DIVERSIDADE ÉTNICA – qual herói Estadunidense realmente te representa?

Bar da Barda

por Venerável Victor “tratador de macacos-do-gelo asiáticos” Vaughan

Img-de-Capa-diversidadeEu amava ler histórias em quadrinhos quando era um menino moço e estava em plena fase de crescimento. Elas eram mágicas, fáceis de carregar para qualquer lugar – lembram-se do formatinho? – e totalmente aprovadas pelo “código materno”, já que encorajavam em mim a leitura.

Existia apenas um único problema, nenhum desses super heróis se pareciam comigo realmente ou com a grande maioria de meus amigos da escola ou da rua. Quase que todas as pessoas que eram retratadas nas “revistinhas” tinham olhos azuis e pele muito clara. Não que isso tivesse me impedido de continuar lendo essas aventuras pelos últimos quase trinta anos.

Quando você para e pensa que Jack “o rei” Kirby e Stan Lee – dois grandes criadores de grande parte da mitologia dos comics americanos – eram jovens judeus, assim como também o eram, Siegel & Shuster – criadores do Super Homem – você percebe que muito pouco de suas criações refletem a verdadeira etnia desses quatro grandes patriarcas da Era dos Quadrinhos.

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Eu sei que Ben Grimm – o Coisa de olhos azuis – é judeu, mas acredito que apenas quem muito se interessa pelo Quarteto Fantástico saiba disso, além de que em sua forma monstruosa, sua identidade étnica pouco importa.

Talvez isso possa ser explicado como um sinal daquela época, o antes e pós Segunda Guerra mundial. O patriotismo era encarado de outra forma pelos criadores “estadunidenses” naquele momento e essa “outra forma” de alguma maneira perdura até hoje. Quando você busca entender o impacto que personagens como o Pantera Negra, O Falcão ou o Lanterna Verde John Stewart tiveram na cultura dos quadrinhos na década de sessenta e setenta, quando foram introduzidos, é perceptível que mesmo naqueles anos, o público ainda não estava preparado para recebê-los, mas era necessário que eles nascessem.

Alguém se lembra ou já ouviu falar da famosa página censurada pela DC Comics ou melhor, o editor Dick Giordano, onde o Mal Duncan, o herói,  Arauto – personagem dos Jovens Titãs – era beijado por outra companheira de equipe, Lilith – branca – na revista da equipe? Giordano para evitar algum escândalo na época, mandou que ela fosse pintada de “azul”, na tentativa de suavizar a cena, para que não ficasse tão evidente o “ósculo inter-racial”, se é que se pode falar assim. era a indústria ou os leitores que não estavam preparados? Fica a pergunta. Aqui no Brasil desde os tempos da colônia, nossos patrícios portugueses adoravam um beijinho muito bem dado por uma bela afro-descendente…

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Teen TitAns #26 – Pinte uma página de azul na década de setenta e um negro poderá ser beijado por uma mulher ruiva

Já no segundo grau, na década de noventa, frequentando importadoras de revistas em quadrinhos americanas aqui no Rio de Janeiro – os scans e o Comixology nem eram sonhados – foi que tive acesso ao selo Milestone, onde uma série de criadores norte americanos ousaram tentar mudar um pouco o “status quo” da indústria.

Para um adolescente como eu aquilo era fantástico, eram super heróis norte americanos de cor! O elenco das publicações da Milestone era composto de 85-95% de personagens negros, latinos e orientais, todo um novo mundo era proposto aos fãs, onde “pessoas de cor” assumiam os papéis de destaque nas revistas. Só havia um problema, na grande maioria das vezes eles eram apenas o lado oposto dos grandes ícones caucasianos da Marvel e DC, não que mesmo assim eles não tenham vencido o desafio de quebrar uma grande barreira nas comics. Eles quebraram.

