LIGA DA JUSTIÇA: TERCEIRA GUERRA MUNDIAL !!!

 

LIGA DA JUSTIÇA: 3º Guerra Mundial

De Grant Morrison – Roteiro / Howard Porter – Desenhos / John Dell – Arte Final

Do diário de guerra de Rodrigo Garrit. Contém spoilers registros históricos sobre o épico conflito.

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Quando naves alienígenas com suas tropas esmagadoras chegam à Terra, a população sabe que diante de um perigo iminente é preciso unir forças e esquecer antigas rivalidades contra a ameaça em comum. Mas o que acontece quando o invasor é uma arma milenar criada por deuses extintos cujo único objetivo é a aniquilação de toda a vida? Um aparelho cuja programação primária é ativar o fator primitivo no cérebro de sua vítimas, transformando a mais pacífica das raças na mais impiedosa do cosmos… jogando irmão contra irmão, nação contra nação…

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Quando esse artefato de proporções cósmicas se aproxima da Terra e manifesta sua terrível maledicência sobre todos os povos, o que temos é a TERCEIRA GUERRA MUNDIAL. E assim como feito em incontáveis eras atrás, nada mais sobrará do planeta além dos escombros de sua própria autodestruição… a não ser que os novos deuses remanescentes do Armagedom cheguem a tempo de ajudar o planeta que eles acreditam ser o futuro berço do Quinto Mundo e de uma nova geração de deuses destinados a trazer uma Era Dourada para o universo… Se os heróis dessa Terra forem fortes o bastante, se conseguirem resistir ao mal que reside dentro deles… se sobreviverem a mais mortal das armas…

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Eis o engenho do apocalipse. Antes do nascimento deste universo, existia URGRUND, o mundo dos Velhos Deuses. Eles vivam em guerra e criaram armas inimagináveis que ameaçavam toda a existência. A pior delas, aquela que causou sua destruição, sobreviveu, confinada em um abismo gravitacional na fronteira quântica por 15 bilhões de anos. A morte dos Velhos Deuses devastou a criação, desencadeando o nascimento deste universo e do Quarto Mundo dos novos deuses. Uma vez ativada é impossível detê-la. Ela traz guerra e ruína. Sua corrupção aflora primeiro nos seres com predisposição para o mal. A seguir, com sua aproximação, todos os soldados do caos assolam as forças da ordem. Então, ele se manifesta nos céus. Estrelas perecem… até que no final o universo torne-se um descomunal sepulcro de dez bilhões de cadáveres.

Eis o engenho do apocalipse.

O aniquilador primordial, cujo nome no idioma de Nova Gênese é MAGEDDON.

– Grant Morrison (fragmentos).

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Os primeiros sinais.

Situando o momento histórico. Quem era a Liga da Justiça quando fomos atacados? Felizmente, contávamos com uma de suas formações mais poderosas e bem escritas. Sob a batuta frenética do mastigador de sementes de peitote mais bem pago da DC, Grant Morrison, tínhamos SupermanBatman e Mulher Maravilha. A trindade de ouro da DC estava lá. E também o Caçador de MarteAquamanFlash e Kyle Ryner, um inexperiente porém dedicado Lanterna Verde. Uma das peças fundamentais a nosso favor foi Bárbara Gordon, a Oráculo, comandando as operações e organizando os heróis com atualizações constantes. Homem Borracha, o cômico mestre dos disfarces, espião perfeito e virtualmente imortal. A pericia e frieza da combatente conhecida como Caçadora, o gênio científico de John Henry Irons, o Aço, e o apoio celestial do anjo Zauriel, além do reforço dos deuses Órion (com seu cão de guerra, Sturmer) e Grande Barda, que haviam sido integrados previamente a equipe já com o intuito de prepara-los secretamente para a invasão que estava por vir. É óbvio que um evento dessa magnitude afetou todos os meta-humanos ativos na época, que se mobilizaram para conter a fúria interna causada pela influência de Mageddon ao redor do mundo, mas dois deles se destacaram e tiveram participação fundamental para o desfecho: Aztek e Buddy Baker, o Homem Animal.

