“Obergeist: Estrada para o Apocalipse” de Dan Jolley e Tony Harris – A visão de um inferno nazista do Doutor Steinholt para o desespero da Top Cow Comics!

nazistaResenha de “Obergeist: estrada para o apocalipse”, de Dan Jolley (roteiro) e Tony Harris (desenhos).

Sem Spoilers!S_Final

Por Rodrigo Garrit

Essa é a história do Dr. Steinholt, médico nazista que torturava cruelmente os prisioneiros de guerra, até o dia em que se deparou com a mais improvável odisseia sobrenatural que alguém poderia imaginar ou apenas a pura insanidade provocada pela culpa de seus atos…

…pois se eu disser que são as desventuras de um nazista zumbi com poderes infernais deslocado no tempo vocês podem achar que é piada.

Considerando todo o mote sobrenatural da história, e já sabendo de antemão que esse será o recurso utilizado como fio condutor, é claro que o leitor abre sua mente e se prepara para uma narrativa nonsense onde a realidade é o fator menos importante. Mas mesmo nesses casos, algumas explicações se fazem necessárias para saciar a curiosidade do leitor, mantendo seu interesse pela história e seguindo por uma linha racional mesmo que escrita com letras irracionais. Quando se trata de magia, não existem perguntas no sentido de “como” as coisas acontecem… é magia, são passes de mágica, simples. Mas alguns “porquês” são muito bem-vindos. Em determinado momento da história, e visto já estar inclusive cativado pela jornada do protagonista, bate uma sensação de desconforto… e a busca do motivo de tudo aquilo estar acontecendo. É um grande “Porquê”, e ele nos impulsiona através da trama, instigando-nos a tentar descobrir quem está por trás de tudo, e qual sua finalidade.

A história segue. Muitos momentos interessantes acontecem, mas ela faz com que os leitores compartilhem da ignorância e por que não dizer do tormento do protagonista, alternando momentos profundos contando o passado de Steinholt, seu envolvimento com a guerra e seus dramas familiares com cenas de pura ficção no melhor estilo super-herói, o que deixa as coisas um tanto indefinidas… quem é o publico alvo dessa história? Leitores mais maduros ou a galera mais jovem? Os dois? Nenhum…?

A arte de Tony Harris é primorosa, já vale o “ingresso”! Ele dá um show como sempre, desenhando estilos diferentes de acordo com a cena apresentada: nos flashbacks da segunda guerra, sua arte é sóbria, realista, preocupada em passar emoção. Os personagens parecem tirados de filmes antigos. Belo e sutil. Já nas cenas de cunho mais fictício ele exagera, propositalmente eu creio, separando nitidamente o real do imaginário.

2001462-geist1

Existe um lugar… onde estão depositadas todas as grandes ideias da humanidade. Mas ideias são apenas fagulhas. Não basta contê-las, é preciso alimentá-las, desenvolvê-las. Escrever uma história é alimentar essa fagulha e transformá-la em um incêndio de proporções épicas. É um trabalho árduo, ferrenho… as vezes se tem sucesso, as vezes se consegue chegar perto disso. E outras vezes a fagulha simplesmente se apaga.

Obergeist foi publicado no Brasil pela Panini, em um especial  de 180 páginas reunindo a coletânea americana “Obergeist: The Director’s Cut” da Top Cow, com a história completa. Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Clique AQUI para curtir nossa página no Facebook! É gratuito e sempre será!
Clique AQUI para curtir nossa página no Facebook! É gratuito e sempre será!

Anúncios

16 comentários sobre ““Obergeist: Estrada para o Apocalipse” de Dan Jolley e Tony Harris – A visão de um inferno nazista do Doutor Steinholt para o desespero da Top Cow Comics!

    1. Bom, tem gosto pra tudo… eu achei que a história pecou em vários pontos e deixou a desejar, mas também teve seus pontos positivos… talvez o maior desafio tenha sido o de equilibrar temas tão pesados numa HQ supostamente de super-heróis..

      Abraços!

      Curtir

  1. Cara, eu tive a mesma sensação quando li essa história. Acho que falta definir muita coisa.
    Será que a ideia era ser uma história “trash”? A introdução do Bruce Campbel poderia ser por isso…?
    O ritmo dela, com essas “alternâncias” desagrada bastante. As páginas que o Harris exagera são ruins de se ler, tudo tão cheio de “cenas de impacto” no pior estilo “Image dos anos 90”, que tem horas que nem dá pra imaginar o que exatamente está acontecendo.
    Outra coisa ruim é como a história começa bem, com um ritmo lento ideal pra situar o leitor na trama, mas do meio pro final, tudo vai acontecendo cada vez mais rápido, como se o escritor tivesse muito a dizer, mas tendo que “espremer” em poucas páginas.
    E o pior de tudo é o personagem. Como um nazista zumbi vira um “super-herói” assim, de boa?

    Curtir

    1. Exatamente… seja para o bem ou para o mal, eu queria saber que diabos aconteceu pra que um médico da segunda guerra tivesse tanta importância… enfim, é aquela coisa da boa ideia que não tem o seu desenvolvimento aprimorado… quem sabe numa continuação?

      Abraços!

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s