Vertigo´s American Virgin: Relaxa e goza…!

virgemBem vindos ao Santuário, Devassos… digo, Devotos…! Ou não-devotos, caso estejam caindo aqui pela primeira vez. Se for o caso, já fiquem sabendo de pronto que este site não é jornalístico e que aqui nós colocamos muito de nossas opiniões pessoais em nossas matérias… porque é pra ser desse jeito mesmo. Este é o Santuário, um templo nerd feito por fãs de quadrinhos e da cultura pop em geral. Estamos ampliando as instalações do templo aos poucos… tijolo por tijolo vamos crescendo, derrubando paredes e velhos preconceitos.

Introduzido por Rodrigo Garrit

O assunto da vez é Virgem Americano, ótima série da Vertigo que estreou já tem um tempinho mas que sempre me pareceu não ter a repercussão que merecia. Mas acho que posso entender isso. Quando li Virgem Americano pela primeira vez, gostei bastante da história, e a curiosidade que me levou a começar a ler foi justamente como esse tema seria abordado. Sim, eu tive esperança de encontrar alguma pornografia… esperem, já dei o alerta? Putz, foi mal gente…

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILER.

Pronto, agora a gente pode continuar. Bem, como eu estava dizendo, trata-se de uma história muito bem escrita e melhor, muito bem conduzida por Steve T. Seagle, que francamente, nunca tinha me impressionado muito com nenhum de seus trabalhos anteriores. Não estou dizendo que ele seja um mau escritor, estou dizendo apenas o que eu já disse.

Pois bem, o fato é que Virgem Americano, apesar de ter me impressionado (não do tipo “Uau! Mudou minha vida”, mas sim do tipo “Putz, até que essa ideia funcionou”) eu não tive nenhuma intenção de resenhar o gibi para o Santuário.

Ah sim, deixem eu explicar. Desde que adentrei esse templo onírico de pura ralação diversão, basicamente 11 entre 10 coisas que vejo/leio/ouço entram para o meu JUSTO JULGAMENTO, que é como eu chamo o critério que criei para decidir se determinada coisa merece ou não fulgurar nos salões do Santuário. Sabem como é, o chão daqui é tão limpinho… não custa escolher com cuidado quem a gente vai colocar aqui dentro para alegria de nossos queridos devotos e visitantes.  E claro, também PARA NOOOOOOSSA ALEGRIAAAA…!

Então, simples assim, Virgem Americano não passou pelo crivo do meu JUSTO JULGAMENTO, não por ser uma história ruim como expliquei acima, mas pelo fato de que para mim, não havia uma forma interessante de falar sobre ela. Não havia um “start” por assim dizer.

(Quem pensou que eu ia fazer uma piadinha com o Restart não vai ganhar de brinde uma linda calça comprida cor de abóbora quando foge).

Então o tempo passou, o vento ventou e minhas sinapses deram curto. E, não me perguntem porque, mas eu estava tomando banho, e de repente lembrei de “Y, o último homem” de Brian K. Vaughan. E, com a cabeça branca de shampoo eu assenti para mim mesmo que essa série era boa pra caramba… e eu tava lendo! Coisa de nerd… mas isso acontece com vocês também não? Quer dizer, isso é super normal e tudo, certo? Ok, deixem pra lá.  O grande lance foi que, ao pensar em “Y, o último homem”, me ocorreu que sendo o último homem, ele tinha um planeta inteiro de mulheres com quem poderia transar. Uma enorme abundância de mulheres… claro, quem lê a série sabe que as coisas não são exatamente um paraíso pornô para Yorick, o protagonista de “Y”, mas de fato me chamou a atenção o fato de que o personagem de Virgem Americano escolheu ser virgem… tem essa convicção firme em sua mente… então… e se fosse ele o último homem? Ainda seria um planeta repleto de mulheres, mas ele permaneceria casto, e talvez num futuro distante, se casaria, e teria uma única esposa para o resto da vida. Em “Y, o último homem”, Yorick é apaixonado pela sua noiva, Beth, mas já deu suas escorregadelas e ficou com outras meninas… já em “V de Virgem”, a parada ia acabar ficando no zero a zero mesmo.

