NOVOS DEUSES: A Mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby!

 ORIONEste texto foi escrito baseado em minhas memórias de várias versões de diversos artistas sobre o tema. Muitos escritores ignoram certos fatos, enquanto outros acrescentam… este apanhado contém aquilo que de melhor eu consigo me lembrar sobre a mitologia desses personagens.

 

 

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Por Rodrigo Garrit

Voltando aos primórdios, temos a Fonte. E em Nova Gênese os Novos deuses comungam com ela.

Voltando aos primórdios, Jack Kirby deixou a Marvel e foi trabalhar na DC. Asgard, o lar dos velhos deuses foi consumida por uma guerra irrefreável. Então, dos espólios dessa contenda cósmica, nasceram os Novos deuses.

Essa versão não é exatamente a oficial, mas retrata com fidelidade o simbolismo que houve na época da troca das editoras. Os Novos deuses de Jack Kirby, escritos, desenhados e EDITADOS por ele, duraram apenas onze números. As vendas não eram boas. Não era pra um ser um mero gibi de bancas. Era algo para entrar na história dos quadrinhos.

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Junto com Novos deuses, Kirby também produziu “Senhor Milagre”, “Superman’s Pal Jimmy Olsen” e “O Povo da Eternidade” Juntas, essas obras formam o que tempos depois ficaria imortalizado como o “Quarto Mundo de Jack Kirby”.

E foi justamente nessas histórias, que ele deixou seu maior legado para a DC Comics… não um herói, nem de longe o melhor e mais inspirador dos heróis, afinal, ela já tinha Superman.  Era um vilão. O pior e mais diabólico todos: Darkseid.

E junto com Darkseid, fomos apresentados a “Equação Antivida“.

A Quintessência de uma civilização perfeita, desfrutando do ápice do aprimoramento tecnológico, seres imortais, belos e prósperos.  Levados à ruína pela única coisa que poderia levá-los à ruina: eles mesmos.

Quando os velhos deuses morreram, quando chegou o dia do seu Ragnarok, toda a sua cultura, conhecimento e arrogância perfeitas morreram com eles.  Mas com o fim, o ciclo infinito da vida reinicia seu caminho, e novos começos se movem em direção ao vazio de outrora.

Dois novos mundos surgiram nesse vácuo de escuridão: um era a luz, e o outro, as trevas. Esses mundos não nasceram perfeitos, e não eram habitados por deuses como aquele que existiu anteriormente. Mas uma fagulha deles parecia persistir nesses planetas. E não era ausente a arrogância que antes havia, permitindo que essa geração surgida da destruição insensata se autoproclamasse como “Novos deuses”.

Diz-se que embora sua concentração maior tenha ficado nesses dois mundos, a energia divina atingiu vários outros pontos do universo, fazendo surgir assim outros mitos, como Xhal, Rao, Azur e etc, e na Terra,os deuses nórdicos, egípcios e africanos, assim como os Titãs mitológicos, que por sua vez geraram os deuses olímpicos.

Ignorando toda a extensa história desses dois mundos, podemos contextualizar o período em que enfim, o que parecia impossível aconteceu: Izaya, um dos mais sanguinários guerreiros encontrou a iluminação, embora tivesse perdido a sua razão de viver com a morte de sua esposa na guerra insensata com seu mundo irmão. Izaya, o guerreiro, encontrou a paz. Por destino, coincidência ou intervenção divina, certo dia ele que não buscava mais nada, encontrou um fragmento do Velho Mundo… e através dele estabeleceu uma conexão com a Fonte.

A Fonte é a energia primordial geradora e também destruidora (amparadora) de tudo que existe. Cada cultura, de qualquer planeta que seja, desta ou de outras dimensões, está ciente da existência da Fonte. Não importa o quão longe, o quão diferente… todo povo precisa de Deus.

Izaya tornou-se o regente espiritual de Nova Gênesis, onde passou a ser conhecido como “Pai Celestial”.

