BATMAN: TERRA UM – Precisamos criar um Batman melhor?

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BATResenha do especial “Batman: Terra Um” de Geoff Johns (roteiro), Gary Frank (desenhos) e Jonathan Sibal (Arte-final).

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Por Rodrigo Garrit

Um inexperiente Bruce Wayne está em busca de vingança. Convencido de que seus pais foram mortos em uma conspiração politica, dedica sua vida a fazer justiça, com ajuda do ex-fuzileiro Alfred Pennyworth, grande amigo de seu falecido pai e veterano de guerra a quem Thomas Wayne escolheu em testamento para ser o guardião legal de seu filho caso algo acontecesse a ele e sua esposa.

Bruce segue suas próprias pistas enquanto paralelamente, o recém transferido detetive Harvey Bullock, ex-apresentador de um reality show sobre crimes não resolvidos chega na cidade para tentar desvendar o ainda obscuro assassinato de Thomas e Martha Arkham Wayne. Mas suas investigações colocam a vida da filha do seu parceiro, James Gordon, em perigo. Barbara acaba sendo feita de refém por um assassino serial conhecido como “Aniversariante”, tudo a mando do grande nome por trás de toda sujeira de Gotham.

Existe um poder corrupto manipulando cada grande jogada dessa partida, e quem se opunha a esse poder era eliminado do jogo. Até agora.

Quem em sã consciência veste uma fantasia de morcego e tenta impedir crimes numa cidade violenta em plena madrugada e desarmado? Essa parece ser a premissa criada por GeoffJohns e Gary Frank para sua versão do Homem Morcego. Esse seria um verdadeiro reboot para o personagem, tendo sua origem mantida intacta em essência, mas ocorrida em meio a eventos menos teatrais do que estamos acostumados. Não que o Batman em si não seja teatral e dramático. Afinal ele se veste de morcego. E usa uma capa.

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A caracterização de Alfred foi quase que totalmente modificada, elevando até a enésima potência suas qualidades, fazendo dele não um mordomo que eventualmente pode salvar sua vida, mas um guerrilheiro que eventualmente pode ser um mordomo.

Ao misturar as famílias Wayne e Arkham, Johns causa uma certa estranheza num primeiro momento, mas depois de digerida, a informação até que faz sentido. Os Wayne e os Arkham são as mais ricas e tradicionais famílias de Gotham, tendo sido os pilares de sua fundação. Com o casamento de Thomas Wayne com Martha Arkham, Bruce tornou-se herdeiro das duas dinastias. E como se sabe, os problemas mentais dos Arkham são hereditários, então, isso explicaria algumas coisas sobre Bruce, mas não contem pra ele que eu disse isso.

“Batman: Terra Um” Não faz parte da cronologia dos Novos 52, é um conto isolado, apenas mais uma versão da origem do Batman, que surge quando achávamos que nada mais poderia ser feito de novo nesse sentido.

Mas Johns e Frank não apenas conseguiram a proeza como a fizeram com muita propriedade. Não acho que essa história seja  laureada como um novo “Cavaleiro das Trevas”, mas certamente já está na lista das grandes HQs do personagem. Seria um ótimo ponto de partida para um reboot cinematográfico, caso a Warner futuramente venha a produzir novos filmes do Homem Morcego.

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O visual do Batman em Terra Um.

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8 comentários sobre “BATMAN: TERRA UM – Precisamos criar um Batman melhor?

  1. História interessante do johns e ótimos desenhos do Gary Frank!Mais uma versão do surgimento do Batman(Não tão boa quanto a “Ano um”do Miller,mas bem legal)!

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  2. PERFEITO! Concordo com vc Cado Borges, essa Hg dá uma forçada na barra sinistra, pra não dizer que tudo é ruim, a ideia do que acontece com o Bullock, eu achei muito maneira, mas é só. A arte é muito bacana, ótimos desenhos… Agora, usar essa história como um possível ponto de partida para um reboot seria um tiro no pé sem precedentes. A premissa é “rala” e superficial, desprovida da consagrada filosofia que envolve o treinamento do personagem e isso pra falar pouco. Um James Gordon covarde é quase uma heresia… Espero que “Terra Um” permaneça relegada ao “elseworld” que é seu lugar.

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  3. Uma das piores Hqs que já li do Batman. Uma tentativa sem inspiração de apresentar um Batman mais verossímil, mais possível para uma realidade. A consequência é um Batman fraco, sem seus pilares de treinamento físico e mental, baseando-se apenas nos conselhos e técnicas de luta de um ex-fuzileiro, Alfred (um fuzileiro tem no máximo uma noção de artes marciais. Não sei de onde tiraram que os militares são experts em luta). O resultado é um Batman mais fajuto do que nunca. Não é descaracterizando o Morcego que vai se apresentar algo novo, pelo contrário, deve-se manter todos os dogmas de sua mitologia e criar algo novo a partir deles, sem alterá-lo, esse é o desafio para um bom autor. Uma verdadeira exibição de um roteiro de baixo nível, essa é a verdade. Ainda não foi dessa vez que conseguiram fazer algo à altura de Ano Um, aliás, isso só mostra o quanto Ano Um é uma obra prima.

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