Homem Animal # 12 – Os ossos enterrados no meu podre jardim…

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CAPAResenha de Homem Animal # 12 de Jeff Lemire e Scott Snyder (roteiro) e Steve Pugh (arte).

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações com vísceras e clorofila sobre a história.

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Buddy Baker está desesperado após seu filho Cliff ter sido contaminado pelo agente da Podridão por uma doença que a medicina humana não pode curar. Sem outra alternativa, ele segue o conselho do avatar do Vermelho agora incorporado no gatinho de estimação de Maxine, Sr. Meia, e vai até o pântano encontrar o único que pode ajuda-lo a derrotar seu inimigo: Alec Holland. O plano é enfrentar a Podridão em sua própria casa, agora que ela foi enfraquecida pelas recentes derrotas infligidas pelo Monstro do Pântano e o Homem Animal. Mas mesmo unindo suas forças, os avatares do Verde e do Vermelho podem não ser capazes de enfrentá-la em seu mundo de origem, onde é infinitamente mais poderosa.

Ao mesmo tempo, Abigail Arcane, Maxine Baker e sua mãe estão desprotegidas enquanto aguardam o retorno dos heróis. E Cliff, que estava aos cuidados de sua avó, despertou de uma febre incompreensível e agora caminha quase que em transe em direção a uma figura sinistra, carregando em seus lábios delirantes as palavras: O mundo Podre está chegando…

O Vermelho e o Verde estão conectados. E a Podridão também. Mergulhar em um deles significa mergulhar em todos os três”. – Sr. Meia.

Agora Buddy pode expandir sua consciência pelo Vermelho, onde toca o Verde e encontra o Podre.

Essa edição dá continuidade aos eventos ocorridos em Monstro do Pântano # 11, e serve como uma continuação direta dela. O próximo número do pantanoso dará sequencia aos fatos mostrados nesse número, alinhando a parceria de Jeff Lemire e Scott Snyder, que assinam juntos essas edições interligadas.

É a primeira parte do prólogo do evento “Mundo Podre“, que deve determinar de uma vez o fim da batalha pelo controle da vida. Esse é o momento que todos esperavam, é o que vem sendo preparado desde o primeiro número de Homem Animal e Monstro do Pântano. A história volta no tempo, relembrando através da jovem Maxine os acontecimentos desde o começo da trama. E também avança anos no futuro, mostrando uma visão apocalíptica da menina, onde a Podridão tomou a Terra como seu reino e estendeu suas raízes ensanguentadas por todo o firmamento. Não é a primeira visão que ela tem sobre isso. E em todas as vezes, é fácil notar os uniformes coloridos dos heróis mortos espalhados pelo chão apodrecido.

Lemire e Snyder vem acertando a mão nos roteiros de suas respectivas séries e agora é hora de seus protagonistas se unirem para enfrentar o inimigo em comum. Desde o começo, os dois títulos vem trazendo com dignidade o legado deixado tanto por Grant Morrison em Homem Animal quanto Alan Moore em Monstro do Pântano, cujo trabalho tornou-se um clássico para suas épocas e colocaram os personagens em um patamar de suspense e terror que os fez migrar do universo tradicional de heróis da DC para o selo adulto Vertigo.

Aliança improvável? Me refiro a Maxine Baker e Abigail Arcane…

O retorno das séries com o advento dos Novos 52 fez reacender uma chama de esperança ao fãs veteranos, que apesar de receber a notícia com receio de que toda a mitologia anterior fosse descontinuada, teve a grata surpresa de constatar que esses novos autores entendiam os personagens e sabiam o que estavam fazendo. A arte também não deixada de lado e ambas as séries temos grandes desenhistas dando forma e esses contos de horror modernos. Os desenhos de Steve Pugh para esse número são incisivos e pontuam de forma certeira o momento pelo qual a trama se desenrola.

É impossível para quem acompanhou a trajetória dos personagens no passado não fazer diversos paralelos com as versões anteriores, mas para sermos justos, as histórias atuais não devem ser comparadas aquelas produzidas por Morrison e Moore. E nem devem. Vamos apenas torcer para que no futuro, uma nova geração de autores inspirem-se e levem adiante o legado semeado agora por Jeff Lemire e Scott Snyder. E que finde mais um ciclo para que outro recomece. De novo e mais uma vez. Os filhotes do futuro agradecem.

Resenha anterior de Homem Animal? Não precisa chorar lágrimas de sangue! Clique AQUI!

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EDITORIAL SANTUÁRIO :

Segunda – Novíssimos X-men #11

Terça – Aquaman #18

Quarta –  Arlequim – A hora de se fazer a fantasia

Quinta – Parem de falar mal do Aquaman!!!

