ANTES DE WATCHMEN E DEPOIS DO CAVALEIRO DAS TREVAS: Por que as histórias são feitas?

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Por Rodrigo Garrit

E eu volto a perguntar: Quem tem medo de Alan Moore ?

Se você é um leitor que só quer ver seus personagens prediletos eternamente à sua disposição e não dá a mínima para quem os criou, provavelmente você não é o leitor que eu quero. Tenho um respeito imenso pelo meu público. Sempre que encontro estas pessoas, presumo que seja gente inteligente, com escrúpulos. Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras. É óbvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.” – Alan Moore

A DC Comics anunciou o lançamento de “BEFORE WATCHMEN” – uma série de histórias com prólogos da trama principal, focando em alguns de seus personagens mais significativos:  Rorschach e Comediante  terão roteiro de Brian Azzarello e arte de Lee Bermejo e J.G. Jones respectivamente, Minutemen, roteiro e desenhos de Darwyn Cooke,  Coruja, roteiro de J. Michael Straczynski e arte de Andy e Joe Kubert, Ozymandias, roteiro de Len Wein com desenhos de Jae Lee, Dr. Manhattan, roteiro de J. Michael Straczynski e arte de Adam Hughes e Espectral com roteiros de Darwyn Cooke e desenhos de Amanda Conner. Cada edição contará ainda com histórias secundárias de duas páginas de Curse of the Crimson Corsair, (algo como “A Maldição do Corsário Rubro”) com roteiros de Len Wein (o ilustre criador de Monstro do Pântano, diga-se de passagem) e arte do ótimo John Higgins (colorista original de Watchmen).

Essas histórias já estão sendo publicadas no Brasil pela Panini, e os leitores brasileiros já podem tirar suas próprias conclusões sobre a mesma.

Esse anúncio gerou grande controvérsia nos meios quadrinhísticos, pois o autor da obra original, Alan Moore, cortou relações com a DC há anos e sempre se mostrou contrário a tudo que se pensou em fazer baseado em sua obra máxima.

Os autores se defendem das críticas alegando que Moore também já usou personagens criados por outras pessoas (o próprio Monstro do Pântano de Len Wein), e isso é uma prática normal e corriqueira nos quadrinhos. Na minha humilde opinião, Moore deveria resolver suas questões judiciais fora da mídia e não gastar essa energia na tentativa de boicote à série. Bem, obviamente Moore não tem o poder de impedir que cada fã que leia Before Watchmen não leia mais nenhuma obra dele, a menos que ele conheça algum feitiço arcano de manipulação mental, o que eu não duvidaria. Mas o fato é que a briga é entre ele e a DC, então deveria deixar os leitores fora disso. As pessoas vão escolher ler aquilo que elas quiserem, e vão gostar dos autores e das histórias que quiserem. E se houver alguém convicto de que realmente é preciso ouvir o apelo de Moore e não leia o prelúdio por causa disso, eu só posso dizer, faça aquilo que acha correto… mas se pergunte se está fazendo pelo motivo certo.

Mas vamos entender melhor o plano geral e os fatos que geraram toda essa discussão.

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou um fã incondicional de Alan Moore. Como poderia não ser? Dentro da mídia a qual sou apaixonado, as Histórias em Quadrinhos, não é segredo que ele é um gênio. Escreve roteiros com maestria, leva seu trabalho muito a sério, é extremamente detalhista e minucioso. Suas histórias nunca são obvias, sempre desmontam nosso pensamento e nos surpreende, além de oferecer reflexão sobre os temas abordados, e nos inspirar a aprender mais sobre os assuntos que usa. Alan Moore é admirável quando escreve histórias de terror, aventuras de super-heróis, comédia ou erotismo. Tudo é feito com a precisão cirúrgica de um mestre.

Todos os trabalhos de Moore em quadrinhos se transformam em clássicos automaticamente e nunca passam despercebidos. Mesmo assim, existe um trabalho que fulgura entre as suas maiores criações e apesar da passagem das décadas, continua sendo sua obra máxima. Eu estou falando de WATCHMEN que foi publicada pela DC Comics em 1985, com desenhos de Dave Gibbons e cores de John Higgins.

Watchmen tem sua continuidade própria, independente das outras publicações da editora. Na história, passada também nos anos 80 (embora repleta de flashbacks), a sociedade evoluiu de forma diferente da nossa devido ao surgimento do Dr. Manhattan. Ele era um cientista que sofreu um acidente que o tornou virtualmente indestrutível, capaz de manipular a matéria e fazer praticamente tudo o que quiser, exceto ao que parece, manter sua própria humanidade.