É bom que se entenda: Mageddon é a Fênix Negra da DC. Mas sem Jean Grey e suas curvas sensuais. Apenas o pássaro da morte iminente, devastadora e quase reconfortante.

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Tudo começou de forma sutil, de onde ninguém poderia imaginar. Ou talvez pudesse. uma rebelião de presos na prisão de Belle Reve… pois aqueles que eram mais propícios ao mal foram os primeiros a ser afetados… alterações químicas do complexo R,  aquilo que herdamos dos ancestrais reptilianos, que desperta a mais inconsequente e primitiva violência… a própria essência maligna dos velhos deuses agindo livremente na Terra.

Mas a rebelião no presídio foi a ponta do iceberg… logo começaram os tumultos de rua e a anarquia tomou conta das grandes cidades. Sangue nas ruas, fogo nos céus. O primeiro dos emissários foi revelado, possuindo o corpo do telepata Hector Hammond. O sinal era claro e Zauriel sabia do que se tratava. O Paraíso também, e por isso simplesmente começou a planejar a arquitetura de um novo universo, caso o atual fosse destruído. Mas Zauriel não estava disposto a virar as costas para a humanidade. Esse foi o motivo pelo qual ele veio à Terra, deixando para trás a Cidade de Prata e os campos do Senhor… para enfrentar aquele Velho Dragão.

Ao mesmo tempo, o jovem herói conhecido como Aztek despertava de um terrível pesadelo, onde uma voz em sua cabeça lhe avisava que o poderoso dragão escapara de seus grilhões. Chegara o tempo do lobo que devora o sol. Os sete selos estavam partidos. O crepúsculo da humanidade era iminente, assim como a sua obrigação em  cumprir a velha profecia de seu povo. Esse foi o motivo pelo qual ele se tornou Aztek. Enfrentar Tezcatlipoca. Deus das trevas e da ruína.

Ao redor do mundo várias guerras se iniciavam… ao mesmo tempo. Na lua, a Torre de Vigilância da Liga começou a receber um poderoso upgrade de tecnologia de Nova Gênese, após ser facilmente invadida pelo maior mestre de fugas impossíveis do universo: Scott Free, o Senhor Milagre. Ele explicou que a invasão da arma ancestral dos deuses já era esperada, e esse foi o motivo pelo qual os novos deuses vieram à Terra… para ajudar na fortificação do planeta… e enfrentar Mageddon.

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“Preze este organismo, este prodígio entre as estrelas. Esta Terra. Sua fabulosa diversidade de criação. Sua perfeição auto-evolutiva. Seu solo é fértil o suficiente para germinar deuses… e só permanecerá assim se for salvo da fúria do último sobrevivente de uma guerra terminada em fogo há 15 bilhões de anos. Preserve este mundo!

Vocês são como crianças para mim. Pouco compreendem. Mas há uma semente… o Mundo-Mãe foi partido pelas guerras dos Velhos Deuses. Esse mundo se tornou dois: Apokolips e Nova Gênese. Nasceram os Novos Deuses. Com o tempo, também eles passarão. Nossa guerra continua, mas encontramos o berço planetário dos deuses que virão. Vocês são… os precursores. Preparem a fortificação da Terra.

O que Nova Gênese representa para o Quarto Mundo, a Terra representará para o Quinto que virá”.

– Metron (fragmentos)

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Há tempos a Liga havia tido contato com o reino conhecido como o Mundo das Maravilhas, o lar dos maiores campeões do universo, os mais poderosos, mais maravilhosos de sua estirpe. A fronteira final de todas as coisas, onde legiões se reuniram para defender o cosmo da “arqueotecnologia” sepultada no abismo ancestral que envolve o universo.