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Alguns dos principais títulos da saudosa Milestone, hoje em dia esse universo de personagens foi absorvido pela continuidade oficial da DC

Mais uma vez eu tive que perguntar sobre essas questões… Onde estavam as pessoas que pareciam comigo e a grande maioria dos meus amigos? Tirando a aparência – muito parecido até com o jogador Romário – o personagem: Mancha Solar, dos Novos Mutantes não nos representa. Quem aqui conhece algum brasileiro que fala em castelhano e tem por “Da Costa”, como sobrenome? Sim existem alguns poucos e outros “Da Costa” também nos quadrinhos, a própria heroína Fogo, brasileiríssima membro da Liga da Justiça Internacional, tem esse sobrenome… Pelo menos ela não é estereotipada como o “Novo Mutante” – agora Vingador – Roberto Da Costa…

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Se você se identifica com Roberto da Costa, o Mancha Solar, adiciona ele no Facebook! Mas fale em espanhol ou castelhano com ele.

A grande maioria das revistas que leio têm seus personagens de alguma forma ligados às mitologias Nórdicas, Gregas ou Romanas. Eu amo muito acompanhar essas revistas até hoje, mas elas não tem nada de próximo com a herança de meus amigos e parte da minha. Essas pessoas nunca serão representadas nos quadrinhos? Elas não são populares o suficiente? Elas não serão interessantes o suficiente? Não haverão formas criativas de inseri-los no universo de nossos heróis gringos?

Era esse um dos anúncios do reboot da DC, proporcionar mais diversidade étnica ao seu elenco de estrelas. Até vi uma tentativa por parte do roteirista Geoff Johns de proporcionar isso, na criação de sua equipe: Os Outros, na série do Aquaman. Aliás, falando em Aquaman, a própria escolha do novo Aqualad, filho do vilão Arraia Negra e um dos personagens mais amados pelos fãs da série “Justiça Jovem”, também adicionado no universo da DC por parte do Johns, é outra iniciativa muito bem concebida pelo autor.

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O novo Aqualad ainda não apareceu na cronologia pós reboot da DC

Na Marvel tenho que admitir que Jonathan Hickman tentou aliar essa necessidade: a de conciliar vendas e o desejo por parte dos leitores medianos “massavéios” de ter na revista grandes astros da editora, no seu novo elenco de Vingadores, com o desejo de mostrar um universo muito mais rico em diversidade étnica, espelhando a realidade do dia a dia desses mesmos leitores e a nossa. Para esse redator, a melhor equipe dos “Mais poderosos heróis da Terra” até hoje já formada.

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A nova equipe de Vingadores, entre seus membros: três afro descendentes norte americanos, um brasileiro mulato, um chinês e um nativo da Austrália, aborígene.

Da última vez que eu soube, existiam mais ou menos quatro milhões de Porto Riquenhos vivendo nos Estados Unidos atualmente. Talvez por isso a DC, buscando manter sua palavra pós reboot sobre diversidade na editora, tenha apostado num título solo do “Vibro” nas comics shops? Aliás, Porto Rico de alguns anos para cá possui sua própria e interessante convenção de quadrinhos… E antes que alguém reclame do Vibro, alegando que ele é um “loser”… Poxa vida, mil vezes ele do que algum personagem Mexicano ou latino no geral, inspirado no… Chupa Cabra. Vocês sabiam que a Marvel lançou uma edição em Porto Rico em que o Quarteto Fantástico investigava o caso do alienígena chupador de cabras?

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Vibro e seus colegas. Seriam os novos jovens recrutas da antiga Liga da Justiça Detroit, pré Crise nas Infinitas Terras, uma tentativa real de trazer diversidade para a grande equipe?

Muitas vezes essas mesmas questões são tidas por leitores de super heróis brasileiros, que lêem revistas criadas por autores nacionais e que têm em seus títulos protagonistas brancos e de fisionomia europeia na sua maioria. Sim, falávamos de fugir dos estereótipos, sabemos que no Brasil, parte da população é sim de descendência europeia.