Devido a intervenção do Dr. Manhattan nessa sociedade, a ciência adquiriu novas perspectivas, e atingiu avanços que vão desde a tecidos de moléculas estáveis (que um certo vigilante usaria como máscara), até a carros elétricos e outras soluções não poluentes para o crescimento urbano. Claro que a influência do avanço científico do Dr. Manhattan foi decisiva para que Daniel Dreiberg, o segundo Coruja pudesse desenvolver vários de seus apetrechos tecnológicos, o que inclui uma nave capaz de planar silenciosamente pela cidade. Mas nesse contexto também temos como pano de fundo o medo de um inimigo oculto; a guerra fria era algo vivo no inconsciente coletivo das pessoas que acreditavam que poderiam ser invadidas e atacadas pelos russos a qualquer momento, sendo Dr Manhattan sua maior segurança… desde que ele ainda se importasse… desde que ainda estivesse entre eles. Embora ele seja o único que realmente tenha superpoderes, existem dezenas de outros assim chamados “vigilantes” ou “super-heróis”, que usam trajes de combate, máscaras e contam com treinamento, coragem (e loucura?) para combater o crime.

Watchmen trata, basicamente, do fim dos super-heróis, sua decadência… suas fraquezas e sua humanidade levadas ao limite. E as consequências devastadoras de uma mente brilhante capaz de sacrificar milhares pelo bem de bilhões…

Repleta de referências, é preciso ler Watchmen várias e várias vezes para administrar todas as informações colocadas ali propositalmente pelos autores, e aquelas que acabaram por surgir espontaneamente… como ocorre frequentemente na literatura.

Durante toda a obra, Moore cita várias personalidades, de músicos a poetas, sempre no fim de cada capítulo, cujo título é um fragmento da mesma citação, e ela por sua vez, embora fora de seu contexto original, abrange os eventos relatados na narrativa.

Os personagens de Watchmen, ainda que sejam criação de Moore, foram todos propositalmente baseados nos heróis da Charlton Comics, que deveriam ter sido as estrelas do livro, mas devido a problemas relacionados aos direitos autorais, não puderam ser usados. Assim sendo, Moore adaptou a história utilizando paródias de cada um deles, alterando seus nomes e origens, mas mantendo a essência do que eles representavam.

Os heróis da Charlton Comics

Ele não poderia ter sido mais bem sucedido, e pensando bem, não consigo imaginar essa história sem os personagens tal qual foram apresentados.

Mas Alan Moore se desentendeu ferrenhamente com a DC por conta dos direitos dos personagens… naquela época, quando um escritor criava personagens para a editora, os mesmos automaticamente pertenciam a ela, conforme sempre havia sido até então, inclusive sendo previsto em um contrato que Moore admitiu ter assinado sem ler.  Um dos motivos desse grande desentendimento se dá por conta de que o tal contrato que assinou na época, estipulava que ele e Dave Gibbons teriam os direitos da obra de volta assim que Watchmen ficasse fora de catálogo, mas isso nunca aconteceu… Watchmen sempre vendeu muito e até hoje é o encadernado mais vendido da história… é relançado praticamente todo ano e sempre quebra recordes.

Curiosamente, as histórias de Moore com sua versão do Monstro do Pântano e depois as de Neil Gaiman com seu Sandman impulsionaram a criação do selo Vertigo, com histórias maduras voltadas para um público adulto, e do sistema “Creator-owned” no qual os autores ganharam participação parcial ou total sobre os personagens criados.

Quem vigia Alan Moore?

Quem teve a oportunidade de ler a última edição de “Monstro de Pântano” escrita por Moore, viu o maior tapa na cara que um homem poderia ter dado na empresa. Com argumentos brilhantes, ele desabafou tudo o que sentia e despejou todo o seu descontentamento com a administração vigente naquela época.

Mas mesmo após a mudança de administração da DC, onde foi oferecido a Moore os direitos dos personagens de volta e inclusive feitos vários outros convites, ele continuou irredutível. Existia uma condição de que ele voltasse ao universo de Watchmen, coisa que ele sempre foi contra. O que aconteceu de verdade nunca ficou muito claro, pois Moore já cedeu dezenas de entrevistas acusando a DC de não respeitar seus artistas… basicamente, ao que parece, vale aquele velho conselho: nunca assine contratos sem ler, ou sem orientação de um agente ou advogado.

Recentemente o escritor Chris Robertson, autor de “Izombe” da Vertigo, também cedeu várias entrevistas com o mesmo argumento da falta de respeito de DC com seus contratados e citou até mesmo a publicação de Before Watchmen como um dos motivos principais de seu descontentamento. Ele anunciou que terminaria apenas os projetos que havia iniciado e deixaria a empresa, mas após essas declarações públicas, acabou sendo demitido antes de finalizar suas séries. Estranho ouvir isso de alguém que é dono e tem todos os direitos de seus personagens dentro do selo Vertigo… na entrevista ele não deixa claro o motivo exato de seu descontentamento, não cita nenhum fato específico, apenas as mesmas acusações  genéricas. Então… ele apenas tomou as dores de Moore, se posicionou contra a empresa que trabalha e acabou perdendo o emprego? Eu acredito em lutar por ideais, nunca perder os princípios… mas os argumentos dele não me convencem… não estou defendendo a DC, mas quero entender o que de fato está acontecendo. Ser fã de um artista não significa que vou acreditar e apoiar tudo o que ele disser sem provas ou ao menos um testemunho de algo concreto. Ter consciência de que Alan Moore é um gênio dos quadrinhos não vai me fazer concordar instantaneamente com tudo o que ele diz sem nenhum questionamento.  O barbudinho é humano também, não vamos esquecer esse detalhe…

