AQUAMAN #19 – Reapresentando: Topo! “Ser Octopus nunca foi tão POP na DC & Marvel”

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por Venerável Victor “Tratador de macacos marinhos gigantescos” Vaughan

Img-de-Capaaquaman19Mera vai ter que ter uma séria conversa com Aquaman, assim que seu segredo vier à tona…

Aquaman – criado por Paul Norris

Esse mês o título do herói aquático reapresenta a versão pós reboot de um personagem muito conhecido dos leitores da Era de Prata dos Quadrinhos. Antes, Topo era um pequeno e carismático octopus que acompanhava Aquaman em suas aventuras, desde que estreou em Adventure Comics #229 de 1956. Agora ele é uma criatura gigantesca e amedrontante.

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Em sua primeira história chamada: “O parceiro submarino do Aquaman”, Topo era um excepcional ajudante de herói, em uma época repleta de humor e pureza nos quadrinhos. Como é possível ver, Topo é um virtuose na música e pode tocar diversos instrumentos ao mesmo tempo. O próprio Arqueiro Verde, em uma ocasião, ensinou-lhe a usar com precisão o arco e flecha.

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Outro grande talento de Topo era a capacidade de saber quando alguém estava mentindo para ele. Ele foi um belo coadjuvante em uma época ridícula dos quadrinhos americanos.
Em outro oportunidade, durante a passagem do roteirista Tad Williams no título do Aquaman chamado “A espada de Atlantis”, Topo novamente apareceu , agora repaginado com uma aparência mais humanóide e cabeça de octopus. Mas novamente voltou para o limbo editorial, até ser usado na série infantil: Superman Family Adventures #12

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Como é possível notar, a mais recente releitura de Topo, para uma nova era, coloca o personagem em uma inusitada direção, onde os leitores duvidarão que ele seja uma fera capaz de ser controlada por Aquaman e algo que até mesmo os poderosos atlantes temem.

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De agora em diante ele poderá ser um aliado ainda mais importante para o herói aquático ou mesmo uma imensa ameaça para Arthur…

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O estilo menos compromissado com a velocidade de Geoff Johns promove em dezenas de edições dos títulos em que trabalha sem que muito avance em suas tramas, não acontece esse mês. Afinal grandes desenvolvimentos que terão não apenas impacto nessa história, mas em todo o mito do herói, se desenvolvem diante de nossos olhos esse mês.

Já que é de Johns que falamos aqui e já que essa edição acontece no mês “WTF?” em que todas as capas vêm com uma segunda cena inusitada, não deveria de se surpreender um gancho no mínimo curioso no final.

Desde antes desse reboot da DC, durante os meses de publicação da série: O dia mais claro, todos os leitores já sabiam que o passado de Mera era um tanto “agitado” antes de seu primeiro encontro com Aquaman, mas descobrir que ela já era casada antes de “se juntar” com Arthur e que esse marido está vivo e vivendo escondido na nossa dimensão, certamente fez com que todos os leitores falassem “What fuck is that???”.  (livre tradução: “Que porra é essa?”)

Geoff Johns & Paul Pelletier
Geoff Johns & Paul Pelletier

Esse é um momento clássico de novela Mexicana, em que você ao ler, espera ouvir violinos tocando antes que a cena acabe bruscamente e os créditos do fim do episódio comecem a subir na tela.

Outro momento interessante da edição é o que acompanhamos os planos de Murk e Tula para libertar Orm (o meio irmão de Aquaman e anterior soberano da Atlântida) das mãos dos “seres da superfície”, onde aguarda julgamento por crimes contra a humanidade.

Quem poderia imaginar que para isso ele descesse tão baixo em suas orgulhosas convicções, indo buscar o auxílio do último dos últimos atlanteanos? Apesar da perda de sua habilidade de respirar debaixo d’água e sua obsessão em colecionar itens do mundo da superfície, Swatt mantém seu orgulho de atlante e Murk usa isso como arma para conseguir seu apoio: a promessa de uma possível aceitação novamente entre a sua sociedade submarina caso tenham sucesso no resgate do ex monarca, muito amado por seu povo, por acaso.

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Swatt é um personagem intrigante e seu particular relacionamento com o guerreiro Murk (“Você continua guardando o meu segredo que eu continuarei a guardar o seu”), é mais um detalhe interessante na trama.

Todas essas possibilidades na revista são muito encantadoras. Inclusive a de trazer de volta para a série um antigo personagem coadjuvante, agora repaginado como uma gigantesca e telepática criatura marinha, com inteligência suficiente para conversar e não se deixar controlar por Arthur.

Outra nota importante nessa resenha é a sólida tensão que é o pano de funde desse novo arco de histórias do herói aquático. Aquaman não pode de forma alguma esperar grande aceitação política de seu povo ao passo que demonstra o tempo todo na frente deles, sua preocupação com o bem estar da humanidade, o que para os atlantes, que enxergam os humanos como uma espécie desprezível e criminosa, é um sinal do quanto ele coloca o mundo da superfície a frente de suas obrigações como monarca.