Mas convenhamos, isso acontece, se não por uma repetição de comportamento adquirido pelos nossos criadores após anos lendo sobre “Capitães América” e “Clark Kents” – houve uma época na Era de Prata em que se dizia que os negros em Krypton viviam numa “ilha estado”, afastada da capital do planeta, sem contato com os kryptonianos brancos… Talvez por um receio de que heróis nacionais mulatos, indígenas ou negros não criem empatia com os leitores colonizados por décadas pela nação do Tio San.

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Mas sim, existem heróis nacionais que nos representam, basta olhar e procurar com carinho, a internet é um veículo maravilhoso para encontrá-los. Sim, também existem muitos outros personagens orientais, latinos, negros, indígenas nas grandes editoras estadunidenses que também nos representam, muito por culpa de uma minoria que defendeu durante anos a necessidade do universo dos super heróis ser um lugar onde boa parte de seus fãs pudessem se identificar. Algumas vezes com mais ou menos sucesso.

E você caro devoto? Qual o personagem dos seus amados quadrinhos americanos ou nacionais te representa?

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S_Final

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42 comentários sobre “DIVERSIDADE ÉTNICA – qual herói Estadunidense realmente te representa?

  1. a fogo da liga da justiça me representa , eu lia os gibis da liga da justiça so por causa dela , ela e a heroina mais linda q ja teve na liga ,carioca como eu ,e linda e sexie com seu cabelo verde

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  2. Daora demais a matéria Venerável!! Como sempre com muito conteúdo 😉
    Muito legal termos essa diversificação nos quadrinhos, claro, com todos os personagens sendo bem trabalhados :))

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  3. O Superman é Judeu(é só ver nas entrelinhas),já Steve Rogers é o Americano típico,descendente de Ingleses.Os negros tem grandes heróis,como Falcão,Tempestade,Luke Cage,John Stewart e Ciborg.Shang Chi representa o herói oriental.Queria que o Stark(playboy e bilionário)me representasse,mas como vivo duro,o Homem-Aranha me representa!

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  4. Acho que um dos principais problemas disso é falta de fontes de pesquisa da época.
    Você só tinha a visão estereotipada de outras etnias.
    “Todo americano, atira primeiro e pergunta depois.”
    “Todo britânico é pomposo e toma chá.”
    “Toda irlandesa/escocesa é ruiva ( essa até que poderia ser real :/)

    Até pela razão de que até os anos 2000, toda a America Latina era vista como uma grande republiqueta onde o Norte, vinha apenas pra putaria e retirar recursos.

    Sobre o fato de eu me sentir representado? Onde houver alguém disposto a lutar pela igualdade, justiça e disposto a fazer a coisa certa eu me sentirei representado.

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  5. Nossa como já era de se esperar, termos aqui outra matéria supimpa. na verdade muitos desses heróis afro descendentes me representa ou nos representar pois de fato não somente sua aparecia física, como seu modo de vida..uma coisa que até hoje me deixar grilado é o fato de kryptonianos negros viverem em ilhas afastadas das colônias de brancos, esses estereótipos raciais vindo de Krypton não me representar jamais , eu disse jamais !!!
    Um herói que confesso ter conhecido alguns anos atrás que me fascinou bastante foi Static Shock ou na versão aportuguesada super choque, esse sim é um herói originalmente afro descendente que me representa…há mais recentemente a ilustre DC lançou uma arte na Action Comics n: 9 que eu creio que muitos já deram uma conferida,o primeiro Super-Homem negro no Universo DC relançado.Como parte dos novos 52,a DC Comics lançou também anteriormente uma série contínua chamada “Batwing”,que apresenta o primeiro negro Batman. \o/ isso sim nos representar…
    parabéns mais uma vez ao ilustre paladino e Venerável Victor “tratador de macacos-do-gelo asiáticos” Vaughan

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  6. Grande matéria,Venerável!Aos poucos,as várias etnias estão conseguino seu espaço nas HQs,isso é muito bom!Gosto do Hulk,pois ele representa os heróis verdes!Um abraço!

