HOMEM ANIMAL # 11 – Transfusão de Consciência.

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feraResenha de Homem Animal # 11 de Jeff Lemire (roteiro), Alberto Ponticelli (desenhos) e Wayne Faucher (Arte-Final).

Por Rodrigo Garrit

ALERTA VERMELHO: Contém spoilers revelações sobre a história.

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Buddy Baker foi morto. Mais uma vez, como parece ser de praxe nas histórias do Homem Animal.

Várias explicações diferentes já foram dadas para as muitas mortes do Homem com poderes animais, mas uma das mais plausíveis (assumindo toda a fantasia envolvida) é que sua conexão com o Vermelho sempre o traz de volta, ou pelo menos sempre o trará de volta enquanto ele ainda for útil para os Totens que habitam as artérias conceituais do Vermelho.

A mais recente morte de Buddy aconteceu quando os agentes da Podridão destroçaram seu corpo e logo em seguida o possuíram, com a intenção de se aproximar de Maxine, a filha de Buddy que está destinada a ser a mais poderosa avatar do Vermelho desde o início dos tempos, e portanto, uma grande ameaça ao Podre.

Embora o corpo de Buddy tenha perecido, sua consciência ou sua essência, ou talvez sua alma, dependendo do tipo de fé idealizada, foi enviada ao reino Vermelho, onde ele conseguiu uma audiência com os ancestrais Totens da Alta Carne, que apesar de considerar que ele falhou em sua missão, optaram por conceder-lhe uma segunda chance… até porque criar um novo protetor despenderia tempo e um poder demasiado, coisas que eles não podem se dar ao luxo de desperdiçar.

Interessante como Jeff Lemire alinha seu roteiro com as histórias pregressas do personagem escritas por Grant Morrison, criando paralelos e até tomando outros caminhos, mas sem necessariamente desmentir o que havia sido proposto antes. Um bom exemplo disso são “Alienígenas amarelos”, que teriam sido os responsáveis por conceder os poderes de Buddy segundo Morrison. Lemire mantém essas criaturas em suas histórias, com a mesma aparência e finalidade, mas em um contexto diferente. Em vez de alienígenas, eles são criaturas do Vermelho, os “alfaiates reais”… eles podem reconstruir a carne e abrir a conexão do Vermelho para ela, permitindo que possa acessar as habilidades da fauna. E é o que eles fazem com Buddy, com o incremento de que desta vez eles decidem aumentar o nível de conexão dele com o Vermelho, fazendo com que ele seja capaz de se metamorfosear em outros animais.

Sem título

A ideia não me agradou muito, sempre achei desnecessário que ele se transformasse em animais, uma vez que simplesmente mimetizar suas habilidades daria no mesmo. Não fica muito claro na história, mas aparentemente não foi uma troca, ele ainda pode simplesmente absorver os dons animais e voar sem precisar fazer brotar asas de seu corpo, por exemplo, mas adquiriu também o dom da transformação… o que pode ser útil em situações específicas, é claro, mas é preciso que seja trabalhado com cuidado pelo roteirista.

Já com seu novo e teoricamente mais “durável” corpo, Buddy retorna à terra, onde terá que lidar com o agente da podridão que possui seu antigo corpo e agora ameaça sua família. Destaque para o Senhor Meias, “gatinho de estimação” de Maxine, na verdade um Toten do Vermelho que abdicou de sua posição de segurança em seu reino para proteger a menina. Ele revela ser capaz de defender sua protegida com unhas e dentes… embora na Terra seu poder esteja gravemente comprometido.

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Essa edição é desenhada por Alberto Ponticelli, o monstruoso artista responsável pela arte de Frankenstein (cujos primeiro números também foram escritos por Lemire). Os desenhos de Ponticelli cabem muito bem em meio a essa revolução de criaturas apodrecidas tentando consumir a Terra… e ele desenha pessoas retorcidas como ninguém.

A próxima edição finalmente mostrará Buddy e o Monstro do Pântano unindo forças contra o inimigo comum… e será preciso definir o quanto de Podre existe dentro de cada um deles…

Resenha anterior de Homem Animal? Transfira sua consciência clicando AQUI!

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19 comentários sobre “HOMEM ANIMAL # 11 – Transfusão de Consciência.

  1. Também fiquei cabreiro com esse lance dele poder se metamorfosear em animais, mas isso com o tempo vai ser esquecido ou só usado em situações específicas, para mim teve mais apelo agora para criar estranhamento (o que funcionou maravilhosamente) , Homem Animal é… Tudo na vida das pessoas. 🙂

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    1. A qualidade de histórias em quadrinhos de super herois nunca foi uma coisa primorosa, depende do momento da pessoa, da idade que essa pessoa tem, e do fator DIVERSÃO. É claro que algumas obras muito complexas, de teor praticamente foram feitas, aprimoradas, estudas, copiadas… mas embora tenham crescido em número, ainda são a exceção da regra. Quadrinhos de super herois é massaveio. É pra ser desse jeito, na minha opinião.

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  2. Lemire revisita tópicos importantes mas sem ser clichê (ainda!). Como o Rodrigo disse é preciso cuidado com as novas extensões. Mas com um desenhista desses fico neste momento imaginando o que pode vir por aí. Será que veremos o Manimal (quem lembra desse??) nos quadrinhos???

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  3. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Os Campeões Parte 3

    Terça – Fabulosos X-men #3

    Quarta – Complexo de Chipanzé

    Quinta – Cavaleiros Demoníacos #18

    Sexta – Resenha: Homem Animal # 11

    Sábado – Umas Tirinhas da Pesada

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!

    4

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