Vilões que respiram ar, como o Scavenger – desculpem, não me recordo de sua tradução pela Abril – só conseguem piorar essa tensão, já que ele representa todo o sadismo e ganância que a sociedade atlante enxerga na humanidade.

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Paul Pelletier cada vez mais mostra o quanto está a vontade desenhando tudo o que lhe é proposto no título pelo roteirista. Tudo mesmo, passando pela rica vida marinha e até outras criaturas fantásticas. Fora que ter Rod Reis a frente das cores, é praticamente uma honra para qualquer artista.

Sua interpretação de Topo, a criatura com ares de “Kraken”, é apropriadamente poderosa e aterrorizante e quando se pede para que faça um painel mostrando um cemitério submarino de navios e aviões sob o Triângulo das Bermudas, o cara é o artista perfeito para isso. Ótima escolha de substituto para Ivan Reis no título.

Avaliando tudo o que foi dito acima, não seria leviano afirmar que através de todo esses novos mitos que Johns tem proporcionado à série, a glória passada de seus primeiros dias a frente do título do Lanterna Verde, estão de volta! E o Aquaman não fala com peixes!

RESENHAS AQUÁTICAS ANTERIORES AQUI !!!

Aquaman #19 - primeira série - 1954
Aquaman #19 – primeira série – 1954

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AMANHÃ, QUARTA-FEIRA, AQUI NO SANTUÁRIO!

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41 comentários sobre “AQUAMAN #19 – Reapresentando: Topo! “Ser Octopus nunca foi tão POP na DC & Marvel”

  1. Muito boa resenha. Legal essa releitura do Topo. Confesso que não conhecia. Não tenho acompanhado os novos 52, mas a impressão que tenho é que só Aquaman é que saiu ganhando.

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  2. Cara, esta releitura do Aquaman está deixando o personagem TÃO melhor que, além de fazer valer quase todo o “ributi”, deixou o peixinho dourado da DC quase palatável!

    E as artes não nos deixam sentir tantas saudades do Ivan Reis… Tô me afogando na resenha!

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  3. Gostei da nova leitura do Topo, tem tudo pra ser algo bem interessante.
    Qnt a essa edição, foi boa, mas uma leitura muito rápida, muita coisa acontecendo ao msm tempo, gostaria que tivesse mais páginas.

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  4. Porra páh! Aquela imagem da Mera no cemitério de navios é o máximo!
    Tou à espera mesmo que saia o 2º HC da série. Obrigado pelas tuas matérias que me vão deixando cheirar antecipadamente esta série!
    😉

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  5. Qualquer personagem se torna top bem produzido ( escrito + desenhado = colorido = planejado) ,quem diria que ia me interessar pela revista do Aquaman desde que o Peter David saiu, e ainda achar agora muito melhor…

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  6. Esta série vem sendo muito bem desenvolvida. Parabéns a equipe que nos proporciona, a cada edição, novos elementos que se juntam à trama.
    Torço para os atlanteanos. Eles são o país “pobre” diante da grande potência (da vez). Mas… diante de seus mistérios causam medo e ações drásticas dos seres da superfície. Se a atitude de Orm foi, em tese, precipitada, de outro lado, se os papéis fossem invertidos e, aparentemente, a superfície fosse atacada por mísseis atlanteanos, os gringos já teriam jogado uma bomba nuclear em Atlântida e só depois perguntado se eram realmente eles.
    Essa atitude política e passional vem bem a calhar no contexto da revista.

    E a sinuca de bico em que está Aquaman geram boas histórias… o que fazer? Quem sou eu? A que mundo pertenço? De que lado fico? O que fiz com meu irmão foi certo? E se o matarem? Mesmo que não o matem, ele ficará a vida toda em uma prisão da superfície? Isso não seria uma pena cruel???? Poseidon me guie!!!
    Esperando pela próxima edição….
    parabéns pela resenha Victor…

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  7. Muito bom como sempre cara 😀
    Ainda não li esta, mas depois desta resenha vou atrás dela hoje mesmo.
    Esta série esta bem legal mesmo, vale a pena aconpanhar com certeza. Fora da linha dark só estou lendo ela e mulher maravilha, casualmente dois que nunca lia heheh

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  8. A arte está maravilhosa. E Johns tem maestria prá resgatar personagens e recolocá-los no cenário (difereente de outros escritores que forçam a barra e estragam a amizade). Pelo menos esse Topo será sério. Muito sério.

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  9. EDITORIAL SANTUÁRIO :

    Segunda – Novíssimos X-men #11

    Terça – Aquaman #18

    Quarta – Arlequim

    Quinta – Parem de falar mal do Aquaman!!!

    Sexta – Homem Animal # 12

    Sábado – Umas Tirinhas da Pesada!

    Domingo – Marvelman de Alan Moore e Gary Leach
    y

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