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    1. John Stuart fez algo que muitos que dizem odiar políticos (ou suas ações) poderiam também fazer: candidatou-se e tornou-se, ele próprio, um Senador da República. Green Lantern #20 (2013)

      Belíssimo personagem, mas gosto mais do coração de Kyle Rayner…
      abração….

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  7. Quanto ao Roberto da Costa, na boa, eu sempre quis ver uma história dizendo que tudo o que os Novos Mutantes viveram no Rio era mentira e que o personagem na verdade é Portorriquenho. A Iara dos Santos, essa sim, foi uma personagem bem-pesquisada até onde eu vi. E a Magma de X-Men Evolution (que é praticamente outra personagem com o mesmo nome e poderes) foi um acerto: ela é uma garota morena de Manaus, com o perfil de qualquer garota normal vinda de um centro urbano. Sem nada de local, ela é mais brasileira, se pensarmos bem, do que o Roberto da Costa jamais foi.

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      1. POR ISSO MESMO. Eu preferia de alguma forma riscar a Amara “clássica” do mapa e substituí-la pela Amara de X-Men Evolution, dane-se a fidelidade. E a Amara do desenho nem é tão bem pesquisada assim; por parecer uma garota “normal”, sem nada realmente regional, acabou acidentalmente mais coerente…

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  8. Não me vejo representada por ninguém… Aprendemos um pouquinho com cada pessoa, de qualquer gênero, teismo e ateismo, etnia, corrente política, ideológica, filosófica etc etc etc…

    Acho importante conhecermos sobre as diferenças. Quando vejo alguém diferente que me causa estranheza (o chamado PRÉ-conceito) procuro saber sobre ele e suas escolhas. Assim, o estranho deixa de ser estranho. A diferença passa a ser parte do cotidiano. Inclusive, quebra ideias estereotipadas, determinismos infundados que foram construídos em tempos de um pretenso “racismo científico” e que anda insiste em existir.

    Em uma pessoa o que menos me interessa é a cor (não sou Martinho da Vila, mas já tive namorados de todas as cores). Não me importo se ele seja preto ou cor de rosa, azul ou laranja. O que eu valorizo em um ser humano é seu caráter e sua mente… confesso que não tenho muita paciência com gente troglodita, que vive em um mundinho quadradinho e que acha que apenas o seu mundo é o certo. (eis aqui o meu preconceito, tsc).

    Talvez por isso eu me empenhe tanto em apoiar e lutar em prol dos diferentes (em todos os sentidos): brancos, negros, rosas, laranjas, azuis, verdes, coloridos etc.
    O mesmo eu diria em relação ao comportamento: em nome de um pretenso moralismo, muitos de nós atacamos o(a) outro(a) de forma cruel.

    Acho que eu detestaria morar em um lugar em que todas as pessoas fossem parecidas comigo. A diversidade étnica/cultural é, para mim, o que tem de melhor nos países americanos (incluindo os EUA).
    Mas se é para escolher algum personagem, nas grandes editoras eu escolheria Peter Parker. O cara é alguém comum, com problemas comuns, mas que nunca perde seu caráter. Sou muito fã do Pedro. Talvez mais até que do Homem-Aranha. Gente finíssima… (por isso não me conformo com o atual rumo da revista do teioso. Causa-me calafrios)

    Bem… fora dos EUA, eu curto muito a Mafalda, do cartunista argentino, Quino. Ela sabe das coisas!!!
    Abraços, Victor.

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    1. Ah.. lembrei-me de uma situação em uma HQ envolvendo o Homem-Aranha (não lembro qual). Quando eu era criança, lia as histórias de Manto e Adaga. Achava lindo o casal… Ele negro como a noite, ela branca como o dia. Parecia um conto de fadas…. Mas… um dia… fiquei decepcionada, quando em uma revista, Adaga beija Peter bem na frente do Manto. A Marvel, assim como a DC, preferia manter o casal como amigos… Olha só… em meu romantismo de menina, o que menos importava era a diferença étnica dos dois… Não sei se hoje ambos são retratados como namorados… se não for… tsc… é pena…

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      1. Eu me incomodo porque no caso específico do Manto, eu concordo com os que dizem que ele a explorava. O problema deles não era étnico… era que no fundo, aquela era uma relação abusiva, baseada em culpa e dominação. É difícil gostar do Manto nessas condições.