Conforme amplamente noticiado em vários sites especializados, Jim Lee e Dan Didio estiveram presentes durante o Los Angeles Festival of BooksJim, e Lee falou  sobre a reação negativa de Alan Moore a Before Watchmen:

“Nós não tiramos nada de Alan. Ele assinou um acordo e ainda ele diz: “Eu não li o contrato”. Não posso forçá-lo a ler contratos. Ou seja, tem muita coisa que as pessoas não sabem e Alan falou explicitamente. Tem muitos atenuantes e coisas que merecem análise. Não é tão óbvio e aparente como alguns querem ver… Não estamos usando os personagens sem pagar ao Alan. De tudo que fizemos com Watchmen, das HQs até o filme, mandamos dinheiro para ele. A quantia que lhe era devida, conforme o contrato. Honramos esta parte do acordo. É claro que podemos discutir isso, mas quando se diz que só existe um lado certo, eu não concordo”.

O filme baseado em Watchmen foi totalmente ignorado por Moore, que pediu que seu nome não aparecesse nos créditos e não recebeu nenhum pagamento pelo uso dos personagens, cedendo sua parte para o parceiro Dave Gibbons, que colaborou com o design do filme e em respeito aos fãs, cedeu uma ótima entrevista nos extras do DVD, um verdadeiro presente para os fieis admiradores do seu trabalho, que na verdade são as pessoas que de fato consomem o produto e realmente se importam com Watchmen e tudo que o rodeia. Hoje em dia, Alan Moore mantém relações cortadas com Dave Gibbons. O motivo: ele não ligou agradecendo por ele ter cedido a parte dele do dinheiro no filme. Moore chegou a proclamar  que nunca mais escreveria gibis, depois que nunca escreveria para a DC… quando voltou aos quadrinhos, criou o selo American Best Comics, onde obviamente nos brindou com novas joias para os quadrinhos… Top 10, Tom Strong, A Liga Extraordinária (onde ele mistura e REINVENTA clássicos da literatura… isso sem falar em seu projeto “Lost Girls“, onde narra as aventuras eróticas da Wendy de Peter Pan; Alice do País das Maravilhas e Dorothy do Mágico de Oz),  e etc… o selo ABC foi incorporado à Wildstorm que na época era parte da Image Comics. Nesse período ele trabalhou também no título Wildcats de Jim Lee, numa das melhores, senão a melhor fase do grupo e também escreveu histórias curtas para a personagem Vodu e Majestic (mais um Superman genérico). Ironicamente, a Wildstorm foi vendida para a DC, e de certa forma, ele acabou indiretamente publicando quadrinhos pela editora que jurou nunca mais trabalhar. Hoje em dia ele deixa claro em todos os seus contratos de trabalho que caso escreva uma história para uma editora e eventualmente ela seja comprada pela DC, o contrato deve ser anulado. Isso parece um pouco rancoroso pra vocês?

O Supremo, de Rob Liefeld, teve ótimas histórias escritas por Alan Moore, baseado na mitologia clássica do Superman.

Embora realmente tenha cumprido sua promessa, acabou escrevendo histórias para o Superman de uma forma diferente… usando o personagem “Supremo” de Rob Liefeld… uma cópia escancarada do ultimo filho de Krypton… são histórias fantásticas usando toda a mitologia do Superman, desde o conceito da Supergirl até a Legião dos Super-herois e a fortaleza da Solidão… claro, tudo devidamente alterado e adaptado, da mesma forma que ele fez com os personagens da Charlton para Watchmen. Eu, como fã confesso do Superman, não fiquei ofendido nem revoltado com essa “homenagem”. Não achei que foi uma falta de respeito com todos os autores da Era de Ouro, embora todas as ideias deles tenham sido usadas ali sem nenhuma menção deles nos créditos. Boas histórias sempre são bem vindas.

Trilogia nova ou clássica? Choque de gerações…

Agora a DC está lançando “Before Watchmen”… e apesar deles terem o direito de fazer uma continuação e até mesmo lançar novas versões ou REINVENTAR a mesma, não fizeram isso… preferiram lançar histórias com eventos anteriores à série principal, mostrando aos leitores a história pregressa e nunca contada dos mesmos. Não vejo motivo para tanto alarde sobre isso… Prelúdios não são novidade na cultura pop, mas geralmente criam essa polêmica… afinal, por que retornar a universos já em tese fechados e bem resolvidos? Por que George Lucas fez o prelúdio de sua Guerra nas Estrelas? Por que o seriado televisivo Smallville preferiu contar a adolescência de Clark Kent em vez de mostrar as aventuras do Superman? E, voltando aos quadrinhos, por que Frank Miller teve a ousadia de fazer uma CONTINUAÇÃO do seu Cavaleiro das Trevas? Cavaleiro das Trevas é monumental, Watchmen é monumental, nenhum prólogo ou poslúdio pode mudar isso. Então por que isso incomoda tanto? Eu não sou fã da nova trilogia de Star Wars, mas gosto muito do terceiro filme que mostra a transformação de Anakin em Darth Vader… achei acertada a inclusão do personagem Dath Maul e algumas outras ótimas cenas envolvendo Obi Wan e Yoda. Mas isso não muda em nada o fascínio que continuo tendo pela trilogia original.