Então, sagaz devoto,  você me pergunta: “Por que raios você não resenha ‘Y’ logo de uma vez”? Ora, por muitos e bons motivos… mas o principal deles é preguiça esperar que a obra de Brian K. Vaughan seja poeticamente resenhada pelo seu primo, o Venerável Victor Vaughan (acham que é a toa que o Yorick tem um macaco? Isso é de família…).

Em Virgem Americano, acompanhamos a história de Adam Chamber, um jovem de 21 anos de idade, convicto de que ouviu de Deus que deveria guardar sua virgindade para o momento certo, o que seria para depois do casamento com sua namoradinha de infância, Cassandra, que não pôde comparecer à sua palestra porque está no Canadá numa missão de paz na África. Enquanto isso, o jovem Adam nem ao menos se masturba! (Tem algum médico presente? Alguém pode confirmar se isso é fisicamente possível)?

Adam viaja pelo país promovendo palestras religiosas onde fala de modo descontraído sobre sua virgindade e de como a pureza pode ser o caminho da salvação. Ele também apresenta um programa religioso na tevê e tem um enorme carisma, convencendo de fato vários adolescentes a assinar o seu “juramento de virgindade”. Mas é claro que as coisas nunca são tão boas quanto parecem… o sucesso parece sempre vir acompanhado de inveja alheia e pessoas dispostas a tudo para derrubá-lo. Além disso, existe aquela velha questão: O quanto as suas decisões e suas escolhas de conduta podem inflamar as reações mais adversas nas pessoas? Ser gay, negro, judeu, ateu, vegetariano, escrever para um site de quadrinhos ou virgem… não importa… as pessoas vão te julgar, caro devoto…

Essa primeira edição serve mais como apresentação dos personagens, como deve ser, (destaque para os irmãos de Adam, Kyle, o maconheiro e  Cyndi, a “moderninha”) mas não deixa de ter sua dose de emoções. O que inclui um sequestro armado envolvendo uma prostituta numa tentativa de estupro e terrorismo internacional. E uma tentativa de masturbação.

Steven T. Seagle conseguiu prender minha atenção e me envolver de modo a querer continuar lendo. E isso sem usar pornografia de verdade. O cara é bom.  A arte de Becky Cloonan é simples e agradável aos olhos… combina com o clima da série. Agora, as capas de Frank Quilety… são um ORGASMO!

Virgem Americano foi publicado pela Vertigo entre 2006 e 2008 e teve 23 números. A série terminou conforme planejada por Steve T. Seagle, embora ele tenha dito que as baixas vendas já no período final não sustentariam a continuidade da mesma. Ele a definiu como uma história fora do contexto comum, e que algo assim ainda não tem muito espaço nas grandes comic shops.

Seria muito interessante se esse material fosse publicado no Brasil… a Panini tem feito um ótimo trabalho com a Vertigo, e esse título só viria a somar.

E aí? Alguém se convenceu?

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21 comentários sobre “Vertigo´s American Virgin: Relaxa e goza…!

  1. Lógico que você deve resenhar mais dessa série ou quem sabe uma sinopse geral de todas as edições, afinal ela já acabou… ;( Só pra gente ter uma ideia do conteúdo. Como ela já foi fechada, número a número não faz muito sentido.

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  2. É mais um comentário de um louco para este bando de lou…
    tsc… nunca consigo usar isso num contexto adequado.

    “Enquanto isso, o jovem Adam nem ao menos se masturba!”

    mas ele TEM ACESSO À INTERNET? Pois se tem e não o faz, aí o problema É GRAVE!!

    100 fotos da scarlett pra ele que ele muda de ideia.

