MULHER MARAVILHA #23 – Season Finale

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por Venerável Victor “tratador de macacos divinos” Vaughan

Img-de-Capa#23A revista da Mulher Maravilha é uma das mais interessantes da DC comics há mais de dois anos, com uma consistência e qualidade capitaneadas por Azzarello e Chiang que dificilmente se vê por aí.

Mulher Maravilha – criada por William Moulton Marston

Resenha postada originalmente no site irmão: O Baile dos Enxutos

Essa edição captura perfeitamente o clima mágico de uma “season finale” costumeiramente vista nas TVs. Azzarello fez a mesma coisa na edição #12 quando fechava o seu primeiro arco de histórias. Muitos leitores gostariam que o roteirista fizesse com que a batalha contra o Primogênito fosse “crescendo”, especialmente após a trágica morte na edição, mas nisso o escritor não desapontou os fãs. Exatamente como na antiga edição #12 os braceletes prateados são tirados e Cliff Chiang nos brinda com um belo duelo entre titãs. Diana canaliza a “Força Odin?” ou seria a: Força Zeus? Orion mostra que é bom de “Luta Livre” e Ares prova porque merece o título de “deus da guerra”.

Todo esse capítulo é tudo aquilo que se esperava de um final de arco de histórias de uma heroína ligada à mitologia grega, entretanto apesar de todos os socos e sangue derramado, essa edição fala basicamente do relacionamento entre Diana e seu meio irmão e mentor, Guerra…Ou Ares.

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Desde aquela bela e emocionante edição #0 que focava no passado de Diana, o enredo que apresentava para o leitor o fim do relacionamento entre Diana e Ares vinha sendo muito subaproveitado, sempre eclipsado pelas “idas e vindas” de Novos Deuses e velhos deuses no título.

Nesse último ano, Ares passou de um vilão sanguinário e bidimensional para uma figura paterna incompreendida. Um homem velho e desconfortável com seu passado, buscando corrigir seus erros e fazer a coisa certa. O personagem continuou crescendo na série e essa edição o conceito de deus da guerra foi mais valorizado. Assim como a introdução do mito dos Novos Deuses na revista, Azzarello não faz por menos e continua surpreendendo seus fãs e os que não simpatizam com seu trabalho.

Algumas pessoas podem ficar muito tempo analisando simplesmente as últimas cinco páginas dessa edição. O final é brilhante e sucinto, na sua habilidade de exaltar cada pequeno momento de tensão e emoção e na capacidade de traçar um novo rumo para futuras e grandes histórias. Essas são as aventuras da Mulher Maravilha que estávamos há muito tempo esperando, que sempre quisemos, mas não sabíamos disso…

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Entre todos esses grandes momentos temos um Azzarello proporcionando diálogos sarcásticos do Primogênito que se opõe a introspecção e fúria de Diana, à coragem de Zola e à frieza e sabedoria de Ares. Cada personagem tem sua voz na edição, superando estereótipos e expectativas.

O nível de qualidade artística é impressionante. Da capa, que talvez seja a melhor de todas até agora, Cliff Chiang mostra por que é tão elogiado. Seus quadros mais uma vez são um deleite aos olhos. Ele não desenha uma simples batalha, ele apresenta painéis bombásticos. O artista sabe capturar o peso de cada golpe desferido com perfeição, cada arremesso, cada explosão…  O mais impressionante no entanto é a sua transição de tom dentro da revista. No clímax da revista, tudo é vibrante, seu traço é pesado e energético, no final?  Um completo silêncio na sua narrativa visual, cores frias, um excelente anacronismo. O cara certo para trazer à vida o mito dos deuses gregos para o nosso mundo atual.

É fácil sair falando mal dos Novos 52 da DC Comics e acreditar que nada presta. Mas fazer isso é ser injusto com muitos trabalhos que são comercializados todos os meses pela editora. A revista de Azzarello prova que a Mulher Maravilha é ainda relevante para os nossos dias e tão interessante e divertida quanto as suas contrapartes masculinas na editora. Que venham mais doze edições maravilhosas daqui para frente!

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NAS SEMANAS ANTERIORES, AQUI NO SANTUÁRIO

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8 comentários sobre “MULHER MARAVILHA #23 – Season Finale

  1. Não li a resenha porque estou atrasada com este título… mea culpa….
    preciso correr e ler os atrasados…
    e são muitossssssss
    bjks

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  2. Um tempo atrás nos indagávamos com medo de que a MM perdesse espaço em seu título devido a tantos aparecimentos. E o Azarello tomou cuidado e colocou tudo no lugar certo. Um dos 5 quevalem a pena hoje na DC.

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  3. Adoro essa revista, Azzarello ruleia! Não é revista pra menininha, é algo com terror, aventura, mitologia, conflito e muita ficção científica, porque não? Fiquei em choque nesse final, amei

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  4. EDITORIAL SANTUÁRIO:
    Terça- Aquaman #23
    Quarta- Mulher Maravilha #23
    Quinta- Os 11 mais amados super grupos
    Sexta- Agora imagine Neil Gaiman recriando o Universo Marvel em 1602!
    Sábado- Umas tiras da pesada
    Domingo- O Estranho Beijo de Warren Ellis: “I am Providence”
    tardis

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