Smallville durou muito mais do que deveria. Esse esticamento da série a jogou em situações que beiravam o ridículo. Mas as três primeiras temporadas foram muito boas e merecem crédito. De certa forma, influenciou o resgate de alguns elementos clássicos, como a convivência de Clark e Lex em Smallville… a amizade que se tornou uma relação de ódio profundo. O desenvolvimento de Lionel Luthor, que roubou a cena e se tornou um vilão de primeira… considerando que antes ele foi explorado muito pobremente nos quadrinhos. E a inclusão da personagem Chloe Sullivan, criada especialmente para a série e que cativou muitos fãs, sendo depois inserida nos quadrinhos.

Batman: O Cavaleiro das Trevas

Já sobre Frank Miller, a polêmica foi talvez maior, porque ele não fez um prelúdio… em vez disso ele seguiu a diante. Primeiro ponto positivo: a coragem. Afinal, mesmo que a nova trilogia de Star Wars tenha tido seus bons momentos, o que eu queria mesmo ter visto era George Lucas levando a história para um novo patamar… uma nova geração de Jedis, as consequências diretas dos esforços de Luke Skywalker. Frank Miller foi ousado no sentido de seguir em frente, mas sua abordagem foi totalmente inesperada e nem sempre no melhor sentido. A principio me pareceu um grande deboche à indústria, da exploração da imagem da mulher, ao apelo sexual e a violência excessiva deflagrada principalmente pelos maus imitadores dele e de Watchmen. Analisando bem, não tenho certeza se foi exatamente isso ou na verdade uma grande ironia de Miller com todos os leitores que consomem qualquer porcaria que lhes é despejada pela garganta… seu traço está desleixado e exagerado, as cores, super vivas e vibrantes… existe revolta ali, mas contra quem? Contra o que?

“Cavaleiro das Trevas 2”

No mais, gosto da história de Cavaleiro das Trevas 2, mas odeio o que ele fez com Dick Grayson. Transformar o garoto num mini psicopata alterado geneticamente por um suposto envolvimento homossexual mal resolvido entre eles foi um grande tiro no pé; foi como dizer que o Doutor Fredric Wertham autor do livro “Sedução do Inocente” estava certo em suas teses equivocadas… uma verdadeira crítica a esse e outros assuntos foi conduzida muito bem por Rick Veitch em sua obra Brat Pack, em que mostra mais ou menos a mesma coisa, só que em outro contexto e muito melhor explorado. (Brad Pack saiu bem antes de Cavaleiro das Trevas 2). A meu ver foi o começo de um declínio criativo (salvo algumas exceções) em tudo que Frank Miller produziu depois. Hoje em dia ele segue o caminho oposto de Alan “não quero royalties desse filme” Moore. Ele parece escrever quadrinhos já pensando na franquia cinematográfica… num efeito “Mark Millar” (autor que já conseguiu projetar várias de suas obras para os cinemas, como “Kick Ass, “O Procurado” e está sempre em negociação com alguma coisa do seu “Millarverso”) Eu acredito que possa existir harmonia entre bons quadrinhos e suas adaptações cinematográficas (a MARVEL tem sido responsável por vários bons momentos de seus personagens no cinema) mas transformar isso em processo de produção em massa gera um efeito que a longo prazo só tem perdido em qualidade do material. Quadrinhos bons são aqueles que são encarados como arte… não são poemas, não são livros… são outra coisa, mas são arte. E a motivação para criar algo realmente belo vem de outros lugares, não do interesse mesquinho de obter lucro rápido. Quem trabalha com arte sabe do que falo; claro que todos temos nossas contas pra pagar, mas o dinheiro é consequência, não motivação.

Cavaleiro das Trevas 2.  Smallville e nova trilogia de Star Wars… precisavam ter existido? Talvez não, mas a pergunta certa é: com que finalidade foram feitas?

E quanto a Before Watchmen? É claro que isso só poderá ser julgado corretamente após o lançamento do mesmo. Existem grandes autores envolvidos, pessoas que já provaram seu comprometimento com a história, reconhecem a responsabilidade e a necessidade de respeitar o material original. Alguns podem afirmar que só o fato de aceitarem trabalhar nesse projeto já é um desrespeito. E todos têm direito a ter a sua opinião. Eu me pergunto se na época do lançamento de Watchmen, alguém tenha pensado que talvez isso não fosse um desrespeito com os personagens da Charlton. Se talvez alguém tenha perguntado, antes de ler Watchmen, se era mesmo necessário que ele fosse feito. Pessoalmente, após ler Watchmen, a única coisa que me ocorre é: “ainda bem que foi feito”.  E se ele tivesse desrespeitado ou manchado de alguma forma os heróis da Charlton? Bem eu apenas ignoraria Watchmen, e me apegaria a velhas edições de Besouro Azul, Capitão Atomo e Questão… e me deliciaria com suas incríveis histórias.

