mas como o que é ruim sempre pode piorar, Darkseid em pessoa surge em meio a contenda, desarmando Órion e imobilizando-o com as próprias mãos… seus olhos brilham, prestes a emitir o Efeito Ômega, sob os protestos do Senhor Milagre. Porém, antes de ser capaz de tomar qualquer atitude, mais dois personagens surgem: o próprio Pai Celestial e Tákion, sendo que este último afirma ter comungado com a Fonte sobre as intenções de Darkseid e ordena que ele liberte Órion. E o senhor de Apokolips apenas… obedece.

Mais uma vez fica evidente que Takion é muito mais do que aparenta, e seja lá quais forem os planos do Pai Celestial para ele, Darkseid  parece estar ciente deles.

A divina fúria de Órion
A divina fúria de Órion

Órion está confuso, mas o Pai Celestial apenas une seu poder ao de Tákion, e juntos eles o golpeiam com uma poderosa descarga de energia, que exorciza  de dentro dele um terrível mal que Órion trouxe do outro lado da Fonte ao ser ressuscitado…

… e assim Desaad é reincorporado, sendo enfim separado em essência da carne de Órion.

Mais uma edição agitada, bem ao estilo Kirby competentemente conduzida por Byrne, profundo conhecedor dos personagens e sua mitologia, o que faz dele uma escolha óbvia para assumir os roteiros e desenhos dessa revista. O grande mérito da passagem do inglês pelo título foi o de reunir na mesma história vários dos personagens deixados por Jack Kirby que embora estivem no mesmo contexto da batalha entre Nova Gênese e Apokolips, não se encontravam com muita frequência. Com isso, muitas pontas soltas foram atadas por ele, que de maneira bem fiel ao trabalho de Kirby, desenvolveu as características e até mesmo as origens dos personagens. É claro que nem tudo foi perfeito e muitas outras perguntas foram feitas e deixadas sem resposta, no que parece ser a sina desses deuses: nunca ter uma finalização de suas epopeias. Porém mesmo após tantos anos depois de Byrne ter atuado no título desses personagens, poucas coisas realmente dignas de nota foram feitas com eles, e até hoje os personagens carecem de uma conclusão de seus atos… ou um novo recomeço.

A recente inclusão do personagem Órion nas histórias da Mulher Maravilha nos Novos 52 pelas mãos competentes de Brian Azzarello são uma esperança de ainda existam possibilidades a serem exploradas com esses fantásticos personagens.

Até o próximo domingo com mais uma análise dos Novos Deuses!

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Artigo anterior dos Novos Deuses? Escave um túnel secreto clicando AQUI!

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22 comentários sobre “O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 6 – Nas profundezas do mundo dos deuses.

  1. Órion estava muito estranho mesmo, faz todo o sentido agora! Salve Jack Kirby, salve John Byrne por emular tão bem a forma como o “rei” lidava com esses personagens, essa edição é prazer do começo ao fim, gosto de saudade no céu da boca.

    Parabéns sacerdote pela resenha.

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  2. Jack Kirby é realmente “o rei dos quadrinhos”. Os Novos Deuses são uma obra-prima. F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O.!!!!
    Sr. Milagre sempre foi meu preferido. Seu drama quando ainda criança (a troca com Órion), sua resignação, esperança e superação. E seu relacionamento com a grande Barda é um dos mais incríveis da nona arte.
    Darkseid foi o primeiro vilão da Liga da Justiça nesta nova fase. Podemos supor que os outros personagens irão aparecer em breve?
    Espero que sim, mas desde que sejam histórias dignas do legado do grande mestre.

    PS* Suas resenhas são inspiradoras. Obrigada, sempre.

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  3. Mas uma vez o Sacerdote RG cumpre com maestria sua santa missão de nos apresentar mais uma resenha Enxuta – olha o trocadilho 😀 – Aqui no Santuário sobre a saga do Quarto Mundo. Parabéns mais uma ver Rodrigo Garrit!

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  4. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Os Campeões Parte 3

    Terça – Fabulosos X-men #3

    Quarta – Complexo de Chipanzé

    Quinta – Cavaleiros Demoníacos #18

    Sexta – Resenha: Homem Animal # 11

    Sábado – Umas Tirinhas da Pesada

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!

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