O que aconteceria se o uniforme alienígena tivesse controlado o Homem-Aranha.

Por Venerável Victor  “simbiótico alienado”  Vaughan

Img-de-CapavigiaMuitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um particular rumo. Hoje caros devotos, vamos revisitar um dos momentos mais marcantes da vida do Homem-Aranha, o nosso amigão da vizinhança, que surpreendeu nosso herói e fãs e foi a gênese do  simbionte alienígena Venon.

“What If”  segundo volume  #4

Escrita por  Danny Fingeroth    e   desenhada por:  Mark Bagley

O contexto passado: Desde o momento que o Homem-Aranha voltou das Guerras Secretas, ele vestia um uniforme negro que podia ser removido pela força de vontade. No começo isso era muito legal – legal até demais para quem conhece a sorte de Peter Parker, mas ele não imaginava que seu novo uniforme ultra super maneiro era um ser vivo. Enquanto Peter dormia, o uniforme tomava controle sobre ele e continuava se aventurando por aí constantemente, aumentando cada vez mais o grau de fatiga do amigão da vizinhança.

Após um dia em que o uniforme negro se recusou a sair de seu corpo com facilidade, o Homem-Aranha procurou sua amiga – de cama – Gata Negra e pediu-lhe conselhos. Ela deu a idéia de Peter procurar Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico e muitas vezes um grande idiota – desculpem caros devotos, esse é o meu lado Doutor Destino falando – e uma vez lá, Peter descobriu que o uniforme era um simbionte alienígena e eles se livraram dele. Ele escapou… Venon aconteceu, etc, etc, etc…

No mundo dessa história, o Homem-Aranha e a Gata Negra conversam sobre os recentes problemas de Peter alguns dias antes. O Quarteto Fantástico não estava em casa  quando ele vai procurá-los, então o Aranha vai procurar o Dr Connors – o vilão Lagarto – ao invés de Reed.

Connors faz uma série de testes e análises, que não respondem nenhuma de suas dúvidas. O Homem-Aranha acha que pegou alguma espécie de vírus no mundo de batalhas do Beyonder – onde aconteceram as Guerras Secretas, mas ninguém mais tem esses sintomas de fatiga. Até que semanas mais tarde, ele finalmente vai até o quartel general do Quarteto Fantástico e descobre a verdade sobre o simbionte. O Senhor Fantástico atinge o alienígena com sua arma de raios sônicos, mas ela não remove a criatura, provavelmente por causa da demora de Peter em buscar a ajuda de Reed, o simbionte já está perfeitamente fundido ao sistema nervoso do herói. O uniforme negro assume totalmente a mente do teioso e tenta escapar do laboratório, apenas para ser novamente atingido pela arma do Senhor Fantástico e dessa vez perder a consciência, mas infelizmente sem deixar o corpo do Aranha. Uma vez capturado, nem a ciência de Reed Richards nem a magia de Stephen Strange, o Senhor Estranho, são suficientes para livrar Peter Parker da geleca alienígena. Enquanto os dois grandes especialistas discutem o que fazer em seguida, o Homem-Aranha finalmente estraçalha o tubo de vidro reforçado em que estava contido, nocauteia Estranho e o Senhor Fantástico e vai embora livre, leve e solto.

O Homem-Aranha simbionte balança suas teias por diferentes cidades americanas, usando seus poderes de camuflagem para ludibriar a incansável procura de Reed. Em algum momento, Peter liga para a Gata Negra e pede socorro, mas no meio da ligação, o simbionte toma controle e aterroriza Felícia. A Gata Negra procura Reed Richards e o afronta dizendo que ele foi incapaz de achar Peter Parker até aquele momento. Ela vai embora, não sem antes aliviar sua raiva roubando um objeto de grande valor da decoração do edifício e usando o dinheiro da venda para financiar uma instituição que cuida de pessoas sem lar.

Na continuidade normal, em algum momento o Homem-Aranha salva dezenas de agentes da SHIELD de morrerem numa queda, Aqui ele por estar um tanto quanto “ocupado”, não está por perto para impedir que esses agentes morrem. A razão da morte deles é o ataque do Incrível Hulk, que está totalmente descontrolado. Thor enfrenta o gigante verde no mano a mano, enquanto o resto dos Vingadores procuram pelo Doutor Estranho – esse depois descobre que tudo isso não é culpa do Hulk, pois a criatura estava sendo controlada por um antigo inimigo do Doutor, o Pesadelo, Stephen Strange cria então um portal para uma realidade onde o Hulk pode ficar em paz e sem a chance de ferir quem quer que seja. Como um idiota, o Hulk pula em direção ao portal, na eminência de atacar Estranho, que lógico, está em pé logo atrás de seu encanto. Um segundo antes do Hulk atravessar o portal místico, o simbionte Homem-Aranha aparece e impede que o gigante verde seja transportado, segurando-o pela canela. O Hulk então achando que aquilo é um ataque vai para cima do simbionte, mas esse não está procurando briga, ao contrário, ele se mescla instantaneamente com o golias verde deixando o corpo de Peter, como um chiclete Addans mastigado, para trás.

