Superman: O Homem de Aço – Resenha do filme!

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CAPA

Direção: Zack Snyder. Roteiro: David Goyer e Christopher Nolan, produtor do filme.

No elenco estão Henry Cavill (Superman),  Russell Crowe (Jor-El), Amy Adams (Lois Lane), Diane Lane (Martha Kent), Michael Shannon (General Zod), Kevin Costner (Jonathan Kent), Ayelet Zurer (Lara-El),e Lawrence Fishburne (Perry White).

Por Rodrigo Garrit

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É GENIAL! Genial. Zack Snyder é simplesmente genial! – disse a moça de tinta vermelha no cabelo e piercing no nariz que saiu da sessão anterior de O Homem de Aço. Eu já estava ali há um bom tempo… é muito nerd chegar quase duas horas e meia antes só pra ser o primeiro da fila? Bom, pelo menos eu não estava usando uma camisa com o “S” do Superman, e nem a cueca por fora da calça. Mesmo assim é bem nerd, não? Tudo bem, esse sou eu.

Enquanto esperava, vi os funcionários do cinema destruindo um painel gigante de “Guerra Mundial Z”, pisando com gosto no rosto do Brad Pitt, conversando sobre o boliche que iriam depois do expediente. Limpando a bagunça deixada pelos clientes da sessão anterior. Eles estavam em outro clima. Já passaram por isso centenas de vezes. Quanto a mim, (tão orgulhoso) sendo o primeiro da fila, apenas observava e aguardava a hora de entrar na sala e o filme começar. Esse era o meu clima.

Do meu ponto de vista, existem “dois filmes” a ser assistidos em O Homem de Aço. A Guerra de Krypton e A Origem do Superman.  Duas histórias intrinsecamente ligadas, mas que podem existir também separadamente. Em “A Guerra de Krypton”, temos o nobre Jor-El, lutando pelos seus ideais e sacrificando-se por eles. Aceitando pagar o preço para que prevaleça aquilo que ele acredita ser o certo. Jor-El, o cientista, o gladiador. Ele enfrenta sem medo seus opositores. Uma bravura que passará adiante em sua dinastia.

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Algo curioso que notei, foi que – e vejam bem – não sei se isso pode ser considerado uma ligação com o filme clássico com Christopher Reeve, mas me ocorreu que nesse longa, o ator Marlon Brando foi escalado para ser o Jor-El, e fica claro que um Marlon Brando mais jovem teria sido um excelente Superman (Não que Christopher Reeve possa ser superado), mas no filme atual, Russell Crowe que interpretou Jor-El também teria sido um ótimo Superman, tivesse ele uns anos a menos (não que ele fosse incapaz, como provou nas suas cenas de luta, é uma questão da idade do personagem). Ter dois atores que já foram cogitados (na mente dos fãs) como Superman interpretando Jor-El (na minha mente de fã) serve como uma ligação entre os dois filmes. No mais, homenagens sutis de alguns segundos vão ser apontadas pelos mais fanáticos, incluindo referências a Lexcorp e a Waynetech, além de um ou outro elemento clássico. Mas o trunfo desse filme é que ele começa tudo de novo, outra vez.

“A Origem do Superman” já é conhecida do grande público, mas ganha uma nova estampa, misturando sim muitos elementos dos quadrinhos (O Legado das Estrelas, de Mark Waid; Superman: As Quatro Estações de Jeph Loeb; O Homem de Aço, de John Byrne; Grandes Astros Superman, de Grant Morrison e por aí vai), o que é ótimo! Um filme do Superman tem que beber da fonte dos quadrinhos para funcionar. Na verdade, todo e qualquer filme baseado em quadrinhos tem que usar essa fonte… todas as adaptações que tentaram alterar demais os conceitos básicos dos personagens foram um grande fracasso.

MAN OF STEEL

Desde que assisti no agora longínquo ano de 2003 o filme “Matrix Revolutions”, com aquelas cenas incríveis de Neo sobrevoando o planeta e lutando nos céus com o Sr. Smith no melhor estilo “Dragon Ball”, pensava que esse efeito deveria ser aplicado em um filme com o Superman. Porque o clássico de Richard Donner é irretocável e fizeram história em sua própria época, mas eu queria muito era ver isso em um material inédito, algo inovador. Tivemos o filme “Superman o Retorno”, mas não foi a mesma coisa, porque ele foi uma grande reverência ao clássico. Aquilo que eu desejei em 2003 se concretizou agora, com o Homem de Aço de Zack Snyder. (E com o Morpheus de Matrix interpretando Perry White… santa ironia!).

