DOCTOR WHO, quem ???

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por Coruja, o homem de visãoImg-de-CapaDW

BEM-VINDOS! Olá, meus jovens caros camaradas de combate as circunstâncias calamitosas cronais! Venho a vocês transmitir informações sobre, um certo personagem. Um certo viajante. Um ancião. Um herói. Um homem disposto a ajudar.

Um conto sobre um homem em uma caixa telefônica. Uma história sobre algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul. Um azul como nunca se viu. Vamos falar do “DOUTOR ” e sua TARDIS. Bom, chega de conversa e… ALLONS-Y!

Matéria orinalmente publicada no site irmão: O Baile dos Enxutos.

Vamos para um breve resumo da história externa do seriado. Indo pela primeira vez ao ar em novembro de 1963, “Doctor Who” era uma série educativa onde um alienígena que viajava junto de sua neta e um amigo desta pela história. Naqueles tempos, a série possuía muito um enfoque mais educativo, onde os episódios voltados para o passado tinham como objetivo ensinar as crianças e os episódios passados no futuro tinham como objetivo um exercício de imaginação de como seria o futuro. Mas no fim, os episódios que tratavam do futuro fizeram tanto sucesso, que a série acabou deixando a parte didática em prol da aventura de ficção cientifica (Sim, um caso onde o massavéio venceu e isso foi bom). Essa versão durou até 1989. Onde foi cancelada. A justificativa era que os efeitos especiais muito precários, não poderiam concorrer com as grandes produções americanas, como Star Trek.. Houve uma tentativa de trazê-la de volta em 1996. Mas seu retorno triunfante fora apenas em 2005, com a série que dura até os dias presentes (e passados e futuros e alternativos de outras dimensões… viagens no tempo são complicadas).

Vamos aos elementos que fazem a série arrecadar tantos fãs em 50 anos de exibição.

TIMELORDS

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Para quem é fã de quadrinhos eles podem ser descritos como uma espécie de “Guardiões do Universo” da DC Comics. Oriundos do planeta Gallifrey, da constelação de Kasterbouros. Os Gallifreyanos, são uma das raças mais antigas, poderosas, inteligentes e misteriosas do universo. Possuidores de alta tecnologia, foram os primeiros viajantes do tempo e por excelência as maiores autoridades na matéria. Devido a uma falha temporal existente em Gallifrey, os seus habitantes acabam sendo expostos ao vórtice do tempo. Para um observador casual seria apenas um buraco no meio do nada, com um túnel brilhantes que vai do azul ao vermelho, mas para quem olha dentro, existe muito mais. Todo gallifreyano, aos 8 anos tem como ritual, olhar para dentro do vórtice, o que altera sua composição física. Nem todo Senhor do Tempo vem de Gallifrey existindo casos de pessoas de fora que se tornaram Timelords, mas todo Gallifreyano é um Timelord.

Todo Timelord, tem em comum a regeneração. Um processo de autopreservação. Quando um Timelord é mortalmente ferido, libera feromônios de cura que permitem restaurar completamente seu corpo. Caso o ferimento cause morte instantânea (um tiro de rifle na cara, decapitação, implosão e por ai vai), a regeneração não é acionada. Ela só funciona se o caso for de uma morte mais lenta. Como efeito colateral, a regeneração altera completamente a estrutura física do indivíduo, incluindo suas ligações sinápticas, químicas e todo o resto. Um completo reboot do corpo e questões como gosto e personalidade acabam sendo afetadas. Basicamente, surge um novo homem com as memórias do anterior. Os Timelords possuem uma variedade de poderes telepáticos limitados, seja pela extensão ou necessidade de contato físico. O 11º Doutor já foi mostrado sendo capaz de gravar mensagens ou exportar sua memórias, encostando a sua cabeça na de outra pessoa. Fica subentendido no decorrer da série que os Timelords são capazes de enxergar alterações na linha temporal e enxergar as probabilidades, o que os obriga a todo tempo tomar decisões que alteram o tempo. Não fica claro se isto serve como forma de proteção, um mero costume ou uma espécie de honraria titular. Mas os Senhores do Tempo (como são chamados as vezes, em terras braZileiras) costumam usar alcunhas ao invés dos seus nomes. A série já mostrou um variado número de Timelords. O próprio Doutor. O Mestre. O Presidente (este interpretado por nada mais nada menos, que Timothy Dalton), Romana, River Song. E a Filha do Doutor.

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Nove, Dez e Onze não são apenas números…

O último (mas nem tanto) Timelord. Esse viajante de 900 anos, pode ser descrito de milhões de formas. Mas acho que a melhor até hoje dita, foi a de uma certa ruiva (Os… bem. TODOS PIRAM!) Amy Pond : “uma criatura tão antiga e tão bondosa, que não consegue ficar parado enquanto ouve uma criança chorar.”