A Vespa vai ajudar Parker e descobre que ele está um bagaço, aparentando ter uns 70 anos de idade…e o Hulk? O Hulk e Venon agora são um só, e o simbionte pula de felicidade!

Peter Parker é levado e tratado na mansão dos Vingadores. Ele explica para os heróis que o simbionte se alimenta de adrenalina. Esse processo é quase sem descanso e uma vez que ele exauriu totalmente os recursos do corpo de Parker, ele buscou o Hulk como um recurso inesgotável. A Gata Negra e Thor discutem sobre se é certo matar o Hulk Simbionte e se isso significaria também matar Bruce Banner. Peter não se importa. Ele perdeu cinquenta anos de sua vida, para ele o resto é trivial.

Relutantemente, o idoso Peter faz uma visita para sua tia May. Se apresentando como “Harrison”, ele explica que é um funcionário do Clarim Diário que também está preocupado com o desaparecimento de Parker. Ele diz que sempre ouviu da boca de Peter o quanto May significava para seu sobrinho. Herrison pede a vela mulher que tenha fé, que Peter irá reaparecer um dia, mas ao ir embora, ele começa a chorar. May fecha a porta na mesma hora em que Mary Jane desce as escadas da casa. A tia de Peter conta à moça o quanto o estranho homem que acabou de visitá-la a lembrava de seu sobrinho e chora nos braços da ruiva gostosa.

Na manhã seguinte, Reed Richards, bate na porta do quarto de Peter no edifício Baxter, enquanto entra falando sobre seus novos planos para encontrar o simbionte ele vê o corpo de Parker sem vida em cima de suas pesquisas científicas. Peter Parker tinha morrido de velhice em seus plenos vinte anos.

No enterro, após todos os heróis partirem, a Gata Negra continua prestando seus respeitos. O Rei do Crime aparece para fazer o mesmo, dizendo que o Homem-Aranha era um valoroso adversário, mas um tanto quanto ingênuo demais. No fim, Wilson Fisk oferece uma carona para a Gata Negra, de volta à cidade.

Alguns dias depois, Reed termina de por em prática as últimas anotações de Peter, se encantando sobre o quanto o finado herói era genial. Juntos, eles criaram os meios necessários para localizar o simbionte e eliminá-lo. Porque apesar das rajadas sônicas visivelmente feri-lo elas não tem o poder de matá-lo. O Quarteto Fantástico e os Vingadores acham o simbionte no monte Rushmore, Eles todos se separam para mais rápido localizá-lo. Thor – que estava um tanto detonado por uma recente batalha contra o demônio Surtur – é o primeiro herói a encontrar o Simbionte Hulk, que se faz de inocente.

“Por favor, Thor, eu estou realmente arrependido pelo que fiz com o Homem-Aranha. Eu não sabia que eu o estava machucando até ser tarde demais! Com essa criatura – o Hulk – eu adquiri uma verdadeira simbiose. Estou pouco a pouco restaurando a mente de Banner, em troca da vitalidade e poder do Hulk. O doutor Banner não irá morrer e nós dois nos beneficiaremos, assim como o planeta inteiro, afinal não haverá mais a ameaça de um Hulk selvagem!”

Se essa geleca alien, estava ou não dizendo a verdade, nunca saberemos. Thor diz que ele será capturado e julgado. O simbionte grita que nunca mais será aprisionado novamente. Os dois – ou seria três? – caem na porrada. Thor leva a pior visivelmente. Mas no desespero, o deus do trovão arremessa o martelo Mjolnir nas “fuças” da criatura. Isso consegue nocautear o simbionte e o fazer abandonar o corpo do gigante verde.

Thor se surpreende ao ver que o simbionte está parcialmente dizendo a verdade. Pois ali está um Bruce Banner inconsciente. Thor consegue acordar o cientista, mas já é tarde demais, pois a criatura ataca o deus nórdico e começa a tomar controle de seu corpo. Thor tenta atingir a criatura com seus relâmpagos e Reed Richards com sua arma sônica, mas o único que se machuca ali é o deus do trovão. O simbionte agora tem a força do espetacular Homem-Aranha e o Incrível Hulk juntos e supera o poderoso Thor rapidamente.