O filme atual mostra Clark Kent descobrindo suas origens extraterrestres, e provocando acidentalmente uma invasão à Terra, comandada pelo General Zod, outrora desafeto de seu pai, de quem ele ainda guarda uma mágoa doentia. Zod admirava Jor-El, queria-o ao seu lado em seus planos de conquista. Mas foi rejeitado por ele e levado a condenação na Zona Fantasma por seus atos terroristas, junto a outros criminosos kryptonianos.

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Algumas atualizações funcionam bem no filme. O planeta natal de Kal-El foi ricamente explorado, mostrando todo o seu esplendor selvagem e sua frieza tecnológica. Juntando elementos da Era de Ouro dos quadrinhos, com revisões mais atuais, pode-se dizer que foi usado o melhor de dois (ou mais) mundos. A fato da explosão de Krypton ter libertado os detentos da Zona Fantasma, é outro bom exemplo dessa revisão acertada. Mais um detalhe é a natureza alienígena do traje do Superman, o que nos convence melhor sobre os motivos de um homem adulto usar aquela roupa (mesmo com a cueca – teoricamente – por dentro das calças).

Tive a “sorte” de pegar um grupo um pouco mais agitado na minha sessão, com muitas conversas paralelas, comentários desnecessários e mocinhas elogiando os atributos físicos de Clark a cada vez que ele aparecia. Mas quando a batalha começou pra valer, todos se calaram. E não é pra menos: as cenas de luta são espetaculares. Acredito que tenha criado um novo patamar para esse tipo de filme, e tudo que sair depois de O Homem de Aço vai ter o desafio de superar o que foi feito ali.

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Mas o filme também tem um lado mais sensível. Clark é a personificação da esperança. Ele precisa decidir se um novo Krypton deve se estabelecer na Terra (dando cabo da raça humana), ou se deve se voltar contra sua própria raça em prol dos terrestres. O problema é que ele ainda tem muitas dúvidas sobre o quanto os humanos são realmente melhores do que pessoas como o General Zod. Através de vários flashbacks, temos uma noção do quanto foi difícil para ele crescer sendo um garoto diferente dos outros, sofrendo bullying sem poder revidar, precisando esconder seus dons de todas as pessoas, e ao mesmo tempo arriscando sua liberdade para salvar vidas quando necessário. O jovem Clark experimentou o melhor e o pior que a humanidade tinha a oferecer. Mas a maior lição, talvez tenha sido deixada por Jonathan Kent, que como todo pai dedicado, daria sua própria vida para proteger a do filho. Mas o que Jonathan talvez não tenha enxergado, é que é preciso deixar sua cria alçar sozinho os seus próprios voos… e decidir por si próprio onde pousar. Esse exemplo, assim como a criação de Clark pelos Kent de um modo geral, definiria seu caráter. Nas palavras de Jonathan Kent: “Seja bom ou seja mal, o tipo de homem que você vai se tornar, mudará o mundo”.

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A interpretação de Henry Cavill é surpreendentemente boa, e superou minhas expectativas em vários momentos. Houve algumas cenas fortes e impactantes, e alguma coisa no seu semblante de dor me fez enxergar o Christopher Reeve ali… e não era computação gráfica… foi sentimento. (Ou algo da minha cabeça nerd…). Não que Christopher Reeve possa ser superado. Mas Cavill parece não ter se preocupado com as cobranças e viveu o Superman que do jeito que ele pôde. Sem comparações.

A trilha sonora do filme também sofreu com comparações, porque até hoje a música de John Williams arrepia os nerds e não-nerds mais fanáticos pelo personagem ou por cinema de modo geral. A música composta por Hans Zimmer para este filme é linda de um modo diferente, épica em alguns momentos e competente ao alimentar a dramaticidade de algumas cenas. Talvez não seja um novo clássico. Talvez não precise ser.