Metron promoveu um incursão ao mítico Mundo das Maravilhas, acompanhado da princesa Diana de Themyscira e Grande Barda de Apokolips… os guerreiros de lá foram os primeiros a se levantar contra o que eles conheciam como o Anti-Sol…  Os mais espetaculares combatentes jamais sonhados… todos mortos, derrotados pelo inimigo que agora avançava em direção à Terra.

Aqueles já tinham propensão ao mal foram afetados primeiro, mas era certo que a longo prazo, a influência de Mageddon se espalharia por todos. Infelizmente em seu momento de maior necessidade, a Liga teve que lidar com o pesado ataque da recém formada Gangue da Injustiça encabeçada por Lex Luthor, Prometheus, Abelha Rainha e o General Eiling. Usando da tecnologia de acesso a dimensão da Zona Fantasma eles conseguiram invadir a Torre de Vigilância… e a explodiram de dentro para fora. Começou uma batalha ferrenha entre os heróis e seus algozes, onde simultaneamente uma frota estelar que se ocultava em um cinturão de asteroides surgiu e iniciou uma invasão em escala global ao planeta… era o enxame de Zazzala, a Abelha Rainha, disposto a dominar o mundo. Um mundo onde praticamente todos os continentes se encontravam em guerra.

Em outro front, a poderosa mente de Lex Luthor era gradativamente corrompida por Mageddon, fazendo dele um de seus emissários na Terra, sem que ele ao menos percebesse.

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“O arauto da guerra se aproxima… e eu, o mais bestial, o mais belicoso dos novos deuses… posso sentir seu ódio primordial como se fosse um trovão em minha alma! Estamos diante de uma ameaça inconcebível e indescritível! A Caixa Materna luta para conter a minha fúria ante a destruição cósmica”

– Órion

Os conflitos pareciam não ter fim e tudo caminhava para a inevitável aniquilação de tudo e de todos. Mas Batman derrotou Prometheus usando de sua astúcia e planejamento. Com o retorno de Metron, Diana, Barda e Órion do Mundo das Maravilhas, as chances melhoraram para a Liga, mas a simultaneidade dos problemas não lhes dava tempo para respirar. Metron moveu suas peças de xadrez cósmico ao conceder uma Caixa Materna para Oráculo, dando-lhe o dom provisório da telepatia digital, ligando-a a mente de todos os heróis no campo de batalha, fazendo dela um farol em meio a tempestade. Nos limites da Zona Fantasma, o General, incontido em sua fúria animalesca e provido de força imensurável e regeneração instantânea, fez o impensável ao surrar Superman e Órion, mas foi derrotado ao ser lançado no abismo anti-infinito graças ao sacrifício de Sturmer, o cão de guerra de Órion que jogou-se contra a comporta espacial levando-o junto para o eterno esquecimento.

Pequenas vitórias que não garantiam o fim da guerra.

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A intervenção telepática de J ́onn J onzz juntamente com a provocação de Kyle Ryner possibilitou a libertação de Luthor do domínio de Mageddon, mas não antes dele colocar em prática seu plano de implantar bombas camufladas no que sobrara da Torre de Vigilância, varrendo-a definitivamente do mapa… com Zauriel lá dentro, o que destruiu seu corpo mortal, forçando-o a regressar ao Paraíso.

Não se sabe se por influência de Mageddon ou por vontade própria, a Caçadora esteve prestes a torturar e matar Prometheus, que já havia sido tirado de combate pelo Batman. Felizmente para o vilão, o Homem Morcego interveio… impediu que ela prosseguisse e a expulsou da Liga da Justiça.

A Abelha Rainha já estava enraizando sua colmeia pelas grandes metrópoles do globo quando foi detida por Aço, Homem Borracha, Barda e Mulher Maravilha. Ela foi subjugada e enviada de volta ao Mundo Colmeia via Tubo de Explosão. Como resultado, suas naves-abelha retiraram-se do combate… pois o enxame sempre acompanha sua rainha.