Porque antes que me esqueça, é pra isso que elas foram feitas.

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46 comentários sobre “ANTES DE WATCHMEN E DEPOIS DO CAVALEIRO DAS TREVAS: Por que as histórias são feitas?

  1. Cara só discordo de ti em uma coisa, você falou que não lançam mais quadrinhos de qualidade hoje em dia mas eu discordo, você generalizou um pouco tem sim quadrinhos bons só basta procurar. Posso dizer uns que são muito bons exemplos: Lúcifer, The Boys, The Walking Dead, Y: The Last Man, Fábulas, La Vie d’Adèle (que teve ate um filme baseado que ganhou Palma de Ouro no Festival de Cannes) e etc…

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  2. Ótimo texto,Rodrigo!Watchmen”,sensacional(adorei até o filme)!”Stars Wars,Sensacional!”Batman-o cavaleiro das trevas”,o primeiro sensacional,o segundo dispensável!

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  3. Adorei o texto,Rodrigo!Acho frescura do Alan Moore,”ordenar”que os leitores não leiam as novas histórias de Watchman,quem quiser que leia,ora bolas!Gostei dos primeiros episódios de “Stars wars”(especialmente a criação do Darth Vader),quanto a continuação de “BCT”eu não gostei,simplesmente a desconsidero,pra mim só existiu o primeiro “BCT”!Cada um que tire suas conclusões!

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  4. Ótimo texto, Rodrigo!
    Na minha opinião, essa história de “O Alan Moore não pode reclamar de que estão usando os personagens dele, porque ele já usou os dos outros” é balela da mídia e das editoras, e alguns fãs engoliram. Seria o mesmo que alguém me dizer que eu “não poderia falar mal do governo do estado de SP só porque trabalho em uma escola estadual”
    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Talvez os clássicos da literatura tenham sido criados por outras pessoas, mas juntá-los e reinterpretá-los de forma mais adulta, foi ideia do Moore. Assim como Watchmen foi ideia dele, mesmo baseado nos personagens da Charlton. Se algum fã quiser ler “Antes de Wathcmen”,que leia, é um direito, mas sem acreditar na ladainha das editoras, afinal, eles só querem o nosso dinheiro.

    Eu não tenho vontade de ler, mas pelas minhas razões pessoais, que são as mesmas que me fazem não gostar dos Star Wars Ep 1, 2 e 3, que são o fato de elas não mostrarem nada que já não tenham sido citadas antes.
    Fora isso, lê quem quer.

    E, Cav das Trevas 2, eu tbem gosto. E acho que os desenhos horríveis do Miller nele devem ser uma crítica á certos “artistas” que alguns fãs acham martavilhosos. hahaha

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  5. Só algumas observações:
    Não houve problema com direitos autorais dos personagens da Charlton, esses direitos já pertenciam à DC. A questão é que Dick Giordano, que também foi editor dos personagens na época da Charlton, tinha outros planos para usá-los, por isso Alan Moore teve de mudar o projeto (ainda bem, pois ficou bem melhor do que seria).
    Vodu – não foram histórias curtas, foi uma minissérie.
    Majestic – não foi uma história curta, foi uma revista inteira.

    Abraço!

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  6. Eu vejo como o grande problema de “Before Watchmen” não é a questão de que se era necessário, mas é que são histórias horríveis. É pretensioso e chato. A briga do Alan Moore, com a indústria tem muito pela trozoba que ele tomou pela adaptação da liga extraordinária.

    Lucas sempre planejou fazer a nova “velha” trilogia(que por sinal foi totalmente contraditória com a clássica, fazendo do Obi-Wan um mentiroso, fdp do cacete).
    Before Watchmen, é um caso de pura ganância. Não são autores afim de contar uma nova e boa história. São autores tentando vender gibis.

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  7. Caraca, que matéria foda. Sobre Alan Moore, todo gênio é excêntrico e no caso dele burro, por não ter lido o contrato, acho que leu, agora vem com essa conversinha kkkkkk. Confesso que fico com o pé atrás quando fazem parte 2 de algo grandioso, raras vezes isso deu certo. Mas deixo aqui meus parabéns Rodrigo Garrit 😉 bjos

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  8. Confesso que até hj ñ li Before W. por uma questão de que gosto de comprar o material em pt e ler scan me tiraria o prazer de ler em papel mas ñ tenho nada contra a realização. Todo ano releio o clássico, ñ tem erro. Quanto a TDK 2 acho um lixo total. Sou fã do Moore ( realmente impossível ñ ser) mas acho que ele por vezes fala demais. Inté!

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  9. Caramba q texto foda…

    Não conhecia o site, foi em um post desse texto no Action Comics que acabei conhecendo e adorei.

    A concordo com tudo no Texto, não vejo motivos para tanto ódio contra “Antes de Watchmen” afinal a obra de Alan Moore sempre vai continuar existindo, a exitância de um “prólogo” não faz de obra original de Alan Moore mais ou menos memoriais do q já é.