O filme toma algumas liberdades, como era de se esperar, mas a maioria das atualizações foi bem executada. A relação de Clark, Lois e o Superman finalmente parece ter sido decidida logo de cara, sem tempo para distrações desnecessárias. E Superman ainda é o herói de bom coração que luta pela verdade e justiça. Continua sendo aquele velho exemplo a ser seguido. Não entendo o motivo de tanta polêmica em relação as duras escolhas tomadas pelo herói no filme. Não é nada que já não tivesse sido trabalhado anteriormente nos quadrinhos, gerando consequências com as quais ele precisou lidar mais tarde. A vida não é preto no branco, e certas decisões difíceis precisam ser feitas. No meio de guerra, pessoas morrem o tempo todo, e para preservar o bem maior, por vezes é preciso vestir-se com as armas do mal. Ainda que uma parte de sua alma seja consumida pela atrocidade de seus atos, é preciso que embora maculado, permita que a justiça prevaleça. Erros podem ser cometidos, mas a redenção está ao alcance de todos.

O que mais posso dizer é o que o filme não é genial, nem perfeito, nem a versão definitiva do Superman. Mas O Homem de Aço é um excelente filme de super-heróis, que juntamente com “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” entra para a minha lista de adaptações preferidas de um personagem de quadrinhos para o cinema.

Porque mesmo sem ser genial, perfeito e nem a versão definitiva do Superman, por algumas horas me fez acreditar de novo que embora o mundo tenha mudado, a esperança ainda persiste.

Assista. Divirta-se. Reaprenda a voar.

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S_Final

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EDITORIAL SANTUÁRIO:

Segunda – Astro City #2!

Terça – Fabulosos X-men #8!

Quarta – O Questão!

Quinta – Super-Homem Jr & Batman Jr!

Sexta – Superman, O Homem de Aço Assassino!  Culpado ou inocente?

Sábado – Umas Tiras da Pesada!

Domingo – Monstro do Pântano # 0!

TARDIS

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54 comentários sobre “Superman: O Homem de Aço – Resenha do filme!

  1. ” Não que Reeves possa ser Superado!, não que Reeves possa ser superado! ”

    Nuoss, será o falecido uma divindade a ser temida e reverenciada a todo instante?

    Pois eu como quadrinhista saudoso das HQ’s de J. Byrne, Mike Mignola e Gerorge Perez ouso dizer q Reeves NUNCA FOI O Superman q me representa!

    Um superman boboca, capacho daquela Lois Lane histérica e arrogante não é compatível com o das HQ’s clássicas e revolucionárias q li qndo garoto e amo de paixão!!

    Henry Cavill ainda tem mto o q evoluir como ator, mas no quesito Superman ele é indubitavelmente o ÙNICO que melhor representou o personagem em sua verdadeira essência heróica e destemida e não num amontoado de cacoetes pseudo-cômicos e estupidamente puritanos.

    R.I.P. C. Reeves pois vc foi sim SUPERADO!

    Abraços.

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    1. Apaludindo de pé esse comentário!!! huhaeuaheu

      (mas acho que o “não que Reeve possa ser superado” foi mais por receio dos comentários dos fãs mais inveterados do ator haha)

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  2. Realmente o começo foi meio parado,mas gostei do filme! Os efeitos estão sensacionais!Aliás,nesse quesito o filme anterior também foi sensacional!

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  3. Olá, Garrit… Tudo muito bom, tudo muito bem… Mas o fato de vc ter gostado muito do filme “apesar dos pesares” não quer dizer que o filme é bom. Tudo bem, respeito o que dissestes pq o que vc diz sobre Matrix Revolutions – mesmo que eu nem tenha conseguido assistir, até hj – faz sentido. Muitos queriam o Superman como o Neo e realmente parece que O Homem de Aço bebeu forte nessa fonte…

    Mas o filme foi feito às pressas. A história foi deixado de lado em função do visual. O próprio Superman – que só é chamado assim próximo do fim – nem fala muito, tendo mais ações do que reflexões verbais a fazer. A ordem do dia era ação e ação foi o que tivemos. Ao nível DBZ e isso não foi necessariamente bom.

