O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 6 – Nas profundezas do mundo dos deuses.

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Análise de Jack Kirby´s Fourth World # 06 de John Byrne (roteiro e arte) e Noelle Giddings (cores).

Kalibak está inconformado com a ressurreição de Órion, disposto até mesmo a desobedecer seu pai para enfrentar mais uma vez seu meio irmão e definir de uma vez por todas quem é o mais forte, mais selvagem e mais digno de ser filho de Darkseid. Mas a vingança de Kalibak terá de esperar, pois outros eventos sombrios espreitam os deuses do Quarto Mundo, e não importa de que lado dessa guerra eles se encontram, todos estão em perigo.

Quando até mesmo a Fonte mostra-se indiferente aos apelos dos deuses,  e o prenuncio de uma tragédia sem igual ameaça se abater sobre eles, o que se pode fazer para impedir o pior?

Apokolips e Nova Gênese são agora um único planeta, fundidos por poderes e motivos misteriosos. Separados por uma barreira que já começa a esmorecer, os primeiros sinais de guerra foram dados quando os Paradêmonios escavaram um túnel secreto através das profundezas do planeta e emergiram da terra para atacar os desavisados deuses, não fazendo prisioneiros.

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Barda reencontra seu antigo grupo: As Fúrias Femininas!

As Fúrias Femininas são as representantes do “primeiro escalão” a avançar, mas o caminho aberto por eles chamou a atenção de Lonar, um deus de Nova Gênese que prefere viver em isolamento, longe da Cidade Celestial flutuante, preferindo usufruir das belezas naturais e o contato com a vida selvagem do planeta.

Mais uma vez fica evidente que Takion é muito mais do que aparenta, e seja lá quais forem os planos do Pai Celestial para ele, Darkseid  parece estar ciente deles.

Órion está confuso, mas o Pai Celestial apenas une seu poder ao de Tákion, e juntos eles o golpeiam com uma poderosa descarga de energia, que exorciza  de dentro dele um terrível mal que Órion trouxe do outro lado da Fonte ao ser ressuscitado…

… e assim Desaad é reincorporado, sendo enfim separado em essência da carne de Órion.

A divina fúria de Órion
A divina fúria de Órion

Mais uma edição agitada, bem ao estilo Kirby competentemente conduzida por Byrne, profundo conhecedor dos personagens e sua mitologia, o que faz dele uma escolha óbvia para assumir os roteiros e desenhos dessa revista. O grande mérito da passagem do inglês pelo título foi o de reunir na mesma história vários dos personagens deixados por Jack Kirby que embora estivem no mesmo contexto da batalha entre Nova Gênese e Apokolips, não se encontravam com muita frequência. Com isso, muitas pontas soltas foram atadas por ele, que de maneira bem fiel ao trabalho de Kirby, desenvolveu as características e até mesmo as origens dos personagens. É claro que nem tudo foi perfeito e muitas outras perguntas foram feitas e deixadas sem resposta, no que parece ser a sina desses deuses: nunca ter uma finalização de suas epopeias. Porém mesmo após tantos anos depois de Byrne ter atuado no título desses personagens, poucas coisas realmente dignas de nota foram feitas com eles, e até hoje os personagens carecem de uma conclusão de seus atos… ou um novo recomeço.

 

Artigo anterior dos Novos Deuses? Escave um túnel secreto clicando AQUI!

21 comentários sobre “O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 6 – Nas profundezas do mundo dos deuses.

  1. Órion estava muito estranho mesmo, faz todo o sentido agora! Salve Jack Kirby, salve John Byrne por emular tão bem a forma como o “rei” lidava com esses personagens, essa edição é prazer do começo ao fim, gosto de saudade no céu da boca.

    Parabéns sacerdote pela resenha.

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  2. Jack Kirby é realmente “o rei dos quadrinhos”. Os Novos Deuses são uma obra-prima. F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O.!!!!
    Sr. Milagre sempre foi meu preferido. Seu drama quando ainda criança (a troca com Órion), sua resignação, esperança e superação. E seu relacionamento com a grande Barda é um dos mais incríveis da nona arte.
    Darkseid foi o primeiro vilão da Liga da Justiça nesta nova fase. Podemos supor que os outros personagens irão aparecer em breve?
    Espero que sim, mas desde que sejam histórias dignas do legado do grande mestre.

    PS* Suas resenhas são inspiradoras. Obrigada, sempre.

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  3. Mas uma vez o Sacerdote RG cumpre com maestria sua santa missão de nos apresentar mais uma resenha Enxuta – olha o trocadilho 😀 – Aqui no Santuário sobre a saga do Quarto Mundo. Parabéns mais uma ver Rodrigo Garrit!

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