    Afinal se “Antes de Watchmen” for uma merda sempre teremos a série original…

    Alan Moore faz alterações em obras e personagens “icônicos” até hoje, é só olharmos a “sua” liga extraordinária…

    Chega ser até ironia ouvir isso dele quando ao mesmo tempo ele declara q tem novas história para essa “liga” prontas para serem publicadas…

    Adoro Alan Moore como autor, mas ele é o cara mais conveniente nessa industria dos quadrinhos conheço,

    Meter o pau no Dave Gibbons por que ele não “agradeceu” a ele por ele ter aberto mão dos direitos sobre Watchmen ??

    Como assim ? Ele decidiu fazer isso sozinho, ele disse sozinho q não queria o seu nome no filme e não queria um centavo do q o filme arrecadasse.

    O q o Dave Gibbons tem haver com essa escolha q só ele tomou ? Se ele decidiu não fazer parte dessa produção nem ter seu nome mencionado nela Dave Gibbons seria automaticamente a única pessoa a ganhar por esses direitos.

    Ele não “doou” a parte dele para Dave Gibbons, ele abriu mão dela…

    O q é beeeeemmmm diferente.

    E é óbvio q ele decidiu não aceitar justamente pra poder usar isso como argumento em seus futuros ataques histérico contra a industria capitalista. Como se ele não dependesse dela também pra sobreviver.

    Afinal ele vive do q hoje em dia ? Doações de fãs ?

    Tenha santa paciência, se Alan Moore não liga pra dinheiro o Batman é o maior homossexual q existe.

    Ops acho q o comparativo não foi muito bom XD.

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  10. o papai alan agil como uma criança enciumada. não leiam mais meus gibis se forem ler before watchmen. não brinca mais com minha bola se for brincar com o zezinho. alan, não exagere!
    deixe outros mostrarem sua visão do grupo. quanto mais pessoas dão sua opinião, mais o assunto enriquece. eu mesmo escrevi uma versão dos watchmen. interessados nessa história, me enviem um e-mail. capitquixada@bol.com.br. coloquem no assunto: wathcmen.

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    1. Andre, eu escrevi a continuação de Warchmen… há dez anos atrás. Está manuscrita em um velho caderno. Nunca mais mexi com isso, mas quem sabe um dia eu aproveite essa história, modificando de leve os personagens e adaptando para algo novo? 😉

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  11. Texto bacana. O velho Moore leva o prêmio de homem de convicções, algo raro. O trabalho dele alterou o curso da narrativa e a percepção dos comics. Watchmen realmente é um trabalho icônico e fez muita gente desistir de ler quadrinhos. Afinal o que poderia ser melhor. O Cavaleiro das Trevas e O Homem Animal chegam perto. Creio que Sandman se equipare e até supere o trabalho do bruxo em alguns momentos.

    Esse ano foi interessante ver Alan Moore encontrando parte de sua criação nas ruas:
    http://macacomalandro.blogspot.com.br/2012/01/video-do-dia-alan-moore-encontra-ocupem.html

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  12. Fiquei triste e alegre esse fim de semana aqui no Santuário. Triste porque só falta uma revista para acabar o trabalho do Liefeld a frente de Rapina e Columba, realmente 100% das minhas mais gostosas gargalhadas lendo algo aqui vieram das resenhas suas feitas pelo mestre. Feliz fiquei com seu texto maravilhoso que li ontem de madrugada. Quando ao Alam Moore, as vezes fico pensando que, afinal, marketeiro como só ele (anos luz a frente de Stan Lee), isso tudo não passe de teatro, que gera muito “buzz”, entrevistas e alavanca a vender ainda mais suas obras, quando ele manda o público que se diz fã não comprar, ele incita milhões a fazê-lo e SABE DISSO.

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    1. Engraçado você falar isso, porque me dei conta de que Liefeld e Moore são uma dupla perfeita! Pensa bem, o barbudo jurou diante do sagrado deus-serpente nunca mais escrever nada para a DC… e o Liefeld tem uma série de plágios da DC que Moore pode brincar sem quebrar seu pacto sagrado de sangue! O melhor exemplo disso é o Supremo!

      Quanto ao lance do marketing, isso passou pela minha cabeça, mas vou te dizer… acho que não. Ele odeia mesmo a DC. De verdade. Se eu fosse eles mandaria colocar um círculo de sal em volta do prédio e mandar renovar todos os dias. Só por precaução…

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  13. Já escrevi algumas vezes sobre isto, e a minha opinião é sempre ler os contratos com um advogado de confiança. A DC tem estado a cumprir o contrato, é um facto. Moralmente e eticamente está certo o que o aconteceu? Acho que não.
    Agora tem uma coisa… não há ninguém no mundo que me impeça de comprar os livros que eu quero!! Quero lá saber se ele me despreza… eu dou sempre em dobro aquilo que me dão!
    Gosto de Watchmen, mas se achar que alguma das prequelas é ao meu gosto compro! E pronto!
    Caça níqueis? Estou a borrifar-me para isso. Eu gasto o meu dinheiro onde quero e como quero! Nem o Moore nem a DC são donos do meu pensamento ou da minha carteira.