    Mas a maioria do público teve uma experiência no cinema bem diferente do habitual. E só o tempo dirá se Cavill é o novo Superman da vez ou se Reeve ainda é insuperável (pra mim, ainda é…)

    Deixo o aceno cordial e o link da resenha que fiz no Poltrona Pop sobre este filme… Abração carioca!

    http://poltronapop.blogspot.com.br/2013/07/resenha-cinema-o-homem-de-aco-de-zack.html

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      1. Sem “pobrema”… Desculpe se pareci um tanto arrogante no momento em que escrevi o comentário…

        É que não acho que um filme que tenha tantos furos no roteiro e no seu desenvolvimento possa ser considerado “bom” como muita gente acha… Mas o problema, como vc tb identificou em sua resenha – ressalto que ela está muito bem escrita, ok? ;D -, é que esse filme não foi feito para mim, fã antigo do personagem, mas sim para toda uma nova geração de espectadores…

        Quem curte Christopher Reeve, John Byrne, Mark Waid e Alan Moore, pode vir a gostar desse novo filme? Sim mas terá de dar as ressalvas acima, como vc e eu fizemos.

        Mas acredito que a continuação, já confirmada, se seguir as pistas deixadas neste filme – e acho que a Poderosa pode até aparecer! -, será tão épica no quesito roteiro quanto foi O Cavaleiro das Trevas de Nolan…

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    1. Valeu amigo, é bom sempre lembrar que NADA do que foi apresentado no filme é 100% original, praticamente tudo já havia ocorrido com o Superman de alguma forma, então não entendo o espanto de algumas pessoas sobre situação já superadas…

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  4. Inomináveis Saudações a todos vós, Mestres e Discípulos do Santuário!

    Tenho que deixar aqui a minha mais sincera opinião sobre esse “Super-Homem para as novas gerações” do senhor clipeiro Zack Snyder.

    Super-Homem: foi assim nomeado que eu conheci este personagem em minha infância, através dos quadrinhos, dos desenhos e dos filmes com Christopher Reeve em minha infância. A bondade, a simpatia e o carisma do personagem foram essenciais em minha formação e não nego a influência dele em diversos personagens que tenho criado e irei criar, personagens que são o Perfeito Arquétipo do Bem e do que significa a palavra, muito esquecida hoje em dia, Caridade. Sei que muitos que navegam por aqui conheceram o Super-Homem em suas origens, cada um tendo uma visão pessoal tão positiva quanto eu tenho dele.

    Sei muito bem que os tempos são outros e, após 75 anos, o mundo se tornou um lugar inóspito cheio de clichês que ditam o que é correto e o que não é incorreto na sociedade. Ao ler, pela Internet, anos antes da estréia deste filme, que o Super-Homem era um herói brega, ultrapassado e desnecessário, veio até mim uma tristeza bem grande. Foi necessário que ele morresse para atrair novamente a atenção do público, uma pura jogada de marketing que nada teve a ver com a Arte dos Quadrinhos. No entanto, a rejeição pelo personagem continuou, o Super-Homem ainda era visto como inadequado para os tempos contemporâneos de heróis pós-O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. Não apenas o público pensou dessa maneira, mas também roteiristas de quadrinhos; lembro-me bem de uma frase dita a ele pelo Batman em Crise Infinita:

    “Você somente inspirou alguém quando morreu.”

    No inconsciente coletivo de hoje, heróis tem que ser senhores de atitudes extremas, estamos, eu afirmo, em uma época na qual o senso moral é bastante duvidoso. Ser irresponsável, mas vencer os inimigos, é uma bom sinal e gera aplausos, um sintoma de uma época na qual predominam os fãs de neanderthals como os vistos em Tropa de Elite. Sejamos coerentes com o nosso papel de fãs do Super-Homem e meditemos em duas perguntas fundamentais que deixo para você, Rodrigo Garrit, e os leitores deste blog:

    I – Era necessário realmente desvirtuá-lo tanto de suas origens a fim de apresentá-lo para uma nova geração?

    II – O que uma criança pode pensar ao ver o pescoço de Zod sendo por ele quebrado? Que o certo é matar e não encontrar uma saída mais inteligente para uma situação como aquela?