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  9. “Me representam aqueles que têm coragem de lutar pelos seus ideias mesmo quando todo o resto parece ser contra; que mantém o caráter inabalável mesmo quando é mais fácil pegar um atalho desonesto; os que têm gana de vida e enxergam pequenas oportunidades de praticar heroísmo no seu dia a dia.”
    – Rodrigo Garrit.
    ashuahsua falow tudo man.
    Já fazia um tempo que eu n passava por aki, e pe bom saber que os bons habitos n mudam nunca, voce sempre fazendo suas otimas resenhas né irmão ><
    Parabens.

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  10. Ótima matéria, caro Venerável!
    Em minha humilde opinião, eu acredito que tais características básicas dos personagens nos quadrinhos sejam ignoráveis, eu acredito que o que realmente importa é o que o herói esteja defendendo, pelo o que ele luta e a forma como o faz.
    Mas claro, eu odeio ver racismo em revistas, e como a Bianca citou, uma vergonha como retratam as mulheres brasileiras, mas adaptando a famosa frase, “cada país tem o personagem que merece”.
    Um abraço de ferro!

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  11. Pois é, e como você mesmo deixou claro, antigamente a coisa estava pior para os fãs de quadrinhos que não fossem, homens, brancos, americanos e protestantes. Hoje em dia a tendência é isso melhorar, consigo ver cada vez mais uma diversidade maior nos quadrinhos. E não estou falando do fato de colocarem o Samuel L. Jackson como NIck Fury…

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  12. Linda matéria, venerável, no Brasil a “Velta” me representa! uahauhauahauhauahau 😉 Agora falando sério, apesar de brincar bastante, eu busco ser digna e elegante no que escrevo na net, temos sim responsabilidade por nossas palavras aqui, “fakes” ou não. O que me irrita bastante nas comics é como a mulher brasileira é vista pelos criadores. Mas a culpa é toda nossa. Na DC pelo menos, tenho que admitir que a Fogo (nossa heroína carioca) conseguiu superar o esteriótipo de “mulher Objeto e superficial” e se tornou nos últimos anos que teve oportunidade de aparecer na cronologia sendo uma forte e digna mulher. Ela me representa, por isso e …pelo FOGOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!! 🙂

    “Pelo rádio da polícia eu mando o meu recado”

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  13. Sinceramente nunca pensei nessa coisa de alguém me “representar”. Não vejo isso em escritores, atores, músicos, super-heróis ou seja o que for. Tenho, sim, um nome que sempre foi a minha referência nas HQs desde a minha juventude: Homem-Aranha. E, como devem calcular, em termos de etnia nada tem a ver comigo; branco e americano. Com lindas minas atrás de si. Atrás de mim só mesmo o cão do vizinho. 😦
    Resumindo; não me interessa tanto a raça, mas o espírito da pessoa, sua personalidade, comportamento e aspirações.

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  14. Me representam aqueles que têm coragem de lutar pelos seus ideias mesmo quando todo o resto parece ser contra; que mantém o caráter inabalável mesmo quando é mais fácil pegar um atalho desonesto; os que têm gana de vida e enxergam pequenas oportunidades de praticar heroísmo no seu dia a dia.

    Linda matéria, Victor, arrasou!

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  15. Matéria mais do que perfeita. Sinceramente, não sei pq algumas pessoas têm (ou tinham) problemas em ver heróis negros lutando “pelo amor e a justiça”.
    Hoje isso foi superado quase que 100% … QUASE. Espero o dia em que as pessoas vão perceber que a coisa mais normal do mundo é ser diferente.
    # Afinal, somos todos iguais na diferença.