Sexta – Homem Animal # 12

Sábado – Umas Tirinhas da Pesada!

Domingo – Marvelman/Miracleman de Alan Moore: Livro I

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Eddie-Murphy

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24 comentários sobre “Homem Animal # 12 – Os ossos enterrados no meu podre jardim…

  1. Nossa, muito legal mesmo acompanhar esta revista. Pra mim umas das melhores do reboot, quiçá a melhor (páreo duro entre ele, Monstro do Pântano, MM, Disque H e Terra 2).
    Ótima resenha!

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    1. Bom, eu meio que sou suspeito pra falar depois de tudo o que já disse resenhando Homem Animal e Monstro do Pântano desde o primeiro número… então só digo isso: leia. Espero que a sua experiência com essa leitura seja tão agradável quanto foi a minha. Valeu pelo elogio, abraços!

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  2. Homem Animal está entre os 5 melhores titulos do reboot sem duvida. Vale a pena comprar todo mês. e o trabalho de Jeff Lemire e Scott Snyder estão entre as coisas mais grandiosas que ja vi. sou muito fã de ambos ><
    Otima resenha Rodrigo 🙂

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  3. Willian Shakespeare não podia estar mais enganado:
    : Há algo de podre no reino da Dinamarca”
    Não!!!! Há muito podre por todo o planeta! E só os avatares do Verde e Vermelho (se forem acompanhados de um Lanterna Branco então, serão heróis defensores do Fluminense Futebol Clube) podem impedir que a vida no planeta acabe!

    Ótima revista. equipe criativa inspirada e talentosa. apesar de que não havia necessidade de reboot para fazer isso, fico muito feliz de ver essa revista há um ano mostrando como a DC possui muitos dos melhores “brinquedos” dos quadrinhos de super herois.

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    1. É verdade, o reboot não era necessário, pois boas histórias precisam apenas ser contadas. Ponto. É claro que a intenção era servir a outro propósito (aumentar as VENDAS, gerar LUCROS), o que por um tempo conseguiu, mas será que vai se manter? Isso só o Sombra sabe…

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  4. A dupla dinâmica dos contos de horror nos Novos 52. É até um pouco difícil não pensar em comparação com o material mais antigo, mas vou deixar isto para a dispensa da minha mente.
    Essa equipe manda muito bem e está numa sincronia que eu nunca vi em crossover nenhum escrito a tantas mãos. Tenho fé de que as idéias tão originais que foram desenvolvidas, não se percam. possíveis paerticipações e tie in caça níqueis.
    E o Rodrigo sacerdote totalmente prostado a este típo de leitura vem cumprir seu papel de fã e incendiar a nossa imaginação. Só faltou esse painel com as roupas dos heróis da DC todas dilaceradas mas isto nem chega a ser demérito. É que eu sempre gostei dessas visöes apocalípticas ( interessante!!!! Isso dá uma boa pauta, não?????)

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    1. Pois é amigo, deixa o painel pra imaginação… ou pra quando ler a revista. A pauta é ótima, mas i Venerável tem que superar uma certa aversão a zumbis… (porque apocalipse sem zumbis não tem graça né? rsrs)
      Valeu pelos elogios, este sacerdote está para isso mesmo!

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  5. Muito bom!
    🙂
    Tenho os dois primeiros TPBs tanto do Pantanoso, como do Animal e são mesmo do melhor que saiu dos Novos 52.
    Eu espero façam um OHC em que coloquem as histórias destes dois heróis todas seguidas, misturando as interligações por ordem cronológica. Seria excelente e estou esperançado que a DC faça isso mesmo. Pelo menos faz sentido fazer isso!
    😉

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  6. Realmente, estes dois títulos estão muito bons. Buddy Baker e sua família continuam tão cativantes quanto nos bons e velhos tempos.
    Mesmo com mudanças na identidade do personagem, Monstro do Pântano (comparado a desconstrução feita por Alan Moore) também vale cada centavo.
    Outra galera que vem fazendo bonito nestes novos 52 são os personagens dark. Etrigan, a Liga da Justiça Dark estão muito divertidas (só não li ainda Constantine. Estou esperando acabar a ‘revolta’ que senti quando acabaram com sua série na Vertigo).

    De minha parte, gostaria que a DC não inventasse crossovers entre este personagens e os figurões da editora. Cada um no seu quadrado, como diria uma certa música chiclete.
    Mas, já sabemos que vem crossover por aí…. veremos… mas… eu ficaria muito feliz se estes personagens dark/horror fossem todos da Vertigo…. mas aí, é sonhar demais…

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