CAPITÃO ÁTOMO # 11 – Aprenderemos a viver na realidade criada por nossas mentes…?

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1Resenha de “Capitão Átomo #11” de J.T. Krull (história), Freddie Williams II (desenhos) e Jose Vilarrubia (cores).

Por Rodrigo Garrit

Os spoilers existem e não existem ao mesmo tempo.  Eles são (e não são) revelações sobre a história.

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O Capitão Átomo parece estabelecer que não existem limites para os seus poderes quando ele quase sem nenhum esforço, separou-se de seu corpo de energia e criou um novo para si… humano e normal, retornando assim a sua forma de Nathaniel Adam e voltando a desfrutar de todas as sensações mundanas que havia perdido. Ao mesmo tempo, seu corpo de energia repousa em um contêiner nas instalações da Continuum… repousa? Será possível que enquanto o Nat de carne e osso janta com sua amada Ranita, sua outra versão azulada sonha… ou entra em um profundo estado de meditação, sem o controle racional de Nathaniel, e começa a produzir estranhos fenômenos dentro da instalação como a recuperação de um baú com pertences de infância de um cientista, a ressurreição da mãe de outro… e super poderes para o tetraplégico Dr. Megala… tudo parece muito bom, mas esse tipo de coisa não costuma vir com um preço? E se o efeito se espalhar pelo mundo… as pessoas poderão pagar essa conta?

Voar, voar, subir, subir...
Voar, voar, subir, subir…

Sabe tudo o que poderia ter sido e não foi? A sopa quântica das possibilidades… todas as decisões e curvas tomadas em um momento fatídico que mudariam para sempre o resto de nossas vidas…?

É disso que se trata essa história: possibilidades. Tema que já vem sendo trabalhado por J.T. Krull há algum tempo e agora chega ao seu ápice. Eu gosto muito da proposta do autor para essa revista, que nos mostra alguns vislumbres de como seria o mundo se existisse um ser como o Dr. Manhattan… ou o Capitão Átomo! Ele ilustra algumas teorias da física quântica de forma embasada, obviamente tendo em vista usar esse conhecimento em prol de sua história em quadrinhos de super herói e não levantar o assunto para uma profunda análise ou uma séria discussão. Mas temos ali a mente sobre a matéria, a importância do pensamento sobre as fundações das coisas sólidas, assumindo que moléculas são feitas de partículas menos densas do que um pensamento e portanto, pensamentos seriam capazes de mudar ou criar o mundo; e de como cada indivíduo de fato reside dentro de uma realidade criada por ele próprio. É quando a ciência toca a magia. E reverbera de volta para ela em uníssono.

Uma boa realidade a ser criada, mas que precisa ser  mantida...
Uma boa realidade a ser criada, mas que cobra um preço pra ser mantida…

O autor da HQ tem em suas mãos um tema rico e fascinante, mas o mesmo não é devidamente aproveitado, ou mostrado de forma suficientemente interessante. Eu imagino possibilidades… diversas outras formas de se conduzir esse título, e até mesmo uma outra realidade onde a revista não tivesse sido cancelada.

Infelizmente essa não é a realidade em que vivemos, já que o cancelamento chegou na edição zero da revista.

Ou felizmente. Quem somos nós para questionar aquilo que está predestinado?

Os desenhos continuam a cargo de Freddie Williams II ,  desenhista regular desde o início da série. A arte deste número em especial me pareceu ter tido uma ligeira queda em relação aos números anteriores… alguma coisa na expressão dos personagens parece estar prestes a se desintegrar… e os cenários são instáveis, ondulantes… terá sido intencional? Analisando friamente as entrelinhas, ficou perfeito. Isoladamente, entretanto, é pouco atrativo, apesar das cores sempre espetaculares de Jose Vilarrubia.

Existem boas possibilidades exploradas na trama, porém o tempo é curto, e o final todos já conhecemos.

Mas quando uma janela quântica se fecha, quantas mais se abrem? Que infinitos novos rumos esse personagem agora à solta no Universo DC pode tomar? Eis uma resposta que descobriremos em alguma realidade alternativa futura…

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Resenha anterior? Clique AQUI! Ou não… e siga por outra linha temporal…

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19 comentários sobre “CAPITÃO ÁTOMO # 11 – Aprenderemos a viver na realidade criada por nossas mentes…?

  1. Não acompanho essa revista, agora já era mesmo para ela, mas que arte espetacular!!! esse desenhista precisa ser reaproveitado em algum outro título, se fosse por exemplo para o Esquadrão Suicida, nossa… A revista catapultava para a lista A da editora.

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  2. A temática sobre futuros alternativos e viagens temporais já foi fartamente explorada pela ficção, tendo gerado alguns produtos muito bons. Um exemplo é o excelente filme “Os doze macacos”, protagonizado por Bruce Willis e Brad Pitt nos anos 90. Voltando a série da DC, penso que a edição 11 de Capitão Átomo trouxe mais uma edição entendiante e de árdua leitura. Desde o início, a proposta da série centrou-se em um tom existencialista ao focar o sentimento de deslocamento do herói principal – tal qual o Dr. Manhattan de Watchmen (personagem que o Alan Moore criou inspirado pelo próprio Capitão Átomo). Acontece que a trama jamais decola, sendo difícil para o leitor se importar de fato com os desdobramentos dos atos do Capitão Átomo. Aliás, ele é o único personagem minimamente desenvolvido. Os outros são tão profundos quanto um pires. Bastante previsível a atitude do Dr. Megalla, por exemplo. Tem-se assim uma ode ao tédio: uma trama arrastada e personagens desinteressantes.

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  3. kra, vou te confessar q acompanhei as duas primeiras ediçoes q saíram pela panini aqui, mas o mix q sai a revista é muito ruim, ai ñ deu pra continuar acompanhando ñ, eu até gostei do inicio da revista! mas essa resenha foi muito boa kra! valeu

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  4. Mesmo sendo umplágio do plágio que na verdade é uma idéia do original (se é que me entendem), vejo essa história apenas.como ponta de.um iceberg (onde um Titanic cheio de heróis e vilões. pode esbarrar e assim gerar mais um emaranhado de possibilidades prá todos). Não será Nat no futuro combinado com Pandora (e talvez o restante do triunvirato) a porta de volta e deixar o reboot (eu ainda.acredito nisso)? ou. o caminho para um novo multiverso? Só o tempo (e o Diddio) nos dirão. Mas a resenha ficou ótima RG. O melhor material de uma semana conturbada mas que valeu muito.

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  5. Adoro o Santuário (y) Ótima resenha! Adoro o Capitão Átomo e acho esses roteiros formidáveis, acho que nem é questão de aproveitamento de roteiro, acho que é mais “deixar para que tenhamos a própria ideia de visão crítica”, ou sei lá.
    Valeu!

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  6. EDITORIAL SANTUÁRIO :

    Segunda – Fabulosos Vingadores #2 & #3

    Terça – Fabulosos X-men #4

    Quarta – O Questão (artigo inédito)

    Quinta – Hit-Monkey

    Sexta – Capitão Átomo

    Sábado – Umas Tiras da Pesada!

    Domingo – O Quarto Mundo de Jack Kirby!
    o

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    1. kra, vou te confessar q acompanhei as duas primeiras ediçoes q saíram pela panini aqui, mas o mix q sai a revista é muito ruim, ai ñ deu pra continuar acompanhando ñ, eu até gostei do inicio da revista! mas essa resenha foi muito boa kra! valeu

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