50 anos de Doctor Who: É o fim. E também é o começo.

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Resenha do especial  “The day of the Doctor” , que comemora os 50 anos de existência de uma das mais cultuadas séries de ficção científica de todos os tempos.

É difícil evitar spoilers quando se trata de viagem no tempo. Mas vou tentar.

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Por Rodrigo Garrit

Uma tempestade está chegando e não pode ser impedida. Mas quem sabe… contornada?

“Nunca ser cruel ou covarde”

A viagem no tempo não é possível, eles disseram. Os paradoxos temporais são perigosos eles disseram.  Mas ele sabe que pode. Ele é um dos Mestres do Tempo. Ele é o Doutor. E está no comando.

Protegendo o universo do Big bang até o fim da existência.

Mas afinal…QUEM é o Doutor? (Cursinho relâmpago AQUI!)

Ele não pode dobrar barras de aço com as mãos, não é capaz de aplicar  perigosos golpes de artes marciais e nem carrega consigo armas de força letal. É sério, vamos ser sinceros, seu melhor ataque são seus argumentos inteligentes e seu raciocínio rápido, além de um ácido sarcasmo… e bom, nem sempre ele se sai bem com isso também. Mas nada disso importa. Quando a situação parece ser tão ruim além qualquer solução, ele simplesmente vai lá reverte tudo a seu favor. Ele pode realizar cálculos impossíveis para os mais avançados computadores da Terra e se esquecer completamente qual é a cor da gravata que está usando. Mas o fato é que ele sempre tem um plano. Ele é um grande otimista, e o universo está sob sua proteção. E permanece seguro assim. Até agora.

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“Nunca desistir ou se entregar”

Otimismo. Essa é a palavra que melhor define essa comemoração dos 50 anos de existência da mais longeva série televisiva de ficção científica. Nesses 50 anos, muitas coisas foram criadas, descobertas e redescobertas. Houve muitas fases, muitos tons e entonações distintas, mas apesar das diferenças, sempre foi possível contar com o doutor.

Doctor Who foi a consolidação de um gênero que já foi rejeitado, subestimado e enfim, aclamado pelos seus milhares de fãs. Mas se você chegou até a esse ponto do texto e não fazia ideia de quem fosse esse tal doutor, não se envergonhe, você não está sozinho. Embora a série britânica sobre um viajante do tempo tenha sido criada há 50 anos, e seja muitíssimo popular na Inglaterra, ela sofreu por um injusto anonimato fora das terras da Rainha e mesmo este interlocutor que vos escreve confessa que só descobriu sua existência há pouquíssimo tempo… um tempo perdido, porém rapidamente recuperado.

“Allons-y!”

Se pensar bem, talvez tenha sido mesmo da vontade do Doutor passar esse tempo desapercebido, a fim de poder agir sem alterar demais o curso da história. Mas estou só especulando.

O especial de aniversário é um verdadeiro presente aos fãs da série. Quem nunca viu nada sobre ele, pode até ficar meio perdido, pegando papel na ventania da tempestade de uma explosão planetária… mas certamente vai se envolver com o ritmo da história e o carisma dos personagens. Sem falar que a versão em 3D está deslumbrante, um espetáculo à parte. Clara Oswald, a atual parceira do Doutor não deixou a desejar e mostrou que veio para ficar, servindo como bússola moral e guardiã do Doutor, muito longe do estereótipo da mocinha indefesa que precisa ser salva. Mas os fãs  que já estão familiarizados com a série e sua vasta mitologia vão se deliciar com as inúmeras referências apresentadas no decorrer da trama, que não são poucas levando em consideração sua longa existência.

Detalhes pequenos como um cachecol colorido, carcaças metálicas de velhos inimigos, a presença de figuras históricas do mundo real interagindo com o Doutor  e antigos e novos rostos retornando (em especial da personagem Rose Tyler, uma das mais queridas companheiras de aventuras de outra encarnação do Doutor, que por um simples e bom momento foi capaz de ajudar a mudar tudo); assim como a grande reviravolta envolvendo a destruição ou a salvação de Gallifrey, o planeta natal do Doutor.

“Eu não quero ir”

Doctor Who – 50th Anniversary Special - The Day of the Doctor

É impossível que três versões distintas de um mesmo indivíduo possam coexistir ao mesmo tempo e interagir juntas sem causar um colapso no fluxo do tempo. Assim foi dito. Mas esse não é o tipo de coisa para a qual o Doutor dá ouvidos.  A participação do veterano ator John Hurt representando a versão do Doutor que desmereceu o título desonrando seus ideais foi um dos pontos altos do filme. Em meio as tragédias e as cinzas de uma guerra travada há tempos (dependendo do ponto de vista de qual versão temporal do Doutor) presenciamos as consequências das decisões difíceis tomadas pelo protagonista, que o atormentariam pelo resto de sua vida, sem saber que o segredo do assim chamado “Doutor Renegado” pode ter sido um evento crucial e a mais importante influência na existência de todo o espaço/tempo. Para o bem ou para o mal.

“Gerônimo”

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Todas as versões do Doutor foram homenageadas no especial, em maior ou menor escala. O final apoteótico deixa um sorriso no rosto dos velhos e recém angariados fãs, com a promessa de um novo status, novas aventuras, novos mistérios… e um novo Doutor.

Uma tempestade está chegando e não pode ser impedida. Mas quem sabe… contornada?

GALLIFREY FALLS NO MORE!!!

bad wolf
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