O Simbionte Thor escapa para uma caverna, o Tocha Humana e Photon – antiga Capitã Marvel – tentam alcançar a criatura e são nocauteados facilmente. Reed fica tentado a usar sua nova arma para matar o alienígena, mas tem uma última idéia. Meia hora depois, o simbionte já está totalmente vinculado ao poderoso Thor. Ele escuta alguém gritando para que apareça e sai da caverna no intuito de destruir seus perseguidores.

Mas nesse momento a criatura parece reconhecer o novo desafiante e pela primeira vez, se enche de medo!

Raio Negro grita, destruindo completamente o monte Rushmore. Uma vez que os destroços e a poeira abaixam, um fraco Thor agradece ao soberano dos Inumanos por tê-lo salvado. O simbionte está na forma de geleca em um ponto ali próximo. Reed pede ao Doutor Estranho que conjure um portal para a dimensão das Encruzilhadas onde eles iriam enviar o Hulk anteriormente para que o alienígena para lá seja enviado. No meio disso tudo, um raio vindo de algum lugar, atinge o inconsciente simbionte. Tudo o que resta é uma gosma sem nenhum traço de vida.

A Gata Negra aparece segurando a arma em questão. Ela grita e desmoraliza todos os heróis por não terem matado a criatura, como se ela fosse alguma pessoa que pudesse ser reabilitada. Eles podem não aprovar o que ela fez ali assim como o Homem-Aranha também não aprovaria. Mas para alguns ela fez justiça pelo que o vampiro alienígena fez com Peter Parker – e para os americanos, justiça normalmente é sinônimo de vingança -, ela joga a arma para os heróis e parte. Aparentemente ela roubou os planos da arma que Peter morreu desenvolvendo e conseguiu com que o Rei do Crime, financiasse sua criação.. Em troca, de hoje em diante, a Gata Negra está no bolso do Rei e trabalhará para ele para sempre. Esse é um preço justo por sua vingança? Nem a própria Gata Negra tem a resposta.

Eu li essa edição na época algumas muitas vezes e vocês querem saber? Mesmo agora, anos depois ela é 90% muito legal. O Venon foi usado durante toda a década de noventa como um instrumento de alavanca de vendas, mas no seu íntimo, o simbionte nada mais é que dois interessantes personagens em um. Não apenas seu hospedeiro, Eddie Brock pode ser interessante se for escrito direito, mas o simbionte Venon tem seus valores e recursos narrativos que são mal utilizados e podem render boas histórias se exploradas a profundidade de sua personalidade. Isso não desculpa suas ações psicopatas, mas é muito interessante poder ver dois possíveis parceiros, feitos um para o outro, constantemente tentando se matar pela incapacidade de compreender e respeitar o que eles tem em comum.

Artistas que me fizeram feliz

Morreu na manhã deste sábado (17) o ator e diretor Sérgio Britto, aos 88 anos. Nascido em 29 de junho de 1923, o ator começou a carreira em 1945 e participou em 1948 de uma histórica montagem de “Hamlet” estrelada por Sérgio Cardoso. Renomado nome do teatro brasileiro, com dezenas de prêmios, trabalhou em mais de cento e trinta peças, passando de 90 as que subiu ao palco como ator. Britto relatou abertamente sua tentativa de suicídio, quando cortou os pulsos, aos 22 anos. Segundo ele, era uma tentativa de se libertar, livrar-se da medicina que estudou para agradar os pais – cursou até o sexto ano, na Faculdade da Praia Vermelha, e formou-se em 1948. Logo em seguida ingressou definitivamente no teatro.  A mudança na carreira e logo depois seu amadurecimento artístico acontecerem quando ele deixou os papéis de galã, adequados ao seu então perfil atlético, e passou a fazer espetáculos difíceis como “Fim de Jogo” (1970), “Tango” (1972), “Autos Sacramentales” (1974) e “Quatro Vezes Beckett” (1985).  Com ele, para mim parte o último representante da mais fantástica trindade de ouro masculina das artes cênicas brasileiras – Paulo Autran, Ítalo Rossi e ele – A arte é a força mais poderosa de transformação de uma sociedade, Sérgio está entre os maiores artistas de todos os tempos, sua influência na história só pode ser medida como a dos grandes heróis da literatura ou dos quadrinhos, com a diferença de que ninguém poderá por melhor roteirista que for, desenvolver roteiro tão genial.