    Sei que os desenhos estão bastante violentos, mas isso é outro assunto; no caso deste filme, cujas cenas de luta lembram veridicamente Dragon Ball Z, a questão é saber se é isso mesmo o que hoje em dia nós, como leitores, queremos como exemplos de super-heroismo, tanto no Cinema quanto nos Quadrinhos. E, falando em Dragon Ball Z, alguns detalhes deste otaku que vos fala: quando Goku lutou contra Vegeta, Freeza, Cell e Majin Boo, as batalhas foram realizadas bem longe da multidão; claro que houveram diversas mortes que Goku não pôde evitar por consequências de vibrações emitidas pelas lutas, mas ele teve a consciência de não arriscar lutar em cidades povoadas. Ele agiu como um VERDADEIRO HERÓI agiria em qualquer época, mesma nesta onde matar é considerado a única opção em um momento crítico.

    Concordo inteiramente com o comentário todo da lucy e, como ela, também me sinto desapontado com os rumos que os heróis de nossa infância estão tomando.

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    1. Bem, eu acho que as crianças são muito subestimadas… eu cresci vendo os Cavaleiro do Zodíaco arrancando o coração uns dos outros, e Goku resolvendo tudo na porrada… vi muitos filmes de terror e joguei games violentos… isso não fez de mim uma pessoa doente. O Superman sempre foi um exemplo positivo, o novo filme não mudou minha visão sobre ele. Existe todo um contexto, não simplesmente Superman mata seu inimigo. Existe todo um contexto.

      Não acho que houve desvirtuação alguma do personagem. Quem o conhece de verdade sabe disso.

      Agora, me preocupa muito tentar trancar as crianças em bolhas cor de rosa. Não digo que devam ser expostas a cenas de violência gratuita, mas desde cedo é preciso ensinar sobre o bem, o mal e suas consequências. E não é um filme que vai ensinar isso. Não é um personagem. É a edução dos pais, da escola, da sociedade. A influência de filmes de ficção sobre a formação do caráter das pessoas é algo superestimado.

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      1. Muitos filmes influenciam pessoas adultas de mente fraca, como aquele psicopata que metralhou dezenas de pessoas em uma sessão de O Cavaleiro Das Trevas Ressurge nos Estados Unidos. Não podemos subestimar o poder que determinados filmes possuem e nem superestimar a influência das virtudes apresentadas durante anos de um determinado tipo de herói como o Super-Homem. Ele não inspira muitas pessoas na vida real, sejamos sinceros; heróis como Batman são os mais admirados e apreciados.

        Claro está que houve, para mim, em minha visão, a realização do que os produtores do filme queriam: arrancar o máximo de apelação para frases e imagens de efeito. Isso possui muito de positivo e de negativo, mas, cada um tem o próprio critério de classificação e abordagem das temáticas tratadas neste filme.

        Temos opiniões e visões diferentes, Rodrigo, e confesso que nem passo perto de ser um expert no Super-Homem. Mas, do que eu conheço do personagem, dá para ter uma determinada opinião e visão sobre ele.

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  5. Ótima resenha, é um filme que criou muitas expectativas, ainda mais após o fraco “Superman: O Retorno”. Concordo com o que você colocou, apenas discordo de que “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” seja bom…é muito, mas muito fraco…dos três últimos, o pior sem dúvidas…e olha que sou o maior fã do Batman que existe…(duvidaria mesmo vendo a quantidade de coisas relacionada ao personagem que eu possuo) Voltando ao Superman, é sem um filme que faz muitos paralelos, inclusive com crenças religiosas, não sei se isso é bom, mas certamente é interessante…também gostei da forma que a Lois agora se tornou uma grande aliada do Super, afinal ela sabe quem ele é…de modo geral um ótimo filme, e em termos de super-heróis creio que para este ano, nada irá superar “O Homem de Aço”!!!

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    1. Valeu Daniel… em relação ao Batman, respeito a sua opinião, e entendo que o filme careceu da ausência do Coringa, uma vez que tragicamente perdemos seu intérprete. Voltando ao Superman, notei também as referencia religiosas, uma insinuação a um paralelo a Jesus Cristo, mas não achei relevante, não achei que isso tenha de alguma forma ajudado a avançar a história, embora de fato, essas semelhanças existam.
      Abraços!!!