Basicamente é isso. Por ser tão velho e ao mesmo tempo ter um senso de justiça tão aguçado o Doutor não consegue ficar longe de encrencas, quando sente que alguém precisa de ajuda. Seus métodos se baseiam na abominação da violência, argumentação, uso de alta tecnologia, analise, ideias mirabolantes e muita correria. O Doutor já regenerou onze vezes na série. Mas não se sabe quantas o personagem efetivamente fez isso. Existe um limite teórico de treze vezes possíveis. Mas existem formas de burlar esse número e estendê-las. Uma coisa comum em todas as suas versões é que o Doutor, é uma figura carismática, excêntrica, com um clamor por fazer a coisa certa, e que esconde uma grande solidão e amargura pelas suas decisões difíceis acumuladas ao longo da sua vida. O Doutor é uma figura complexa. Visto que muitas vezes por ser um viajante do tempo e pela sua grande inteligencia ele precisa manipular e esconder fatos dos seus amigos para poder salvá-los ou poupá-los, o que torna sua figura muitas vezes dúbia ou contraditória. A figura do Doutor, sempre teve como objetivo retratar a visão de herói para a sociedade britânica. Desde o avô, sábio, justo e severo. Ao herói solitário e aventureiro. O jovem, rebelde e engraçado, até o atual hipster enérgico e dúbio. A série atual, mostra o 9º Doutor, interpretado por Christopher Eccleston. 10º interpretado por David Tennant. E 11º interpretado por Matt Smith.

“Vocês me perguntam, porque sempre sobrevivo? É por que sempre estou perto da porta.”

TARDIS.

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Time And Relative Dimension In Space. É a nave do Doutor. Por um defeito na camuflagem ela acabou ficando fixada na forma de uma Cabine telefônica policial dos anos 60. A Tardis é mais que uma nave. Ela utiliza da tecnologia dimensional de bolso. Ou seja. Ela é milhares de vezes maior por dentro do que por fora. Geralmente, por economia acaba apenas senso mostrada seu salão principal, onde fica ponte de comando. Mas sabe-se que ela vários quartos, closets com todo tipo de vestimenta, uma piscina, um refeitório, uma cozinha, uma oficina e uma sala de máquinas.

Maior por dentro, do que por fora…

Companions

Uma caracteristica marcante do Doutor, é sua escondida solidão. Por viver por tanto tempo, ele acaba sentindo-se sozinho no universo. Por isso ele sempre acaba levando alguém em suas aventuras (o Doutor confessa na sua 11ª forma que uma vez ele tentou viajar sozinho, e quase enlouqueceu sem alguém para ouvi-lo falar), muitos imaginam que por sua personalidade excêntrica ele precisa de uma plateia, mas é muito mais por sua natureza, alienígena e longeva, ele precisa de um ponto de vista diferente que o ajude a tomar decisões extremas.

Vou listar as que conheço melhor, ou seja, as da série atual.

Rose Tyler (Billie Piper): primeira companion da nova série, loira, bonita, casca-grossa e atrevida. Acaba tendo um romance com o 9º e 10º Doutor. No inicio tinha um namorado, Mickey. Ambos terminam quando percebem que já não tem mais uma ligação. É a queridinha da maioria dos fãs da série.

Jack Harkness (John Barrowman): Galã. Extrovertido. Cafajeste. Bom de briga. Nascido no século 50, é o primeiro Omnisexual da ficção cientifica. Ele se sente atraído por homens, mulheres e alienígenas. Se torna imortal nas primeiras temporadas. E acaba estrelando um spin-off chamado Tourchwood, onde ele protege a terra e tem um romance com seus colegas de equipe: Ianto (um gordinho meio afetado e parceiro sexual) e Gwen (uma ex-policial durona, o qual ele tem um tensão sexual/romântica).

P.s: Tourchwood é um anagrama para “Doctor Who”. Era assim que os produtores da BBC faziam para esconder os planos de retorno da série em 2005. E a piada acabou entrando na série como uma organização secreta que cuidava de uma fenda temporal no nosso planeta.

Donna Noble (Catherine Tate): Histérica, brigona, debochada e engraçada. Donna, foi uma das mais importantes e ao mesmo tempo tristes “companions”. Ela sempre se sentiu uma inútil e escondia isso com seu jeito expansivo e canastrona.

Mickey Smith (Noel Clarke): começa como namorado da Rose, mas com o tempo acaba ajudando o “Doutor”. Após as várias experiências ajudando o nosso Timelord, entra para o Torchwood, após o final da quarta temporada.

Martha Jones (Freema Agyeman): Estudante de medicina, passa a acompanhar o Doutor, após este salvar o seu hospital de um sequestro alienígena. Acaba tendo uma paixão não retribuída pelo Doutor. Com isso, acaba deixando-o e voltando aos estudos. Mas como boa “companion”, ela não consegue ficar longe do perigo, e se alista na UNIT (uma força especial mundial, que combates ameaças alienígenas, que tem o Doutor como seu principal consultor Civil). No fim da quarta temporada, entra para o Torchwood.

Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen): Jornalista investigativa aos moldes de Lois Lane, Sarah, é a única “companion” da série clássica a fazer parte da atual. Ela era companheira do terceiro e quarto Doutor, tendo sido deixada na terra, por este último, pois ele sentia que estava afastando-a demais do seu mundo. Voltou anos mais tarde, ajudando o 10º e 11 º ocasionalmente. Teve seu próprio Spin-Off até o falecimento da atriz em 2011, devido um câncer.

Dra. River Song (Alex kingston): Misteriosa. Dúbia. Milf. Sarcástica e super inteligente. Conhece o Doutor melhor do que ele mesmo. Possui uma das histórias mais cativantes e tragicamente belas com o Doutor. Sua linha temporal segue o sentido inverso da “nossa”. Basicamente ela vem do futuro. Então quanto mais o Doutor a conhece, menos ela conhece o Doutor.

Rory William (Arthur Darvill) : Enfermeiro, noivo de Amy Pond. Começa a série com um enorme ciúme do Doutor, que acaba sendo substituído por admiração, confiança e amizade. É atrapalhado, ingênuo, romântico e amou Amy mesmo quando todos achavam que ela era maluca. Tem um dos momentos mais lindos de devoção por amor. “O garoto que esperou…”

Amelia Pond / Amy (Karen Gillan): Ruiva, sapeca, curiosa, metida, espontânea, brincalhona e sonhadora. É a minha “companion” favorita. Passou a vida inteira sendo tratada como esquisita por ter conhecido o Doutor na infância e ninguém acreditar sua história. Quando crescida acompanha o Doutor em sua Tardis. Possui uma fé cega no Doutor. “A menina que esperou…”

Algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul.

Doutor, Amy, Rory and Dra. River Song

Agora se até o momento o argumento de uma série com roteiro de ficção cientifica instigante, ação, comédia, drama, aventura, persianagens apaixonantes, não te convenceram, acho que essa é uma razão definitiva para assistir a série:

Billie Piper-0070

Espero que tenham gostado. Até a próxima e …

S_Final

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23 comentários sobre “DOCTOR WHO, quem ???

  1. Minha série preferida, até hoje nunca entendi porque os canais grandes como SBT, Globo, Record nunca se interessaram e porque na tv a cabo brasileira ela não tem entrada… Se realmente é maravilhosa…

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  2. Algum deslocamento temporal mal acabado me fez só conhecer o Doutor há pouquíssimo tempo… porém, antes tardis do que nunca! RÁ! Não deixem essa piadinha infame estragar sua linha tempo. Agora sou um fã ardoroso das aventuras do doutor, me atualizando massivamente com tudo sobre ele. Parabéns pela matéria, explicou muito bem certos detalhes e é um material de ouro para quem quer saber que é o doutor!

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    1. É o roteiro, não adianta. Como o próprio Mofat, falou a respeito do orçamento apertado. Que poderia ser diminuído a vontade. Pois a grande atração sempre foi o roteiro. E que na verdade, nem o mais avançado efeito especial poderia dar conta do nível das coisas que a série exige.

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  3. É com prazer imenso que vejo a série que mais me fascinou com viagens (igualada à dupla de Túnel do Tempo) e que até hoje arrebata admiradores. O que um dia Asimov plantou é referência até hoje.

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  4. Esqueceu só de mencionar que a regeneração foi criada devido a troca de atores, porque não sei se na primeira o ator original queria sair e inventaram a tal regeneração para explicar a mudança dos atores principais que faziam o Dr.

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    1. Verdade, Notório Anonymous! Mas acredito que o Coruja não tenha esquecido, mas acreditado que isso fica meio que implícito para a maioria dos leitores, afinal, vamos combinar que essa “saída” da regeneração é perfeita para os produtores ficarem livres para substituir os atores principais, sem medo de ser feliz!!! 🙂

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    2. Deixei algumas coisas de fora. Como por exemplo, o que houve com a Susan, neta do Doutor e uma das primeiras companions. A identidade do Presidente. A tríade da criação dos Timelords. As batidas do Mestre. A história da Jenny. A verdadeira origem da River Song…
      Pra não estragar a surpresas… e até porque o post não é a TARDIS, para caber tanta coisa, dentro de tão pouco espaço. Hahahaha.

      Mas bem, você sabe. Talvez, não seja bem isso. Bom, você que decide se deve confiar em mim.

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  5. Adorei o texto, Coruja! Campanha: “Kátia F;ávia para nova “companion” do Doutor!” afinal sou melhor que a Rose (sabe nada essa loirinha tolinha) e ainda posso passear pelo tempo e espaço na Tardis… TODA NUA!!!!!

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  6. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Brainiac VS Ultron – Quem vence?

    Terça – Mulher Estupenda!

    Quarta – Doctor Who, quem???

    Quinta – Casamentos nos quadrinhos

    Sexta – Capitão Átomo # 12

    Sábado – Umas Tiras da Pesada

    Domingo – Destino: Crônica de Mortes Anunciadas!
    o

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