    Foi um excelente post! Parabéns.
    🙂

    Abraço

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    1. Muito obrigado, Nuno, você traduziu tudo aquilo que penso, concordo contigo em gênero, número e grau… Alan Moore tem muito crédito com os fãs, mas dessa vez ele forçou a barra… acho que a influencia dele seria muito mais útil se conclamasse os fãs a tomar uma atitude mais positiva, em benefício de uma causa mais nobre. Como eu disse no texto, o problema é entre um ex-funcionário e a empresa, nós não temos que ser envolvidos nessa cruzada insana de boicote a uma história em quadrinhos. Até que me convençam do contrário, até que provem que Before Watchmen é realmente tão nociva, não vejo problema nenhum em comprar… e CONTINUAR lendo as outras obras de Moore. Se ele me desprezar por causa disso, e daí? O que ele fez por mim além de escrever suas ótimas histórias? Que se dane o desprezo dele, vou continuar admirando o grande escritor que ele é… quanto ao ser humano… bem, penso que ele poderia talvez divulgar uma nota se retratando por esse comentário infeliz. O problema das pessoas atribuírem divindade a alguns artistas é que eles realmente acreditam que são deuses…. enfim, essa discussão ainda precisa de muita análise e reflexão.

      Viva a liberdade!

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      1. Rodrigo, faz-me um favor… diz-me de onde saiu essa “tirada” do Alan Moore. Eu sei que já vi algures, mas se tiveres a fonte eu agradecia para esfregar na cara de um tipo!

        “Se você é um leitor que só quer ver seus personagens prediletos eternamente à sua disposição e não dá a mínima para quem os criou, provavelmente você não é o leitor que eu quero. Tenho um respeito imenso pelo meu público. Sempre que encontro estas pessoas, presumo que seja gente inteligente, com escrúpulos. Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras. É óbvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.”

        Obrigado!

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  14. Caraca… que texto dahora!!

    Eu, como – perdoem o linguajar mdêmico – putinha paga do Alan Moore, tenho um posicionamento mais próximo ao do Mago de Northampton… acho que ESTA revisita em questão ao universo de Watchmen é um desrespeito por pautar-se em interesses meramente comerciais. Como ele mesmo assinalou, o leitor de Before Watchmen deveria lembrar-se que está consumindo algo de uma empresa que não está nem um pouco interessada em RESPEITAR seu público (do qual depende) E NEM AS GRANDES OBRAS do meio do qual se sustenta (desrespeito a grandes histórias do passado, aliás, é coisa corriqueira hoje em dia).

    No final da década de 80, o ambiente criativo parecia estar preocupado EM CRIAR GRANDES HISTÓRIAS… e não em angariar alguns caraminguás… daí surgiram Watchmen, V de Vingança, A Queda de Murdock, por exemplo.

    É como a filha do Alan comentou: por que não usam todo este investimento e tal equipe criativa (muito boa, diga-se de passagem) para CRIAR ALGO NOVO e não revisitar algo de décadas atrás?

    E sobra a DC, mais especificamente, a mesma tratou de limar em seu reboot boa parte das contribuições do próprio Alan para com a editora. Por essas e outras, não condeno a postura “rancorosa” do Moore em relação a sua repulsa em tratar com a DC.

    http://www.area171.com.br/2011/06/desalanmoorezacao-do-universo-dc.html

    Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras. É óbvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.”

    Para mim, isto basta… mas como disse, sou uma “putinha paga”, hehe… a discussão racional pode perder-se em algum momento pelos humores da adoração alanmooreana… heheheh

    http://www.area171.com.br/2012/02/alan-moore-opina-sobre-before-watchmen.html

    ps inútil: o desenhista da HQ do Comediante será o JG Jones.

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    1. Obrigado pelo toque Doutor Manhattan, já corrigi o crédito do J.G. Jones lá no texto! 😉

      Bem, como eu disse, no texto, não estou defendendo lados, apenas buscando entender os fatos e procurando algo que me convença que realmente Before Watchmen deva ser boicotado… respeito sua opinião e o espaço aqui está aberto para isso mesmo, trocarmos ideias.

      Sobre o que você falou sobre a DC limar certas idéias de Moore do seu universo após o reboot (e li as matérias que indicou do ótimo site http://www.area171.com.br/), eu penso o seguinte: Alan Moore já declarou várias vezes que a DC ainda sobrevive de idéias que ele teve há mais de 25 anos atrás… essa “desalanmorização” da DC devia ser comemorada por ele, pois finalmente estão se desvinculando de coisas que ele fez, como a paralisia de Bárbara Gordon e com a destruição de Mogo por exemplo, e seguindo em frente… não era isso que ele queria? 😉

      Abraços!

