Tune 8 de Rafael Albuquerque: Conectado!

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rafael albuquerqueResenha de “Tune 8” com roteiro e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

Este artigo pode conter spoilers. Leia por sua conta e risco.

Um experimento de viagem no tempo com finalidades misteriosas. Um viajante perdido numa época estranha e hostil, e com uma perigosa jornada pela frente. Joshua é enviado por um suposto cientista do ano de 2343 D.C. numa expedição temporal ao passado. Seu nome é mantido sob sigilo e sua missão é incerta. Porém, algo aparentemente dá muito errado, e em vez de aparecer no local planejado, chega numa região inóspita que mescla tecnologia  e a existência de animais pré-históricos, no que pode ser chamado na falta de um termo melhor, de uma cultura Punk-Medieval. Joshua chega desorientado e antes que possa respirar é capturado por soldados empunhando espadas e cavalgando dinossauros.

Essa é a premissa da história, que conta com roteiro e arte de Rafael Albuquerque (Vampiro Americano). A publicação independente nasceu na web, foi publicado originalmente no portal IG Jovem, e agora ganha sua versão de papel.

A história tem um ou outro toque de alguns filmes pós apocalípticos, com premissas que lembram de Exterminador do Futuro a Mad Max, passando por Planeta dos Macacos. Mas essa mistura rende uma narrativa interessante, que estimula o leitor a continuar acompanhando para descobrir o que vem a seguir.

O destaque fica para o personagem Noth, que transita por toda a história através de flashbacks e inserções de acontecimentos futuros intercalados com a desventura temporal de Joshua. Muitas perguntas são lançadas… qual a sua verdadeira intenção? Com que finalidade enviou Joshua através do tempo? De que lado realmente está a tal “resistência”?

Rafael Albuquerque

Os fãs de seu traço podem esperar o mesmo estilo despojado e dinâmico, muito bom para cenas de ação e momentos climáticos. Funciona muito bem para histórias de terror, mas concedeu uma forte carga emocional a essa ficção científica. As cores são um show à parte, escolhidas com muito bom gosto, os personagens são mostrados o tempo todo em tons de azul, às vezes com alguns detalhes em branco e vermelho que se destacam. Predomina ao fundo das cenas do passado, um amarelo vivo, radiante; enquanto que as cenas no presente são mais escuras e nebulosas.

O roteiro é instigante, embora em determinados momentos se torne confuso, mas isso acontece devido ao próprio tema escolhido, uma vez que a viagem no tempo e seus paradoxos podem dar um nó na cabeça de qualquer um, e embora isso seja parte do charme desse tipo de história, as vezes se torna um pouco cansativo.  No contexto geral, temos uma boa história de ficção científica, belamente desenhada e visualmente muito atraente.

A versão impressa contém vários esboços e a descrição do processo de criação dos personagens. Mas Tune 8 pode ser lida on line e gratuitamente no portal IG Jovem, clicando aqui, inclusive com a segunda parte da história, completando assim a sua primeira temporada.

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15 comentários sobre “Tune 8 de Rafael Albuquerque: Conectado!

  1. Comprei a versão impressa de Tune-8 e minha única queixa é sobre a quantidade de páginas, As 14 páginas da arte de Rafael nós deixam impaciente para saber o que virá a seguir. A história pode realmente não ser uma referência em originalidade porém a forma como é contada consegue prender a atenção de qualquer apreciador da nona arte.

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  2. Não quero desmerecer o romance de Pierre Boulle dizendo que esse camarada livremente e totalmente “chupou” o universo de Planeta dos Macacos, se apropriado da criação de Steven Spielberg também (sim o cara criou os dinossauros, rs). A arte não me agrada, (parece tudo exatamente igual ao que ele já fez antes no Brasil e fora), mas não é ruim, ruim é ele ser o mais fraco de todos os artistas brasileiros no mercado internacional e se achar grande coisa. Se a pessoa puder adquirir essa HQ por scan eu não teria pena, caso contrário eu diria pra pessoa comprar Maurício de Sousa, também é algo nacional e autoral e tem muito talento e fundamento por trás do produto. No mais, cabe a cada um, prefiro ler Liefeld e dar boas gargalhadas ,afinal ele não se leva tão a sério.

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  3. Esse post fez-me viajar um pouco. Uma viagem deveras desagradável, acredite. Quando comecei a lê-lo, automaticamente, me veio à mente “Nas Montanhas da Loucura” do insano H.P Lovecraft. Fiquei muito interessado!!! Lerei a versão digital, e, futuramente, pretendo adquiri-la.

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      1. Concordo com a Bianca, Garra Cinzenta foi uma grande srrupesa, algo que surpreende muito aqui no Santue1rio na semana que temos a Mulher Estupenda dando as caras e os seios, glfateo, corpo rechonchudo bom, estupendo! O rapaz que trouxe a tona o Assassino Amarelo foi tambe9m extremamente feliz., fiz uma bela viagem a um tempo da minha vida maravilhoso de f3timas leituras. O Sinestro e9 o Vile3o da DC mais interessante dos faltimos tempos, depois de de9cadas com vilf5es superficiais ele foi um be1lsamo aos corae7f5es dos DCnautas. Os vilf5es da Casa das Ide9ias se3o insupere1veis em muitos quesitos no entanto. Ate9 que Magneto e Venon se misturem tornando-se VENONETO Make mine Marvel, meninada boa!!!!

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