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  16. Sempre achei interessante a diversidade nas mídias por que não existem apenas brancos de olhos azuis. Um negro ou Latino poderia ser picado por uma Aranha Radioativa ou ser um Gênio, milionário e filantropo. Mas infelizmente, muitos dos afro descendentes, Latinos ou Chineses nas HQS são pobres ou vivem em subúrbios(Exceto o Grande Rei Tchalla), esse ainda é um Tabu a ser superado.

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  17. Ótima matéria! Está é uma pergunta difícil. Mas assim como o Paulo Joubert já comentou, também gosto do Surfista Prateado, personagem complexo que vê de fora a humanidade e a questiona.

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  18. Os quadrinhos pra mim sempre foram fantasia escapista, um meio de sonhar acordado quando criança. Queria voar como o Superman (toalha amarada no pescoço, tombos de cadeiras) Usar uma mascara como o Batman, ter um bat movel, escalar as paredes como o Spidey ou sair quebrando tudo pela frente principalmente aqueles que me faziam raiva eu era o Hulk. Nunca me senti representado por nenhum dos heróis que costumava ler quando criança. Mas tarde é que nota-se que realmente todos são brancos e que havia poucos de outras cores, o primeiro que conheci Raio Negro (Black Lightning) DC e Falcão, parceiro do Capitão America por um tempo. achei o Raio Negro chato, gostava mais do Falcão. Na verdade nunca me dei conta disso até bem mais tarde na adolescência, naquela fase da vida em que começamos a nos questionar sobre muitas coisas da vida. Mas não me sinto representado por nenhum deles até hoje mesmo os chamados ‘heróis brasileiros’ criados pelos gringos. Não tenho acompanhado os quadrinhos modernos como antes. Só lendo essas resenhas muito legai aqui do Santuário quando o tempo me permite. parabéns V3 muito bem escrita como sempre. 🙂

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  19. Por incrível que pareça, o super-heroi estadunidense que me representa nem deste planeta é, é o Surfista Prateado! Quando mais tempo de vida tenho, menos entendo a chamada Humanidade, que de humana mesmo, às vezes deixa a desejar.

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  20. Oras quem me representaria. Tô com o patrício Nuno e não abro: sou eu mesmo “No Corcovado quem abre os braços sou eu. Copacabana essa semana, sou eu”. Agora prá pensar em personagens que simulem o dia a dia brasileiro de ser. Eu pensaria em vários ícones do “Tio Maurício” como o papa capim, Chico Bento, Pelezinho, Louco. Ele tem essa percepção da representatividade e a identidade nacional no coração. Em primeiro prá acreditar e por isso prá fora, e em segundo prá transformar esse material em produto (é claro, todo mundo tem que ganhar dindin. Essa é a premissa básica de todo o negócio) e no final usar isso como massa de transformação da socliedade. Fazendo ela dar retorno positivo ou negativo de suas necessidades atendidas e recomeçar tudo de novo: o ciclo PDCA nos quadrinhos. Véééxxxi. Acho que encontrei minha tese de artigo desse semestre. Só você mesmo Venerável prá me fazer divagar em plena cinco e meia da manhã dentro do metrô e indo pro trabalho. Só posso agradecer a ti e os devotos por tudo isso.

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  21. Desde sempre acompanhei hqs e ja via o grande lothar ajudar o mandraque em suas caminhadas, ou os pgmeus ajudarem o espirito que anda, então nunca foi novidade, dai para frente sempre nos identificamos mais com alguns, mas para mim o vic sempre foi o melhor de todos…

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  22. Olha, a mim a única pessoa que me representa sou eu mesmo! Nunca me revejo em ambientes ficcionais.
    Quanto à diversidade, gosto que haja desde que não seja metida à pressão devido ao politicamente correcto.
    É muito natural que a grande maioria das personagens norte-americanas sejam de etnia branca, visto que os autores na sua maioria são brancos, assim como a maior fatia do mercado dos comics.
    Ainda ontem no telejornal deu a notícia de uma super-heroína do Paquistão: Burka Avenger!