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A essa altura, o artefato Mageddon já estava visível nos céus… observando as centenas de guerras eclodindo pelo planeta… os heróis não viram outra alternativa senão abordar a mal em sua fonte… Superman e Órion decidiram ir até Mageddon e empreender um ataque direto, via Tubo de Explosão. (Adoro a forma como Howard Porter desenha os tubos).

A participação do Homem Animal na história se deu quando ele procurou Aço e disse que podia sentir a influência de Mageddon sobre as pessoas graças a sua ligação com o campo morfogenético… e que se ele podia ativar a violência animalesca ancestral no cérebro dos humanos, talvez houvesse uma forma de reverter o processo. Utilizando os raios púrpura da Ilha Paraíso unidos a recém adquirida tecnologia de Nova Gênese adaptada por John Henry Irons e Ted Kord, o Besouro Azul, eles pretendiam seguir a conselho de Buddy Baker e reverter a influência de Mageddon ao redor do mundo… e ir mais além; ampliar o campo morfogenético de tal modo a despertar as habilidades meta humanas latentes em cada pessoa da Terra, mesmo que temporariamente. Já que Metron e os outros novos deuses afirmavam que a Terra era o berço de uma nova divindade, o plano era acelerar esse processo e usar essa vantagem contra o Anti-Sol. Uma estratégia similar a utilizada pelo Conhecedor, que simulou poderes para todas as pessoas da Terra na primeira vez que essa nova formação da Liga se reuniu, já antecipando um “grande mal que viria”, embora não soubesse exatamente do que se tratava. Essa primeira história escrita por Mark Waid e Fabian Nicieza serviu de prólogo para a Liga remodelada por Grant Morrison. Ela foi publicada no Brasil na revista Os Melhores do Mundo da Editora Abril que deu continuidade a quase toda a fase de Morrison na Liga.

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Dar poderes a todos os seres humanos da Terra parecia ser uma ideia absurda e descabida, mas a situação era desesperadora e exigia medidas desesperadas. A energia necessária para fazer algo dessa magnitude só foi possível de ser obtida graças ao Flash, que resgatou Glimmer, o último sobrevivente do Mundo das Maravilhas. Com o seu poder bruto, foi possível colocar o plano em prática, concedendo assim habilidades meta humanas temporárias para quase toda a população do planeta. Unido a isso, surgiu uma legião de anjos que foram convencidos por Zauriel a dar mais uma chance a humanidade… eles aquietaram o coração dos líderes de estado, conseguindo uma trégua para as guerras…

“O dever de cuidar da humanidade não lhes ensinou nada? Será que vocês nunca assimilaram o amor? 

Assim seja. Só me resta orar para que vocês sejam mais amáveis com os seres do novo mundo que estão criando. Eu sei onde habita o meu coração”. 

– Zauriel 

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Sem notícias de Superman ou Órion, J ́onn J onzz buscou fazer contato telepático com eles, mas após atravessar as camadas de escuridão da mente artificial de Mageddon, deparou-se com um Superman aprisionado e tomado pelo desespero.

Aztek enfim teve sua deixa, e fechando o ciclo de sua existência, foi de encontro a Mageddon, onde se deparou com um Órion flutuando no vácuo, moribundo. Ele o cura, fazendo o novo deus recuperar todo seu vigor e sua fúria. Em seguida Aztek localizou o Superman, aprisionado em grilhões de culpa, inerte. Através do Caçador de Marte, Batman conseguiu contatar o Homem de Aço telepaticamente, forçando-o a sair desse estado de marasmo. Então Aztek acionou um dispositivo em seu traje, cumprindo assim a antiga profecia de seu povo. Uma enorme explosão de energia quadridimensional foi detonada, e com esse sacrifício, ele conseguiu ferir Mageddon.

“EU SOU ENERGIA.

COM RAIOS E COMPOSTOS QUÍMICOS! PELO MUNDO DAS MARAVILHAS! E PELA VIDA… EU CONVOCO OS EXÉRCITOS HUMANOS”!

