EU, o Vampiro # 0 – “Eu vi a minha maldição. E ela era bela”.

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castleNesta sexta feira 13 de 2013, continuemos a série de resenhas do título “Eu, o Vampiro”, produzido por Joshua Hale Fialkov (roteiro) e Andrea Sorrentino (arte).

O Santuário não se responsabiliza por eventuais ataques sobrenaturais a integridade física de seus leitores…

Contém spoilers revelações supersticiosas sobre a história.

I, Vampire criado por J.M. DeMatteis e Tom Sutton.

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Por Rodrigo Garrit

A história desta edição de origem mostra em detalhes os eventos da noite fatídica onde um jovem aristocrata foge de sua família conservadora para viver com seu grande amor, uma mulher de classe social mas baixa, e portanto jamais aceita entre o seu círculo de nobreza. Mas o destino quis que naquela noite terrível de tempestade, sua carroça sofresse um acidente pela estrada, deixando-o a mercê de um mal primordial. Como mostrado anteriormente nas edições de Eu, O Vampiro, Andrew Bennet foi mordido em 1591 pelo próprio Cain, aquele que acredita-se ser o primeiro dos vampiros. A grande surpresa para ambos, foi que Andrew era o escolhido, aquele que concretizaria uma antiga maldição contra Cain: enquanto ele passou a vagar pela Terra como um vampiro com consciência e bom coração, Cain foi lançado nas profundezas infernais e trancafiado, onde ficaria até que eventualmente o próprio Andrew viesse a morrer.

Embora o texto de Joshua Hale Fialkov não deixe isso explicito em palavras, ficou claro para mim através da imagem mostrada em flashback, que o autor da maldição contra Cain foi ninguém menos que Etrigan, o demônio.

A forma como a história é contada é primorosa, desde o texto rebuscado e pertinente a época em que se desenrolam os fatos até a arte espetacular do artista Andrea Sorrentino, autores cuja química têm rendido algumas das melhores HQs de “horror superheróistico” dos últimos tempos. Esse título pertence a cronologia oficial do Universo DC, mas poderia existir tranquilamente no selo adulto da Vertigo, sendo tão competente quanto a série “Vampiro Americano”, de Scott Snyder e Rafael Albuquerque. E apesar das duas séries usarem vampiros em suas páginas, a forma como cada um deles é retratada difere totalmente da outra, provando que é possível produzir variações de qualidade fazendo-se valer do mesmo tema.

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O diálogo entre Cain e Andrew momentos antes da transformação é inusitado e instigante… o primeiro dos vampiros poderia simplesmente alimentar-se de sua presa, sem mais delongas, sem perder seu tempo debatendo sua existência com aquilo que ele considera como reles “gado”… mas segundo ele mesmo explica na história, passa por um breve momento “cinza”… nem de trevas nem de luz. E nessa penumbra momentânea, trava um curto porém elucidativo diálogo com o homem que está prestes a matar, talvez como um prenuncio do destino inesperado daquilo que viria a acontecer. Ele até mesmo revela alguns detalhes de sua própria origem e parte das tragédias que o fizeram ser quem era. (Embora permaneça em silêncio sobre as circunstâncias de sua própria transformação). Ele apenas admite que tornou-se poderoso e maligno demais, e esse poder maligno chamou a atenção do inferno, o que lhe custou o maior dos preços e seu embate com o demônio. (Aquele que acredito ser Etrigan).

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A história em si não revela nada que os leitores assíduos do título já não soubessem: as circunstâncias do aprisionamento de Cain e a transformação de Andrew Bennet no vampiro que lutaria por séculos em prol da humanidade, até recentemente se reencontrar com seu “criador” no crossover produzido entre seu próprio título e a revista da Liga da Justiça Dark.

Eu, o Vampiro # 0, ao meu ver, trata-se de uma história linda, muitíssimo bem escrita e ilustrada. Se para alguns títulos, o “mês zero” da DC forçou alguns criadores a darem uma pausa em seus arcos para recontar o passado e por algum motivo isso tenha causado desconforto ou histórias equivocadas, neste caso, foi um complemento essencial e agregou elementos interessantíssimos ao passado do personagem, reforçando os atributos do seu caráter e sua personalidade trabalhados desde o primeiro número, mas também obrigando-nos a vê-lo com outros olhos nas edições futuras.

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Para aqueles que como eu, tinham preconceito contra essa revista na época do seu lançamento devido a massificação e descaracterização do mito dos vampiros, digo o seguinte: Deem uma chance. Leiam. A não ser que você seja fã de “Crepúsculo” e “Vampire Diaries”. Nesse caso, existe de fato uma grande possibilidade de não gostar de “Eu, o Vampiro”…

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CHEGOU AGORA E NÃO ENTENDEU NADA? CALMA, LEIA AS SANGUINOLENTAS RESENHAS ANTERIORES NOS LINKS ABAIXO! 

Eu, o Vampiro # 01

Eu, o Vampiro # 02

Eu, o Vampiro # 03 e 04

Eu, o Vampiro # 05

Eu, o Vampiro # 06

Eu, o Vampiro # 07

Eu, o Vampiro # 08

Eu, o Vampiro # 09

Eu, o Vampiro # 10

Eu, o Vampiro # 11

Eu, o Vampiro # 12

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10 comentários sobre “EU, o Vampiro # 0 – “Eu vi a minha maldição. E ela era bela”.

  1. Pena que a revista foi cancelada,Rodrigo!De fato,não se sabe porque certas revistas(medianas)fazem sucesso e outras ótimas não rendem o esperado!

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  2. A história é forte e os desenhos estão muito bons!Espero que a revista faça o sucesso que merece!Adorei o texto,Rodrigo!

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  3. olha..eu amei esse blog, não sabia de sua existencia..eu já viajei em lugares que eu nunca tinha ido, isso foi á mto tempo..uns 20 anos ou mais..só que deposi eu fui descobrir que eu tinha feito uam viagem que me disseram que foi uma viagem astral..sinto que sou mto diferente, pois eu sonfo com acontecimentos e eles depois acabam acontecendo..sei que tenho dosn em especial, só não sei como usá-los..por favor vc pdoe em ajudar henry?..obrigada..

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