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  6. Aprovado! Esse Super ficou legal! Claro que quem assistiu o De Christopher Reeves como eu em plena adolescência quer comparar alguma coisa, mas sem comparações. Eu diria que o Super de Reeve é o Super dos quadrinhos de sua época com a origem igual aos originais da época. Esse é o Superman do Seculo 21. O Cavil ficou muito bem com a capa vermelha deu conta do recado. Uma coisa mencionada pelo Rodrigo foi a Trilha sonora do John Williams que é um ícone do Superman de 1979, Eu mesmo ficava querendo cobrar a falta dela nesse filme novo , mas depois de um tempo com toda aquela ação rolando vi que ela não cabe ali, aquela é a Musica feita pra o Reeves quando ela toca em qualquer lugar todos vêem ver o Chris Reeve voando. A único pecadinho pra mim , mas da pra passar foi num mundo com uma tecnologia super foda o Jor-el voando uma libélula/dragão que remetia muito a as montarias aéreas de Avatar. Design ,visual de naves e armaduras gostei bastante! Parabenizando o Sacerdote Rodrigo Carrit por mais uma ótima resenha do filme! 🙂

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    1. Valeu Eliel, vou te dizer que a cena do Jor-El também me remeteu a Avatar, porém também lembrei dos antigos “Contos de Krypton” publicados antes de Crise nas Infinitas Terras, em que essa natureza selvagem do planeta era bem explorada… acho que ficou um meio termo entre a natureza exótica do lugar e sua tecnologia avançada, deferente da versão do Byrne, que mostrou um Krypton estéril e automotizado. Essa junção de versões caiu bem na minha opinião. Grande abraço!

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  7. Ótimo texto!
    E o filme é bom mesmo! As cenas de porradaria me desanimaram bastante. Parecia que não acabava nunca, e não serviam pra “mover” o filme em nada. Mover no jargão técnico que os roteiristas usam, que fique claro. Mas mesmo assim, não estraga o filme.

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        1. E esse quero mais foi saciado justamente com Homem de Aço. Mas as pessoas insistem em reclamar. Sem ação: “aff, chato, lento, nostálgico demais”. Com muita ação: “aff pra que tanta ação, tanta destruição? Michael Bay herp derp”. (Nesse caso, falo especificamente de quem reclama do filme pela ação, não consigo entender mesmo).
          Mas se alguém AMOU Returns, com certeza não gostou de Homem de Aço hahaha. Aí tudo bem. O problema é quando reclamam dos dois.

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  8. Interessante é a mente humana e como nossas experiências nos ajudam a compor um cenário diferente. Ainda bem!
    Não gostei da forma como Batman/Bruce Wayne é retratado no último filme. Para mim, o “Detetive” não esteve presente naquela adaptação. É um filme em que a Mulher Gato salva o dia. Da trilogia do Morcego, ainda prefiro (enquanto adaptação dos quadrinhos) Batman Begins.

    Quanto ao filme do Superman… claro, gostei de algumas partes, outras nem tanto. Há alguns furos (como a entrada de Lois Lane na nave). Mas nada que atrapalhe a sequência.
    Gostei da mesma Lois se apresentar como realmente uma repórter investigativa e descobrir o segredo de Clark ainda no início.
    Gostei MUITO de Jor-El. Russell Crowe me cativou no papel. Aliás, em vários momentos gostei mais dele do que do Superman.

    Mas definitivamente NÃO GOSTEI da última e tão falada cena, entre Kal-El e Zod. Sim, o Superman matou os kryptonianos na fase John Byrne. Recentemente o personagem cruzou os EUA por conta de decisões que o afetaram (histórias chatérrimas, diga-se de passagem) durante a presença dos kryptonianos na Terra.

    Mas o Superman que todos conhecemos e amamos (quando digo TODOS, incluo também aqueles que não são leitores de HQs), que ficou imortalizado em nossas mentes, não é aquele dos primeiros anos, quando socava a cara dos vilões humanos sem dó. Ou este que, na última quarta feira, simplesmente confirmou ser o “Superman da Nova Geração”. Ou ainda, o Superman que matou o Coringa em uma realidade alternativa.