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      1. Cara… Área171…”ótimo site”??? Putz… acho que passei link do Área171 errado então eauheauhueahuehuehuehuheeuheuhueuhe… a despeito de minha posição, devo confessar que CASO EU CRIE UMA MÁQUINA DE VIAGEM NO TEMPO (que OBRIGATORIAMENTE deve ser no estilo de um DeLorean haja vista que não existe veículo mais fodão para se fazer tal coisa) EU SEQUESTRAREI O LEE BERMEJO PARA A ÉPOCA DE CRIAÇÃO DE WATCHMEN E OBRIGAREI O MOORE A COLOCÁ-LO COMO DESENHISTA DA OBRA.

        Caro Rodrigo, eu cheguei a ver 2 páginas desenhadas pelo Bermejo e devo dizer que fiquei EMBASBACADO com a arte do cara. EMBASBACADO. A arte em P&B está magistral… as cores não comprometeram, são de uma qualidade ímpar… mas aquelas páginas em p&B… me deixaram, como disse acima, EMBASBACADO.

        Para quem ainda não deu uma conferida na arte, o camarada Witchking lá do bdE mostra as danaaaadas!!

        http://bailedosenxutos.com/?p=7811

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  15. Excelente texto.

    Para ser sincero, acho que o Alan Moore exagerou muito nas suas declarações e acabou perdendo qualquer razão que poderia ter.

    Pessoalmente, a ideia dos prequels não me incomoda em nada. De certa forma, acho uma experiência positiva, mesmo tendo sido feita de forma comercial e mesmo que termine sendo ruim. Isso porque, essas histórias podem significar um novo passo na indústria. É notório a influência de Watchman nas HQs atuais e talvez essa iniciativa ajude a indústria a entrar em uma nova era onde os autores poderão lançar outros tipos de contar histórias sem que estas falhem miseravelmente.

    No caso do autor do iZombie, prefiro não comentar.

    Abraços e mais uma vez, parabéns pela matéria!

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    1. Obrigado Spider… eu também compartilho da sua opinião de que uma iniciativa como essa pode incentivar outros autores a criar trabalhos inéditos e originais, indo na contramão da onda de retorno a velhas histórias… é possível que muitos se perguntem por que voltar a essa história clássica em ver de criar logo algo novo… bem, pelo que me consta, muitos deles estão SIM criando muitas outras coisas novas, seja na DC, no selo Vertigo ou em outras editoras. Nunca se teve tantos lançamentos de trabalhos autorais como nos últimos anos. Então, por que não TAMBÉM revisitar o passado? Por que Alan Moore fez Watchmen baseando-se nos personagens da Charlton ao invés de criar algo totalmente novo? Porque ele tinha essa excelente história pra contar. Pra mim isso basta.

      Abraços!

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  16. Meus parabéns pelo texto! No geral venho aqui em busca das matérias de arte: desenhos e contos e as muito queridas colunas de Marvel do Venerável ,mas valeu muito a pena dar uma espiadinha num dia fora da minha rotina!
    Bom fim de semana para todos vocês do Santuário e para todos nossos colegas de web!!!

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    1. Exato Felipe… e até onde sei, ler ou deixar de ler quadrinhos não muda o passado, não ressuscita os mortos e nem altera o curso de rios… é o tipo de coisa que a gente pode fazer sem medo e sem culpa. Na pior das hipóteses é possível ler uma história ruim… mas acho que dá pra sobreviver a isso..

      Abraços!

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  17. É para isso que serve o Santuário! Bebamos nos sites de notícias bombásticas, baixemos os scans em blogs perseguidos pela indústria do lucro, mas… só AQUI é possível se aprofundar, parar e pensar, junto com gente fera como o Garrit, sobre aquilo que tanto nos cativa.

    Texto extraordinário, reflexão intrigante, raciocínio afiado.

    Manda mais, Garrit!

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  18. Li Watchmen, e confesso que sempre fui curiosa em relação a alguns deles, Rorschach com certeza, Comediante tbm… Mas acho que seriam só eles, de todo o quadrinho, eu até gostei de outros personagens, mas esses dois pra mim, marcaram mais.

    Agora, eu tenho um medo danado desse negócio de fazer algo, de inventar um “braço” de história, pq muitas vezes é só caça níquel. Pode dar certo, pode… Mas tbm não, né?

    Só nos resta esperar pra saber. 😉

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    1. Verdade Letícia, a qualidade da história a gente só vai saber depois que ler, eu só não concordo com o boicote prévio… as vezes leio coisas na internet que me soam como uma insanidade desmedida, autores que se acham deuses conclamando seus seguidores a ler ou deixar de ler alguma coisa… enfim, é a liberdade expressão. Já faz muito tempo que praticamente tudo que é lançado em quadrinhos é caça-níquel, o que temos visto com valor altamente artístico recentemente? Raras exceções né? E Before Watchmen não foge a regra… bom talvez fuja, ninguém sabe…mas é como eu sempre digo, eu leio quadrinhos pra me divertir, não pra pendurar na parede. Eventualmente sou agraciado com algo realmente monumental… mas ainda bem que existem museus, teatros, cinemas, livros, pinturas e todas as outras formas de arte também né?

      Bjs…! =)

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