    In Steven T. Seagle eu não trusto.

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  3. Interessante Virgem Americano, me lembrou que aqui no Brasil nós tínhamos a “Sandy Junior” que antes de ser defensora voraz da aventura orgásmica que seria o sexo anal, era a nossa Virgem Brasileira! (eu me lembro ao contrário dela (Sandy Junior) de muitas meninas da escola que só praticavam essa modalidade sexual (anal) e por isso se intitulavam virgens…) Tínhamos também o Cacá, que foi nosso esportista virgem internacional até o momento do seu casamento e na internet temos as dezenas de fãs virgens da Donna Troy e dos Novos Titãs…. 🙂 Será que eles também foram motivo de inspiração para Steven T. Seagle?

    Sou fã do cara pela criação e passagem dele pela revista PRIMAL FORCE, título novo que surgiu após a ZERO HORA na DC e que entre diversas coisas que me empolgavam (para mim muito antes de Demon Nights do Paul Cornell fazer isso) era o fato de ser praticamente uma campanha de RPG com heróis obscuros da editora, aliás foi a melhor “re-leitura” do Tornado Vermelho na minha opinião. Na Marvel gostei da passagem dele pela Uncanny X-men, nada demais, foi legal.

    Muita gente não sabe mas ele é outro roteirista conhecido da DC envolvido também com a série animada Ben 10.

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    1. “…temos as dezenas de fãs virgens da Donna Troy e dos Novos Titãs…. Será que eles também foram motivo de inspiração para Steven T. Seagle”?

      UHAUAUHAHUHAUHAUAUHAUUAHHAUAHAUUAUAHUAHUAUAHAUAUUAHUAHUAUAHUAHUAHUAHUHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHUAHUAHUAUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUHUAHUAHUYAHUAHUAHUHAUHAHA………………………..!!!!!!!!!!!

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    1. Verdade, uma coisa que me chama a atenção na Becky Cloonan é que o traço dela apesar de simples, consegue passar muito expressividade… tem uns olhares desenhados ali que dizem tudo…

      Abs!

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  4. Lendo este post, vamos às minhas impressões:

    – Queremos fotos sensuais de Rodrigo no banho;

    – Agora entendi porque o VVV fala tanto de macacos;

    – Seria um pesadelo viver no mundo de Y – The last man se o Yorick fosse gay!;

    – Como essa história não vendeu?! O que mais tem é nerd virgem tetudo pra se identificar com ela!

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    1. Caro Crid, em resposta as suas impressões, tenho a dizer o seguinte:

      – As minhas fotos sensuais no banho quase saíram, mas a tarja preta não coube nas fotos. (hahhahahaha… que mentira…. teria que ter muito photoshop pra melhorar…)

      – O VVV jurou morder minha jugular por ter revelado esse segredo. (Morder a jugular no MAU sentido…)

      – Pior seria se ele fosse o último hetero num mundo só de lésbicas…

      – Os Nerds virgens tentaram dar longa vida ao título, mas o bullyng falou mais alto…

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  5. Bom ver no Santuário histórias que não envolvam só alienígenas, traidores, super poderes (embora viver sem se masturbar seja um… ruim, mas um) e serem muito boas!
    Boa Gar!

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  6. Cara, li a primeira edição na época e até achei legal, mas como tinha outras prioridades não continuei. De repente se tu continuar tuas resenhas e eu gostar, procuro as outras. É bom ler um série legal com final definido as vezes heheh

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    1. Eu também curto esse lance da “Jornada do Herói”… a série é bem desse jeito, mas de um jeito bom, sem a maioria dos clichês que existem… inclusive esse é um outro ponto no qual ela lembra Y, o último homem…

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  7. Vc me convenceu.

    Continue, por favor… XD

    Eu diria belo texto e coisas do gênero, mas seria chover no molhado e eu ainda estou assimilando tudo que li, espero pela próxima 😉

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