    O Superman que amamos (que Richard Donner ajudou a construir em nossas mentes) é aquele que inspira a todos os heróis, toda a humanidade. Não há como desvencilhar o personagem de Jesus Cristo. Ele é aquele que foi enviado por seu pai para inspirar e salvar a humanidade.
    Ele não mata!!
    Ora, mesmo não matando, quem deve instilar medo é o Batman.
    Aliás, se Batman representa as Trevas, Superman representa a Luz.
    Mas agora, ser Batman virou regra. A moda é ser dark, ser fodão, ter garras, matar.

    Sua atitude “humana” o transforma em MAIS UM super-herói, mas com o poder de um deus. Se ele fez o “necessário”, significa que ele perdeu aquela característica de ser a resposta para quando não há mais esperança.
    Snyder deu uma declaração dizendo que Kal-El não cometeu crime nenhum pois, sendo Zod um alienígena e não um humano, não há assassinato. Bem, isso me fez lembrar as revistas dos X-Men. Humanos justificando que “Direitos Humanos” não devem ser aplicados aos mutantes, pois, tecnicamente eles não são humanos. Ou os europeus em relação aos ameríndios e/ou africanos, australianos, esquimós etc. Ou ainda os nazistas em relação aos judeus.

    Por outro lado, Mark Waid também deu um depoimento sobre o filme. A declaração deste e de Snyder merecem uma lida. Eu prefiro a de Waid.

    Se o argumento de que, em uma guerra, matar é um recurso viável, então… bem… É a segunda nova lei dos Guardiões de Oa. Ao quebrar o mantra NÃO MATAR deixa de ser os heróis que deveriam inspirar os leitores.
    Para quem deveria inspirar… esse Superman não me inspira, definitivamente. Saí do cinema com um gosto amargo na boca. O mesmo ocorreu quando li Liga da Justiça na quarta-feira.

    Homem-Aranha já foi imaculado pela Marvel. É comum lermos coisas do tipo: “aquele Peter Parker já foi tarde. Chato, bonzinho demais. Poder e Responsabilidade nada. O legal é o Superior, que mata e não leva desaforo pra casa.”

    Céus… definitivamente… estou velha!!!

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    1. COMENTÁRIO COM SPOILERS!

      Lucy não acho que você estava velha, apenas tem uma ideia determinada do ideal do o herói precisa ser… e eu concordo com você em muitos pontos. Não acho que uma nova geração de heróis violante deva surgir, muito contrário. Sou a favor dos velhos e bons costumes, bom exemplos, gentilezas e etc. A única coisa em vou respeitosamente divergir de sua missiva, é o seguinte: )e é uma opinião pessoal, nem sem chance de isso ser uma verdade absoluta): Vejo o Superman ainda como o bom exemplo a ser seguido, o herói de coração puro que todos aprendemos a amar. SOU CONTRA A PENA DE MORTE, e acredito piamente (e muito disso vem da influência dos Superman sobre mim) que TODA VIDA É SAGRADA. E acredite, não estou aplaudindo o fato dele ter cometido aquele ato horrendo. Ele cometeu um erro gravíssimo, deveria ter encontrado outra forma, levado a luta pra outra lugar… e com isso, tavez mais prédios e mais algumas centenas de pessoas morressem… mas como incapacitar alguém com tamanho poder? Não havia kryptonita, a zona fantasma estava fechada…. não me alegrei com o que ele fez, não comemorei por agora termos um Superman da “nova geração”… até porque ele não é isso. Não é como se ele tivesse matado um inocente indefeso. Não como se ele tivesse agido por motivos mesquinhos, com intenções perversas. Foi errado, não vou discutir isso. Tão errado quanto um policial que atira em um criminoso para salvar um refém. Mas no caso em questão, um tiro de aviso não seria suficiente. Um tiro na perna não seria suficiente. O caso era de um louco genocida com poder de esmagar o planeta inteiro, sem piedade e sem remorso. O que Superman fez foi errado. E ele sabe disso, ele sofreu por isso. Foi muito errado. Talvez milhares de pessoas tenham morrido na destruição de Metrópolis, mas aquelas quatro almas na mira do vilão… e Superman pediu, implorou que ele parasse…

      Da mesma forma que ele matou seu inimigo, seu inimigo poderia tê-lo matá-lo. E o que seria do mundo então? Ser o Superman embute uma responsabilidade sem precedentes.