– Glimmer

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Um verdadeiro batalhão de super humanos se ergueu aos céus vindos de todas as partes do mundo, e ao lado deles, os anjos do Paraíso guiando seus passos… mas isso vocês sabem… afinal estavam todos lá…  a menos que estivessem ajudando Goku a conjurar o seu genki dama e salvar o universo de Dragon Ball Z.  Enfim, esse foi um ataque maciço ao exterior de Mageddon, enquanto dentro da criatura, Órion e Superman faziam todo o estrago que podiam, embora parecesse não surtir muito efeito, até que Superman decidiu arriscar e usar seu corpo, que é uma bateria viva alimentado constantemente por energia solar, e assimilar a energia do Anti-Sol, a própria essência de Mageddon, aprofundando-se em sua escuridão, mergulhando sua mente tão fundo nas trevas que nem mesmo o marciano pôde encontrá-lo… e desmantelando o núcleo de destruidor primordial de dentro para fora, camada por camada, até desativá-lo completamente.

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E assim encerrou-se a passagem de Grant Morrison pelo título mensal da Liga da Justiça… a Terra estava salva e pronta para ser invadida novamente pelo próximo roteirista. Morrison como de costume, matou os personagens criados por ele, Aztek e Zauriel… muito embora o corpo mortal do anjo tenha sido destruído, ele continuou aparecendo como um ser celeste.

Embora praticamente toda essa fase tenha sido publicada por aqui pela Editora Abril na revista em formatinho “Os Melhores do Mundo”, essa última saga foi pulada, só sendo publicada anos depois pela Mythos Editora em forma de uma minissérie em quatro números. Antes tarde do que nunca… embora visivelmente fantástica demais até mesmo para um gibi da Liga, é uma história que não podia faltar como finalização de tudo que foi feito pelo autor no decorrer de sua passagem pelo título. Desde a forma como ele encaixou o gancho deixado por Mark Waid e Fabian Nicieza incluindo a mitologia dos novos deuses até a homenagem feita ao Homem Animal, personagem que ele escreveu com sucesso por anos e que na história ganha uma pequena porém decisiva participação.

Então é isso… a Terra continua a salvo… por enquanto… apenas aguardando que uma nova raça alienígena queira novamente nos conquistar…

Nunca deixe de acreditar.

A verdade está lá fora…

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18 comentários sobre “LIGA DA JUSTIÇA: TERCEIRA GUERRA MUNDIAL !!!

  1. Tens o dom da palavra, Garrit…
    Belo texto!!!

    Quando Morrison iniciou esta fase (a invasão dos marcianos brancos), não fiquei muito empolgada. Mas o careca foi se superando, até seu climax, nesta grande história que envolve diferentes mitologias: cristã, asteca, grega e, claro, jack-kirbyana. E o melhor: todas valorizadas, decisivas para o desfecho da trama (o mundo do fanatismo deveria se inspirar nisso).

    Mas o melhor é que as histórias da Liga mantiveram-se bacanas com a saída do inglês careca. Mark Waid e Joe Kelly foram foram tão bons ou até melhores que ele.

    Sobre Kelly – Mesmo sendo um bom arco, fiquei bem puta com a MM em “Paraíso Imperfeito” (final digno de um conquistador grego ou de qualquer outra potência de ontem e de hoje). Mas gostei bastante de “A Era Obsidiana”.

    Enfim… mesmo sendo tão distintas, esta LJA e a fase Giffen/DeMatteis são indispensáveis a qualquer fã da nona arte.
    Valeu pela ótima semana….

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    1. Lucy, também adorei a fase de Joe Kelly, até mais do que a do prórpio Mark Waid… n época, da “Era Obsidiana” de Kelly,acompanhei mês a mês ansioso pelo que viria depois… concordo que Morrison não foi o autor “absoluto” da Liga, muitas outras fases foram importantes e dignas de nota até hoje… talvez tenha ficado marcado o fato dele ter pego a equipe vinda de uma fase muito ruim e chutou o balde… como era esperado…

      Que bom gostou! Valeu por sempre acompanhar nossos textos! Até a próxima!