    http://world.time.com/2013/08/01/burka-avenger-conservative-pakistans-new-animated-liberal-superheroine/

    Como vês eles não estão preocupados em fazer “bonecos” de aspecto ocidental, porque eles não são ocidentais! Essa super heroína é da etnia normal do médio oriente e eles não estão preocupados em ter que meter brancos nas suas histórias…
    Portanto considero normal essa situação. Se eu fosse negro e vivesse em Angola (por exemplo) faria personagens negras para as minhas histórias, talvez com uma minoria branca lá representada!
    Por isso eu não ligo a essas coisas do politicamente correcto. Se queres ver personagens tipicamente brasileiros nos Quadrinhos são os autores brasileiros que o têm de fazer! Na BD portuguesa as personagens na sua maioria representam o modo de vida português, de certeza que não vamos “obrigar” o mercado norte-americano a ter de ter um português (sim, existem muitos portugueses nos EUA) a estrelar numa revista.
    😀

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  23. Fico feliz que as várias etnias estejam sendo representadas nas HQs!O herói que me representa e o MAIOR de todos:O Homem de Ferro,é claro!Ahahahahah!!!

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  24. Ótima matéria, amigo! Acho super válido o apelo a todos os públicos. Com o tempo, isso vai acontecendo de forma mais natural com a inclusão de várias “minorias” (entre aspas mesmo, pois muitas vezes não representam a proporção numérica) no mercado de trabalho que antes era fechado – como o mercado de artistas e escritores de quadrinhos. Naturalmente é a palavra-chave pra mim aqui, já que me incomoda quando o trabalho de inclusão é forçado (estilo “Power Rangers”, sabem como é?)

    Colocar por colocar, só pra representar me parece prejudicial. Se não houver um escritor bastante alheio à cultura da etnia que está escrevendo pode até ter efeito adverso e promover o contrário que foi proposto. Como todo assunto delicado, deve ser pensado e realizado com muito cuidado e carinho.

    Mas sejamos otimistas. O futuro pode trazer possibilidades incríveis com a inclusão de mais diversidade nas histórias dos nossos heróis. Imaginem que incrível ver uma luta do Hulk no Brasil, por exemplo, sem ser em uma aldeia de índios que falam castellano? Ou um novo “Mancha Solar”, que não seja de família milionária?

    O herói que “mais me representa” atualmente é o Justiceiro. Não pela etnia, religião ou nacionalidade. Mas pelo senso de altruísmo do Frank. Um herói de verdade faz o que sabe que é errado para que os outros não precisem. Sujar as próprias mãos e a própria honra pra que a cidade durma um pouco mais em paz.

    Valeu, Victor, keep’em coming!

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  25. Acho que todo leitor de quadrinhos se identifica com o Aranha. Talvez nem tanto pela aparência, etnia ou nacionalidade, mas pelas situações fora da vida super-heroizistica do cara.

    Claro que, hoje em dia, em se tratando do Aranha isso já virou piada. Dificilmente alguém vai querer se identificar com ele. É só derrota!

    Pelo menos existe o Capitão Rapadura.

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  26. Ótimo post meu camarada, mas de todos esses heróis ai, com certeza o que mais se destacou foi o John Stewart, muito por causa do desenho da liga, mas o personagem em si é muito maneiro, o Super do choque também é show, pelo menos o do desenho! hehehe

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  27. Qual personagem das HQs me representa ? Hmmmmm… Acho que o PeterParker mesmo, ele vive se ferrando, que nem eu ! BWAHAHAHAHAHA Ótima matéria 3V ! As HQs sempre foram um otimo jeito de quebrar os preconceitos, e espero que elas continuem assim !

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  28. EDITORIAL SANTUÁRIO:

    Segunda – Fabulosos Vingadores #7

    Terça – Fabulosos X-men #9

    Quarta – Diversidade étnica nos quadrinhos

    Quinta – Os 10 +

    Sexta – Frankenstein !

    Sábado – Umas Tiras da Pesada!

    Domingo – A ficção científica está presente!
    s

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