Mesmo sendo um mundo pacífico, onde as cidades são construídas para flutuarem na atmosfera a fim de não danificarem a natureza do planeta, a guerra com seu mundo irmão persistia.  Em Apokolips, muitas intrigas foram maquinadas até que um jovem ambicioso tomasse o poder. Inclusive o assassinato da esposa de Izaya pelas mãos de Steppenwolf, tio desse jovem manipulador, para que o sanguinário Izaya se vingasse e o tirasse de seu caminho. Mas isso foi apenas uma das constantes intervenções diabólicas de Darkseid, até que tomasse o comando de Apokolips definitivamente.

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Os planetas gêmeos ficam na dimensão conhecida com “Quarto Mundo”. A melhor forma de chegar lá é através de um “Tubo de Explosão”, poderoso sistema de teleporte e reintegração molecular. O Quarto Mundo é tão inacessível que fica fora do mapeamento estelar criado pelos Guardiões do Universo, usado para delimitar os setores de atuação da Tropa dos Lanternas Verdes.

Não é impossível alcançar o Quarto Mundo sem o auxílio de um Tubo de Explosão, mas os resultados podem ser catastróficos. Na verdade, os Novos deuses dos mundos gêmeos têm dimensões colossais se comparados a um humano do planeta Terra, por exemplo. Na verdade, humanos são como formigas para todos eles. O Tubo de Explosão, além de providenciar o teleporte, também redimensiona seus passageiros, adequando os mesmos para as proporções de cada planeta.

Além do Tubo de Explosão, outra famosa máquina dos deuses é a Caixa Materna, um computador vivo, que estabelece contado direto com a Fonte, que abastece suas energias. A Caixa Materna se liga emocionalmente ao seu usuário, providenciando enorme proteção, regeneração, intuição e poder de ataque. A Caixa pode gerar seus próprios Tubos de Explosão, poderosos campos de força, providenciar a sobrevivência de seu usuário no espaço, no fundo mar e nos ambientes mais inóspitos, além de aumentar a força, velocidade e resistência, e também diversos outros usos derivados de sua essência divina, de acordo com a necessidade de seu usuário. Sendo um computador vivo, a Caixa Materna pode se ferir e até mesmo morrer. Demonstrações de afeto do usuário para com a Caixa aumentam sua potência e podem curá-la.

O objetivo principal de Darkseid é o domínio da Equação Antivida, através da qual será possível controlar todo o universo. O Objetivo de Izaya é manter o equilíbrio do cosmos.  Com o tempo, foi observado que o poderio equivalente dos mundos gêmeos levaria ambos a mútua destruição. Para acabar com a guerra, foi proposto um pacto que determinaria uma trégua entre os mundos. O mesmo consistia que Scott Free, filho do Pai Celestial fosse levado a Apokolips, onde seria criado no orfanato da Vovó Bondade, uma verdadeira bruxa especialista em treinamentos militares extremamente cruéis. Em contrapartida, Órion,filho de Darkseid, seria enviado para Nova Gênesis, onde seria educado pelo Pai Celestial. Enquanto um vivesse no mundo oposto ao seu nascimento, a paz estaria instaurada. O que no final acabou sendo a maior de todas as contradições. Scott Free cresceu e tornou-se o maior mestre de fugas do planeta. E Órion, um guerreiro de extremo poder. Diz a profecia que um dia, pai e filho lutarão nas fossas ardentes de Apokolips… e apenas um sobreviverá.

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8 comentários sobre “NOVOS DEUSES: A Mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby!

  1. Uma observação (tá certo, eu sou chato mesmo). X’hal, deusa do Sistema Vega referida em Omega Men, não foi criada pela “godwave” que criou Nova Genese e Apokolips e diversos deuses, mas antes foi uma governante do planeta Okaara deificada por experimentos conduzidos pelos Psions (raça criada pelos Guardiões do Universo como uma tentativa falha de criar uma força pacificadora antes da Tropa dos Lanternas Verdes).

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