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  2. Muito bom mesmo Garrit! Tem alguns autores pelos quais, não temos como negar, somos fanboys… Morrison é um desses, leio qualquer coisa da careca. E tenho que dizer, sua passagem pela JLA é uma das coisas mais divertidas que já li nos quadrinhos. Fico muito feliz de escolherem essa saga para resenhar! Parabéns novamente!

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    1. Eu fiquei muito feliz de ter podido compartilhar minha impressão sobre essa saga… Morrison realmente foi um divisor de águas, a Liga dele criou os alicerces que valeram por anos e até hoje mantém algo de sua influência, embora, é claro, com o tempo a tendência seja que ela se dissipe e que tome novas formas… mas sempre é bom imaginar que seu estilo deixou algo que um dia pode retornar….

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  3. Eu acompanhei esta invasão e percebi que,como a outra saga tinha muitos pontos[altos e baixos] e a dinamica não estava muito boa.Faltou por assim dizer “sal” ou qualquer outro “tempero” para incrementar a saga que pra mim ficou muito rudimentar no geral.
    A resenha por si só veio a elucidar muitas coisas mostrando muitos pontos que eu considerava fracos mas que se tornaram importantes.
    Parabéns a todos que fizeram dessa semana uma super especial,por assim dizer de outro mundo com tantas obras interessantes[e outras nem tanto como cowboys e aliens…vixi…] para o nosso apurado deleite.

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  4. Ele fechou de forma bem louca, “morrisonamente” a passagem dele pela revista, se por um lado ele empolga e usa elementos muitos legais da mitologia da DC na revista da Liga, por outro parece que escreve para ele e não para o leitor e arrogante como ele é, deve fazer isso mesmo! 🙂

    Tenho medo dele escrevendo a Mulher Maravilha, porque nessa revista ela era só uma figurante de luxo. Concordo que os “tubos de explosão” que esse desenhista faz são muito legais, mas detesto o traço dele, os persinagens ficam feios e as mulheres horrorosas, pior foi ter que ler a saga que mais curto “A Vingança do submundo” toda desenhada por ele…

    Ótima resenha, beijos.

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  5. Nossa…Eu li essa saga pela Mythos também e levei dez anos para sacar – só percebi essa semana – que essa capa (do Porter e Dell) na última edição da passagem do Grant Morrison pela Liga da Justiça é nitidamente uma homenagem a capa do Bart Sears no último número da saga INVASÃO! Muito legal isso!!! 🙂

    i

    Maravilhosa resenha sacerdote Garrit, além de trazer o Homem Animal, valorizar idéias do Waid, amarrar as pontas soltas de sua passagem pelo título e matar seus personagens criados para que ninguém mais use, o cara me dá mais uma vez a prova do quanto ama e respeita a mitologia do Jack kirby, com todos esses conceitos do arco e os nossos amados novos deuses sendo vitais na conclusão. Pena que por motivos editoriais, ele nunca tenha dado o devido destaque à Mulher Maravilha na revista, sendo até acusado de misogenismo. (eu mesmo o acusaria se não me lembrasse do trabalho que ele fez com a Rainha Branca e a Jean Grey em Novos X-men) Afinal em boa parte da sua passagem pela revista, a MM que estava ali nem era a Diana e sim a Hipólita…

    E ASSIM TERMINAMOS A SEMANA DE INVASÕES ALIENS NO SOLO SAGRADO DA NERDITUDE, ESPERAMOS QUE TENHAM CURTIDO TUDO O QUE PREPARAMOS COM MUITO CARINHO E PRAZER NESSES CINCO ÚLTIMOS DIAS,

    ATÉ A PRÓXIMA, DEVOTOS!!!

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