      O que ele fez foi errado. Mas foi necessário. Talvez com o tempo, pudesse ser descoberto outra forma, outra maneira de encerrar tudo sem assassinato. Mas naquele momento fatídico, com a vida de pessoas implorando por ajuda, depositando toda sua esperança em seu salvador… foi necessário.

      Isso não não faz dele um herói menos digno, faz dele um herói que agora terá que carregar um peso que mesmo com toda a sua força talvez não seja capaz de suportar.

      Sou contra a pena de morte, mas creio que eu mataria para salvar a vida de pessoas que amo. Quantos podem dizer que poupariam um assassino e assistiriam seus entes queridos morrer?

      Lucy, sei que esse debate é muito extenso… respeito sua opinião, entendo e sinto também que alguma coisa se quebrou para sempre ao descobrir que os santos têm pés de barro…

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      1. Em tempo: concordo com as semelhanças entre Superman e Jesus, mad tenho bem nítido na minha mente que o Kal-El não é Deus… nem santo, nem divino. Ele algo acima das nossas expectativas, mas é um homem. Um Super-Homem … mas seus valores, sua mente são humanos. E falhos.

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  9. Resenha nota dez.
    O filme é muito bom, realmente não entendi tanta critica negativa. É coeso na história, possui poucos erros, o que me incomodou um pouco foi a destruição muito exagerada.

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    1. Esta bem acima da media de filmes de herois. Gostei do final. Têm algo que também queria comentar, que é sobre os flashbacks, que achei muito bom, uma forma diferente de contar a história do personagem e acabou ficando muito interessante. A forma como foi filmado, também achei de destaque.

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    2. Guy Santos o filme em si é muito bom, como vc comentou talvez as destruições exageradas e os efeitos sonoros muito barulhentos incomodou sim. Mas de fato o que os fãs do superman esperavam, era fidelidade com o filme original de 1979. O que os fãs de superman assim como eu sentiu muita falta: Foi do desajeitado Klark kent, do pais encontrando o pequeno Kal El, os diálogos emocionantes entre pai e filho no lançamento da nave do planeta kripton e do Jovem Superman entrando na fase adulta e claro da trilha sonora imortalizada do superman. Confesso que fiquei frustrado. Depois que assisti ao filme tive que mais que rápidamente rever o filme de 79. Realmente um clássico. Acho que jamais alguém consiga fazer outro igual. Lamento.

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  10. gostei muito da resenha,apesar de odiar o znyder e a cena que acrescentou no filme,achei o filme muito bom e me lembra muito o super dos anos 30(o original) apesar das pessoas estarem acostumadas do baseado no reboot dos anos 70,para mim é um filme nota 8,5 que poderia ser 10 se não fosse a direção do znyder que reduziu para 8,5,o roteiro do filme é muito bom ao meu ver

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    1. É verdade, essa versão lembra muito mais o Superman original do que qualquer outra versão, apesar de sofrer a influencia de praticamente tudo ou quase tudo que já feito com o personagem. Valeu pelo comentário… abraços!

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  11. Nada menos que PERFEITA essa resenha.
    Também assisti o filme e vi que não era aquilo que sempre esperei de um filme do Superman, mas vi filme fantástico que me surpreendeu mais do que poderia esperar. Me emocionei com Russel Crowe como Jor-el na despedida do pequeno Kal. Me emocionei com Kevin Costner com seu sacrifício final como Jonathan Kent. Me emocionei com Henry Cavil e sua resignada humildade que passou com o personagem e me emocionei com essa leitura que terminou de forma fabulosa ao colocar a foto do pequeno Clark com a capa “roubada” do varal….Quantos de nós já não fizemos isso quando crianças? É bem difícil pra um marmanjo barbado como eu admitir que me emocionei tanto, mas eu me senti criança outra vez…
    Pra mim o filme foi fantástico, e esta a resenha, caro Garrit, um espetáculo à parte.

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    1. Marc, acho que o legal é isso, sair do cinema com essa sensação boa, ganhando algo que não tínhamos antes de entrar na sala de projeção… ou recuperar algo que tivéssemos perdido. Esse abor de infância em caras barbados como nós não tem preço. Abraços!

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