Liga da Justiça Dark # 0 – A Origem do Sobretudo de John Constantine!

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1Continuando a série de resenhas do título “Liga da Justiça Dark”, de Jeff Lemire (roteiro), Lee Garbett (desenhos) e Cam Smith (arte-final).

Contém spoilers revelações sobre a história.

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A capa de Ryan Sook.

Por Rodrigo Garrit

Um jovem inglês chamado John Constantine desembarca nos EUA em busca de um mestre que possa aceita-lo como aprendiz. Constantine tem um natural para a magia, está em uma busca para aprender com os melhores. Essa busca o leva até o Bar Oblívio, onde ele conhece Nick Necro e sua namorada Zatanna!

Nick é um dos magos mais experientes de sua época, ficando abaixo de apenas uns poucos, entre eles o pai de Zatanna. Os três se unem em uma parceria com objetivo de aprender mais sobre mais magia e defender a realidade das forças das trevas. Com o tempo, eles se consagram grandes magos, mas a magia quando misturada com ambição e sede de poder, acaba por causar resultados devastadores. Com eles não seria diferente.

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Jeff Lemire revisita o passado , totalmente focado na figura de Constantine, o astro principal dessa Liga Sombria. Ele costura elementos do título “Hellblazer” da Vertigo com essa nova versão do personagem. O relacionamento pregresso de John com Zatanna já havia sido abordado por Paul Dini no selo adulto, não sendo uma grande surpresa. A diferença é que vemos o auge desse relacionamento e não as feridas que seu término acarretou em ambos. A forma como John é retratado, tenta invocar o espírito do personagem que os leitores aprenderam a amar e odiar na Vertigo, mas os mais ligados ao título perceberão de imediato que não se trata do mesmo Constantine, apesar do notável esforço de Lemire em criar diálogos interessantes.  Se essa nova versão é melhor ou pior, o tempo dirá.

Lemire criou uma trama rápida, com começo, meio e fim, onde tenta nos situar sobre a chegada de Constantine às portas do mundo da magia, entrelaçando sua relação com Zatanna que viria a ser sua colega na futura equipe de feiticeiros. Brincou mais uma vez com os Livros da Magia, tema central da série em seu momento presente, aumentando sua importância nos tempos vindouros, e ainda deu a deixa para que novos vilões do passado possam ressurgir em breve em busca de vingança. E sim, é mostrada o que talvez seja a explicação para o uso daquele sobretudo do Constantine. Mas a história como um todo sofre pela constante comparação com o título “Hellblazer” e isso a diminui drasticamente.  Dadas todas as cobranças e expectativas, o resultado final não foi um desastre completo, mas ficou aquém do trabalho que o autor vem fazendo na Liga Dark, onde a comparação com o selo Vertigo é menor, e a história flui de forma mais interessante dentro de um gibi como a palavra “Liga da Justiça” na capa, cujos membros têm poderes mágicos e seu público consumidor sabe o que esperar.

Os desenhos de Lee Garbett, que fez um excelente trabalho quando ilustrava as HQs da Batgirl (Stephanie Brown) foram inapropriados para essa história. Nem mesmo a arte final espetacular de Cam Smith consegue remediar esse problema (embora ajude a amenizar em vários momentos).

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Ainda há de surgir um consenso dentro dos escritórios da DC para que eles entendam que histórias que envolvam magia precisam de um traço específico, que seja lúdico e ao mesmo tempo passe credibilidade… faça o leitor acreditar em dragões astros de rock e duendes fumando baseados. Nem todo bom artista tem o traço específico para esse tipo de gênero.

Conclusão: Uma história de origem que pode ser considerada decepcionante para os órfãos de “Hellblazer”, e apenas mediana para os seguidores da Liga Dark.

De volta ao presente, a trama avança de forma impecável e diverte muito mais.

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Leia as resenhas anteriores de Liga da Justiça Dark clicando nas capas abaixo! Divirta-se! 

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Leia também as resenhas do Venerável Victor Vaughan para a Liga Sombria clicando AQUI, AQUI e AQUI

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EDITORIAL SANTUÁRIO:

Segunda – Fabulosos Vingadores #7

Terça – Fabulosos X-men #9

Quarta – Quadrinhos

Quinta – Os 10 +

Sexta – Liga da Justiça Dark # 0!

Sábado – Umas Tiras da Pesada!

Domingo – A ficção científica está presente!

TARDIS

Eddie-Murphy

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10 comentários sobre “Liga da Justiça Dark # 0 – A Origem do Sobretudo de John Constantine!

  1. Eu não concordo com a a escolha do desenhista, não por falta de qualidade, mas por falta de concomitância com o tema da revista. Mas quanto a nova abordagem de Constantine eu curto, mas sempre vai ser comparada (enquanto estivermos vivos, no entanto, duas gerações a frente não mais) com o excelente trabalho criativo de Delano e tantos outros escritores de sua fase na Vertigo. Fazer o quê?

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  2. Ótimo texto.
    Eu li pensando em “será que dou uma chance pra edição zero da Dark…?”, mas é melhor deixar pra lá. Esse Constantine não foi feito pros fãs do bom canalha da Vertigo. Ele é de um “universo Ultimate” da DC. hahaha

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  3. Sobre Liga da Justiça Dark, a impressão que tenho é que falta algo para a série engrenar. Pelo roteiro, percebe-se que o grupo não é uma equipe formalizada, mas uma reunião de heróis e anti-heróis reunidos contra à vontade em prol de um propósito comum. A fórmula é interessante, mas acho que se perde muito tempo trabalhando essas interações complicadas entre os personagens ao em vez de adentrar de vez no universo mágico riquíssimo da DC. No entanto, o segundo arco tem se mostrado melhor do que o primeiro, cheio de referências a elementos clássicos da faceta mágica da DC. Vejamos como a equipe evolui a partir daí.

    Ademais, acho uma pena a participação da June Moon/Magia ter ficado restrita ao primeiro arco, fazendo às vezes de vilã da vez. Acho uma personagem cheia de possibilidades conforme vimos no saudoso Esquadrão Suicida do John Ostrander e na série mais recente Pacto Sinistro.

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  4. Realmente, a arte, embora competente, não combinou com o que se espera de um título dedicado ao Constantine – a história soa adolescente. Ryan Sook, o capista, seria muito mais indicado para desenhar a arte interna.

    Espero que o Constantine Vertigo seja revisitado no futuro com minisséries, digamos, mais adultas, fora da cronologia dos Novos 52.

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