O quadrinista Joe Simon morreu nesta quinta-feira (15), aos 98 anos, em sua casa em Nova York. O destaque de sua carreira foi a parceria com o desenhista Jack “o Rei” Kirby. Para alguns o anel dos Lanternas Verdes é a arma mais poderosa do universo, com poder limitado apenas pela  força de vontade e imaginação do usuário, assim é a mente dos artistas, Joe Simon muito bem soube usar a sua para fundamentar o arquétipo definitivo de todos os super heróis com seu trabalho ao lado do ilustrador, sua principal criação foi o personagem Capitão América, que chegou às bancas pela primeira vez em 1941. Simon era o responsável pelas histórias e aventuras do super-herói. Sua vida também foi marcada por algumas confusões judiciais com a Marvel Comics, responsável pela publicação dos contos do Super Soldado, pelos direitos sobre o personagem. O primeiro processo ocorreu na década de 1960 e o mais recente é datado de 1999. O acordo extrajudicial feito em 2003 abriu espaço para que a adaptação para as telas do Capitão América acontecesse esse ano. Apesar da idade elevada, o roteirista ainda participava de convenções de HQs nos Estados Unidos, sendo sempre saudado pelos fãs como um símbolo vivo da Era de Ouro dos quadrinhos.

Com eles, o mundo perde dois grandes homens, dois artistas de valor inestimável para inúmeras gerações. Se para Shakespeare “Somos feitos da mesma matéria dos sonhos” , então que pena  eles enfim acordarem.

Quadrinhos que me fizeram feliz parte 4 aqui.

S_Final

 

All-New-Novo

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19 comentários sobre “O que aconteceria se o uniforme alienígena tivesse controlado o Homem-Aranha.

  1. Olha… este foi talvez o 1º What if … que eu li. Logo na altura não me agradou muito. Acho que há muitas lacunas de argumento e por vezes parece que o mundo é quase sempre destruído…
    O único What if que eu gostei não tinha essa premissa, ou seja não fazia parte dessa linha, mas foi o melhor de todos: Silver Surfer – Requiem!
    🙂

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  2. O Vigia ainda nos deve uma história triste, sem graça nem esperanças… O QUE ACONTECERIA SE O SANTUÁRIO NÃO FOSSE LANÇADO… Um mundo em que histórias memoráveis não são relembradas, artistas não são homenageados e críticas humoradas não ganham voz… Um mundo em que vilões não tem o seu espaço em sextas malditas…………

    Pensando bem,seria uma história triste demais.

    Vida longa ao Santuário

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  3. O primeiro “O que aconteceria se” que eu li na vida. Foi aí que eu fiquei “traumatizado” com o excesso de exageros desse tipo de histórias. Apesar de divertida, tem muita coisa acontecendo muito rápido. Só faltou o universo todo ser aniquilado. hahahaha
    Mas apesar disso, vale a leitura, na época.
    Lembro que saiu em 1995 na revista mensal do Aranha. Uma das primeira dele que li, emprestada.

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  4. Eu fiquei muito triste com a morte do Sérgio Britto. Mais uma luz que se apaga na história do teatro brasileiro, muito embora sua obra e a sua inspiração para as novas gerações continue vívida e eterna.

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  5. Eu tenho essa revista do Aranha. Lembro que comprei ela quando vi a recomendação em uma matéria da finada Wizard/Wizmania.

    ——————-

    Quanto aos artistas que faleceram, ficam registrados os meus pêsames.

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  6. O Vigia ainda nos deve uma história triste, sem graça nem esperanças… O QUE ACONTECERIA SE O SANTUÁRIO NÃO FOSSE LANÇADO… Um mundo em que histórias memoráveis não são relembradas, artistas não são homenageados e críticas humoradas não ganham voz… Um mundo em que vilões não tem o seu espaço em sextas malditas…………

    Pensando bem,seria uma história triste demais.

    Vida longa ao Santuário

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  7. Eu me lembro dessa edição em formatinho aqui no Brasil! Por sinal foi uma das minha preferidas. Agora, nem quando era piá eu entendia por quê esse fundo rosa da capa???

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  8. Poder lembrar de clássicos como essa história do Aranha (e Bagley no começo de carreira) é tão prazeroso quanto ver as primeiras histórias do Capitão ou encontrar pelo youtube algum material perdido da velha Tupi. Eles se foram, mas deixam uma grande obra prá toda a humanidade!

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  9. EDITORIAL SANTUÁRIO :

    Segunda – O que aconteceria se?

    Terça – Novíssimos X-men #10

    Quarta –
    O Questão: a série mensal

    Quinta – Steve Ditko & os macacos gigantes!

    Sexta – Eu, o vampiro # 11

    Sábado – Umas Tirinhas da Pesada!

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!
    o

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